Terapia da beleza

Há alguns dias atrás, num momento de desânimo em que eu estava me arrastando pelos cantos de um jeito que nem sapato novo resolveria, decidi juntar alguns produtinhos que ainda não tinha testado e me distrair com o que mais amo: maquiagem. Acabei fazendo uma make completa e compartilhei o processo no Snapchat, no final o humor já tinha melhorado e eu recebi um monte de mensagens com elogios e carinho.

Dia 1

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Foi tão bacana que acabou rolando de novo e de novo, teve até make inspirado na Siouxsie Sioux!

Dia 2

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Siouxsie Inspired

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A Terapia da beleza não tem hora marcada e eu nem sei se é algo que quero manter como parte do nosso conteúdo, até porque a parte mais legal é ser espontâneo. Quem irá me dizer se devo ou não continuar são vocês!

Mas eu devo dizer que é terapêutico mesmo, me ajuda a relaxar e esquecer um pouco da vida que anda tão complicada ultimamente. Acho que funciona tão bem por ser um momento totalmente dedicado a mim mesma, e nem tem a ver com beleza (até porque eu nunca uso a maquiagem depois, só faço algumas fotos e depois lavo o rosto).

Ainda estamos em janeiro e já tenho certeza que maquiagem vai ser MUITO presente n’O cabide esse ano. No começo de janeiro eu falei sobre como eu achava que em 2016 O Cabide seria ainda mais uma extensão de mim e eu acho que falarmos mais sobre maquiagem é um reflexo disso.

 

Não esqueça de adicionar O Cabide no Snapchat!

snapcode

Tire um foto do ícone acima com o aplicativo do Snapchat ou nos adicione pelo nome: ocabide.

Geralmente eu aviso que vai rolar Terapia da beleza lá no Twitter (@ocabide), um pouco antes de começar. Vocês gostariam que avisasse em alguma outra rede social?

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

O Cabide por aí: Fashion Weekend Plus Size | Verão/2016

Rolou neste sábado, 25/07, a 12º edição do Fashion Weekend Plus Size. Eu já tinha visitado outras edições, mas essa foi especial para mim. Esse foi o primeiro evento de moda que compareci desde que me aceitei como gorda. Como vocês sabem o processo de aceitação não aconteceu de repente, e é claro que ainda existe muito espaço para evolução na minha auto-estima e na forma como vejo o meu corpo, mesmo assim foi a primeira vez que eu realmente me esforcei para fazer uma aparição em qualquer tipo de evento relacionado ao blog em muito tempo. E valeu a pena.

Eu fui principalmente para ver os desfiles das marcas Chica Bolacha (que já apareceu aqui em uma wishlist) e da Upsy que arrasa fazendo moda estilo retrô. Mas estava animada para a experiência como um todo e isso ficou bem claro para mim enquanto estava lá.

snapcode

Eu ainda estava de olho nos stands quando a Marguerite entrou na passarela, então tive que me espremer na multidão para garantir um cantinho e postar tudo o que estava rolando para vocês no Snapchat, que foi uma escolha arriscada, afinal muitos de vocês ainda não estão conosco por lá (nos adicione: você pode usar nosso snapcode, é só abrir o app, apontar a sua câmera para a imagem acima e dar um toque sobre a tela ou nos adicione através do nosso nome por lá que é “ocabide”), mas foi super divertido e me fez ficar com vontade de experimentar o Periscope, o que vocês acham?

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

Eu estava exausta, não tinha dormido na noite anterior e estava querendo voltar para a casa porque era aniversário do meu pai naquele dia, mas quando começou o desfile da Chica Bolacha eu lembrei porque eu queria e deveria estar lá. Quando a Jéssica Lopes, do blog Femme Fatale by Jeh, entrou na passarela com o primeiro look da coleção Mix Tape eu fiquei emocionada. Fiquei me perguntando de onde tinha vindo aquele nó na garganta enquanto o desfile rolava de forma espetacular – e acabou sendo o centro das atenções do evento – e de repente eu entendi. Eu me vi lá, na passarela, nas fotos, nas roupas, nas modelos. Eu me senti representada, acolhida, inteira, esperançosa e acima de tudo, me senti linda.

Só quem é gordo sabe o quanto é difícil se sentir representado pela moda, de qualquer forma. Quem é magro também tem essa dificuldade, afinal os padrões de beleza são inatingíveis até para os donos das imagens usadas para representá-los, mas para quem é gordo é mais difícil pois nós não vemos pessoas como nós na TV ou em revistas com frequência (na verdade isso é bem raro) e nós não somos só tratados como minoria, somos tratados como pessoas que precisam mudar, que são doentes, preguiçosas, etc.

Tudo isso a parte, a coleção é linda de morrer! É inspirada pela música – principalmente pelo rock’n’roll – e traz peças baseadas nas décadas de 50, 60, 70, 80. Além disso o desfile contou a presença das blogueiras e formadoras de opinião Jéssica Lopes, Ariane Freitas, Paula Bastos, Babu Carreira, Camila Cura, Mel e Celia Soares.

Eu estava ansiosa para ver o desfile da mineira Upsy pois acho as peças da marca muito fofas, além disso, uma das minhas pessoas preferidas no mundo ama o estilo pin up (é de você mesmo que eu estou falando, Marina!). A marca apresentou um desfile pocket com moda praia inspirada no navy e uma pitada de pop art.

Eu notei em quase todos os desfiles que o uso de cintas, meias e modeladores, comparado com o das edições em que já estive, foi bem menor. Sendo assim dobrinhas, celulites e estrias estrelaram lindamente na passarela, sem vergonha e sem restrições, isso é sinônimo de LIBERDADE!

Antes de encerrar esse post meloso (não consegui evitar, desculpa!), queria deixar uma dica para as meninas de São Paulo:

Em agosto vai rolar um bazar da marca Chica Bolacha no Espaço Cada Qual, na rua Augusta!

08/08/2015
das 14h às 20h
Rua Augusta, 2171
Roupas acima do tamanho 44
Vai ter provador e vai aceitar cartão de crédito (pagamentos em até 3x)

Só de pegar o flyer do evento eu já senti o drama da fatura do meu cartão de crédito em setembro!

*fotos: Adriana Líbini

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.