Pesquisando o desenho de moda

Já que o assunto da semana no blog e nas nossas redes sociais parece ser o desenho de moda, acho que não há problema algum em fazer mais um post sobre o assunto, certo?

Como falo o tempo todo sobre referências e sobre processo criativo, acho que seria válido apresentar para vocês alguns livros que podem auxiliar no desenvolvimento de seus croquis, bem como na evolução de um traço mais autoral e mais rico de referências individuais de cada ilustrador.

 100 Years of Fashion Illustration
O livro 100 Years of Fashion Illustration é excelente para a compreensão de como o desenho de moda evoluiu do passado até os dias atuais. São 400 imagens que mostram de forma clara o desenvolvimento da moda no último século e de que forma os croquis acompanhou a história do vestuário.
Autora: Cally Blackman
Editora: Thames&Hudson

1.000 poses en ilustración de moda

1.000 poses en ilustración de moda propõe dilemas e soluções da ilustração de moda apresentando situações que forçam o designer a ultrapassar barreiras.

Autor: Chidy Wayne
Editora: Maomao Publications

Atlas de Designers de Moda

O Atlas de Designers de Moda é ótimo pois apresenta uma descrição de estilos e tendências através de rascunhos e desenhos originais feitos por estilistas.
Autor:  Marta R. Hidalgo
Editora: Kolon/Paisagem

Desenho de Moda - Vol. 2

Desenho de Moda – Vol. 2 é indispensável para estudantes de moda, o livro vai desde os primeiros esboços do desenho de moda, ao planejamento de uma peça até suas especificações técnicas. Todos os tópicos são abordados, do desenvolvimento de uma silhueta até o desenvolvimento têxtil, sendo de valor inestimável a sua biblioteca de design.

Autora: Bina Abling
Editora: Blucher

São muitos os livros e guias que podem auxiliar um designer no desenvolvimento de seus croquis, de origens nacional ou internacional pode se encontrar todo tipo de dica ou ensinamento valioso e se vocês quiserem podemos ter mais posts coomo esse por aqui, o que acham?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: O Paraíso das damas

Hoje o Livro do dia é O Paraíso das Damas, de Émile Zola, que retrata o nascimento das lojas de departamento. O livro é incrível e fala sobre Paris e o início do comércio de moda em massa.

O romance reforça o conceito de que a sociedade não resiste ao consumo da moda. Quem dá nome do livro, e a loja de departamento que ele descreve, é livremente inspirado em “Au Bon Marché”, que existe até hoje nos números 22 e 24 da rua de Sèvres, em Paris.

O Paraíso das damas

A narrativa acontece entre tecidos finos, vestidos elegantes, matérias primas e costumes do mundo todo.

Uma espécie de antecedente do Império do Efêmero, O Paraíso das Damas aponta o universo do desejo e do supérfluo num momento em que não havia como antecipar como a sociedade passaria a se portar com a popularização da moda acessível.

A história contada trata, antes de qualquer coisa, do amor, falando da vida de Denise, uma órfã humilde que vai a capital em busca de uma maneira de sustentar a si e a seu irmãozinho, se tornando então balconista da mais badalada loja de Paris.

Por trás da trama uma crítica ao impulso dessa nova sociedade moderna, abordando questões sociais relacionadas ao crescimento comercial dado a revolução industrial.

O PARAÍSO DAS DAMAS

Autor: Émile Zola
Tradução: Joana Canêdo
Editora: Estação Liberdade

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: Amor, perdas e meus vestidos

As vezes eu me olho no espelho e não fico particularmente satisfeita com o meu estilo. Com certa freqüência sinto que minhas roupas não se conectam e que nunca consigo me antenar completamente ao que acontece entre as tendências, e quando me pergunto o porque a resposta até que é simples.

Não consigo abrir mão de acrescentar no meu look lembranças e histórias. Referências da minha vida, das minhas saudades e das minhas verdades. Uma estampa infantil para lembrar minha sobrinha, ou aquele vestidinho estampado como os que a minha bisavó costumava costurar. Pequenos detalhes que compõe não só minha história, mas quem eu sou, por dentro e por fora.

Daí, um dia encontrei um livro que me ajudava a entender esse sentimento!

Amor, perdas e meus vestidos

Em AMOR, PERDAS E MEUS VESTIDOS, a autora norte-americana Ilene Beckerman decidiu resgatar antigas lembranças desenhando as roupas que estava usando em momentos marcantes de sua vida.

Não é uma ideia incrível? Me deu muita vontade de fazer o mesmo!  ?

Um trecho da sinopse:

“O primeiro dos desenhos remonta aos anos 40, mais precisamente à época em que Ilene tinha sete anos e preparava-se para a viagem até Camp Brady, um acampamento longe dos pais. Nesse período, ela pertencia ao grupo de fadinhas. A irmã, cinco anos mais velha, era bandeirante. Pelas lembranças de Ilene, no acampamento não havia eletricidade e banheiros com descarga. De forma descomplicada, Ilene vai retratando, a seu modo, a realidade de diferentes épocas e revelando sentimentos relacionados a cada período. Os relatos combinam comentários sobre tecidos, tipos de costura e os acessórios que Ilene, a mãe, a irmã e as amigas Gay e Dora usaram em diferentes ocasiões. A cada novo modelo, a cada novo vestido, o leitor toma conhecimento sobre as tendências e as novidades de um período, assim como de passagens importantes da vida de Ilene. A perda da mãe, o sumiço do pai, a convivência com os avós, as primeiras descobertas da adolescência. A trajetória da autora, da infância ao início da vida adulta, vai se revelando a cada novo desenho.”

Amor, perdas e meus vestidos
Autora: Ilene Beckerman
Editora: Rocco

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Cinquenta bolsas

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Já falamos sobre os 50 chapéus e sobre os 50 vestidos que mudaram o mundo, vamos seguir com um post que fala sobre o livro 50 bolsas que mudaram o mundo. Falta pouco para terminar os posts sobre a Coleção 50, do Design Museum, pelo menos sobre aqueles que falam sobre objetos do vestuário.

Sabe quando você passa um tempão procurando aquela bolsa perfeita e atemporal, que até vale a pena investir um pouquinho mais, já que você vai usar por tantos anos? daí surge outro modelo que é essencial na sua vida e você precisa dele para facilitar seu dia a dia e a coisa segue assim de maneira cíclica até o dia em que sei lá, você não vai mais precisar usar bolsa, e ainda assim é capaz de comprar aquele modelinho que combina com tudo!

A história da bolsa também funciona mais ou menos assim, pela necessidade, pela linguagem visual, pelo status ou pela evolução da matéria prima, por exemplo. Assim seguimos, por toda nossa existência, mudando os motivos pelos quais precisamos de determinado modelo de bolsa.

São muitas as bolsas que fizeram história, e por motivos diferentes se tornaram ícones da moda e do nosso senso estético comum, que parece ser uniforme, já que a necessidade de algo que nos ajude a carregar o que precisamos em nossa rotina existe para todos.

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Chanel 2.55  – 1955 

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Baguette, Fendi –  1997
Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Jackie, Gucci – 1950

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Steamer bag, Louis Vuitton – 1901

Cinquenta bolsas que mudaram o mundo

Bolsa Alexa,  Mulberry – 2009

O livro Cinquenta bolsas que mudaram o mundo pode explicar melhor isso tudo, ele fala de bolsas, malas e mochilas que tiveram impacto no mundo da moda e no mundo do design, e funciona da mesma forma que os outros livros da coleção, descrevendo os fatos que tornaram cada modelo em algo especial e fala também sobre os designers responsáveis por cada um desses 50 modelos.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo
Design Museum
Tradução: Cristina Bazan
Editora Autêntica

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Cinquenta vestidos

Dando a sequência aos posts da Coleção 50, dessa vez vou falar do livro que apresenta os elementos que tornaram icônicos vários vestidos de diversas épocas.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo é um prato cheio para os fascinados por vestidos, nós sabemos que dificilmente as pessoas vão levar a moda a sério quando se trata da história, mesmo quando é evidente que sem ela, seria praticamente impossível contar a história de todo tipo de sociedade.

Muitos jamais admitiriam que certos vestidos foram essenciais no registro dos eventos mais marcantes, o livro fala justamente sobre isso, cinquenta livros que tiveram impacto considerável na história da moda.

Confiram alguns modelos:

Cinquenta vestidos

Vestido branco plissado de Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado”, William Travilla, 1955

Cinquenta vestidos

New Look, Christian Dior, 1947

Cinquenta vestidos

Delphos Plissado, Mariano Fortuny, 1915

Cinquenta vestidos

Pretinho básico usado por Audrey Hepburn no filme “Bonequinha da Luxo”, Givenchy, 1961

Cinquenta vestidos

Vestido feito com 15 mil luzes de LED, Hussein Chalayan, 2007

E aí, vocês acham que um vestido pode mudar o mundo? Tenho certeza que podem fazer refletir e influenciar uma mudança cultural e social, principalmente porque será o responsável por comunicar essas mudanças ao longo do tempo.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo
Design Museum
Tradução: Cristina Bazan
Editora Autêntica

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.