Técnico em modelagem

Para estudar moda não necessariamente você precisa fazer uma faculdade, cursos superiores de moda tendem a ser caros e inacessíveis.

Para realizar seu sonho você pode optar por um curso técnico, uma ótima opção para entrar no mercado da moda, que tem uma demanda enorme de mão de obra qualificada.

Um curso técnico pode garantir seu espaço, já que você terá conhecimento em áreas especificas, todas constantemente tem grande necessidade desse tipo de profissional.

Técnico em modelagem

Por isso não percam as inscrições para o vestibulinho do Ensino Técnico Integrado ao Médio em Modelagem do Vestuário.

As inscrições estarão abertas até o dia 30/10.

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Os símbolos das etiquetas de cuidados têxteis

Símbolos das etiquetas

Você sabe traduzir os símbolos desenhados nas etiquetas com instrução de lavagem? Eles são extremamente importantes para entendermos como conservar os tecidos e, consequentemente, como dar maior durabilidade as roupas, pois cada tipo de fibra ou acabamento requer cuidados especiais.

Estes símbolos devem obrigatoriamente aparecer em todas as etiquetas de todas as peças de roupas, eles são universais e foram criados em 1975 pela Associação Internacional para Etiquetagem de Cuidados Têxteis, sediada em Paris. Os sinais são protegidos internacionalmente, seu uso é obrigatório e são registrados na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Servem para orientar o consumidor na lavagem roupas, toalhas, lençóis, etc. A simbologia, apesar de universal, não é simples e o consumidor pode facilmente ignorá-los ou confundi-los. No entanto eles devem estar lá, estes símbolos são a garantia de que a manutenção e preservação das peças serão adequadas e que quem consome a moda poderá usufruir do produto adquirido por muito tempo.

O profissional de moda deve conhecer todos eles, afinal, quando se cria uma peça de roupa é preciso considerar a durabilidade e qualidade de sua criação.

Símbolos das etiquetas

*Para ver a imagem ampliada clique aqui.

Os símbolos são muitos, mas uma vez estudados, fica mais fácil memorizá-los, compreendê-los e por fim colocar as instruções em prática, tanto na hora de preencher a ficha técnica, quanto na hora de lavar suas peças.

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Preenchendo a ficha técnica

Dentre as várias etapas que envolvem a confecção e comercialização de uma coleção de vestuário está a construção da ficha técnica de cada peça.

A ficha técnica é um documento onde consta todos os dados do produto que irá ser confeccionado. Além deste dados, a ficha técnica também conta com o desenho técnico da peça e as informações sobre o modo de produção e a matéria prima que será utilizada. Assim, este é um instrumento indispensável nas confecções, principalmente nas que produzem em maior escala, pois é na ficha técnica que aponta como a peça deve ser montada.

No processo de confecção de uma roupa a ficha técnica é feita após a aprovação da peça piloto, ou seja, somente quando todos os detalhes que envolvem a execução da peça forem acertados.

A ficha deve ser montada da seguinte forma:

Cabeçalho – nome da empresa, coleção, nome da peça, referência da peça, data e uma breve descrição de tudo o que é relacionado ao desenvolvimento da peça.

Desenho técnico do modelo – frente, costas e se necessário, lateral.

Dados dos materiais utilizados – os materiais podem ser divididos em principais e secundários, dentre eles estão os aviamentos e materiais de adorno. Eles devem ser descritos da seguinte forma: nome do material e/ou código de composição, especificação de tamanho, quantidade a ser utilizada, fabricante, fornecedor e preço unitário.

Etiquetas – devem trazer obrigatoriamente as seguintes informações:

Nome fantasia e marca registrada ou razão social da marca;

Tratamento e cuidados de conservação, por texto e símbolos;

Indicação do tamanho da peça, por número ou letra;

Dados de composição do tecido, com nome das fibras e o percentual de incidência, em ordem decrescente;

Cadastro de pessoa jurídica (CNPJ) da empresa e país de origem.

Beneficiamento – os processo de transformação que não façam parte da construção em si, como tingimento, estamparia, bordado ou lavagem.

Confira um modelo de ficha técnica preenchida:

Ficha Técnica

Para essa pesquisa utilizei o livro  Desenho técnico de roupa feminina, das professoras Adriana Sampaio Leite e Marta Delgado, publicado pela Editora Senac. Este livro me ajudou muito durante as aulas e cursos que fiz sobre desenho técnico e planejamento de coleção.

Ficha Técnica

É muito importante para um designer compreender esta etapa ao planejar uma coleção, pois são esses dados que garantem a reprodução exata das peças durante a confecção, é na ficha técnica que a produção poderá conferir tudo o que é relevante a criação do modelo.

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Suéter, Cardigã ou Pulôver?

Outro dia estava fazendo uma pesquisa de referências no Pinterest, e percebi que lá não existia uma definição exata para certas peças do vestuário, mais exatamente entre pulôver, suéter e cardigã. E isso me soou estranho pois, as peças do vestuário sempre tem uma história e uma diferença, uma entre as outras.

Então quis apurar qual era diferença entre cada nome dado as peças e porque são distintas, quando se parecem tanto.

Suéter, Cardigã ou Pulôver?

Cardigã: É uma peça feita em malha/lã mais fininha, de mangas longas e abotoada na parte frontal. É uma peça originalmente masculina, criada por James Thomas Brudenell, mais conhecido como o Sétimo Conde de Cardigã em 1834, durante a Guerra da Crimeia. Porém os cardigãs só vieram a uso após a guerra. E foi constatado que o cardigã,só se popularizou de fato, após a morte do Conde, em 1868.

Pulôver: A definição mais simples para o Pulôver é um colete de malha de lã, que se usa por cima de outras peças. Há quem defenda que Pulôver seja qualquer peça de malha/lã que se veste passando por cima da cabeça, daí o nome PULL-OVER.

Suéter: Pode ter sua definição confundida com a do Pulôver, por ser uma peça de lã que se usa por cima de outras peças. No entanto o suéter sempre tem mangas (diferentemente do pulôver, que pode ser um colete) e costuma ser pesado, próprio para estações mais frias.

Peças do vestuário não ganham definições à toa, mesmo que sejam irrelevantes para os consumidores finais, as nomenclaturas ajudam no processo de criação e produção, sendo indispensáveis em qualquer ficha técnica.

Como a pesquisa na internet meu pareceu abrangente demais, usei dois livros para pesquisar sobre assunto:

A History of Hand Knitting – Richard Rutt 

Dibujo de Figurines Para El Diseno de Moda – Elisabetta Drudi, Tiziana Paci, E. Drudi

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Tecidos

Livro Tecidos -  Historia, Tramas, Tipo e Usos

Tecidos – História, Tramas, Tipos e Usos

DINAH BUENO PEZZOLO – Editora SENAC

Esse livro é uma pesquisa histórica bem costurada que mostra toda a evolução da principal matéria-prima da vestimenta, dos primitivos tramados feitos manualmente de galhos e folhas aos mais avançados métodos de tecelagem; das fibras naturais aos fios inteligentes dos tecidos tecnológicos; das primeiras técnicas de tingimento às mais modernas formas de coloração; das estampas em voga nos séculos passados às tendências mostradas pelos estilistas de hoje em dia.

O prefácio é de João Braga , a leitura é leve e complementada por imagens belíssimas, sem o uso excessivo de termos técnicos, o que torna mais fácil e interessante a compreensão sobre a origem e evolução dos tecidos.

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.