Coisas que bissexuais não aguentam mais ouvir

Para muitos bissexualidade é algo relacionado com confusão. Aparentemente a sociedade está aberta a discutir sexualidade de todas as formas, menos quando alguém se identifica com uma orientação sexual que inclui gostar tanto de homens, quanto de mulheres.

Mas o B da sigla LGBTQI+ não é de biscoito, com o questionamento sobre a heteronormatividade sendo algo cada vez mais constante e tem uma galera cada vez mais disposta a assumir desejos que latentes.

Ainda que seja algo constantemente invalidado, a bissexualidade é cada vez mais comum e quanto mais evidente isso fica mais vemos o preconceito e a invisibilidade. Por isso decidi fazer uma lista das coisas estereotipadas que bissexuais não aguentam mais ouvir?

“É só uma fase”

“Você gosta mais de homem ou de mulher?”

“Você curte ménage?”

“Não namoro bissexuais porque eles são promíscuos”

“Não dá para confiar”

“Você tem que se assumir, não dá para ficar em cima do muro”

“Então agora você é lésbica?”

“Eu jamais ficaria com uma mulher que já saiu com homens”

”Eu jamais ficaria com um homem que já saiu com outros homens”

“Homens não podem ser bissexuais”

“Você só quer chamar atenção”

“Ninguém apanha por ser bi”

“Bifobia não existe”

‘Bis tem privilégios hétero”

Se a sexualidade da mulher lésbica já é invisibilizada, a da mulher bi é ainda mais! Quando em um relacionamento com um homem, todo seus relacionamentos anteriores com mulheres serão questionados e suas vivências relativizadas. *Você sabia que mulheres bissexuais são maioria entre vítimas de assédio sexual e estupro, também são maioria entre vítimas de transtornos alimentares e entre depressivasansiosas suicidas?

Parem de cagar regra na orientação sexual alheia. Parem de oprimir pessoas que lutaram tanto para se encontrar. E parem de anular os amiguinhos, empatia e respeito é bom e TODOS nós merecemos.

*fonte: Comum

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.