Mini

A gente já sabe que a minissaia foi importante para a libertação da mulher, principalmente por ser um signo da liberdade sexual desde sua criação.

Surgiu na década de 1950 e sua criação é atribuída a designer Mary Quant, que criou o modelo inspirada no carro Mini Cooper. Mas sua criação também é atribuída ao francês André Courrèges, portanto não se sabe ao certo que de fato inventou o modelo.

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Modelos vestem peças prêt-á-porter de Andrés Courrèges

Há ainda quem dê os créditos a Helen Rose, que fez algumas minissaias para a atriz Anne Francis em 1965 no filme sci fi Planeta proibido, mas também devemos levar em consideração a aparição de vestidos curtos na personagem Dale Arden do filme do anos 1940 Flash Gordon.

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a atriz Anne Francis

E também há quem defenda que John Bates quando fez o figurino para Diana Rigg que interpretava Emma Peel na série da ABC The Avengers, em 1965. A série ajudou o estilo “mod” londrino a se definir.

E se você acha que acaba por aí, ainda tem Cathy McGowan, que apresentava o programa semanal Rock Steady Go! (1964-66).

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De qualquer forma a minissaia surgiu em tempos de mudança, ela não era somente uma peça de roupa que mostrava mais o corpo feminino, ela representava também a democratização da moda, nos anos 1960, quando os traços da cultura de moda parisiense, que ainda eram quem ordenavam o consumo de moda, caíram por terra, o movimento pela liberação social e sexual feminina se firmaram.

E quando a juventude londrina já usava looks flertivos que se rebelavam contra a moda de velha guarda, designers como Yves Saint Laurent e Rudi Gernreich criavam suas próprias versões da minissaia, as introduziram a mídia de moda em seus desfiles e o público geral começou a criar suas novas versões.

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A história da minissaia tem muito mais do que apenas os centímetros a menos em sua barra. Essa talvez seja o estilo mais revolucionário da época, pois ultrapassou a ideia de tendência e se provou como algo atemporal.

Se você gosta da moda dos anos 1960 também vai curtir esse post, também vale a pena saber mais sobre Peggy MoffitVeruschka e Edie Sedgewick.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Sessentinha!

Essa semana teve Peggy Moffitt e Polly Maggoo aqui no O Cabide. Mais swinging sixties impossível!

E não é coincidência que esse tema apareça por aqui com essa frequência. Acontece que eu gosto de falar sobre a moda nos Anos 1960, gosto de ler sobre e acho as roupas incríveis!

Anos 1960

Eu penso que, nos anos 1960 a moda ainda tinha espaço para a invenção, tinha potencial para revolucionar o comportamento da sociedade.

Além do mais a estética é muito atraente, cheia de curvas sinuosas que redesenham a mulher, por dentro e por fora.

Então pensei que seria legal emendar os posts da semana com imagens da moda na época:

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.