{Livros para ler no Avião}

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Oi Pessu! Belezinha com vocês? Aqui tudo maravilhoso! Vai fazer algumas semanas que passei um mês na Itália, e claro que um dos itens essenciais na hora de fazer a mala foram os meus livros!
Como o final do ano está chegando e com ele as férias mára da vida, resolvi dar uma dica de livros legais para se ler no avião! Se também tiverem alguma dica, conta pra mim nos comentários, okay?

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1. Um dia| História que faz pensar nas decisões da vida! Conta a história do Dexter e da Emma que sabem que depois da formatura trilharão caminhos diferentes. Mas, depois de apenas um dia juntos, não conseguem parar de pensar um no outro. Os anos passam e Dex e Em levam vidas isoladas – vidas muito diferentes daquelas que eles sonhavam ter. Porém, incapazes de esquecer o sentimento muito especial que os arrebatou naquela primeira noite, surge uma extraordinária relação entre os dois.

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2. Todo Garoto Tem| Julguem, mas Meg Cabot tem o poder de deixar você desesperada para acabar um livro! Imagine que você esta viajando para o casamento escondido da sua melhor amiga na Itália, o cara que vai entrar com você é um babaca, mas quando você chega na querida terra Italiana, tudo fica diferente! E o cara que era um babaca na verdade é um gato e super legal! Para melhorar, o livro é narrado em emails.

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3. Dom Casmurro| Machado é vida! Meu escritor brasileiro preferido! Pode ser clichê, mas nada se compara a Dom Casmurro! Toda vez que eu leio essa historia eu acho algo diferente. Encontros, desencontros, ciúmes e tramas envolvendo o mocinho e a mocinha são os principais ingredientes de um bom romance e itens perfeitos para se distrair.

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4. A amiga genial| Uma série que narra a história de duas amigas ao longo das suas vidas. Esse é o primeiro deles e se passa na década de 1960. Tem de tudo, brigas e ciúmes, gritos e violência, mas as amigas apenas sonham com um futuro melhor, com viagens e a profissão da escrita. Um romance intenso sobre a amizade feminina! Super indico.

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5. O Oceano no fim do caminho| Esse livro me ganhou pela capa, e por ser de Neil Gaiman, mas achei sensacional! Conta a história de um homem e suas lembranças de infância que talvez sejam fantasiosas. Porém é muito mais que isso, é sobre amizade, confiança (principalmente em si mesmo), ele fala sobre mudanças, crescimento, a forma como vemos o mundo… Tudo com uma profundidade tocante, costumeira do autor, e certa ironia.

 

Bem, é isso pessu! Espero que tenham gostado. Para não perder nada, me acompanhem também no Instagram: @istmejessicalopes.

BeijoBeijoBeijo

*imagens: reprodução

Jessica é formada em moda, tem uma tatuagem da Chanel e quer se casar com o Mr. Darcy. Aqui ela vai escrever sobre os livros que lê e que você pode se interessar e ler também!

Um jardim de amizades

“Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim” – Mary Lennox

Oi oi! Semana retrasada eu trouxe um filme dos anos 1980, Clube dos Cinco. Hoje, venho com um dos anos 1990, um dos meus filmes preferidos, com cenários maravilhosos e uma história linda: O Jardim Secreto.

O filme foi baseado no romance de Frances Hodgson Burnett publicado originalmente em 1911 e adaptado para o cinema pela polonesa Agnieszka Holland (dirigiu também a terceira temporada de House of Cards). Li só parte do livro, mas recomendo de qualquer forma para quem tenha a oportunidade de ler, nunca peguei em mãos a versão original em português.

O Jardim Secreto
Livraria Saraiva por R$19,48

“No início do século XX, Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais, que não lhe davam muita atenção. Porém um estouro de elefantes os mata e, seis meses depois, Mary desembarca em Liverpool, na Inglaterra, para viver com Lorde Archibald Craven (John Lynch), seu tio, na mansão Misselthwaite, uma construção feita de pedra, madeira e metal na qual existem segredos e antigas feridas. Mary estava assustada naquele solar com várias dezenas de quartos e era incrivelmente mimada, pois lhe desagradava a idéia de vestir suas roupas, já que na Índia isto era tarefa de suas aias. A mansão é administrada pela Sra. Medlock (Maggie Smith), uma rigorosa e fria governanta. Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia. Para piorar Colin Craven (Heydon Prowse), seu filho, também sobre de extrema apatia, sempre recolhido no seu quarto. Mais uma vez negligenciada, Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada com a descoberta, Mary decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico, cheio de flores, surpresas e alegria. O jardim secreto é um lugar fantástico onde não existe tristeza e arrependimento, um lugar onde a força da amizade pode trazer de volta a beleza da vida.”  

*fonte

Kate Maberly

O filme retrata o quanto boas amizades podem nos fazer bem, o quanto apoiar um ao outro pode ser importante, o quanto alguém pode fazer diferença na nossa vida só por estar lá e te dar força, seja para pensar de outra forma, abrir os horizontes ou passar por cima de obstáculos e pensamentos negativos que entram nos nossos caminhos. Mostra como mudanças podem ser coisas que inicialmente não gostamos, mas, no fim das contas, podem ser males que vem para o bem.

“Quando volta para o jardim secreto, ela [Mary] nutre sua alma vazia e experiencia a felicidade plena. Se seu mundo era antes atrofiado, ele é agora tão pleno de potencial que ela salta da cama de entusiasmo a cada nova manhã.
 
Como Mary, o crescimento de Colin está alinhado às estações do ano e o surgimento da vida no jardim: é o início da primavera.  O menino que antes era histérico, quase louco e hipocondríaco, torna-se um profeta do otimismo e zelo pela vida.
A transformação final, porém, que coincide magicamente com o momento de triunfo de Colin, é de Mr. Craven. Após anos de uma miséria auto-imposta, ele renasce e volta para casa para ser recompensado com a aparição de seu filho em perfeita saúde.
(…)
O jardim não é somente secreto, mas, principalmente, encantado, transmitindo, com sua beleza e mutação, as mais valiosas lições com o mais leve dos toques.” Yanna; Literatura para a sobremesa
Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

Mary, Colin e Dickon transformaram juntos um lugar cinza e sem vida em um jardim maravilhoso com todas as cores e flores imagináveis. Mudanças familiares acontecem, amizades novas fazem com que cada um passe pelas suas barreiras, eles aprendem uns com os outros, e, não tarde, os cenários vão mudando e as coisas se tornam mais leves, os sorrisos se tornam mais frequentes.

Não vi em nenhum outro filme o valor da amizade ser tão bem retratado. Como as diferenças podem fazer com que aprendamos uns com os outros, podem fazer com que pensemos diferente a respeito dos acontecimentos da vida e como nos ajudam a crescer como pessoas e a ultrapassar barreiras.

Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

As vezes, temos amigos que são tão importantes para nós e nos ajudam tanto quanto alguém que faz parte da nossa família. Pessoalmente, tenho mais de um alguém assim, a maioria das pessoas que estão sempre envolta são meus amigos, e reconheço a importância de cada um deles na minha vida e não trocaria por nada.

Algumas curiosidades:

– Elijah Wood (O Senhor dos Anéis) não aceitou o papel de Colin.

– Maggie Smith (Harry Potter; O Exótico Hotel Marigold; Downton Abbey)  foi indicada ao BAFTA de melhor atriz coadjuvante.

– Burnett também é autor da obra que originou A Princesinha, 1995.

Maggie Smith

– As externas foram filmadas em Allerton Park, em North Yorkshire e algumas partes de Luton Hoo em Hertfordshire, bem como em Pinewood Studios, em Buckinghamshire.

– O filme teve uma continuação, De volta ao jardim secreto, que não fez tanto sucesso.

– O filme já havia tido uma adaptação para o cinema em 1949.

Então, cultivemos nossas flores, nada cresce e permanece do nada sem um pouco de esforço de ambos os lados. Não, não precisam ser muitas, mas ninguém vive sozinho. Ser humano é um ser social, precisamos uns dos outros. Cada amizade é uma parte de nós. Cada um que passa na nossa vida nos faz crescer e aprender de alguma forma, seja em algo pequeno ou grandioso.

Heydon Prowse e Kate Maberly

As pessoas passam. Algumas ficam, outras vão… As vezes a vida nos força a fazer escolhas e, quando percebemos, cada um foi para um lado. Mas nem sempre é a distância que afasta, as vezes, quem está pertinho fisicamente pode estar muito longe; e quem está bem longe  fisicamente pode estar mais perto do que qualquer outro que vemos no dia a dia. Tenho amigos em outros países, cidades e estados, e nada muda o que sinto por cada um deles.

Um dos melhores “conselhos/discursos” de amizade que tive foi de um amigo que conheci durante o intercâmbio e foi uma das vezes que me senti mais do que bem comigo mesma. Ele é da Líbia, uma pessoa incrível e que eu tenho uma admiração absurda. Meu melhor amigo mora, agora, na Inglaterra. Minha melhor amiga está na cidade vizinha mas nem sempre nos vemos. Amiga/o no sul, no Rio, no interior… Estão aí exemplos que tenho de que amizade não tem distância. E levo sempre cada um comigo e os mantenho perto da melhor forma que dá. Assim como o valor gigantesco que dou para aqueles que estão ao meu lado frequentemente. Cabe a nós, enfim, tirar o melhor de cada situação e o melhor que cada um tem a nos oferecer. De primeira, pode não ser algo que pareça positivo, mas no futuro, olhamos para trás e vemos a diferença que fez.

O Jardim Secreto mostra todo esse valor que devemos dar aos nossos amigos e estarmos abertos a novas pessoas em nossas vidas, pois nunca sabemos o que elas podem fazer por nós.

Andrew Knott e Kate Maberly

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

That’s so fetch!

Oi oi, gente!

Na verdade eu nem sei bem como começar dessa vez, afinal, tem tanta coisa para falar sobre esse filme que não sei onde é o ideal ponto de início. Bem, lançado em 2004 com roteiro da maravilhosa Tina Fey e direção de Mark Waters, Meninas Malvadas é um filme baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”  de Rosalind Wiseman. O livro não é um romance, nem uma ficção, é um livro de auto ajuda que foi para as livrarias em 2002.

disponível por R$54,50 na Saraiva. (Nunca li, infelizmente!)

Sei que muitos já conhecem a sinopse, mas vai uma rapidinha:
Cady Heron (Lindsay Lohan) é uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

Eu sou o tipo de pessoa que sabe o filme de trás pra frente e que até uns anos atrás sabia toda a coreografia da cena de Jingle Bell Rock do show de talentos.

Passei a minha infância assistindo a esse filme repleto de dramas adolescentes, que vão desde a cor da sua roupa e quem você namora até a exclusão dentro do ambiente escolar e a formação daqueles conhecidos grupinhos que qualquer escola tem. Por isso, vejo esse filme como um reflexo um pouco exagerado (ou não) do ambiente escolar real.

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Que escola não tem aqueles grupos formados que não se misturam de forma alguma? Que escola não tem aquela pessoa “super popular” odiada por uns e amada por outros? Que escola não tem aqueles que fingem ser o que não são só pra ter uma atenção extra? Que escola não tem aquele professor chato (se alguém não lembra, no filme tem a cena em que a Cady não pode ir ao banheiro e nem comer na sala de aula. PEDIR PRA IR AO BANHEIRO?! Hoje eu, como universitária, acho isso o cúmulo)? Ou aquela professora legal que você sabe que pode pedir ajuda? Enfim, a escola é um lugar altamente dramático onde poucos se colocam no lugar do outro ou tem a cabeça aberta para o que vier ou para as pessoas que são diferentes daquilo que elas estão acostumadas a conviver. Muitos estão simplesmente preocupados com o seu status lá dentro (que vai servir pra que mesmo?) e se importando demais com o que os outros vão pensar deles (que importa porque?)  “Entrar para os matletas é suicídio social!” – Onde que, gostar de uma matéria, gostar de estudá-la e participar de competições é um problema?

Uma das melhores cenas do filme, e, que por incrível que pareça, já consegui colocar em uma prova de redação. “Chamar alguém de gorda não te faz mais magra Chamar alguém de burro não te faz mais inteligente. Tudo o que você pode fazer na vida é tentar resolver o problema que está na sua frente”

Vou levar mais em conta o ensino médio aqui, até porque é o período que o filme retrata. Tive a oportunidade de conhecer todo o tipo de gente no meu tempo no colégio, afinal, era uma escola com muita gente (só no meu terceiro ano eram 6 turmas e cada uma com 50 alunos em média). Conheci desde aquelas pessoas super democráticas até pessoas extremamente inteligentes e pessoas que eram incrivelmente boas companhias. Mas, por outro lado, também tive a oportunidade de conviver com pessoas que emanavam ódio pela escola e não se importavam nem um pouco em serem esnobes. Algumas Reginas. Algumas Janis. Alguns Aarons e Damians. Cadys, Gretchens e Karens.

Elenco reunido para a comemoração de 10 anos do filme

Não vou também apenas jogar pedras no meu ensino médio. Tive ótimos momentos e conheci algumas pessoas incríveis. Conto nos dedos só das mãos quem são meus amigos hoje que não fizeram ensino médio comigo. A maioria das melhores pessoas que conheci foram nesses 3 anos de céu e inferno, e quando digo que elas são incríveis eu não estou exagerando. São amizades estilo Janis e Damian. Amigos que hoje provam que a distância não é nada, que isso é apenas um fator a mais, mas que não tira, em hipótese alguma, a importância do que é.


Dentro da minha escola existia uma coisa realmente chata, que era: você vai ser olhado muito torto se não for igual a todo mundo e seguir o padrão existente lá dentro, seja por parte dos alunos ou de alguns professores (sim, professores). Na época da Páscoa, por exemplo, duas pessoas de cada turma se vestiam de coelhinhos para passar nas turmas e recolher doações dos alunos para comprarem ovos para crianças carentes (até aí ok, o projeto é legal), a questão é: chegou a mim um dia a seguinte informação: “os professores escolhem as pessoas mais populares pra conseguirem dinheiro”. Me desculpem se a informação que me passaram foi errada, mas fiquei simplesmente chocada por ver a escola dar suporte para a segregação de alunos. Qual era o problema em chamar outras pessoas?! Sim, sempre vai aparecer aquela pessoa que vai entender minha opinião como: “ah, você fala isso porque queria estar lá!”. Meu bem, eu podia querer, podia não querer, pra mim tanto faz, a questão sendo tratada aqui não é essa; a questão é a escola dar força para esse tipo de super padronização e super valorização pra algumas coisas e não para outras. Digo isso porque lá, se você não era de exatas, você sofria, ninguém valorizava muito a parte de humanas. Então que tal desviar um pouco a atenção de todo esse reforço de padrão e hiper valorização para algo que realmente seja útil para todos?

“I used to think that was just fat and skinny. But apparently there’s lots of things that can be wrong on your body.”

E, bom, aquele outra coisa retratada de forma bem explícita no filme: o conhecido drama do “me apaixonei por quem não deveria!”. Quem nunca? Pois é. E no ensino médio isso parece uma coisa muito maior do que realmente é.Aliás, quase tudo o que acontece dos seus 14 aos 17 anos, podem acabar se tornando tempestades em copo d’água. No filme, Cady se apaixona por Aaron que é ex namorado da Regina, e suas “amigas” simplesmente falam que ela não pode se apaixonar por ele.

GROOL!

Porque diabos você não pode se apaixonar por quem você quiser? Isso é uma questão pessoal, eu e minha melhor amiga por exemplo, levamos isso desde sempre com a gente automaticamente, mas há quem pense diferente. Mas enfim, alguém ficar te falando de quem você deve ou não gostar é simplesmente ERRADO! Seus amigos, namorados, namoradas ou o que for, devem ser quem você gosta por você e não pela sua imagem ou dos seus amigos.

E, ao fim do filme, quem não ama o discurso da Cady e da reviravolta, que mostra que as pessoas podem sim mudar?

Acho que nem preciso mais dizer o quanto, e o porque, acho que Meninas Malvadas pode ser real. E que sim, as pessoas podem mudar. A minha conclusão, é que o colégio é uma junção de todos esses dramas adolescentes: Meninas Malvadas, Pretty Little Liars, O Clube dos Cinco, American Pie, enfim… Cady não está errada quando tem as visões do mundo adolescente como uma selva, em que se você for se deixar levar por tudo o que falam de você, sua mente vai querer explodir. Onde algumas pessoas são capazes de facadas inimagináveis pra atingir um objetivo.

Algumas – várias – curiosidades:

  • Amy Pohler, que interpreta a mãe de Regina George, é apenas 7 anos mais velha que Rachel McAdams
  • A personagem Janis Ian (Lizzy Caplan), amiga outsider da protagonista, recebeu esse nome graças à cantora de mesmo nome – que foi a primeira convidada do Saturday Night Live, programa onde Tina Fey foi redatora por muitos anos. A verdadeira Janis tem até uma música bem fofa na trilha do filme, At Seventeen.
“Você acha que todo mundo te ama quando na verdade todos te odeiam.”
  • Umas cenas mais famosas na verdade não foi gravado com todas as atrizes juntas. A Lindsay era menor de idade na época e eles só tinham 9 horas para gravar com ela. A solução foi filmar tudo separado e em 48 frames por segundo (camêra lenta) e depois fizeram o ajuste do som e imagem na sala de edição. Na cena pode-se reparar sempre na pessoa que está falando, mas se você olhar para as outras personagens a cena estará em câmera lenta.

  • A frase You go, Glen Coco!, saída do filme, virou meme. Mas poucos sabem que o nome do personagem, que não tem nenhuma fala no filme inteiro, foi dado em homenagem a um amigo real de Tina Fey.

  • Em uma cena do filme, Cady (Lindsay Lohan) reconhece a música tocando no baile de formatura: Built this way, de Samantha Ronson – DJ que anos depois seria namorada de Lindsay na vida real. (ouçam a música, vale a pena!)
  • Sim, existe Meninas Malvadas 2, que é simplesmente uma droga e não tem nada a ver com o primeiro. Passou batido e não foram muitos os que assistiram.
  • Amanda Seyfried também fez o teste para o papel de Regina George, foi muito bem, mas acabou se saindo melhor como a Karen. Também li uma vez que a química da Lindsay Lohan com a Rachel como Regina era melhor do que com a Amanda. Segundo o diretor “Ela [Amanda] era muito mais assustadora, mas estranhamente menos intimidadora”


    Lindsay Lohan fez teste para interpretar Regina George e Rachel McAdams para ser Cady Heron. Existem várias histórias sobre essa troca de papéis, a mais interessante é que Lindsay se sentia ameaçada por Rachel quando elas contracenavam juntas, porque Rachel era mais velha e mais experiente. Vendo essa faísca, o diretor achou que seria legal explorar essa “insegurança” em cena e transformou Lilo na boa moça da história.

  • O diretor já havia trabalhado com Lindsay em “Sexta-Feira muito Louca”
  • Amy Poehler (mãe da Regina) escreveu o rap do Kevin G.  Além de escrever o rap, a atriz e roterista fez a coreografia e fez um intesivão de rap com Kevin G.

*minhas fontes: Borboletas na carteira, Hugo Gloss, Outra página.

Disponível na Netflix, para felicidade geral!!
Não deixem de procurar no youtube as cenas, infelizmente, deletadas, uma é melhor que a outra!

Um beijo e lembrem que quarta feira é dia de usar rosa! (:

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

O mundo tem a peculiaridade de continuar girando

“Pode parecer bobagem, mas voltando da escola eu amava tomar Coca-Cola com amendoim torrado jogado dentro da garrafa. E, quando terminava, virava a garrafa para ver de onde ela vinha. Uma vez ganhei uma garrafa de Massachusetts, que guardei como prova de que uma coisa pode chegar bem longe na vida”; Sue Monk Kidd, p. 144

Esse é um dos trechos de um dos livros que eu mais amo: A Vida Secreta das Abelhas! Alguns já devem ter ouvido falar do filme, ou mesmo do livro, e posso dizer que foi um dos melhores que eu já li. Foi o livro que mais marquei trechos e até pequenas frases enquanto lia, e o filme não deixou muito a desejar, também é maravilhoso.

https://www.youtube.com/watch?v=1hwVfBMc2lQ

Uma sinopse breve que serve tanto para o livro quanto para o filme:

“Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de sua mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.”

The Secret Life of Bees The_Secret_Life_of_Bees-7-Queen_Latifah-Dakota_Fanning-Jennifer_Hudson-Alicia_Keys-Sophie_Okondeo – The Cinema Source

Sue Monk Kidd, escritora americana, lançou o livro em 2002 e sete ano depois ele foi lançado como filme. Dirigido por Gina Prince – Bythewood, o filme conta com grandes atrizes como Dakota Fanning, Queen Latifah, Alicia Keys, Jennifer Hudson e Sophie Okonedo.

Sue foi criada na Georgia, na pequena cidade de Sylvester, EUA; o que a influenciou bastante ao escrever “A Vida Secreta das Abelhas”, que foi seu primeiro romance.

Sue Monk Kidd

Indicado ao prêmio inglês Orange Prize e com direito a dois anos e meio na lista de best sellers do New York times, o livro “A  Vida Secreta das Abelhas” foi traduzido para para 36 línguas diferentes. O filme ganhou o prêmio de melhor filme pelo People’s Choice Awards.

 A Vida secreta das Abelhas

Esse é aquele tipo de romance que te faz perceber que algumas coisas no mundo um dia já foram piores do que são hoje. O tipo de romance que, se você prestar atenção nas entrelinhas, consegue tirar bons “conselhos”, como: Temos que sonhar, mas ainda precisamos lembrar que a realidade existe. O amor pode estar presente de diversas formas, em diferentes pessoas, e até naquelas que você nem imaginava, ou que não estão mais presentes ao seu lado. O amor nos leva a lugares que a gente não imagina.

Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://ci.i.uol.com.br/noticias/2009/08/a_vida_secreta_das_abelhas_nota.jpg

“-Eu não entendi uma coisa.
– O que? – perguntou August.
-Porque sua cor favorita é azul se pintou a casa de rosa?
Ela riu.
– Foi ideia da May. Ela estava comigo no dia em que fui à loja de tintas escolher a cor. Eu tinha na cabeça um tom castanho bonito, mas May gostou da amostra chamada Rosa Caribe. Disse que essa cor lhe dava vontade de dançar o flamenco espanhol. E eu pensei: ‘Esse é o tom mais esquisito que já vi e toda a cidade vai falar de nós, mas se levanta o espírito de May, acho que ela deve morar em uma casa assim.’
– Todo esse tempo eu pensei que a senhora gostava de rosa – falei.
Ela riu de novo.
– Há coisas que não importam muito, Lily. Como a cor da casa, por exemplo. Que diferença faz num esquema total de vida? Mas levantar o espírito de uma pessoa, isso importa. O problema das pessoas é que (…) elas sabem o que é importante, mas não sabem escolher. Isso é bem difícil, sabe, Lily? Eu adoro a May, mas foi difícil escolher o Rosa Caribe. A coisa mais difícil da vida é escolher  o que importa.”  p. 150/151

As vezes, simplesmente ver quem a gente ama sorrir, mesmo que por algo bobo, como a cor que vai pintar a casa, é algo bom pra nós mesmos e para aquela pessoa da qual estamos abrindo mão de algo que queremos ou gostamos. Existe algo mais legal do que ver quem gostamos sorrindo? Pode ser que no início não seja fácil, mas vai chegar aquele momento em que você vai olhar pra trás e pensar “valeu a pena”. E essa sensação de prazer, misturada com alívio e felicidade é simplesmente insubstituível.

The Secret Life of Bees The_Secret_Life_of_Bees-8-Dakota_Fanning-Tristan_Wilds – The Cinema Source

O livro, bem no início, retrata também a diferença de realidade daquela época em relação a hoje, principalmente a relação entre brancos e negros; o direito a voto e o preconceito. Uma época onde os negros ainda lutavam para ter seus direitos civis, e o simples fato de ir se registrar para poder votar resultou em algo muito maior e mais sério.

A Vida Secreta Das Abelhas
versão digital e física do livro (onde achei mais barato)

Não tenho muitas curiosidades para trazer, foi um filme de pequeno orçamento mas que garantiu muita bilheteria. Recomendo tanto o livro quanto o filme. As vezes, quando preciso de um “up” ou até mesmo um “coloque os pés no chão”, pego esse livro e releio tudo aquilo que marquei, com calma, refletindo e relacionando com  a minha vida.

Outras obras de Sue:
– A Invenção das Asas
– O Monge e a Sereia
– Traveling with Pomegranates
– The Dance of the Dissident Daughter
– Firstlight
– When the Heart Waits

Infelizmente, esse não está disponível no Netflix..

Beijos para todos! (:

 

*imagens e vídeo: reprodução

 

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Paz e Amor

Olááá, gente!!

Voltei com um post sobre um filme que acho extremamente interessante. Vamos sair do glamour de Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo” para a simplicidade das pessoas no movimento hippie em: “Aconteceu em Woodstock”!

O filme parece mais antigo do que realmente é, mas estreou em 2009 e foi dirigido por Ang Lee (O segredo de Brokeback Mountain). Entre alguns dos atores do filme estão: Demetri Martin, Emile Hirsch, Liev Schreiber  e Imelda Stauton (que é ninguém menos que Dolores Umbridge em Harry Potter), mas ele conta com muitos outros grandes atores.

Aqui vai uma breve sinopse do filme:

“Em 1969, o jovem Elliot Tiber (Demetri Martin) abandona sua carreira em Nova York para ajudar os pais a administrar o pequeno hotel da família no interior, que está falido e prestes a ser confiscado pelo banco. Ao ouvir boatos de que um festival de música hippie teve sua licença cassada numa cidade vizinha, Elliot decide oferecer a propriedade aos produtores, para salvar os negócios da família. Três semanas depois, meio milhão de pessoas aparecem para uma celebração que definiria os rumos de uma geração e influenciaria a cultura popular de forma definitiva.”

Fatos Curiosos: 

Liev Schreiber

– Nenhuma cena foi filmada em Woodstock ou em Bethel.
– Liev Schreiber aparece nas telas pela segunda vez no papel de uma drag queen. A primeira vez foi no filme “Um dia de louco” (1984)
– O filme é baseado no livro de Elliot Tiber, publicado em 2007, que foi quem levou o festival para a cidade de Bethel para tentar salvar o hotel de seus pais.
– O livro também fala sobre a relação jovem e gay Tiber com a Rebelião de Stonewall em Nova Iorque, que aconteceu antes de sua mudança para o interior.
– Foi o próprio Tiber quem mostrou o livro para o diretor Ang Lee e sugeriu o filme.
– Tanto no livro quanto no filme fica claro que Tiber só esteve no festival por um dia e não assistiu shows.


Encontrei o livro com os melhores preços no Submarino e na Americanas (R$31,41)

É interessante perceber no filme como rola todo o jogo de imagens, cores e o movimento da câmera. Assim como a representação das drogas que estavam em alta no movimento hippie. Mas ao que eu entendi o foco do filme não foi a música, e sim a história por trás do evento, como ele tomou aquela proporção que ninguém esperava.

Ang Lee e Demetri Martin nos bastidores

O Woodstock:

Para falando um pouquinho – bem pouquinho – do Festival de Woodstock, posso dizer que ele aconteceu em 1969 na cidade de Bethel nos EUA e é, até hoje, visto como o auge da geração hippie. Ele reuniu 400 mil jovens entre os dias 15 e  17 de agosto de 1969 (teoricamente).

Woodstock é o nome da cidade em que o festival estava previsto para ocorrer, mas os organizadores trocaram o local (como já dito, para Bethel), para não ocorrerem confusões o nome permaneceu o mesmo – “Festival de Música e Artes de Woodstock”. Quatro rapazes foram responsáveis pela organização do evento e conseguiram trazer as apresentações ilustres de Janis Joplin, Hendrix, Joe Cocker, entre outros!

Woodstock, 1969

“Na Casa Branca, estava instalado Richard Nixon, que incorporava os clichês do governante reacionário em velhos moldes. E o que Woodstock significou, no fundo, foi a rejeição dos Estados Unidos a tudo o que Nixon representava. Nada expressou tão bem essa rejeição quanto a guitarra de Jimi Hendrix, entoando o hino nacional entrecortado pelos sons de bombas. Um ano antes de sua morte, o astro consagrava-se como o maior guitarrista de rock de todos os tempos.” (Jens Thurau) 

Como não pretendo me prolongar muito falando sobre o evento em si, o site da Mundo Estranho tem uma matéria com curiosidades bem interessantes sobre o que aconteceu nesse mega evento!

Filme disponível na Netflix!!

Beijo para todos!

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.