Guia de Viagem de Alexandre Herchcovitch

Na semana passada tive o prazer de acompanhar o lançamento do Guia de Viagem de Alexandre Herchcovitch, na Livraria da Vila, aqui em São Paulo. Na ocasião o estilista autografou várias cópias do seu novo livro para leitores e admiradores, mas antes de falar de autógrafos, vamos falar do Guia.

Noite de lançamento do guia de viagens do @hrchcvtch

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O estilista está comemorando 20 anos de carreira, e sendo sucesso absoluto do mundo fashion praticamente desde que era um estudante de moda já rodou o mundo mostrando suas coleções. Isso faz com que ele seja um poço de referência para um turismo descolado e cheio de gratas surpresas.

Nova York, Londres, Paris e Tóquio já estiveram um dia na lista de destinos dos sonhos de Alexandre e hoje são lugares que ele mesmo diz andar como se estivesse em casa!

guia

O Guia passa longe do turismo tradicional, o estilista traz indicações de lugares que considera especiais, cantinhos secretos, entre eles estão lojas, brechós, antiquários, mercados de ruas, espaços cheios de estilo, que tem tudo para aumentar nosso repertório cultural e fazer com que as lembranças dessas viagens se tornem sagradas.

Eu tentei escolher as indicações do Guia que mais gostei para contar para vocês, mas é bem difícil! Fiquei com vontade de visitar todos os brechós que ele indicou em Nova York, e é praticamente impossível escolher um só entre os tantos restaurantes em Tóquio, o jeito é ir lá pessoalmente e escolher vivendo a experiência! ?

Agora vem a parte boa desse post, quando estive na Livraria da Vila para garantir minha cópia autografada do Guia de Viagem de Alexandre Herchcovitch achei que nada seria mais justo do que garantir um cópia autografada desse livro maravilhoso para um dos meus leitores cabideiros também!

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É isso mesmo, vou sortear uma cópia autografada pelo Alexandre Herchcovitch!

Para participar é fácil:

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Curta e compartilhe o post do sorteio! :)))

Curtiu? Então participe o resultado sai no dia 04 de novembro.

Boa sorte!

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: O Paraíso das damas

Hoje o Livro do dia é O Paraíso das Damas, de Émile Zola, que retrata o nascimento das lojas de departamento. O livro é incrível e fala sobre Paris e o início do comércio de moda em massa.

O romance reforça o conceito de que a sociedade não resiste ao consumo da moda. Quem dá nome do livro, e a loja de departamento que ele descreve, é livremente inspirado em “Au Bon Marché”, que existe até hoje nos números 22 e 24 da rua de Sèvres, em Paris.

O Paraíso das damas

A narrativa acontece entre tecidos finos, vestidos elegantes, matérias primas e costumes do mundo todo.

Uma espécie de antecedente do Império do Efêmero, O Paraíso das Damas aponta o universo do desejo e do supérfluo num momento em que não havia como antecipar como a sociedade passaria a se portar com a popularização da moda acessível.

A história contada trata, antes de qualquer coisa, do amor, falando da vida de Denise, uma órfã humilde que vai a capital em busca de uma maneira de sustentar a si e a seu irmãozinho, se tornando então balconista da mais badalada loja de Paris.

Por trás da trama uma crítica ao impulso dessa nova sociedade moderna, abordando questões sociais relacionadas ao crescimento comercial dado a revolução industrial.

O PARAÍSO DAS DAMAS

Autor: Émile Zola
Tradução: Joana Canêdo
Editora: Estação Liberdade

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A elegante Polly Maggoo

No ano passado, por recomendação de uma colega e professora querida, a Jô Souza, assisti ao filme A elegante Polly Maggoo.

Polly Maggoo

O filme é totalmente relacionado a moda, e mesmo sendo de 1966 faz críticas que são ainda relevantes para os dias de hoje.

No roteiro uma história simples, depois de vários anos dedicados a revista Vogue Americana como fotógrafo de moda, William Klein, diretor do filme, aborda por várias perspectivas a inclusão da modelo americana Polly Maggoo (interpretada por Dorothy MacGowan), na alta costura em Paris.

Na minha interpretação do filme consegui identificar os seguintes fatores:

  • A construção de uma nova imagem da sociedade através do uso da moda.
  • Polly Maggoo mitificada pela TV e por ela mesma, quando cria contos sobre seu passado e presente.
  • A massificação de ideias e comportamentos.
  • A moda como objeto de estudo da sociedade.
  • A criação de metáforas para esclarecer o mito de Polly Maggoo.
  • A crítica ao cenário socioeconômico da época (filas para comer, cortes na indústria, o canal de tv reduzindo custos e equipe e mesmo assim há um príncipe abastado, caracterizado por inúmeros caprichos em busca de uma modelo (símbolo idealizado da beleza moderna) para ser sua esposa.
  • O exagero na construção dos personagens que representam os formadores de opinião de moda é interpretado como tragicômico.
  • A banalização da cultura através da mídia.

Considerei estes tópicos extremamente atuais e condizentes com a cultura de moda dos dias de hoje, envolvida pela internet, por trendsetters, coolhunters, blogs, vlogs e afins que mesmo produzidos com intuitos individualistas acabam cercados pela composição do pensamento coletivo e vítimas de uma cultura imposta por uma nova mídia.

Além de tudo isso, o filme tem seu próprio charme, você se vê com dó e com raiva da personagem principal em vários momentos, flutuando entre o vazio da vida que Polly acredita viver e o olhar dissimulado e lúdico que ela mesma dá para a própria vida como celebridade.

Se você tiver dificuldade em encontrar o filme para assistir, eu vi pelo NetMovies, que tem uma ótima promoção para que você experimente os serviços do site gratuitamente.

Se você encontrar algum link genial para o download do filme nos envie!

*imagem e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.