Antes da bolinha amarelinha

Helô Pinheiro

Helô Pinheiro

Micheline Bernardini

Micheline Bernardini

Ursula Andress

Ursula Andress

O biquíni adquiriu esse nome por ter estreado durante os testes nucleares realizados no atol de Biquíni. Os inventores franceses, o engenheiro Louis Réard e o estilista Jacques Heim, apelidaram a criação de biquíni porque achavam que obteriam uma reação explosiva! Estavam absolutamente certos!

Grandes momentos do Biquíni:

  • 1957: Brigitte Bardot brinca na praia vestindo um biquíni no filme E Deus criou a mulher. O mundo todo ficou boquiaberto, e o biquíni se tornou rapidamente um item desejado. 
  • 1960: É lançada a canção Biquíni de bolinha amarelinha. As vendas dos biquínis atingem níveis nunca imaginados!  

 

  • 1962: Ursula Andress veste um biquíni branco com um cinto no filme de James Bond, 007 contra o satânico Dr. No, e agita o mundo todo com sua sensualidade. 

 

  • 1964: O Monoquíni é apresentado na Europa. O Vaticano o condena, os norte-americanos amam e os europeus continuam a fazer história na moda. 

 

  • 1982: Phoebe Cates sai da água num biquíni vermelho no filme Picardias estudantis, essa cena é inesquecível e muito copiada! (Esse filme é sensacional, se você não assistiu, assista! Um clássico dos anos 80 que sempre vale ser visto!) 

 

  • 1983: Carrier Fisher usa um biquíni dourado em Guerra nas estrelas: o retorno de Jedi. Gente, é sério, ela tinha um corpo muito maravilhoso! Nem vestida de escrava sexual Carrie Fisher deixou de nos surpreender! 

 

  • 2002: Halle Berry usa um biquíni laranja com cinto no filme de James Bond, Um novo dia para morrer. Eu não acho necessariamente relevante, pois a Ursula tinha feito a mesma cena, mas foi bom ver uma bond girl negra e agitando um pouco as coisas em Hollywood, e acho que existia a intençaão de que isso marcasse o íncio de um novo ciclo, para o personagem e para as mulheres no cinema. 

*fonte – As 100+ – Nina Garcia

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Peggy Moffitt

Hoje Peggy Moffitt, a musa do monoquíni, completa 73 anos. Seu talento associado a seu visual único mudou a cena da moda na década de 1960.

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Era musa absoluta do estilista Rudi Gernreich, cujas roupas usadas por Peggy e fotografadas por Bill Claxton se transforam no ícone do Swinging Sixties.

O cabelo geométrico, conhecido como “Cinco pontas”, criação de Vidal Sassoon, apresentava uma novo conceito estético, e junto com a maquiagem, se transformou na marca registrada de Peggy.

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A make era inspirada no teatro japonês kabuki, que incluía cílios postiços exagerados.

Peggy chegou a aparecer no filme A elegante Polly Magoo fazendo sua maquiagem:

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No dia 4 de junho de 1964 ela causou barulho na mídia quando foi fotografada semi-nua no monoquíni criado por Rudi Gernreich. A imagem de Moffitt foi feita por William Claxton, que era marido de Peggy e colaborador assíduo da dupla.

Não se tratava de nada além de um maiô de malha cortado abaixo do busto, que acabou sendo um marco na Revolução Sexual dos Anos 60, causando muitas polêmicas, entre elas, pedidos de casamento e ameaças de morte. O monoquíni envolveu a Justiça americana, que foi obrigada a rever suas leis sobre o nudismo.

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No mês de maio do ano passado aconteceu a mostra “The Total Look: The Creative Collaboration Between Rudi Gernreich, Peggy Moffitt and William Claxton” no Museum of Contemporary Art of Los Angeles (MOCA), para homenagear a obra do estilista.

No vídeo The Total Look produzido pelo Nowness, a própria Peggy resume sua carreira e desabafa: “Essa foto tomou um sexto de segundo para ser feita e eu tive que passar a minha vida inteira falando sobre isso!”

Ela aparece no vídeo como uma musa que não se desfez, a modelo manteve o cabelo assimétrico e as roupas psicodélicas, e de certa forma, sua imagem permanece como foi desde o início.

*imagens e vídeos: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.