Eu sou gorda

No ano passado eu fiz uma série de posts no Instagram, e aqui no blog, sobre a minha saga para perder peso com o método Dukan. Se você acompanha O Cabide deve se lembrar do que eu chamava de #projetonicmenos30, que consistia em postagens e updates sobre minha alimentação, com receitas, metas e conquistas dentro do desafio de perder 30 quilos.

Eu permaneci na dieta, com alguns vários delizes, entre janeiro de 2014 e março de 2015. Eu sempre desistia, já que é uma dieta extremamente restritiva, mas sempre me sentia tão culpada por não cooperar com a minha perda de peso que acabava voltando, até o meu corpo não reagir mais ao método. Depois disso tentei fazer dietas mais brandas, tentei também a Reeducação Alimentar e o método Atkins. Eu não tenho dificuldades para perder peso, no período em que permaneci com o método Dukan perdi quase 20 quilos (mesmo sem obedecer sempre os limites da dieta). Mas a minha mente estava saturada, eu estava estressada e não conseguia mais ver benefícios em emagrecer. Isso tornava qualquer tentativa para mudar minha alimentação e criar novo hábitos – e atingir o que eu realmente achava que era o meu objetivo – em tortura física e psicológica.

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Como muitas pessoas da minha idade, eu já fui bem magra. Perigosamente magra, inclusive. Lidei com problemas com o meu peso desde a infância até mais ou menos os 19 ou 20 anos. Fazia check ups constantemente, sempre estava anêmica e vivia tomando vitaminas. Assim como para me manter magra, a ansiedade e a compulsividade tiveram um grande papel no meu ganho de peso, mas foram os antidepressivos (que passei a tomar aos 16 anos), o fator definitivo para para que meu corpo mudasse.

Aos dezenove passei a fazer um tratamento mais sério com um psiquiatra altamente recomendado (é claro que ele era um pulha e o tratamento não me ajudou em nada), poucos meses depois do início do tratamento eu comecei a ganhar peso de verdade, e só parei agora. A quantidade de peso que ganhei era pequena, mas para alguém que nunca tinha pesado mais do que 49 quilos tudo parecia drástico, foi aí que passei a ter uma relação conturbada com o peso.

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Permaneci com essa neura até os 24 anos, durante esse período eu não usei uma peça de roupa maior do que o tamanho médio, minha barriga era reta e os braços eram finos. Mesmo assim eu vivia fazendo dietas malucas e nada do que me dissessem sobre a minha aparência era relevante. Eu só enxergava os números na balança e me achava imensa de gorda.

Até esse ponto eu nunca tinha me achado bonita, portanto me achar gorda era tudo o que faltava para viver constantemente insegura, me manter afastada de amigos e longe de ocasiões que me forçassem ao convívio social com qualquer pessoa, fosse conhecido ou estranho.

Aos 24 anos de idade fui diagnosticada com o Transtorno Bipolar e a reação do meu corpo aos estabilizadores de humor foi ainda pior do que quando eu comecei a tomar antidepressivos. Ganhei mais peso e vi minha vida virar de cabeça para baixo, principalmente alguns anos depois quando associou-se ao meu diagnóstico o Transtorno Borderline e o Carbolitium foi introduzido ao meu tratamento. Engordei 8 quilos nas primeiras duas semanas, ainda que minha médica relutasse em afirmar que o ganho de peso era relacionado ao uso de tal medicação (realmente o ganho de peso pode não ser relacionado com a medicação, no entanto conversei com muitos pacientes que, assim como eu, enfrentaram ganho de peso considerável após começarem a tomar o Lítio).

Na época do segundo diagnóstico tive uma crise e passei meses isolada em recuperação. Durante este período engordei mais quase 20 quilos, tive acne cística e perdi meu cabelo, que voltaria a crescer mas jamais seria o mesmo. Eu acho que era por isso que o #projetonicmenos30 era tão importante para mim, eu não conseguia me ver como uma sobrevivente e a imagem que eu via refletida no espelho ainda era de dor.

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Eu passei por tudo isso e mesmo assim até o começo desse ano eu ainda achava que tinha que emagrecer. Queria fazer redução mamária, procedimentos no rosto (ganhei algumas linhas de expressão e as pálpebras caíram um pouquinho durante o período de reclusão involuntária), etc. Eu não me aceitava de jeito nenhum!

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Eu não sei exatamente como eu cheguei até aqui. Me lembro de um dia olhar no espelho e pensar “Por que eu não posso ser como sou?”, e isso doeu. Mas esse pensamento permaneceu em minha mente e eu decidi me arriscar mais, experimentar mais, conhecer gente nova, sair com as amigas e conversar mais sobre a vida com as pessoas ao meu redor.

Saber o que as pessoas que conheço (a pouco ou muito tempo) pensam de mim foi uma experiência tão reveladora e tão cheia de amor que abriu a porta para que eu me aceitasse mais, para que eu percebesse mais o meu valor. Tendo isso tudo comigo ajudou para que eu de fato quisesse que as pessoas me notassem mais e pensassem mais coisas sobre mim. Aos poucos eu comecei a me achar bonita, e isso se refletiu no modo como me visto, na sequencia passei a valorizar o corpo, gorda mesmo, com todas as curvas e cicatrizes que a vida me deu, e acabei  me surpreendendo pois isso fez de mim uma pessoa mais sexual do que havia sido em toda minha vida.

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Eu ainda estou passando pelo processo de aceitação. Esse não é o tipo de coisa que acontece de forma rápida ou fácil. Todo dia eu aprendo algo novo sobre mim. Recentemente aprendi que eu tive que aceitar tudo o que eu achava feio para me sentir bonita como nunca havia me sentido.

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

*eu, hoje, prestes a colocar este post no ar

Dois anos se passaram desde a minha crise, desde que tudo ficou mais complicado e eu tive que recomeçar, e é impossível evitar o pensamento de que eu perdi esses dois anos me escondendo, me sentindo marcada e feia. Perdi todo esse tempo sentindo que não era merecedora de amizade, sucesso e amor. Foram quase 800 dias sendo responsável por tudo aquilo que fez eu me sentir sem valor. Que eu te sirva de exemplo: LIBERTE-SE!

Cada um de nós vai trilhar um caminho único para a aceitação. Para alguns vai demorar mais, para outros vai doer mais, e ainda tem aqueles que vão cair e levantar muitas vezes. Você não vai acordar um dia e pensar que não precisa ser magra (o) para ser bonita (o) ou feliz, antes disso provavelmente ainda vai rolar muita dieta, muita culpa, um pouco de sucesso, meia dúzia de elogios, mais um escorregão, fome de doce, sede de Coca Cola,  além da frustração que nos acompanha quase que diariamente.

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A sociedade vai me aceitar porque eu me aceitei? – Não

Eu não vou enfrentar preconceitos pois tomei a decisão de parar de fazer dietas? – Minha própria família ainda luta para aceitar que eu não quero mais emagrecer.

Eu vou prejudicar a minha saúde? – Faço check ups regularmente e todos tem resultados exemplares.

Eu não vou mais me preocupar com a gordofobia? – Agora essa militância também é minha e vou lutar contra a gordofobia com unhas e dentes.

Você precisa se aceitar porque eu me aceitei? – Ninguém vai te obrigar a nada, se você quer continuar com as dietas, continue. O mais importante em tudo o que eu aprendi é que a decisão tem que partir de nós. Não seja gorda, nem magra, por causa dos outros.

A culpa por eu não ter me aceitado quando engordei é minha mesmo, ou é da sociedade? – Eu cresci em uma família de gordos que querem ser magros, ao todo já tenho 4 parentes que se submeteram a cirurgias bariátricas. Logo, é inevitável fugir do estigma de que ser magro é melhor e mais bonito. Ao mesmo tempo eu sempre tive acesso a informação, eu já sabia que eu não precisava ser magra para ser bonita, eu só não sabia como aplicar os conceitos que o feminismo me trouxe em minha própria vida, e eu sou a responsável por isso.

Você não precisa se preocupar, afinal homem gosta de ter onde pegar! – VAI SE FODER! Desculpa, mas jamais diga isso para qualquer mulher. Eu me aceitar não é um favor para mim, e definitivamente não é um favor para homens, seja lá o que eles gostam de pegar.

E já que eu respondi essas perguntas com tanta honestidade, façam-me um favor e não me chamem de gordinha, fofinha, gordelícia, exuberante, etc. Eu sou gorda e isso não é xingamento.

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Update da dieta

Quem nos segue nos Instagram já deve saber que tive uma perda de peso razoável desde que comecei com a dieta Dukan há mais ou menos 3 meses atrás. Quando decidi fazer essa mudança na minha vida e de fato cuidar da minha saúde e do meu peso, contei tudo em um post super honesto aqui no blog, lembram?

Então achei que seria legal fazer um update da minha dieta para vocês saberem como atingi meu primeiro objetivo (perder 10kg) e como pretendo atingir meu próximo objetivo (perder 5 kg até maio), e também para vocês saberem um pouco sobre como tem sido a minha vida com a Dukan.

Dieta Dukan

Eu estou na fase Cruzeiro e faço 5 dias de alimentação de proteínas puras e 5 dias de alimentação com proteínas e legumes, que não é o que Dr. Pierre Dukan considera ideal, mas eu sou muito metódica com comida, gosto repetir pratos e achava que não estava conseguindo fazer meus alimentos vegetais renderem fazendo a alimentação no modo 1 dia proteína pura e 1 dia proteínas e legumes. Em 11 semanas perdi 13,300 kg, e sigo firme e forte, quer dizer, firme da maneira como posso.

Depois que atingi a meta dos 10 kg comecei a perder peso mais devagar e o excesso de restrições pesou legal, mais na minha cabeça do que tudo, porque eu já nem tenho mais tanto apetite, mas o fato de saber que eu não podia comer tantas coisas me deixou desanimada, e de repente eu não conseguia mais pensar em variações de cardápio, comecei a passar muito tempo sem comer e fiquei preocupada de verdade.

O melhor remédio para isso foi deixar a dieta de lado, respirar fundo e comer um cheese bacon sem dó! Além disso me permiti umas cervejas e uns drinks a mais, liberei o carbo por um dia durante um final de semana, e quando a segunda feira chegou achei que ia sofrer para voltar a linha dura da dieta Dukan, mas pensei em tudo o que estava conquistando e voltei com força.

Dieta Dukan

Tenho perdido peso mais devagar e tenho aproveitado esse período para testar mais os alimentos restritos, e os chamados tolerados, que sempre evitei ao máximo. Com isso devo dizer a vocês que estou mais relaxada, pois liberei coisas que achei que ia demorar para poder comer de novo, e continuei perdendo peso, um pouquinho mais devagar, mas continuei. A questão é que fiz uma escolha, perco algumas gramas a mais por semana ou me permito comer mais coisas que sinto falta, evitando assim pirar com uma dieta que restringe tantos alimentos?

Vou fazer uma lista do que liberei, já ressaltando que cada um tem seu próprio metabolismo, e o que não me engorda, pode te engordar. Mas vou listar mesmo assim, pois acho que essa é uma forma de fazer com que pessoas que estão em dietas tão restritas quanto a minha, se permitam mais coisas e levem a dieta com um pouco mais de leveza, se não for assim ou a gente pira ou a gente desiste! Vamos lá?

Quase todos os dias me permito um copo de suco concentrado de laranja light da marca Maguary, eu estou sentindo muito a falta de frutas, que eu comia todos os dias antes da dieta, muitas vezes mais do que uma vez por dia. Então o suco ajuda um pouco com essa questão, além disso, ver o suco na minha bandeja me deixa com a impressão de que terei o meu café da manhã habitual e isso me anima para fazer uma refeição que eu já estava começando a evitar.

Consumo duas ou três vezes por semana um Iogurte Grego light, com frutas, da marca Vigor. Esse iogurte não é liberado na dieta Dukan nem como alimento tolerado, já que possui frutas, e mesmo sua versão sem frutas possui suco de maçã na composição, que é fruta e portanto é restrito na fase Cruzeiro. Não vi mudança alguma em meu peso com o consumo desse iogurte, e eu tenho parâmetros para comparar já que ele foi um dos primeiros alimentos que liberei, então deu para avaliar bem o ponteiro da balança. Mas veja bem, eu não como sempre, eu imagino que o consumo diário possa sim ter um efeito mais representativo no peso.

Eu como comida japonesa (Não me odeiem dukanianos!), é claro que não como num rodízio, como no máximo uma porção de uramaki ou um ou dois temakis, e não como toda semana. Mas como, e não vi mudança nenhuma na balança, nenhuminha mesmo. Eu fico ressaltando as mudanças na balança, pois me peso todos os dias e sei que alguns escorregões aparecem imediatamente nos ponteiros. Também não achei que comer comida japonesa, com arroz mesmo, tenha tido qualquer impacto significativo nas minhas pesagens, e isso me deixou bem feliz, pois quando fico emburrada com a comida da dieta sei que posso recorrer a uma refeição que adoro.

Uma dose de Pisco Sour ou uma taça de vinho também não afetam a balança e faz muito bem para o humor, se você souber se limitar a uma só dose pode arriscar, se você não sabe, cuidado! Bebidas são ultra calóricas, além de inchar bastante, e isso aparece na balança com diferença de 1 ou 2 kg, será que vale a pena exagerar?

Tô comendo meu bolinho de caneca quase sempre de chocolate, feito com cacau (que é um alimento tolerado), acompanhado de sorvete e uma colher de sobremesa de doce de leite diet. Brinco com a minha mãe que é um “Petit Dukan”, minha versão dukaniana para o amado Petit Gâteau. Dependendo do sorvete dá para arriscar mais do que uma bola, como eu sempre tenho dúvidas se sorvetes light são ou não liberados pela Dukan, consumo alguns como tolerado e alguns como eu consumiria o iogurte Molico, depende da tabela nutricional. Eu gostei do sorvete light da Kibon sabor morango e baunilha, ele é feito como leite desnatado e tem 62 calorias por porção. Mas me apaixonei mesmo pelo sorvete light da marca La Basque que tem sabor coco e menta choco chip ( ? ), porém a tabela nutricional dele já é mais pesada, então consumo com cautela. O sorvete Molico é ruim demais, não recomendo nem para o meu pior inimigo! Hahahaha!

Tá vendo, não são muitos exageros, mas fazem toda a diferença e me deixaram mais tranquila para seguir em frente.

Agora quero perder 5 kg e sei que o tempo pode ser curto, mas o casamento do meu irmão é em maio e ele merece que eu esteja linda ao lado dele no altar!

Dieta Dukan

Se você tem dúvidas ou sugestões sobre dieta Dukan, alimentação, exercícios e tudo mais que engloba esse nosso mundinho de emagrecimento pode deixar nos comentários, enviar por email (ocabide@ocabide.com), por mensagem na nossa página do Facebook, ou você pode postar lá no nosso grupo de Leitores Cabideiros, e tem também a nossa hashtag do Instagram (#projetonicmenos30), ok?

O lema continua sendo o mesmo, vocês me apoiam e eu apoio vocês, eu sinto que as revistas e portais não dão muita atenção para quem está passando por uma dieta longa com um meta grande a ser atingida, e a gente precisa muito de apoio nessa fase, não é?

*para inspiração

**imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

#projetonicmenos30

#projetomenos30

No ano passado, mais ou menos entre março e julho, por causa de um tratamento médico, eu engordei 20 quilos. Nunca na minha vida eu fui tão pesada.

Assim que tive condições procurei uma nutricionista, que após me examinar e tirar minhas medidas me disse algo que eu jamais imaginei ouvir: “Você está obesa”.

Saí de lá chorando, mas topei a dieta que ela me passou e não via a hora de começar a me exercitar. Duas semanas depois tive uma recaída e a dieta ficou para trás, de quebra engordei mais alguns quilinhos.

Eu estava no meio da maior crise de identidade que já tive em minha vida, e estar tão gordinha não ajudou em nada. Minha mãe comprou algumas roupas para mim, nem minhas calcinhas me serviam mais! Quando tive condições novamente comecei a frequentar um grupo de apoio para pessoas acima do peso regido por uma nutricionista que nos guiava através de uma reeducação alimentar. Eu me sentia bem fisicamente, mas não perdia peso. Acredito que isso tenha se dado por conta de algo que a primeira nutricionista que consultei chamava de síndrome metabólica.

De qualquer forma, nada iria adiantar, eu não conseguia me focar em nada naquele momento, tinha coisa demais acontecendo na minha vida.

Apesar das muitas coisas muito ruins que aconteceram comigo no ano passado, algumas muito boas aconteceram também, como a viagem que fiz para a Argentina e para o Chile, por exemplo. Mas quando eu vejo as fotos da viagem, percebo que quase não apareço nelas, eu não me permitia ser fotografada.

Minha vida funcionava assim, eu passava o tempo todo me relembrando de que eu estava gorda, mas também passava o tempo todo tentando esquecer.

#projetomenos30

Eu já estava planejando me focar em cuidar de mim mesma, não só da questão do peso. Até que um dia, perto das festas, eu estava em casa, usando um shorts de moletom que estava bem apertado, além de tudo eu também ficava muito inchada com muita frequência, e eu precisei fazer xixi e não consegui tirar o shorts de jeito nenhum. Eu chorei muito, chorei porque estava com raiva, mas chorei mais ainda porque estava decepcionada comigo mesma. Eu não me cuidei, toda vez que me sentia mal, ou triste ou estressada eu comia, e quando o final do ano chegou eu já tinha engordado 30 quilos.

Não comecei nenhuma dieta imediatamente pois sabia que começar uma dieta durante as festas era um convite para auto sabotagem, mas eu estava cansada. Cansada de roupa nenhuma servir (até alguns dos meus sapatos não me serviam), cansada de sentir dores pelo corpo todo, cansada de ficar ofegante, cansada porque meus joelhos estavam doendo, eu estava muito, muito cansada, e tirei aquele momento para pensar no que eu podia fazer a respeito disso.

#projetomenos30

Na época eu achava que a Dieta Dukan era muito radical, mas foi bom que eu tenha pensado isso, pois naquele momento eu achava que só algo muito radical iria me salvar de mim mesma. Comecei a ler sobre o assunto e quando me senti à vontade comecei. Não foi aquela coisa de “começo a dieta na segunda feira”, quando senti que já tinha lido tudo o que tinha pra ler e senti que poderia fazer a dieta com segurança, comecei, logo no dia seguinte, era uma quarta feira.

Realmente, a Dukan não é para qualquer um, é uma dieta exigente e cheia de regras, mas vale a pena. Faz duas semanas que comecei, até agora perdi 4 quilos, e estou me adaptando a segunda fase da dieta que é chamada de Cruzeiro.

Quando a primeira fase acabou, a que é chamada de ataque, eu senti um desânimo enorme, porque fiz as contas e vi que ficaria mais ou menos 5 meses na fase cruzeiro. Meu desânimo passou quando dei mais atenção para os livros e comecei a ver como vivem as pessoas que fazem essa dieta através de hashtags no Instagram (#dietadukan #dukanianas #dukanbrasil #projetoviverdukan). Me empolguei com a quantidade de receitas e sabores que eu poderia experimentar, e em quantas alternativas eu tenho para cozinhar coisas que possam saciar os meus desejos.

Você viu as regras da Dukan, quer fazer, mas tá preocupado com as restrições?

Essas são algumas das dúvidas que eu tive no começo:

Dá pra comer fora? Sim, mesmo que você esteja no ataque. Almoço fora com a minha mãe, inclusive em praças de alimentação nos shoppings, pelo menos uma vez por semana. Quando eu estava no ataque eu comia muito sashimi, por exemplo.

Seu amigos vão estranhar seus novos hábitos?  Não se  forem bons amigos, como os meus que cozinham ovos para mim e pedem refrigerante zero junto com as esfihas, que eu não me importo nem um pouco que eles comam na minha frente, principalmente quando abrem espaço na mesa para a comida que eu preciso comer.

Você vai passar fome? De jeito nenhum, até porque muito do que se come na Dukan é a vontade. Mas você percebe, após uns 3 dias, que seu apetite diminui um bocado.

E se eu não emagrecer? Só se você não seguir as regras, evite confiar totalmente em blogs, compre os livros, eles serão seus companheiros durante todo o processo. O pessoal da Dukan também responde algumas dúvidas no Twitter e no Facebook, se você tiver grana assine o conteúdo exclusivo do site, lá você terá assistência 24/7.

#projetomenos30

Eu queria deixar claro que eu não vejo problema nenhum em ser gordinha, cada pessoa tem um tipo físico e deve se aceitar como é sim. Eu acho chato ter que ressaltar isso, mas na internet é assim, a gente faz um post falando sobre emagrecer e vão te acusar de estar apoiando a ditadura da magreza. Meu caso, como vocês puderam ver, foi bem específico, além de a minha saúde estar comprometida, e eu acho que a saúde é o limite entre poder se importar ou não com estar gordinha.

Vou postar novidades sempre que puder, por enquanto você pode ir acompanhando minhas novidades no Instagram usando a hashtag #projetonicmenos30. Se você tiver alguma dúvida, sugestão ou receitinha entre em contato, pode ser por inbox, por email (ocabide@ocabide.com), ou até através de comentários lá no Instagram mesmo.

Eu apoio vocês, e vocês me apoiam, combinado? ?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.