Livro do dia: O Paraíso das damas

Hoje o Livro do dia é O Paraíso das Damas, de Émile Zola, que retrata o nascimento das lojas de departamento. O livro é incrível e fala sobre Paris e o início do comércio de moda em massa.

O romance reforça o conceito de que a sociedade não resiste ao consumo da moda. Quem dá nome do livro, e a loja de departamento que ele descreve, é livremente inspirado em “Au Bon Marché”, que existe até hoje nos números 22 e 24 da rua de Sèvres, em Paris.

O Paraíso das damas

A narrativa acontece entre tecidos finos, vestidos elegantes, matérias primas e costumes do mundo todo.

Uma espécie de antecedente do Império do Efêmero, O Paraíso das Damas aponta o universo do desejo e do supérfluo num momento em que não havia como antecipar como a sociedade passaria a se portar com a popularização da moda acessível.

A história contada trata, antes de qualquer coisa, do amor, falando da vida de Denise, uma órfã humilde que vai a capital em busca de uma maneira de sustentar a si e a seu irmãozinho, se tornando então balconista da mais badalada loja de Paris.

Por trás da trama uma crítica ao impulso dessa nova sociedade moderna, abordando questões sociais relacionadas ao crescimento comercial dado a revolução industrial.

O PARAÍSO DAS DAMAS

Autor: Émile Zola
Tradução: Joana Canêdo
Editora: Estação Liberdade

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Catwalk

Nós sempre falamos em livros sobre moda mas, raramente falamos sobre filmes de moda. E não, eu não me refiro a Bonequinha de luxo ou Sex and the city, existem muitos outros baseados na moda, que viraram moda ou sobre a moda, como ela é feita, usada ou fotografada.

Percebi que há poucas publicações falando sobre o filme Catwalk, então ele será o tema do meu post sobre moda para assistir.

Catwalk

O filme dirigido por Robert Leacock tem um elenco fashionista de peso, são muitos os nomes da moda que estrelam longa, entre eles Christy Turlington, Azzedine Alaïa, Giorgio Armani, Naomi Campbell, Helena Christensen, Grace Coddington, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Gianfranco Ferré, John Galliano, Valentino Garavani, André Leon Talley, Jean-Paul Gaultier, Karl Lagerfeld, Isaac Mizrahi, Gianni Versace e Anna Wintour.

Ufa! Deu para perceber que todo mundo que é relevante na cena fashion deu pinta no filme, e esses nem são todos os nomes inclusos no casting!

O documentário da década de 1990, 1995 para ser mais exata, explora o mundo da alta moda, o roteiro é centrado na vida profissional da supermodelo americana Christy Turlington, durante suas viagens para cumprir Jobs da moda como desfiles e photoshoots.

Como não deixaria de ser, o figurino é destaque, sendo parte proeminente e essencial do documentário.

Catwalk

O filme lança, mesmo que de relance, um olhar sob o aspecto deslumbrado do mundo da moda e como o glamour envolve essa indústria.

Impossível seria não reparar na alienação das modelos e dos relacionamentos superficiais entre as pessoas, você acaba ficando sufocado pela sensação de que aquele mundo, o mundo da moda, é o único que existe. Durante todo o filme o diretor ignora esse aspecto, dando a impressão de que essa falta de um repertório que não seja o fashion não seja algo questionável, como se não houvesse problema algum em ser somente aquilo, o que eu acho que seria uma crítica importante, senão essencial, para a época em que o documentário foi feito.

Com tudo isso, eu ainda considero este filme como conteúdo relevante, muito do nosso comportamento em relação a moda nasceu naqueles bastidores, naqueles beijinhos falsos trocados entre designer e modelo. E com quase 18 anos desde sua filmagem, o documentário continua mostrando uma visão real da indústria da moda.

Assistir Catwalk exige paciência, não pelo filme, que é maravilhoso, mas porque é quase impossível encontra-lo em formato digital, ou qualquer outro formato. Eu sempre tenho dificuldades em encontrar bons arquivos para download, mas é fácil encontrá-lo no YouTube:

Infelizmente não encontrei legendado, na verdade não encontrei em nenhum outro player, tentei no Dailymotion também, e ainda procurei no Netflix e no Netmovies, também sem sucesso.

Vou procurar entre colegas de faculdade e professores, para ver se consigo um link legal, com o filme completo, e um link para download também, já que eu também não o encontrei para vender!

*imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Vocabulário Fashion

Ao contrário de algumas tendências, que rapidamente perdem o valor, os termos de moda são usados repetitivamente e a exaustação até que ninguém aguente mais ouvir a expressão e passe a considerar brega quem as usa.

Entre elas estão:

“Dar bossa ao look”

“É tendência”

Mas o vocabulário fashion é muito mais rico do que isso, recheado de expressões históricas, ligadas diretamente a construção das peças que vemos nas passarelas, tem uma extensão muito maior, quase sempre ligada aos costumes de seus países de origem.

Vocabulário Fashion

Eu já recomendei um dicionário de moda por aqui, mas algumas expressões estão tão longe do uso comum que vale a pena revistar a questão do vocabulário de moda apenas para abordá-las!

Ikat – Técnica artesanal da Indonésia, consiste no tingimento do fio com a aplicação de uma padronagem antes de sua tecelagem.

Pilling – Consiste na formação de pequenos tufos em forma de bolas na superfície do tecido, pode ser causado durante a lavagem. Normalmente ocorre em tecidos de qualidade inferior e pode também ser chamado de borboto.

Mauveína – Conhecida também como anilina púrpura e malva, é considerada o primeiro corante sintético, descoberto por acaso em 1856 por William Perkin.

Raglan – Tipo de manga, além de menos estruturado, dá maior mobilidade ao braço, pois é cortado nas costuras diagonais da gola até a cava de casacos, blusas e mantôs. O nome foi uma homenagem ao lorde e comandante britânico Raglan (1778-1855), que, devido ao frio que seus soldados passavam na Guerra da Criméia, aconselhou seus homens a improvisar agasalhos cortando cobertores, a forma como as costuras foram feitas suavizou as linhas dos ombros dos uniformes.

Mantô – Casaco de inverno unissex usado por cima de roupas e confeccionado de lã no comprimento longo ou três-quartos.

Hakama – Vestimenta típica japonesa que cobre a parte inferior do corpo, inicialmente era utilizada pelos homens samurais para proteger as pernas enquanto andavam a cavalo. Possui duas variações: umanori, divido como calças e conhecido como hakama de equitação; e andon bakama, inteiro como uma saia, utilizado especialmente em cerimônia formais.

Obi – Faixa larga de tecido usada na cintura como complemento de quimonos japoneses. Muitos estilistas têm criado novas versões da peça em suas coleções.

Fonte: Use Fashion, Voguepedia

*imagem: reprodução


Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Uma visita ao passado

Eu gosto de visitar o passado sempre que possível, para mim somente lá podemos ver o vanguardismo verdadeiro, talvez eu pense assim por ser de uma geração que tem a mimética como base cultural.

De qualquer forma, verdadeiro ou copiado, o estilo de décadas atrás é incrivelmente atraente, assim como as poses das modelo, com lábios tão bem delineados, cabelos bem moldados e olhar cativante.

Hora ou outra tiro um tempo só para contemplar esse tipo de imagem, até por que eu tenho postado imagens vintage na nossa página no Facebook, e por sinal percebi que o pessoal tem adorado!

Durante minhas pesquisas encontrei essas imagens incríveis de modelos vestindo Balenciaga, não tinha como deixar de postar aqui!

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

Balenciaga 1939

 1939

Balenciaga 1940

1940

Balenciaga 1941

1941

Balenciaga 1945

Balenciaga 1945

Balenciaga 1945

Balenciaga 1946

Balenciaga 1946

1946

Sobre o estilista:

Um verdadeiro inovador, Cristóbal Balenciaga mudou radicalmente a silhueta feminina no meio do século XX. Ele criava peças perfeitamente ajustadas e, ao contrário da maioria dos estilistas ele sabia drapear, cortar e ajustar suas próprias moulages. Foi imensamente respeitado por seu conhecimento técnico e construção, assim como seu categórico perfeccionismo.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Cinquenta bolsas

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Já falamos sobre os 50 chapéus e sobre os 50 vestidos que mudaram o mundo, vamos seguir com um post que fala sobre o livro 50 bolsas que mudaram o mundo. Falta pouco para terminar os posts sobre a Coleção 50, do Design Museum, pelo menos sobre aqueles que falam sobre objetos do vestuário.

Sabe quando você passa um tempão procurando aquela bolsa perfeita e atemporal, que até vale a pena investir um pouquinho mais, já que você vai usar por tantos anos? daí surge outro modelo que é essencial na sua vida e você precisa dele para facilitar seu dia a dia e a coisa segue assim de maneira cíclica até o dia em que sei lá, você não vai mais precisar usar bolsa, e ainda assim é capaz de comprar aquele modelinho que combina com tudo!

A história da bolsa também funciona mais ou menos assim, pela necessidade, pela linguagem visual, pelo status ou pela evolução da matéria prima, por exemplo. Assim seguimos, por toda nossa existência, mudando os motivos pelos quais precisamos de determinado modelo de bolsa.

São muitas as bolsas que fizeram história, e por motivos diferentes se tornaram ícones da moda e do nosso senso estético comum, que parece ser uniforme, já que a necessidade de algo que nos ajude a carregar o que precisamos em nossa rotina existe para todos.

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Chanel 2.55  – 1955 

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Baguette, Fendi –  1997
Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Jackie, Gucci – 1950

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Steamer bag, Louis Vuitton – 1901

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Bolsa Alexa,  Mulberry – 2009

O livro Cinquenta bolsas que mudaram o mundo pode explicar melhor isso tudo, ele fala de bolsas, malas e mochilas que tiveram impacto no mundo da moda e no mundo do design, e funciona da mesma forma que os outros livros da coleção, descrevendo os fatos que tornaram cada modelo em algo especial e fala também sobre os designers responsáveis por cada um desses 50 modelos.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo
Design Museum
Tradução: Cristina Bazan
Editora Autêntica

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.