10 livros sobre moda para download grátis

Museu Metropolitano de Arte de Nova York (MoMA) liberou 10 livros sobre moda publicados por sua própria editora para leitura online ou download em pdf.

A lista é fantástica e conta com títulos que permitem estudar épocas diversas, comportamento de moda e consumo, essenciais para quem procura se aprofundar no tema.

Sim, os livros estão todos em inglês. Sim, eu continuo achando que vocês devem baixar todos eles.

O conteúdo imagético é riquíssimo, com certeza vai ser útil em algum trabalho da faculdade ou até como referência para desenvolvimento de um coleção.

1 – American Ingenuity: Sportswear, de Richard Martin

2 – Bare Witness, de Richard Martin e Harold Koda

3 – Haute Couture, de Richard Martin e Harold Koda

4 – Madame Grès, de Richard Martin e Harold Koda

5 – Christian Dior, de Richard Martin e Harold Koda

6 – Wardrobe, de Richard Martin

7 – Joias Metropolitan, de Sophie McConnell

8 – Ligações Perigosas: Moda e móveis no século XVIII, Harold Koda e Andrew Bolton

9 – Orientalismo: Visões do Oriente no vestido ocidentais, de Richard Martin e Harold Koda

10 – La Belle Époque, de Julian, Philippe e Diana Vreeland

Não falei que a lista era INCRÍVEL?

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Para aumentar a biblioteca

Com o começo do ano chega junto com um monte de dívidas no cartão de credito, um monte de compras foram feitas por impulso no final de ano e agora você tá se perguntando como vai organizar o orçamento para sobrar algum dindin para o Carnaval e de repente, elas chegam com tudo e pegam a gente de assalta: AS LIQUIDAÇÕES COMEÇARAM!!!

Muita calma nessa hora e que Nossa Senhora do Amex nos proteja! Mas eu não vou facilitar… HAHAHA!

Cosac Naify

A Cosac Naify estendeu sua promoção para todo esse final de semana e são muitos os títulos que vale a pena comprar, principalmente se levarmos em conta que cada um não sai por mais do que R$19,90!

Eu sempre listo os livros relacionados a moda que estão na liquidação, não vou deixar de fazer o mesmo desta vez:

Dener – O Luxo
Autor: Dener Pamplona de Abreu
De: R$ 69,00
Por: R$ 19,32

Walter Rodrigues
Autora: Eva Joory
De: R$ 63,00
Por: R$ 19,53

Lino Villaventura
Autor: Jackson Araújo
De: R$ 64,00
Por: R$ 19,84

Glória Coelho
Autor: Carlos Mauro Fonseca
De: R$ 69,00
Por: R$ 19,32

Reinaldo Lourenço
Autores: Patrícia Carta, Fatima Ali
De: R$ 69,00
Por: R$ 19,32

Marcelo Sommer
Autores: Jotabê Medeiros, Camila Yahn
De: R$ 69,00
Por: R$ 19,32

Lenny Niemeyer
Autores: Alexandra Farah, Camila Perlingeiro
De: R$ 64,00
Por: R$ 19,84

Clô Orozco
Autores: Thais Mol, Cynthia Garcia
De: R$ 64,00
Por: R$ 19,84

Diferente como Chanel
Autor: Elizabeth Matthews
Tradução: Clô Orozco
De: R$ 42,00
Por: R$ 19,74
*Tem post sobre esse livro -> aqui <-

Carlos Miele
Autora: Angélica Moraes
De: R$ 74,00
Por: R$ 19,24

Thierry Mugler
Autor: François Baudot
De: R$ 49,00
Por: R$ 19,60

Alaïa
Autor: François Baudot
De: R$ 52,00
Por: R$ 19,76

Livro

Além desses títulos, que basicamente são essenciais em qualquer biblioteca fashion, a lista de livros disponíveis na liquidação conta com outros títulos que valem a pena. Eu também sugiro esses aqui:

Frida
Autor: Jonah Winter
De: R$ 39,00
Por: R$ 19,89

Esse livro é um poço de fofura, trata-se da biografia da artista Frida Kahlo ilustrada de maneira super lúdica.

Frida - Jonah Winter

Frida - Jonah Winter

Man Ray – Coleção Photo Poche – Volume 2

Autor: Man Ray
De: R$ 37,00
Por: R$ 19,24

Man Ray

De vez em quando a gente menciona o trabalho de Man Ray – isso me lembra que deveria fazer um post totalmente dedicado ao fotógrafo, e se você não está familiarizado com o trabalho do surrealista, esse livro com esse precinho camarado é uma ótima oportunidade. É impossível não ficar embasbacado com suas imagens e com o efeito que elas tem sobre quem as observa.
Man Ray

Man Ray

A promoção será válida de 10 a 12 de janeiro. Pagamentos com cartão de crédito podem ser parcelados em até 10x com parcelas mínimas de R$ 10,00.
Aproveitem!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: Cronologia da Moda

Hoje o Livro do dia é daqueles que que esclarecem fatos e confirmam tendências e comportamentos de consumo, traçando a história da moda através de sua linha do tempo.

Livro Cronologia da Moda

Essa é uma dica de leitura para conhecer a moda desde seus primórdios, a publicação conta com mais de mil ilustrações da moda desde o final do século XVIII até o século XXI. .

O livro traz  figuras de destaque da moda, entre costureiros, designers, grifes e modelos, incluindo perfis de página dupla dos principais costureiros e designers, de Beau Brummell, Henry Creed e Charles Worth a Dior, Vivienne Westwood e Alexander McQueen. Trata também da influência mútua entre a moda e as artes e esportes em uma extensa linha do tempo, ilustrada por fotos de looks, peças do vestuário e amostras de estampas e tecidos, dentre outros.

Cronologia da Moda

Autor: Nj Stevenson

Editora: Jorge Zahar

*imagem reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: Eu quero aquele sapato!

Sim mulheres amam sapato.

Sim isso pode se tornar em uma obssessão.

Sim, nós temos plena consciência sobre estes fatos.

Temos tanta consciência que já até existe leitura sobre nosso vício/paixão/obssessão!

Eu quero aquele sapato!

A autora Paola Jacobbi escreveu o livro Eu quero aquele sapato! – Tudo sobre uma obssessão feminina, o livro conta a historia de diversos modelos de calçados e descreve o fascínio por esse acessório. “O sapato de salto alto é o objeto que mais diferencia os homens das mulheres da nossa espécie. Só para esclarecer: você já viu algum transexual de sapatilhas? E por mais que se diga que os homens do novo milênio se tornaram grandes narcisistas cheios de vaidade, ainda não os vimos de salto agulha.” diz Paola.

O objeto da paixão feminina tem estado presente na história da humanidade desde seus primórdios, em algumas pinturas rupestres, já se viam calçados confeccionados com peles de animais, olha aí o animal print como tendência desde o início da civilização!

Não tem jeito, o amor por sapatos está instinto da mulher que cria modas e mitos em torno dos sapatos, apaixonando-se por sandálias e botas, saltos assassinos e sapatilhas ultra confortáveis.

Confira um trecho do livro:

“Em italiano, minha língua materna, para dizer que uma pessoa não vale nada, se usa a expressão “metade de uma meia”. Metade de uma meia, nunca metade de um sapato. E há uma razão para isso: o sapato é uma sinédoque, a parte pelo todo (ou seja, a mulher que está em cima dele). No meu país, que tem forma de bota e é terra dos melhores sapateiros do mundo, não se rebaixa um sapato, nem por insulto.

Em italiano, também falamos: “Meu moral está abaixo do sapato”, para dizer que estamos tão pra baixo, que nem o sapato tem forças para arrastar nossa alma.

Dizemos “tirar o sapato de alguém”, que significa passar a perna, levar vantagem sobre o outro, tirando os dois objetos indispensáveis para que se “siga em frente”.

Dizemos: “Não é digno nem de amarrar o sapato dele”, uma humilde honra para aqueles que mereceriam mais.

Dizem que alguns políticos napolitanos, nos anos 50, presenteavam seus potenciais eleitores com um único sapato, dando o outro pé só depois da eleição. Porque o sapato é o simulacro perfeito do casal, como evidencia tristemente a expressão de muitas mulheres abandonadas: “Me deixou como um sapato velho”, já que o sapato velho é o símbolo do objeto inutilizável. Ainda mais quando resta só um pé. Nesse estágio, sapato ou mulher não fazem a menor diferença.

Em italiano, também se diz “falar com os pés”, “escrever com os pés”, “agir com os pés”. Ou seja, muito mal, sem atenção, sem boa vontade ou conhecimento de causa. Essa conotação negativa nasce da contraposição entre as mãos (nobres) e os pés (ignóbeis). É um arcaísmo que acredita serem as mãos mais próximas da mente e do coração, ao passo que os pés ficam lá embaixo, meios de transporte acéfalos.

Em inglês, em compensação, é evidente que os calçados (e, portanto, os pés que abrigam) são o fundamento da personalidade de quem os usa. De fato, fala-se em “se colocar nos sapatos” de alguém. E considero essa expressão muito feliz. Imagine só: calçar o sapato de alguém é realmente um gesto íntimo, muito mais íntimo do que pegar uma roupa emprestada.

Para as mulheres, em especial, é algo tão íntimo, que é um dos primeiros gestos que fazemos quando crianças, assim que conseguimos nos manter em posição ereta. Mal queremos nos sentir “grandes”, e já colocamos o sapato da mamãe, de preferência de salto. Assim, subimos em um pedestal que imediatamente enaltece nossa feminilidade. Aquele sapato “roubado”, ainda que por poucos instantes, nos faz crescer, em todos os sentidos.

Os psicanalistas explicam que se trata de um ritual de “projeção”, mas eu me lembro dele como um momento mágico. Todas as fantasias que usávamos para brincar de casinha começavam ali.

Para os adultos, ver uma menina de sapato de salto alto é algo doce e cômico, mas, para a menina, representa a entrada em um mundo de aspirações e sonhos. Sentir aquela extremidade liliputiana e gorducha navegando pelos objetos com que a mamãe leva a si mesma para passear cria na menina a ilusão de que, em breve, ela também poderá fazer aquelas coisas “de adulto” que, nessa idade, são proibidas.

Sigmund Freud diria que a apropriação infantil do sapato materno é quase uma tentativa de seduzir o pai, o desafio, por parte da criança, de assumir o papel da mãe.

E depois? Depois crescemos de verdade, atingimos a mesma altura da mãe, começamos a distinguir a nossa personalidade, comprando sozinhas o primeiro sapato. Quando crescemos, queremos que os sapatos nos representem. O interessante é que eles irão nos definir para sempre. Eles denotam idade, estado de espírito, desejos para os vários momentos da vida e, até mesmo, do dia. O sapato conta tudo sobre uma mulher.

A atriz Penélope Cruz confessa: “Nunca consegui estudar um novo personagem sem antes escolher, junto com o diretor, o sapato que usa a mulher que iremos levar à tela. Tudo começa lá embaixo.”

Então, a pergunta é: do que falam as mulheres quando falam com os pés?”

Eu quero aquele sapato! Tudo sobre uma obssessão feminina.

Autora: Paola Jacobbi

Editora: Objetiva

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: Diferente como Chanel

Hoje o livro do dia é totalmente voltado a fashionistas mirins, mas é irresistível para qualquer adulto!

Em Diferente como Chanel, as crianças podem conhecer a biografia da estilista que inovou em uma época em que, para estar na moda, as mulheres precisavam de luxo, pompa e espartilhos. O pretinho básico, uma de suas principais invenções, não saiu das ruas e das passarelas desde que foi criado, em 1926.

Livro Diferente como Chanel

O livro traz a trajetória da estilista francesa, da infância pobre no orfanato ao emprego em uma alfaiataria, até a abertura de sua primeira loja, financiada por um jovem aristocrata apaixonado. Nas ilustrações, Matthews deu vida a uma personagem quase caricatural, de silhueta esbelta, com o inseparável colar de pérolas e com a tesoura pendurada no pescoço. Ao final, há cronologia, bibliografia básica, foto da estilista e desenhos do poeta Jean Cocteau e do caricaturista Sem.

Livro Diferente como Chanel

Livro Diferente como Chanel

A tradução da edição brasileira foi feita por Clô Orozco, estilista e criadora das grifes Huis Clos e Maria Garcia.

Autora: Elizabeth Matthews

Editora: Cosac & Naify

*imagens: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.