‘Tatau’

Ooi ooi!

Sabe aquela série, reality, programa de TV ou filme que parece que nenhum dos seus amigos assiste e você não consegue trocar ideias com nenhum deles sobre o que tá rolando, o que você pensa, saber o que os outros pensam e tudo o que te resta são os grupos no Facebook? Pois é, eu sou mestre nisso! E hoje quero falar sobre um dos realities que eu mais adoro: Ink Master.

Apresentado por Dave Navarro, Oliver Peck e Chris Nunez (também jurados do programa), Ink Master é um reality show de tatuadores que competem por um prêmio de 100 mil dólares. Em cada programa é realizado o desafio relâmpago e, em seguida, o desafio da eliminação, onde será feita a tatuagem que irá eliminar alguém da competição.

Oliver Peck, Dave Navarro e Chris Nunez

Quem são as pessoas tatuadas? São voluntários! Você preenche uma ficha que inclui coisas como: qual estilo de tatuagem você gostaria, cores de sua preferência e afins. Você pode acessar o Human Canvas Application e ser um voluntário para o programa. Assim como já estão abertas as inscrições para ser um tatuador competidor na próxima – oitava –  temporada!

Canvas

Kyle Dunbar

O que acontece quando algumas tatuagens ficam ruins ou os ‘canvas’ não ficam satisfeitos? Bem, existe uma ramificação do programa: Ink Master Redemption. Nesse programa o ‘canvas’ e a pessoa que o tatuou se reencontram e tem a chance de conversar , se o ‘canvas’ concordar, pode ser tatuado novamente pelo mesmo tatuador que terá a chance de redimir.

Jesse Smith

Joshua Hibbard

Chris Blinston

Halo

Assim como Ink Master Redemption, rolam outras edições, como especiais para o Valentine’s Day ou para o Halloween, teve também um especial para o 100º episódio chamado “Sirens of Ink”, que reuniu as melhores tatuadoras que passaram pela competição. É uma pena que a quantidade de mulheres no Ink Master ainda seja pequena, cada vez mais essa indústria abre as portas para tatuadoras e o casting do programa poderia mostrar melhor a qualidade do trabalho e o espaço conquistado por mulheres que tatuam.

Emily Elegado, Jackie Jennings, Sarah Miller e Lea Vendetta em “Sirens of Ink”

Eu não sou super entendedora de tatuagens, na verdade ainda nem tenho uma, mas assisto o programa com uma felicidade enorme. Vejo o trabalho que essas pessoas tem e admiro taaaanto o que eles conseguem fazer, passar do papel para pele desenhos absolutamente incríveis! Acho sempre uma droga que eu não consiga conversar com meus amigos sobre isso, sobre os tatuadores que eu acho simplesmente incríveis e sobre os que eu escolheria para me tatuar (dá-lhe Sarah Miller!! <3)

Sarah Miller

Pesquisei sobre tatuagens para me inteirar melhor e achei alguns fatos bem interessantes:

A palavra tatuagem se originou do inglês “tattoo”, quando em uma expedição para a Polinésia, em 1769, o capitão James Cook registrou em seu diário de bordo que naquela região o ato de pintar o corpo era chamado de tatau.

“Cem anos depois, Charles Darwin afirmaria que nenhuma nação desconhecia a arte da tatuagem. De fato, dos índios americanos aos esquimós, da Malásia à Tunísia, a maioria dos povos praticava ou havia praticado algum tipo de tatuagem. Com a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891, o hábito se espalhou ainda mais pela Europa e pelos Estados Unidos. No final do século XX, a pele desenhada, até então uma característica quase exclusiva de marinheiros e presidiários, tornou-se uma das mais duradouras modas jovens.”

TAITI

No Taiti, acredita-se que a arte de tatuar tenha sido ensinada pelos deuses, e, por conta disso, ao serem realizadas devem seguir rituais especiais. As mulheres só podem tatuar os braços, as pernas e o rosto, já os homens tem a liberdade de tatuar o corpo inteiro. No geral, na Polinésia, a tatuagem é utilizada como símbolo de classe social.

JAPÃO

O Japão foi um dos países que mais desenvolveram novas técnicas de tatuagem, onde as sessões podem chegar a durar anos e os desenhos cobrirem o corpo inteiro, exceto as mãos e os pés. A tatuagem também é associada à máfia Yakuza e a criminalidade.

Foi desenvolvida também no Japão a kakoushibori, uma tatuagem feita com produtos químicos que fazem com que a tatuagem apareça apenas em algumas situações mais singulares, como, por exemplo, quando a pessoa toma alguma bebida alcoólica ou após o ato sexual.

NOVA ZELÂNDIA

Os nativos da Nova Zelândia são chamados de maori, suas tatuagens típicas em forma de espirais tinham como objetivo distinguir as pessoas das diferentes classes sociais existentes, onde cada espiral simbolizava um nível hierárquico, também distinguiam guerreiros. Escravos não podiam se tatuar.

Depois que líderes maoris morriam, suas famílias conservavam a cabeça tatuada como uma relíquia.

ÁFRICA

A prática mais comum nas tribos africanas (e que vem se tornando mais comum também hoje em dia), é a escarificação, que é a realização de incisões na pele que produzem cicatrizes. Ela pode ser utilizada para fins terapêuticos (colocar medicamentos diretamente no corpo) e para marcar ritos de passagem. No Sudão, por exemplo, as mulheres passam por três escarificações: elas marcam o peito aos 10 anos, os seios após a primeira menstruação e braços, pernas e costas após a gestação.

“No Brasil, o precursor da tatuagem moderna foi um cidadão dinamarquês chamado Knud Harald Lucky Gegersen. Ele ficou conhecido como Mr. Tattoo, ou apenas Lucky.

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O dinamarquês chegou no país em 1959 e morou em Santos, no litoral paulista. Manteve-se financeiramente utilizando seu talento como desenhista e pintor profissional.

Lucky teve grande importância no mundo da tatuagem nacional. Os tatuadores associam a ele a chegada da tatuagem no Brasil, assim como a sua populariação e, por isso, dizem que por mais imperfeita que seja a tatuagem de Lucky, ela vale muito. Ele foi notícia em vários jornais nacionais, e em 1975 foi personagem de uma matéria do jornal “O Globo” que o nomeou como único tatuador profissional da América do Sul.”

Fuçando mais um pouquinho, encontrei  o Polaco Tattoo, o estúdio que abriga o chamado Museu da Tatuagem aqui em São Paulo. Você pode visitá-lo realizando agendamento prévio. Uma descrição mais detalhada do que é a exposição:

“Idealizado pelo colecionador e tatuador profissional Polaco, o museu possui cerca de  500 itens de sua coleção pessoal e de doações de amigos. Na seleção das obras estão desenhos preparatórios, objetos que ilustram a tatuagem entre povos primitivos, gravuras, projetos finalizados além de fotografias, recortes de jornais e revistas, máquinas manuais e usadas em cadeias brasileiras e em antigos presídios da Rússia, improvisadas com barbeadores, cordas de violão e ampolas de seringa, além de uma reprodução da patente da caneta elétrica de Thomaz Edson, em 1.805, entre outros. 

O objetivo do museu é de informar a origem e a evolução da tatuagem , costumes e usos, mostrando que esta ornamentação dos corpos está presente como uma forma de linguagem do ser humano, que se expressa em desenhos fixados eternamente na pele,  tendo o corpo como suporte de uma obra de arte que atravessou milênios ao lado do homem até os dias de hoje.

O Museu Tattoo Brasil está localizado no Estúdio Polaco Tattoo, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 225, 1º andar, Centro. Para visitação é necessário prévio agendamento pelos fones (11) 3222-8049 e 3333-4220.” 

Dá uma olhada em um rolê que o canal Andando por SP fez no Museu:

Se mais alguém assiste a série me diga o que acha e quem é o seu tatuador preferido aqui nos comentários! Estou feliz pois, de alguma forma, eu pude compartilhar meu amor por Ink Master! <3

A Netflix tem a primeira temporada disponível, as outras eu assisti online aqui, assim como os episódios especiais!

Espero que curtam! Beijo! (:

Fonte 1
Fonte 2
*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Ponto e vírgula

Tem sido muito bom para mim falar um pouco sobre algumas das coisas que passei nos últimos anos aqui no blog. Se você é novo por aqui precisa saber que eu sou bipolar e que o tratamento para lidar com o transtorno virou a minha vida de ponta cabeça. Eu demorei para me abrir sobre isso com qualquer pessoa que não fosse minha terapeuta e meus pais. Quando eu comecei a me aceitar esteticamente vi que de certa forma, mesmo depois de tantos anos, eu nunca tinha realmente aceitado minha condição. Estava mais fácil me ver de fora para dentro. Eu nunca tinha falado sobre isso com amigos e até com a família. Durante muito tempo eu estigmatizei meus sintomas e me afastei de situações que fizessem eu me sentir mais frágil do que eu já me sentia.

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Não é fácil falar para todo mundo ouvir que você tem um transtorno como esse, ainda existe muito preconceito, muita piadinha sem graça, muita preguiça de estender  mão para alguém com tanta dificuldade de alcançá-la. Além disso, nem todo mundo permanece na sua vida quando você você é tão evidentemente neuroatípico, as pessoas tem medo do que elas não entendem.

Eu tenho muita vontade de fazer um post falando sobre a minha jornada entre o diagnóstico até o ponto onde estou hoje. Vocês gostariam de ler algo desse tipo?

 

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Existem muitas pessoas no mundo que lidam com transtornos, entre elas existem ainda mais pessoas que acabam se isolando por não compreenderem que não estão sozinhos , que outras pessoas também passam por tudo isso. Só quem está nessa posição é capaz de compreender o quanto é importante saber que alguém também sente o que você sente. É como se isso validasse coisas que nós não tínhamos mais certeza se eram reais ou não.

Foi assim, buscando validação, que encontrei o projeto Semicolon que acabou se transformando em um viral para lutar contra os estigmas que cercam doenças psiquiátricas, incentivando os participantes a falarem sobre sua condição. A essência do projeto está no ponto e vírgula que representa o momento em que um autor poderia encerrar uma frase, mas ao invés disso decide pausá-la para depois seguir em frente.

 

Uma foto publicada por Rhys (@rhyscovery) em

 

A ideia surgiu em 2013,  mas só recentemente as pessoas começaram a postar sua tatuagens na internet. Amy Bleuel, a criadora do projeto, estima que mais de 1 milhão de pessoas já tenham a tattoo. Bleuel também é uma das pessoas que  que lida com questões relacionadas a depressão, auto-flagelo, vícios, ansiedade e suicídio. “Eu queria honrar o meu pai que se suicidou. Assim como a minha própria história lidando com essas coisas”.

 

Uma foto publicada por Kim (@kim.sa) em

 

Não calem o sofrimento alheio, ele nunca é trivial.

Não se cale, compartilhe sua história.  Vai ajudar outras pessoas, mas principalmente, vai ajudar você.

Eu tive uma terapeuta que me dizia para olhar de frente nossas dores, tirá-las do coração e encará-las de frente, só assim seremos capazes de compreendê-las, de saber do que ela e feita e lutar para ela se vá.

 

O projeto:

www.projectsemicolon.org

Navegue na hashtag #thesemicolonproject no Instagram para ver quantas tatuagens lindas e libertadores já tem por lá!

 

Se você está lidando com a depressão e pensamentos suicidas, procure AJUDA. Você não está sozinho!

 

Se você estiver de conversar de forma mais casual, eu estou aqui também, me procure: ocabide@ocabide.com

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A história secreta das mulheres tatuadas

Olive Oatman, foi a primeira mulher branca tatuada dos EUA em 1858. Após sua família ser assassinada por índios Yavapais, ela acabou sendo adotada por índios Mohave, que lhe deram sua tradicional tatuagem tribal. Ela foi resgatada com 19 anos e se tornou uma celebridade.

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cortesia de Arizona Historical Society, Tucson, 1927

Com o passar dos anos o estigma da tatuagem vem mudando, ainda que algum preconceito tenha conseguido ultrapassar gerações, o número de pessoas tatuadas cresce cada vez mais, principalmente entre mulheres. O livro de Margot Mifflin, “Bodies of Subversion: A Secret History of Women and Tattoo” (Corpos da subversão: A história secreta da mulher e a tatuagem), lançado em 1997, analisa essa tendência, que pode ter nascido há muito tempo atrás.

Na terceira edição do livro encontramos fotografias de mulheres tatuadas e mulheres tatuadoras através dos tempos, começando pela cultura de Nativo Americana, como é o caso da tatuagem no queixo de Olivia Oatman. Tais fotos examinam como a cultura da tatuagem se desenvolveu durante os anos e como elas afetam os emblemas da mulher contemporânea, como o empoderamento na era do feminismo ou como distintivo da auto-determinação em um tempo em que as controvérsias sobre aborto, estupro, assédio sexual nos faz pensar sobre o controle que temos sobre nosso próprio corpo.

Apesar de as tatuagens serem cada dia mais comuns e mais visiveis, aparecendo até como elemento de estilo, são alguns dos exemplos históricos mais escondidos – das mulheres Vitorianas até atrações de circo – que nos surpreendem.

As imagens desse livro nos permitem ver como as tatuagens foram de proibidas a tendência de moda, Mifflin (que não é tatuada) diz que: “Eu vi a tatuagem como um incrível barômetro dos sonhos, medos e paixões da mulher naqueles tempos, e isso me fez imaginar o que as tatuagens das mulheres, desde o século XIX, quando mulheres européias e americanas começaram a se tatuar.

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Nora Hildebrandt, a primeira americana tatuada a ser atração em circo,no final dos anos 1880. Como muitas das primeiras atrações desse tipo Hildebrandt afirmava que tinha sido tatuada a força por índios. Na verdade ela foi tatuada em Nova Iorque, por seu marido, Martin Hildebrandt, um dos primeiros donos de estúdios de tatuagens nos EUA. A imagem é cortesia de Tattoo Archive.

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Maud Wagner, a primeira tatuadora dos EUA, essa foto foi tirada em 1911. Em 1907, ela trocou um encontro com o seu marido por aulas de tatuagem. A filha deles, Lotteva Wagner, também é tatuadora. A imagem é cortesia da autora.

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Mildred Hull, uma das primeiras mulheres a apreender a tatuar, a intenção era judar o namorado mas ela trabalhou em Bowery por duas décadas tatuando muitas mulheres, inclusive debutantes e universitárias. Elas costumavam pedir por corações com o nome de seus amantes ou a palavra “Mãe”. A imagem é cortesia Tattoo Archive.

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Assim como muiyas das atrações de circo tatuadas, Anna Mae Burlington Gibbons era uma mulher de classe trabalhadora que tatuava em tempos de economia difícil. Ela e o marido, o tatuador Charles (Red) Gibbons, viajaram e trabalharam como um time, começando a partir dos anos 1920. No seu corpo estavam tatuados parte da Anunciação de Botticelli, uma parte da Sagrada Família de  Michelangelo e no peito um retrato de George Washington. A imagem é cortosia de Circus World Museum, Baraboo, Wisconsin.

BROADBENT, BETTY (TATOOED LADY-BEAUTY CONTEST)

Betty Broadbent foi uma das mais conhecidas e mais fotografadas atração de circo. Ela fez história por aparecer na TV para um concurso de beleza – com o corpo todo tatuado – na World’s Fair de 1937. A imagem é cortesia do The New York Daily News.

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Elizabeth Weinzirl, 1961. Ela era a esposa de um médico que começou a tatuar as 47 anos de idade, e foi uma das primeiras mulheres a mostrar suas tatuagens como entretenimento. A imagem é cortesia de Mary Jane Haake.

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Bobbie Libarry, 1976, fotografada por Imogen Cunningham. Ela foi uma atrtação que se transformou em tatuadora em São Francisco. Nessa foto Libarry tinha 83 anos, esse foi um dos últimos retratos que ela fez, vindo a falcer pouco depois. A imagem é cortesia do Imogen Cunningham Trust.

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Conhecida como “Miss Technicolor” e “The Classy Lassy with the Tattooed Chassis,” a australiana Cindy Ray fez uma turnê pela Austrália e Nova Zelândia no início dos anos 1960, até aprender a tatuar, seu trabalho desde então. Adora com setenta anos, ela atende pelo seu nome de batismo, Bev Nicholas, e trabalha aos fins de semana no Moving Pictures Tattoo Studio, perto de Melbourne, onde ela já tatua há quarenta anos. A imagem é cortesia de Randy Johnson.

E você, é uma das mulheres tatuadas que estão quebrando paradigmas nesta geração?

*magens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Tatuados

Parte dois da galeria!

Geek Tattoo

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Moda à flor da pele

Tattoos de moda

Porque as vezes a moda é tão parte da sua vida que você a torna eterna em você.

As vezes não dá tão certo, mas a dedicação é de se admirar!

**UPDATE:

Olha que linda a fashion tattoo da Jessica Lopes, leitora cabideira e redatora do visibilidadesnamoda.blogspot.com e também do modaeliteratura.blogspot.com!

Jessica Lopes

E você, tem uma tattoo inspirada pela moda?

Manda pra gente!

*Imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.