Beleza selvagem

Savage Beauty, a esposição que mostra uma retrospectiva da carreira do estilista Alexander McQueen estreou em 2011, um ano após a morte do britânico.

A exibição foi organizada pelo Costume Institute  com curadoria de Andrew Bolton e Harold Koda. FOram exibidas peças do próprio ateliè do estilista e da casa de alta costura da Givenchy, assim como peças de coleções particulares. Seis galerias separadas por tema compunham a exibição: “The Romantic Mind” com alguns dos seus trabalhos mais antigos do ínicio da década de 1990; “Romantic Gothic and the Cabinet of Curiosities” que mostra sua exploração de temas góticos vitorianos; “Romantic Nationalism” que examinavam as identidades escocesa e britânica; “Romantic Exoticism” que examina as influencia não ocidentais em seus designs; “Romantic Primitivism” que mostra materiais naturais e designs orgânicos e “Romantic Naturalism” que tenta integrar temas da natureza com a tecnologia.

Fiz esse post para mostrar para vocês algumas das peças que estavam presentes na exibição que estava aberta em Londres até o mês de agosto desse ano:

 

A genialidade do trabalho de McQueen nunca vai deixar de me surpreender!

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

RIP Oscar de la Renta

Faleceu hoje, aos 82 anos, o estilista dominicano Oscar de la Renta, ele batalhava contra o câncer desde 2006. Vestindo as primeiras damas Jackie Kennedy e Michelle Obama, ou atrizes como Sarah Jessica Parker, o designer era cultuado entre os fashionistas, não pelo vanguardismo, mas pelo luxo que suas peças traziam.

Sarah Jessica ParkerSarah Jessica Parker, Met Gala, 2014

Trabalhou com os principais nomes da moda europeia no início de sua carreira, De la Renta faz parte da velha guarda fashion.

Nascido em Santa Domingo, no ano de 1932, de uma família rica, De la Renta foi um imigrante com o nome ligado a alta classe americana. O mais novo de sete irmãos ele chegou aos EUA vindo de Madri e Paris, onde ele havia trabalhado com Cristóbal Balenciaga, Lanvin e Balmain.

O dinheiro que seu pai havia mandado enquanto ele estava na Espanha ele gastou com roupas, com o intuito de se manter impecavelmente elegante usando costumes de três peças e colarinhos engomados para receber seus amigos em suas variadas casas de férias, hábitos ele que manteve até hoje.

Oscar de la Renta

junho/1985

O trabalho dele se tornou relevante para uma audiência maior graças à personagem Carrie Bradshaw em Sex and the City. O momento em que seu amante russo a presenteia com um vestido de coquetel Oscar de la Renta, cor de rosa com saia armada que ela acaba usando para comer no McDonald’s, se torna um momento sartorial e cult para a história da TV.

Carrie Bradshaw

Carrie Bradshaw

De la Renta também fez parte da cultura pop graças ao filme O Diabo veste Prada em que a personagem Miranda Priestly faz um discurso para a sua assistente sobre a cadeia da moda que ia do suéter azul da Gap que ela usava até os vestidos cerúleos que o estilista desfilou em 2002 (que na verdade está errado, já que a coleção do estilista para a primavera/2002 não tinha nenhuma peça azul cerúleo).

A marca do estilista seguirá com direção criativa de Peter Copping, anunciado no início deste mês, sua primeira coleção será desfilada em fevereiro.

*imagens: reprodução


Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

7 fatos que você desconhecia sobre Coco Chanel

Hoje a lendária estilista Coco Chanel completaria 131 anos, e é conhecida até hoje por ter mudado o mundo da moda com seu estilo inovador, sempre a frente de seu tempo.

Devemos admitir que Mademoiselle Chanel também deve ser reconhecida por sua biografia um tanto quanto interessante, unidos ou separados, os fatos de sua vida contam uma história fascinante.

Por causa do seu aniversário, muitos artigos pipocaram hoje na internet, para mim um deles se destacou e eu decidi trazê-lo aqui para os meus leitores cabideiros.

A sessão de estilo do Huffington Post listou os 7 fatos mais curiosos sobre a vida e carreira de Coco Bonheur Chanel, que você provavelmente desconhecia. Eu devo admitir que mesmo depois de já ter lido alguns livros, visto os filmes e a minissérie, eu realmente desconhecia alguns itens dessa lista!

Dá uma olhada:

1. As freiras

Coco aprendeu o ofício da costura com as freiras de Aubazine Abbey, o orfanato onde ela cresceu.

2. Cantora

Antes de costurar, Chanel (na época conhecida como Gabrielle) cantava no La Rotunde e outros cafés parisienses. Foi a música “Who has seen Coco in the Trocadéro?” que a fez ganhar o apelido de “Coco”.


3. Caso de amor com o nazismo

Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel foi ligada ao oficial de inteligência Baron Hans Günther von Dincklage, um notório espião alemão. Existem até hoje rumores de que Chanel também tenha sido uma espiã.


4. Meu perfume

Chanel No. 5 é um clássico, tão clássico, que foi o primeiro perfume a receber o nome de seu criador.


5. Em Guerra

O período durante a Segunda Guerra Mundial foi controverso para a estilista, e os problemas afetaram também seus negócios em 1939, quando ela teve que fechar sua loja. Mas, como nós bem sabemos, seu retorno aos negócios foi muito bem sucedido.


6. Os postes não são dela

A lenda diz que o Duque de Westminster estava tão loucamente apaixonado por Coco Chanel, que fez com que os postes de Londres recebessem a inicial de sua amada ao lado do seu “W”. Infelizmente, as iniciais que aparecem nos postes na verdade tem outro significado (City Council).


7. Fora de contexto

Apesar da designer ser conhecida por sua perspicácia, ao longo dos anos, a maior parte das suas citações está sendo distorcida. Isso sem falar nas inúmeras frases que ela não disse e são atribuídas à ela nas redes sociais.

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Imelda

Colecionadora de sapatos, foi assim que a ex primeira-dama das Filipinas ficou conhecida pelo mundo, Imelda Marcos – a mulher dos 3.000 pares de sapato.

Esposa do ex presidente das Filipinas o ditador Ferdinando Marcos, de quem foi cúmplice durante seus 21 anos de mandato cheio de falcatruas.
Imelda veio de uma familia da alta sociedade, nasceu em 1929 nas Filipinas, mais especificamente na província de Leyte, onde competiu o seu primeiro concurso de Miss local, aos 18 anos, recebendo o título de “Rosa de Tacloban”. Depois venceu outro concurso recebendo o título de “Miss Leyte”.Nos anos 50 recebeu mais um título de “Musa de Manilla” como consolação do prefeito de Manilla após ter sido derrotada no concurso “Miss Manilla”, ficando indignada ao ponto de contestar o resultado do conscurso.

Imelda Marcos

*Miss Manilla, 1953

Em 1954 conheceu o deputado Ferdinando Marcos, afobados casaram com apenas 11 dias de noivado, na Catedral de Manilla, nesse dia Imelda ganhou brincos, anel de casamento com 10 quilates e um bracelete com 11 gemas uma para cada dia de noivado.

Como primeira-dama Imelda Marcos, era o principal destaque da carreira do marido, numa clara demonstração de nepotismo sendo promovida para vários cargos públicos.
Ela foi uma espécie de embaixatriz, exercendo o papel fundamental nas relações diplomáticas entre as Filipinas, na extinta União Soviética e nos países do oriente médio.
Teve uma certa ocasião em que os Beatles foram tocar no país, Imelda os convidou para um café da manhã mas a banda não compareceu. Imelda ficou furiosa, achando um absurdo monstruoso, acabou influenciando uma revolta dos filipinos contra os musicos que foram obrigados a se mandarem do país.

Imelda Marcos

 *Imelda e o marido

Imelda desviou milhões de doláres dos cofres públicos para manter a vida extravagante, comprar joias, roupas , casas, apartamentos e principalmente sapatos. Seus lugares preferidos para compras erma nas lojas grifes de Nova York e nas capitais mais importantes da Europa.
Comprou diversas propriedades em Manhattan, entre elas os edifícios Crown e Herald Center, o primeiro custando US$ 51 milhões e o segundo, US$ 60 milhões.

Ela e seu marido possuíam contas fantasmas em paraísos fiscais, e até uma conta na Suíça com nomes falsos: Ferdinando era “William Saunders” e Imelda era “Jane Ryan”.

Imelda Marcos

*Parte da coleção, foto tirada um ano após o casal ser exilado

Em 1986 o povo filipino invadiu o palácio presidencial e descobriu que a ex primeira-dama possuía já cerca de 1.200 pares de sapatos carissímos, que ela justificou dizendo a população carente e necessitada que centenas dos pares de sapatos eram presentes de “admiradores”.

Imelda Marcos foi condenada por corrupção na década de 1990, mas entrou com recurso e não foi presa.

A acusação era parte de um caso maior, em que Imelda e seu marido, o ex-presidente das Filipinas, Ferdinand Marcos, eram acusados de saquear a economia do país entre 1968 e 1986.

O casal foi derrubado do poder em uma revolta popular em 1986 e fugiu para o Havaí, onde Ferdinand Marcos morreu em 2002.

Imelda Marcos

Imelda Marcos

Imelda Marcos

Imelda Marcos

Hoje em dia Imelda Marcos é viúva, possui um museu para exibir os seus sapatos na cidade de Marikina conhecida como a capital dos sapatos, centenas desses sapatos são da época que ela fugiu das Filipinas com o presidente, em 1986. Certa vez Imelda contou a um repórter sobre a ocasião: “Eles foram aos meus armários em busca de esqueletos mas, graças a Deus, tudo o que encontraram foram sapatos, lindos sapatos”.

Após o falecimento do marido voltou para as Filipinas e concorreu 2 vezes ao cargo de presidência da República. Apesar de sua coleção ser de imensa contribuição para preservação da história da moda, é impossível esquecer ou perdoar as artimanhas da ex primeira-dama que tinha a ganância e o ego quase tão grandes quanto sua própria coleção de sapatos.

Imelda Marcos

O karma também inflado, no final do ano passado sua coleção foi afetada por enchentes e cupins, sem incentivo do governo e com instalações precarias, o museu está se deteriorando, a coleção inclui, além dos sapatos, roupas e joias, mas o acervo perdeu mais da metade de seus itens. Atualmente o museu conta com cerca de 765 pares, incluindo marcas famosas como Gucci, Charles Jourdan, Christian Dior, Ferragamo, Chanel e Prada.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Factory Girl

Edith Minturn conhecida como “Edie” Sedgwick nasceu em Santa Barbara no dia 20 de abril de 1943  foi atriz, socialite, modelo e herdeira americana.

Edie Sedgwick

Ficou conhecida por ter sido uma das musas de Andy Warhol, tendo atuado em vários de seus filmes. Foi apelidada de “It Girl” mas a revista Vogue também a nomeou uma “Youthquaker”.

Foi em março de 1965 que Sedgwick conheceu, no apartamento de Lester Persky, o artista e cineasta underground Andy Warhol, em uma dessas visistas Andy Warhol estava filmando o filme Vinyl, a sua interpretação do livro A Laranja Mecânica. Apesar de todo o elenco de Vinyl ser formado exclusivamente por homens, Andy Warhol fez questão de colocar Edie Sedgwick no filme.

Embora o interesse de Edie Sedgwick em filmes seja breve, o seu charme, o seu visual e o seu estilo despertaram o interesse de Andy Warhol, que decidiu colocá-la no estrelato e assim lançou Poor Little Rich Girl, que foi originalmente concebido como uma parte da série de filmes de Sedgwick, chamado de “The Poor Little Rich Girl Saga”.

Edie Sedgwick

O primeiro rolo de filme mostra Edie Sedgwick – totalmente embassada e fora de foco – acordando, pedindo café e suco de laranja, fumando alguns cigarros e fazendo exercícios e maquiagem em seu quarto, ao som de um disco do Everly Brothers. O fato de Edie Segwick estar totalmente embassada e fora de foco se deu devido a um defeito na lente da câmera. O segundo rolo de filme, mostra Edie Sedgwick fumando mais cigarros (a título de curiosidade, ela era uma fumante inveterada), falando ao telefone, experimentando roupas e, acima de tudo, descrevendo como ela gastou toda a sua herança em apenas seis meses.

Embora os filmes de Andy Warhol fossem muito conceituais para obterem sucesso comercial (e raramente, eles eram assistidos fora da “The Factory”, o estúdio de Andy Warhol em Nova Iorque), a popularidade de Edie Sedgwick começou a aumentar, pois a sua aparência nos filmes se tornou interessa da mídia, ocasiões em que ela sempre aparecia com visual maravilhoso, porém fora do comum, sempre usando mini vestidos, maxi brincos (sua marca registrada) e collant.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e o  colori com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super-estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e colorindo-o com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Essa parceria contiunou até meados de 1966 quando acabou se retirando do louco círculo de amizades e se mudou para o Hotel Chelsea, onde conheceu o músico Bob Dylan.

Mais tarde, os amigos de Bob Dylan conseguiram convencer Edie Sedgwick a assinar um contrato com Albert Grossman, que, na época, era o empresário de Dylan. No entanto, o relacionamento de Edie Sedgwick e Bob Dylan terminou quando ela descobriu que Dylan havia se casado com Sara Lownds em uma cerimônia secreta.

De acordo com o cineasta Paul Morrissey, Sedgwick havia dito: “Eles [o pessoal de Dylan] farão um filme, onde eu serei uma verdadeira estrela, ao lado de Bobby [Dylan]”. De repente, o nome de Bob Dylan não saía mais da boca de Edie Sedgwick, e todo mundo descobriu que ela estava apaxionada por ele.

Durante a maior parte de 1966, Sedgwick ficou envolvida em uma relação tempestuosa e íntima e essa relação não era com Bob Dylan, e sim com o amigo íntimo dele, um homem chamado Bob Neuwirth.

Edie Sedgwick

Foi nesse período que ela se tornou cada vez mais dependente de barbitúricos. Em 1967, Bob Neuwirth, incapaz de lidar com o comportamento errático de Edie Sedgwick, que surgiu devido seu abuso de drogas, terminou o relacionamento.

Em 24 de julho de 1971, Edie Sedgwick se casou com Michael Post, ela havia parado de beber e usar drogas por um curto período de tempo. A sua sobriedade, no entanto, durou até o mês de outubro, quando médicos a receitaram remédios para dor, em decorrência do seu tratamento de uma doença física.

Voltou para o uso abusivo até que mais tarde, seu marido, ficou encarregado de administrar os seus remédios. Por conta própria, durante todas as noites, Edie Sedgwick tomava dois tabletes de Quaalude, de 300 miligramas cada, e mais duas cápsulas de Tuinal. Tudo isso em adição às outras drogas que ela consumia, somado ao uso de bebidas alcoólicas.

Edie Sedgwick

Na noite do dia 15 de novembro de 1971, Edie Sedgwick foi a um desfile de moda no “Santa Barbara Museum”. Após o desfile de moda, ela foi para uma festa onde, segundo os depoimentos de seu marido e cunhado, um convidado supostamente bêbado a atacou verbalmente, chamando-a de “usuária de heroína” e dizendo que seu casamento seria um fracasso.

Edie Sedgwick, bastante chateada, telefonou para Michael Post, no caminho para casa, e Sedgwick expressou pensamentos de incerteza sobre o casamento deles. Já no apartamento, e antes deles irem dormir, Michael Post deu a ela os medicamentos prescritos. De acordo com o próprio Michael Post, Edie Sedgwick começou a sentir sono muito rápido, e sua respiração estava “ruim – parecia haver um grande buraco em seus pulmões”, mas ele atribuiu isso ao hábito de fumar demais. Enfim, ele também foi dormir.

Quando Michael Post acordou na manhã seguinte, surpreendeu-se ao ver que Edie Sedgwick já estava morta. O legista definiu a causa da morte como “indeterminada/acidente/suicídio.

Ela tinha apenas 28 anos de idade.

Edie Sedgwick

Sienna Miller protagonizou a biografia de Edie no cinema num filme chamado Factory Girl quee mostra os autos e baixos da atriz, o filme ilustra dá uma amostra de por que Edie foi um ícone de moda e fala sobre o comportamento na década de 70. Foi lançando em 2006 e chegou ao Brasil com o título “Uma garota irresítivel”.

*imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.