Marri Gattô

Como vocês já sabem, estive na última edição do Fashion Weekend Plus Size e além de ter amado o evento me apaixonei por vários modelitos. Particularmente fiquei encantada pela coleção desfilada pela marca Marri Gattô, despojada e atual, foi quem levou mais informação de moda para a passarela com sua coleção inspirada na cidade de São Paulo.

A cartela de cores tinha variações lindas de azuis, laranjas, bordô, rosa e verdes. As estampas evoluíam de forma orgânica, junto com looks super democráticos. Na Marri Gattô pode tudo, saia rodadinha ou lápis, macacão e calça skinny, curtos e longos, fendas e decotes. Sem regra e sem limite, para todo tipo de mulher. Mesmo!

Dá uma olhada no desfile:

Por quê eu só fiz esse post agora?

Vocês sabem que eu ando desanimada com o guarda roupa, e esses dias fiquei pensando, onde foi que eu me senti inspirada para me vestir pela última vez, e os looks dessa marca me vieram em mente.

Meus looks preferidos da coleção Inverno/2014 Marri Gattô por Renata Poskus:

Marri Gatô por Renata Poskus

Marri Gatô por Renata Poskus

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*imagens: Thaysa Wandeur

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Meus looks preferidos do Golden Globe

Eu prometi um post com os meus vestidos preferidos do Red Carpet do Golden Globe para vocês, para compensar a ausência online durante o evento, e eu demorei, mas aqui está!

Fugi completamente do óbvio, e se você estava esperando um post babado para falar mal das mal vestidas, me desculpe, não vai rolar.

Quero falar sobre os vestidos que gostei mesmo, que causaram algum tipo de impressão sobre mim, e que serviram como referência de estilo, afinal, não é para isso que os stylists se empenham tanto para vestir essas celebridades para Red Caperts. Quem se esquece da Julia Roberts de Valentino?

Vou começar pelo look da Kelly Osbourne, que escolheu um vestido Escada (pré-outono/2014), que realçou suas curvas, e apesar das aplicações douradas (lindas!) nos ombros e nas costas, é uma escolha um tanto quanto minimalista para uma apresentadora fashionista de um programa de moda. Combinado com o make, os cabelos e os acessórios, o glamour hollywoodiano transbordava na musa de madeixas lilás.

Kelly Osbourne

Kelly Osbourne

Eu vi críticas sobre o look com inspiração Art Déco de Lizzy Caplan, as opiniões sobre o seu vestido Emilio Pucci (primavera/2014) dividiu opiniões. Eu achei tão sartorialista da parte dela escolher um vestido tão de alta moda para o Golden Globes, que acabei me apaixonando pelo look. Até porque a questão não era se o vestido é ou não bonito, porque ele é incrível, e sim se caiu bem nela e foi apropriado para o evento. Para mim a resposta é sim, para todas as perguntas.

Lizzy Caplan

Lizzy Caplan
Se tinha uma escolha para questionar, essa escolha era a de Caitlin FitzGerald, que usou um vestido Emilia Wickstead (primavera/2014). O look era leve, despretensioso e remanescente de seu personagem na série Masters of Sex. E muitos vão dizer que isso não era suficiente para o evento, mas para mim isso é justamente o motivo pelo qual o look deu certo. Além disso a cor fez com que a atriz brilhasse, e a combinação de cabelo, maquiagem e acessórios fez com que o visual se tornasse único e muito especial, e eu acho que isso torna o vestido suficiente para o evento.

Caitlin Fitzgerald

Caitlin Fitzgerald

Cate Blanchett divou absoluta com um vestido que surpreendia de frente e tirava o fôlego de costas.  O escolhido para o Golden Globe foi um Armani Privé (outono/2013), preto, todo em renda, bem leva e ultra sexy, com um decote vertiginoso nas costas. O penteado e a maquiagem complementaram o look, que tinha tudo para ser muito sensual, mas que acabou ganhando, talvez pela postura da atriz, um visual bem elegante.

Cate Blanchett

Cate Blanchett

O rosto marcante da noite foi Lupita Nyong’o, a atriz queniana escolheu um vestido com capa de Ralph Lauren (primavera/2014), que valorizou sua silhueta. Foi estiloso na medida certa, apenas o suficiente para demonstrar uma pitada de personalidade. A cor é linda, e valorizou demais a pele da atriz. Minha parte favorita desse vestido é, como vocês já devem esperar, a capa. Quando as pessoas começaram a aparecer de capa nos Red Carpets eu achei o conceito super legal, mas achei tudo muito caricato. Essa capa tem a medida certa.

Lupita Nyong

Lupita Nyong

Lupita Nyong

Vamos ver o que mais a temporada de premiações nos reserva esse ano, como você puderam perceber eu estou em busca de algo diferente e transgressor na medida certa. Eu não ignorei o vestido/calça da Emma Watson,  essa é justamente a atitude de que estou falando.  O look não apareceu nesse post pois, fiz o post para listar meus looks preferidos, e não apenas para listar aleatoriamente looks que foram ousados.

Quais foram os seus looks preferidos?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Marisa apresenta nova linha de T-shirts

A Marisa aposta nas confortáveis e versáteis T-shirts, peças-chave para o guarda-roupa de qualquer um. Fáceis de usar e de combinar, as camisetas esbanjam originalidade com estampas, cores e modelagens criativas que se encaixam tanto nos looks casuais quanto nos mais elaborados.

Marisa

Marisa

Marisa
Combinadas com saias, calças, blazers e leggings as T-shirts conversa com muitos estilos e ocasiões, basta escolher a cor, a estampa e o modelo que mais lhe agrada e compor um look cheio de personalidade. O resto fica por cota dos acessórios ou do sapato por exemplo.

Eu gosto muito e uso sempre, do trabalho até à balada. Gosto de usar com um skinny, cardigan e sapatilha, é praticamente meu uniforme!

*imagens: divulgação

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Uma celebração ao plus size

Sábado eu tive o prazer de conhecer o Fashion Weekend Plus Size e fiquei muito feliz!

O evento é bem organizado, as marcas são empenhadas, e acima de tudo, esse evento é uma pequena janela para a relevância da moda plus size no mercado.

Eu digo pequena janela, pois acredito que as oportunidades para apresentar o segmento devem ser maiores, e que o evento merece mais prestígio.

Teve moda mais ligada nas tendências, teve beachwear, lingerie, vestidos longos para festas e looks mais casuais.

Nada conceitual, as coleções são todas comerciais, e assim como no Fashion Week, muitas das pessoas na plateia são compradores e jornalistas, além de convidados e visitantes.

Algumas peças se destacam pela ousadia, por apresentar-se de forma contrária ao que vemos insistentemente estampado nas revistas de moda. Lá não existe muito isso de isso pode ou aquilo não pode. No Fashion Weekend Plus Size tudo pode!

Uma outra coisa que ganhou meu coração foi o sorriso das modelos. Esse não é um evento para carões blasé, as modelos sorriem e fazem graça, nada é levado tão a sério. A moda realmente não deveria ser levada tão a sério o tempo todo, principalmente em suas celebrações.

Não vou entrar nos méritos de crítica de moda, e não vou me aprofundar nos detalhes de cada coleção, essa foi a minha primeira vez no evento, prefiro falar sobre a experiência como um todo.

Desabafo:

A oportunidade de ir ao Fashion Weekend Plus Size coincidiu com um momento de grande mudança na minha vida. Um dia antes do evento eu me pesei e vi, sob efeitos colaterais de um tratamento que faço, engordei 8 quilos em 3 semanas.

Estava decepcionada comigo mesma, me culpando como se tivesse feito algo errado. Como se engordar fosse algo totalmente controlável na vida de todas as pessoas, e eu me sentia fracassada.

Olha, que louca? Eu tava jurando que a culpa era única e exclusivamente minha por ter engordado, mas eu não tinha controle sobre isso. As vezes a gente não tem controle sobre o próprio corpo, e eu não estava levando isso em consideração.

Mas ali, vendo aquelas mulheres lindas, completamente a vontade com seus corpos, sorrindo e fazendo charme na passarela, justamente na passarela, o templo onde meu trabalho se baseia, eu tive que reavaliar minha postura.

Não era magrinha antes desses 8 quilos, sou curvelínea e gosto do meu corpo mais voluptuoso mesmo. Defendo as curvas, acredito de verdade que elas são mais bonitas e que a moda menospreza o tipo mais bonito de corpo.

O tratamento ainda não acabou, talvez eu engorde mais, não sei! Por isso, não posso deixar essa mudança me abater, não posso deixar de me achar bonita.

Minha saúde, física e mental, depende da minha capacidade de sorrir e fazer charme, com ou sem esses 8 quilos.

Assim como aquelas divas!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.