Os favoritos de 2017 (ainda dá tempo?)

Demorei para fazer esse post, mas garanto que 2018 será diferente, inclusive já tem uma porção de posts lindos prontos para entrarem aqui no blog. Então, mesmo sabendo que já estamos quase em março, queria fazer um post para registrar as coisas que mais amei em 2017 e para tornar esse post em algo mais interessante para todos nós, também vou falar sobre o que podemos esperar desses favoritos em 2018.

 

Maquiagem

Apesar de terem sido lançados em 2016, só me rendi aos batons da Linha Bruna Tavares em 2017. Para mim essa é a melhor fórmula de batom líquido entre as marcas nacionais, a duração é surpreendente e mesmo assim eu não tenho problemas para retocar (não fica grosso ou esfarela com mais de uma camada), nem para remover no final do dia. A pigmentação é maravilhosa e a variedade de cores é surreal!

O amor é tanto que passei a colecionar os batons, mesmo sabendo que a Bru lança cor nova o tempo todo e a coleção nunca vai estar completa.
Para esse ano estou ansiosa para o lançamento dos iluminadores da marca, a Bru já soltou vários spoilers no Instagram (e até no blog) e eles são lindos. Serão iluminadores compactos, que já conta com três cores, e os líquidos, que até o fechamento desse post ainda não tinha as cores que seriam lançadas definidas, mas já sabemos que eles serão à prova d’água!

Livro

Felizmente 2017 foi um ano em que eu consegui ler muito por lazer. E meu livro preferido do ano com certeza foi “A Guerra Não Tem Rosto De Mulher”, da escritora russa Svetlana Aleksiévitch. O livro conta a história real de algumas das mais de um milhão de mulheres que serviram o Exército Vermelho durante a Segunda Guerra Mundial. São histórias tão densas, cruas e brutas que transcendem qualquer definição do feminismo moderno para o que é a força da mulher.

Compre a versão impressa ou para o Kindle

Foi um livro muito dolorido de ler, mas mesmo que eu estivesse me sentindo assombrada pelas lembranças dessas mulheres, eu não conseguia parar de ler. E quando acabei me senti triste, não só pelo vazio que fica quando lemos um livro marcante, mas porque tudo isso aconteceu e ninguém nunca tinha falado sobre isso. Essas mulheres sacrificaram suas vidas e seus futuros para mudar o mundo, no meio de uma das guerras mais sangrentas do século passado e ninguém nunca se preocupou em reconhecer esse esforço. Sem elas o Exército Vermelho não teria conseguido a vitória, mas quando se fala dos veteranos dessa guerra, a história dessas mulheres é completamente ocultada.
Agora quero ler “Vozes de Tchernóbil”, onde Svetlana conta a história do desastre nuclear que aconteceu em 1986, na Ucrânia. Já assisti vários documentários sobre o assunto e estou ansiosa para ver como a autora usou a história real de pessoas envolvidas no acidente para traçar esse acontecimento histórico e ao que tudo indica ela também faz críticas bem claras às questões políticas que sondaram o desastre.

Série

Eu não assisti nenhuma das séries que bombou em 2017. Eu tive um ano muito atarefado, estava sempre ocupada e lidando com milhares de coisas ao mesmo tempo. Quando estou assim, por algum motivo, não consigo assistir séries novas. Sabendo que não vou conseguir me dedicar exclusivamente a nada novo, acabo ficando sempre na zona de conforto e assistindo coisas que eu já assisti e que eu já tenho certeza que me ajudam a ficar menos ansiosa e me desligar do mundo.

Assista na netflix

Mas teve uma série que eu descobri no ano passado que conseguiu me prender, trata-se de Crazy Ex Girlfriend, que é uma série de humor musical, que já conta com duas temporadas disponíveis na Netflix. Ela é protagonizada por uma mulher que está longe de atender os padrões estéticos, mas isso não é mencionado a cada 5 minutos como um troféu de inclusão e diversidade. É uma mina normal, com piras normais, que muitas vezes são resolvidas com comportamentos bem duvidosos. Inclusive ela mesma questiona a raiz do seu comportamento o tempo todo. É uma série engraçada, que se esforça para reforçar tendências feministas (sim, mesmo com esse título horrível) e trata dos desastres das vidas amorosas de todos os personagens, incluindo situações que mostram aceitação, bissexualidade, temas relacionados à saúde mental e até aborto. Rebecca Bunch vai fazer com que você sinta um senso de normalização com o seu corpo e com as suas presepadas de cada dia, no amor, no trabalho e nas amizades. E eu acho isso ótimo!

Marca

Como eu estudei e trabalhei bastante com moda, tenho um olhar um pouco mais crítico sobre o mercado. Todo ano o segmento plus size ganha centenas de novas marcas e eu acompanho tudo de perto (porque faz parte do meu trabalho, porque eu amo moda e porque a base do meu comportamento de consumo está nesse tipo de informação). Sempre que posso frequento os eventos, tenho alertas no Google para alguns termos e sempre vejo todos os vídeos e editoriais lançados. Então, pode-se dizer que tenho muitas referências sobre moda plus size em meu repertório. Em todo esse tempo acumulando essas informações notei algo que é muito comum em muitas marcas, mas não deveria ser: a falta de estrutura nas coleções. Eu sinto falta de ver coleções mais coesas, elaboradas da forma mais tradicional, com um styling bem pensado que nos faça compreender que a coleção é um todo, não apenas um conjunto de peças aleatórias.

Foi por isso que me apaixonei pela Alt, marca criada pela blogueira Débora Fomin, que foi lançada no ano passado. A Alt já está na segunda coleção e mesmo que você não leia seus releases você consegue ver que as peças contam uma história, além disso o styling é impecável e todas as peças conversam bem entre si. Já tenho várias peças da marca (inclusive já fiz fotos com alguns looks que montei com elas) e pretendo comprar várias outras. Além das roupas serem lindas e diferentes de muito do que vimos nesse mercado, elas têm uma qualidade excelente, os tecidos são resistentes e muito confortáveis, também amo o acabamento das peças, que é algo em que muitas marcas pequenas pecam.

Já era fãzona da Debas por causa do Overlicious e não vejo a hora de ver as próximas coleções!
Se você quiser conhecer a marca, aproveite que a Alt vai estar no próximo Pop Plus!

YouTuber

Eu sempre digo que quem me conhece sabe que eu passo muito mais tempo do que deveria no YouTube. Sou viciada em vídeos de maquiagem e os assisto diariamente, mas no ano passado descobri também os vídeos de hauls e “I spent on” que são focados em moda.  Foi assim que conheci a Sarah Rae Vargas, e eu amo os vídeos dela não só porque ela é linda e bem articulada, mas também porque me ajuda a ter uma compreensão bem maior sobre as marcas de moda plus size americanas. Ela usa tamanho 50/52 e também faz hauls com marcas que não são conhecidas tipicamente por disponibilizarem peças em tamanhos grandes, como a Urban Outfitters, por exemplo.

O canal dela também conta com vídeos que falam sobre as dificuldades que permeiam a vida da mulher gorda, sobre gordofobia e sobre comportamento feminino e apesar de amar muito os hauls esses são os vídeos do canal dela que estou mais ansiosa para acompanhar durante esse ano.

Skincare

Você pode até nunca ter usado o Serozinc, mas se está no Instagram com certeza já ouviu falar do produto. Na época do lançamento ele foi super hypado porque a La Roche fez posts patrocinados com várias influencers. Eu achei o produto na farmácia por acaso, antes mesmo desse burburinho. Comecei a usar e mesmo sem ter o resultado esperado inicialmente decidi persistir. A verdade é que, se você tem a pele MUITO oleosa, ele não vai ser o milagre matificante que promete. Então, se você vai comprar só por esse motivo, não sei se recomendo. Mas com o uso contínuo percebi que ele faz muito bem para a minha pele! Além da oleosidade também lido com acne cística, o que é um porre, porque os cistos e espinhas demoram uma eternidade para sumir. Usando o Serozinc percebi que minha pele ficou menos propensa à cistos e eu até tenho alguma acne, mas agora as espinhas são menores e muito menos inflamadas.

Compre aqui

Também gosto de usar como preparação para a maquiagem porque, combinado com a base e o pó certos, ajuda a matificar até mais do que usando apenas como skincare. Vou continuar usando com certeza, acho que já estou no quinto ou sexto frasco, mas nesse ano também pretendo voltar a tratar a pele com um dermatologista e fazer alguns procedimentos para me livrar das cicatrizes e de algumas outras marcas que tenho no rosto.

Haircare

Quem segue O Cabide no Instagram sabe que eu passei 2017 investida em deixar meu cabelo crescer um pouco e experimentar novos cortes. Essa seria a primeira vez em anos que eu me importaria com os cuidados ao meu cabelo, afinal eu usei ele curtíssimo por muito tempo e o máximo que fazia era lavar e finalizar com pomada, cera ou gel.
u tive que ler bastante sobre o assunto e experimentar muitos produtos antes de acertar o que funcionava para mim. Mas um dos primeiros produtos que experimentei ganhou meu coração e hoje em dia eu não vivo sem: a Água de coco da linha Tô de cacho, da Salon Line.

Compre aqui

Trata-se de um spray que ajuda a ativar os cachos e mantê-los hidratados. Para mim ele indispensável no day after, porque me ajuda a ganhar de volta a definição sem precisar usar um monte de leave in, assim o cabelo continua com o aspecto leve do dia em que eu lavei.

A Salon Line lança produtos novos o tempo todo, então eu não sei o que esperar para 2018, mas estou ansiosa para experimentar a linha Maria Natureza, que é vegana e liberada.

Sapato

Eu sempre quis um coturno colorido e sempre quis um coturno da Cravo & Canela. Em 2017 eu juntei esses dois desejos em um produto só! Comprei um coturno vinho, da Cravo & Canela, com precinho de promoção na Renner. Com certeza foi o sapato que eu mais usei durante o inverno passado e com certeza usarei muito nos próximos invernos também.

Veja ess post no Instagram

Agora que já tenho meu sonhado coturno, até vou continuar acompanhando as novidades da Cravo & Canela, mas estou mais animada para os lançamentos de marcas como a Ziovara (que também tem moda plus size) e a Yellow Factory.

Job

Eu fechei 2016 trabalhando para uma marca plus size, lá acompanhei o reposicionamento da marca, ajudei na criação de coleções, planejei participações em eventos, acompanhei a produção de editoriais e fui responsável por toda a comunicação on e offline. Foi uma experiência muito enriquecedora que me trouxe muitas outras oportunidades. Por isso 2017 foi o ano em que eu deixei de ser funcionária e passei a ser uma empresa. Conteúdos criados por mim rodaram o país todo e foram vistos por milhares de pessoas em redes sociais, blogs e revistas. Tive a chance de trabalhar com marcas e projetos incríveis e me orgulho muito de todas essas conquistas.

Mas tem um job que merece um lugarzinho especial no meu coração! Desde agosto do ano passado faço parte da equipe do Pop Plus e sou responsável pelo conteúdo do blog do evento. Esse job me fez repensar meu processo criativo e me apresentou algumas das pessoas mais maravilhosas que já conheci. Sou muito grata a Flávia Durante, não só pela oportunidade, mas pela liberdade e confiança que ela tem no meu trabalho. E esse é um trabalho que continua em 2018, mas eu tenho outros projetos MUITO bacanas alinhados para os próximos meses, não vejo a hora de contar para vocês!

Meu primeiro post no blog do Pop Plus

Acompanhe meus posts no blog do Pop Plus: http://popplus.com.br/blog/

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

‘Tatau’

Ooi ooi!

Sabe aquela série, reality, programa de TV ou filme que parece que nenhum dos seus amigos assiste e você não consegue trocar ideias com nenhum deles sobre o que tá rolando, o que você pensa, saber o que os outros pensam e tudo o que te resta são os grupos no Facebook? Pois é, eu sou mestre nisso! E hoje quero falar sobre um dos realities que eu mais adoro: Ink Master.

Apresentado por Dave Navarro, Oliver Peck e Chris Nunez (também jurados do programa), Ink Master é um reality show de tatuadores que competem por um prêmio de 100 mil dólares. Em cada programa é realizado o desafio relâmpago e, em seguida, o desafio da eliminação, onde será feita a tatuagem que irá eliminar alguém da competição.

Oliver Peck, Dave Navarro e Chris Nunez

Quem são as pessoas tatuadas? São voluntários! Você preenche uma ficha que inclui coisas como: qual estilo de tatuagem você gostaria, cores de sua preferência e afins. Você pode acessar o Human Canvas Application e ser um voluntário para o programa. Assim como já estão abertas as inscrições para ser um tatuador competidor na próxima – oitava –  temporada!

Canvas

Kyle Dunbar

O que acontece quando algumas tatuagens ficam ruins ou os ‘canvas’ não ficam satisfeitos? Bem, existe uma ramificação do programa: Ink Master Redemption. Nesse programa o ‘canvas’ e a pessoa que o tatuou se reencontram e tem a chance de conversar , se o ‘canvas’ concordar, pode ser tatuado novamente pelo mesmo tatuador que terá a chance de redimir.

Jesse Smith

Joshua Hibbard

Chris Blinston

Halo

Assim como Ink Master Redemption, rolam outras edições, como especiais para o Valentine’s Day ou para o Halloween, teve também um especial para o 100º episódio chamado “Sirens of Ink”, que reuniu as melhores tatuadoras que passaram pela competição. É uma pena que a quantidade de mulheres no Ink Master ainda seja pequena, cada vez mais essa indústria abre as portas para tatuadoras e o casting do programa poderia mostrar melhor a qualidade do trabalho e o espaço conquistado por mulheres que tatuam.

Emily Elegado, Jackie Jennings, Sarah Miller e Lea Vendetta em “Sirens of Ink”

Eu não sou super entendedora de tatuagens, na verdade ainda nem tenho uma, mas assisto o programa com uma felicidade enorme. Vejo o trabalho que essas pessoas tem e admiro taaaanto o que eles conseguem fazer, passar do papel para pele desenhos absolutamente incríveis! Acho sempre uma droga que eu não consiga conversar com meus amigos sobre isso, sobre os tatuadores que eu acho simplesmente incríveis e sobre os que eu escolheria para me tatuar (dá-lhe Sarah Miller!! <3)

Sarah Miller

Pesquisei sobre tatuagens para me inteirar melhor e achei alguns fatos bem interessantes:

A palavra tatuagem se originou do inglês “tattoo”, quando em uma expedição para a Polinésia, em 1769, o capitão James Cook registrou em seu diário de bordo que naquela região o ato de pintar o corpo era chamado de tatau.

“Cem anos depois, Charles Darwin afirmaria que nenhuma nação desconhecia a arte da tatuagem. De fato, dos índios americanos aos esquimós, da Malásia à Tunísia, a maioria dos povos praticava ou havia praticado algum tipo de tatuagem. Com a invenção da máquina elétrica de tatuar, em 1891, o hábito se espalhou ainda mais pela Europa e pelos Estados Unidos. No final do século XX, a pele desenhada, até então uma característica quase exclusiva de marinheiros e presidiários, tornou-se uma das mais duradouras modas jovens.”

TAITI

No Taiti, acredita-se que a arte de tatuar tenha sido ensinada pelos deuses, e, por conta disso, ao serem realizadas devem seguir rituais especiais. As mulheres só podem tatuar os braços, as pernas e o rosto, já os homens tem a liberdade de tatuar o corpo inteiro. No geral, na Polinésia, a tatuagem é utilizada como símbolo de classe social.

JAPÃO

O Japão foi um dos países que mais desenvolveram novas técnicas de tatuagem, onde as sessões podem chegar a durar anos e os desenhos cobrirem o corpo inteiro, exceto as mãos e os pés. A tatuagem também é associada à máfia Yakuza e a criminalidade.

Foi desenvolvida também no Japão a kakoushibori, uma tatuagem feita com produtos químicos que fazem com que a tatuagem apareça apenas em algumas situações mais singulares, como, por exemplo, quando a pessoa toma alguma bebida alcoólica ou após o ato sexual.

NOVA ZELÂNDIA

Os nativos da Nova Zelândia são chamados de maori, suas tatuagens típicas em forma de espirais tinham como objetivo distinguir as pessoas das diferentes classes sociais existentes, onde cada espiral simbolizava um nível hierárquico, também distinguiam guerreiros. Escravos não podiam se tatuar.

Depois que líderes maoris morriam, suas famílias conservavam a cabeça tatuada como uma relíquia.

ÁFRICA

A prática mais comum nas tribos africanas (e que vem se tornando mais comum também hoje em dia), é a escarificação, que é a realização de incisões na pele que produzem cicatrizes. Ela pode ser utilizada para fins terapêuticos (colocar medicamentos diretamente no corpo) e para marcar ritos de passagem. No Sudão, por exemplo, as mulheres passam por três escarificações: elas marcam o peito aos 10 anos, os seios após a primeira menstruação e braços, pernas e costas após a gestação.

“No Brasil, o precursor da tatuagem moderna foi um cidadão dinamarquês chamado Knud Harald Lucky Gegersen. Ele ficou conhecido como Mr. Tattoo, ou apenas Lucky.

ink-master-série-tatuagem-tv-netflix-ocabide-3

O dinamarquês chegou no país em 1959 e morou em Santos, no litoral paulista. Manteve-se financeiramente utilizando seu talento como desenhista e pintor profissional.

Lucky teve grande importância no mundo da tatuagem nacional. Os tatuadores associam a ele a chegada da tatuagem no Brasil, assim como a sua populariação e, por isso, dizem que por mais imperfeita que seja a tatuagem de Lucky, ela vale muito. Ele foi notícia em vários jornais nacionais, e em 1975 foi personagem de uma matéria do jornal “O Globo” que o nomeou como único tatuador profissional da América do Sul.”

Fuçando mais um pouquinho, encontrei  o Polaco Tattoo, o estúdio que abriga o chamado Museu da Tatuagem aqui em São Paulo. Você pode visitá-lo realizando agendamento prévio. Uma descrição mais detalhada do que é a exposição:

“Idealizado pelo colecionador e tatuador profissional Polaco, o museu possui cerca de  500 itens de sua coleção pessoal e de doações de amigos. Na seleção das obras estão desenhos preparatórios, objetos que ilustram a tatuagem entre povos primitivos, gravuras, projetos finalizados além de fotografias, recortes de jornais e revistas, máquinas manuais e usadas em cadeias brasileiras e em antigos presídios da Rússia, improvisadas com barbeadores, cordas de violão e ampolas de seringa, além de uma reprodução da patente da caneta elétrica de Thomaz Edson, em 1.805, entre outros. 

O objetivo do museu é de informar a origem e a evolução da tatuagem , costumes e usos, mostrando que esta ornamentação dos corpos está presente como uma forma de linguagem do ser humano, que se expressa em desenhos fixados eternamente na pele,  tendo o corpo como suporte de uma obra de arte que atravessou milênios ao lado do homem até os dias de hoje.

O Museu Tattoo Brasil está localizado no Estúdio Polaco Tattoo, na Rua Vinte e Quatro de Maio, 225, 1º andar, Centro. Para visitação é necessário prévio agendamento pelos fones (11) 3222-8049 e 3333-4220.” 

Dá uma olhada em um rolê que o canal Andando por SP fez no Museu:

Se mais alguém assiste a série me diga o que acha e quem é o seu tatuador preferido aqui nos comentários! Estou feliz pois, de alguma forma, eu pude compartilhar meu amor por Ink Master! <3

A Netflix tem a primeira temporada disponível, as outras eu assisti online aqui, assim como os episódios especiais!

Espero que curtam! Beijo! (:

Fonte 1
Fonte 2
*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

BEDA | O clube dos cinco

“E essas crianças em que você cospe enquanto elas tentam mudar seus mundos,
são imunes aos seus conselhos, elas sabem muito bem pelo o que estão passando.”
– David Bowie

Hoje decidi fazer uma “viagem” de volta aos anos 1980 para falar sobre um dos melhores filmes da época: “O clube dos cinco”.

O filme foi dirigido por John Hughes, que foi também diretor de “Curtindo a vida adoidado”, “Gatinhas & Gatões” e “Mulher nota 1000”, ou seja, alguns dos filmes da época. O Clube dos Cinco estrelou Emilio Estevez (Andrew Clark – atleta), Judd Nelson (John Bender – criminoso), Anthony Michael Hall (Brian Johnson – nerd), Molly Ringwald (Claire Standish – princesa) e Ally Sheedy (Allison Reynolds – esquisita)

O elenco do do filme e o diretor e roteirista John Hughes

O filme que possui roteiro e história bem claros. Um dos poucos que consegue te cativar durante o filme inteiro mesmo acontecendo praticamente apenas um cenário: a biblioteca para onde os cinco alunos, de personalidades completamente diferentes, ficara em detenção.

Uma sinopse rápida: “Em virtude de terem cometido pequenos delitos, cinco adolescentes são confinados no colégio em um sábado, com a tarefa de escrever uma redação de mil palavras sobre o que pensam de si mesmos. Apesar de serem pessoas completamente diferentes, enquanto o dia transcorre eles passam a aceitar uns aos outros, fazendo várias confissões e tornando-se amigos.”

No início, o filme mostra nitidamente a preocupação adolescente sobre o que os outros pensam e o que vão falar se você passar a conversar com determinada pessoa ou as consequências sociais dee um simples oi no corredor (da qual me referi quando falei sobre meu ensino médio e Meninas Malvadas); mas no decorrer da história a convivência forçada entre as personagens mostra que pessoas extremamente diferentes podem se tornar amigas ou até algo além disso.

O diretor do colégio pede para que os alunos escrevam uma redação dizendo quem eles pensam que são. O pedido é simples, mas como resumir tanto de nós em tão pouco? Dá pra nos limitarmos a uma palavra ou, simplesmente, algumas linhas? Somos pessoas tão complexas, que é incrivelmente difícil dizer quem somos, sem contar as constantes mudanças pelas quais estamos sempre passando, e, mesmo assim, ainda acho que Brian fez um bom trabalho em seu texto final ao dizer que somos um pouco de tudo:

Bender começa a satirizar as famílias dos outros quatro presentes ali na sala, e, em seguida, a sua própria, e os problemas familiares de cada um deles começam a surgir durante a trama e aproxima os personagens.

Apesar de não dizer nada durante os primeiros 30 minutos de filme, Allison trás uma das falas mais interessantes do filme ao se dirigir a Claire em um dos momentos em que estão todos sentados no chão discutindo os motivos pelos quais estão lá. “É como uma faca de dois gumes. Se disser que não [se disser que é virgem], é puritana; se disser que sim [que já fez sexo], é uma vadia”, e nessas duas linhas Allison consegue resumir o que é uma parte do mundo feminino, e de certa forma masculino, onde tudo é colocado nos extremos. Eu não entendo porque é tão difícil aceitar que as mulheres também fazem sexo e sentem prazer nisso, sem que isso as torne vadias. Ou uma mulher escolher não transar por algum motivo particular e por isso ela ser taxada como puritana ou ignorante que não entende nada do assunto. Não dá pra aceitar de maneira natural que o mundo feminino também tem sexo? Um pequeno detalhe: o filme é de 1985, acho meio triste ainda termos que reforçar isso 30 anos depois.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-1

No filme, Claire e Andrew ainda se vêem na posição de achar que precisam fazer tudo o que os outros querem que eles façam o tempo inteiro, e são questionados por seus colegas. “Se você não quer, então porque você faz?”, é a pergunta que fazem. E não é de se surpreender, que, ainda hoje, muitas e muitas pessoas vivam da mesma forma; com essa constante necessidade de tentar agradar a todos, sem perceber que não é bem assim que a banda toca. O próprio John Hughes aconselha: “Passe mais tempo tentando fazer algo por você mesmo e menos tempo tentando impressionar as pessoas.”

Tentar agradar a todos só vai resultar em mais pressão sobre si mesmo e um estresse totalmente desnecessário, e você vai ser a única pessoa a ser prejudicada com isso, afinal, os outros estão tendo o que eles querem.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-2

Todo o trabalho em torno dos estereótipos no roteiro coloca ao final que as pessoas vão muito além daquilo que é posto a elas pela sociedade. Que os nossos amigos podem ser incrivelmente diferentes de nós, mas mesmo assim pode ser uma das melhores amizades que vai existir.  Que aquilo que as pessoas falam sobre você não é necessariamente o que você é, cada um é muito mais do que aquele “título” que a sociedade nos coloca, ou, simplesmente, aquilo que as pessoas vêem ao olhar para nós, seja na rua ou nos corredores da escola.

breakfast-club-clube-dos-cinco-ocabide-3

Algumas curiosidades: 

– O filme foi filmado em Rosemont. Eles usaram um colégio de verdade para filmar as cenas, mas o cenário de biblioteca foi montado no ginásio do local.

– A placa do carro de Brian Johnson é “EMC2”, para combinar com sua imagem de nerd. A placa do carro de Andrew Clark, papel de Emilio Estevez, é “OHIOST” (Ohio State), para manter sua imagem de atleta.

– O personagem de Hall, Brian Johnson, é deixado no colégio logo no começo do filme pela sua mãe e sua irmã verdadeiras. E quem faz  o papel de seu pai no final do filme é ninguém menos que John Hughes.

– Judd Nelson zoava tanto com Molly Ringwald fora das câmeras que quase foi demitido do filme. Seus colegas de elenco o defenderam, dizendo que ele estava apenas tentando não sair do papel.

– O zelador da escola foi eleito o Homem do Ano em 1969. A foto dele aparece na sala de troféus entre as fotos de outros alunos agraciados pelo prêmio no início do filme.

– Dos cinco protagonistas, apenas Hall e Ringwald eram adolescentes na época, com 17 anos. Estevez e Sheedy tinham 23 anos e Nelson tinha 26.

– Os atores foram deixados bem à vontade para improvisar, já que o diretor John Hughes queria a colaboração do elenco no filme. A cena em que eles fumam maconha é altamente improvisada. Mais de 60 mil metros de filme foram usados nas filmagens devido a tantos improvisos e colaborações entre os atores e o diretor. Na época, isso era uma marca incrível para um filme adolescente. O filme também foi gravado inteiramente na sequência, o que permitiu que os atores pudessem realmente viver seus personagens.

– Os produtores pediram a Billy Idol para gravar a música Don’t You (Forget About Me), a música-ícone que encerra o filme. O artista, no entanto, recusou o pedido e a quem gravou o hit foi a banda Simple Minds.

– O roteiro foi escrito em apenas dois dias.

*fonte

Conclusão:

As pessoas são mais do que seus estereótipos, quebre todos os padrões possíveis e não tenha medo de conhecer pessoas diferentes de você.

Não tente agradar todo mundo, isso não funciona, nem todos vão sair felizes em todas as situações.

A sexualidade ainda é tabu e alguns discursos ainda são os mesmos dos anos 1980, quanto antes isso mudar, melhor para todo mundo.

E, bom, mesmo com tantas coisas diferentes, podemos encontrar algo em comum com as pessoas que menos esperamos e dalí surgirem grandes amizades. Não é porque alguém é muito diferente de você que vocês não podem ser grandes amigos.

Não à toa, um dos meus filmes preferidos e, felizmente, disponível no Netflix!

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

badge_post_01

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

“Eu te amo” “Obrigada”

Oláá, gente!!

Meu nome é Camila, sou nova aqui e pretendo trazer novidades – e antiguidades, por que não? – a respeito de toda a parte cultural (filmes, livros, teatro, shows, eventos). Vou tentar trazer tudo de mais interessante que eu achar!

E pra abrir hoje, porquê não começar com um filme que traz não só uma grande atriz, mas também um ícone da moda: Audrey Hepburn!

Entre seus Oscars, Grammys e Globos de Ouro hoje falarei sobre Bonequinha de Luxo!

O filme foi lançado em 1961, distribuído pela Paramount Pictures e dirigido por Blake Edwards! Além de ser baseado no livro – também maravilhoso –  de 1958, escrito por Truman Capote.

bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide

 *ilustração: Hayden Willians

Aqui uma sinopse rápida:
“Holly Golightly (Audrey Hepburn) é uma garota de programa nova-iorquina que está decidida a casar-se com um milionário. Perdida entre a inocência, ambição e futilidade, ela toma seus cafés da manhã em frente à famosa joalheria Tiffany’s, na intenção de fugir dos problemas. Seus planos mudam quando conhece Paul Varjak (George Peppard), um jovem escritor bancado pela amante que se torna seu vizinho, com quem se envolve. Apesar do interesse em Paul, Holly reluta em se entregar a um amor que contraria seus objetivos de tornar-se rica.”

 bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide-2

A atriz fotografada com o famoso gato sem nome por Howell Conant no apartamento alugado em Manhattan para a publicidade do filme, outubro/1960

bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide-4

Polaróides do teste de cabelo para o personagem

bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide-5

George Peppard, Audrey Hepburn e alguns outros membros do elenco em intervalo das filmagens

bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide-6

Audrey Hepburn e George Peppard nos bastidores, com participação especial do yorkshire da atriz, Mr. Famous

Fatos curiosos:

Na produção do filme, a Tiffany’s abriu pela primeira vez em um domingo; os figurinos de Audrey foram feitos por ninguém menos que Hubert Givenchy e Edith Head, figurinista da Paramount; Kim Novak e Marilyn Monroe (atendendo aos desejos de Capote) receberam a oferta para atuar como Holly, mas com a recusa de ambas as atrizes, o papel acabou com Audrey Hepburn.

Eu li o livro há muito tempo, mas me lembro que gostei bastante, apesar das usuais mudanças que costumam fazer em uma adaptação, como a provável bissexualidade de Holly.

bonequinha-de-luxo-audrey-hepburn-ocabide-3

Para comprar clique aqui (versão para Kindle)

O filme é apaixonante e até hoje sonho com um vestido preto igual ao da Holly, e espero compartilhar dessa paixão com mais alguém!

Esse filme é “apenas” um clássico que decidi trazer para abrir os meus posts! Pra quem tiver, ele está disponível no Netflix, ou pra quem for meio “old school” que nem eu, praticamente garanto que alguma locadora vai ter. E, bom, sempre há quem decida ver online – a grande maioria, talvez -, mas eu sou meio contra isso então prefiro não influenciar as pessoas a fazerem, mas aí essa história fica para outra hora, porque coloco alguns fatores em discussão!

Enfim, espero que aproveitem!! E nos veremos na próxima!
Beijo para todos!

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Beleza atemporal

Com sua presença mágica nas telas, senso de moda único e arbitrário, um relicário ao bom gosto, incansável na luta pelos direitos das crianças. Essa foi Audrey Hepburn, um dos ícones mais marcantes do século XX.

No cinema, onde alcançou a fama através de filmes como  Bonequinha de luxo, My Fair Lady, A princesa e o Plebeu e Roman Holiday e Charada, a aclamada atriz era a epítome do glamour, do charme, efervescência e graça.

Alguns dias atrás assisti A princesa e o Plebeu (viva a Netflix) é simplesmente irresistível!

Mas você pode se lembrar da beleza atemporal de Audrey Hepburn conferindo essas  imagens:

Audrey Hepburn

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.