Coisas que bissexuais não aguentam mais ouvir

Para muitos bissexualidade é algo relacionado com confusão. Aparentemente a sociedade está aberta a discutir sexualidade de todas as formas, menos quando alguém se identifica com uma orientação sexual que inclui gostar tanto de homens, quanto de mulheres.

Mas o B da sigla LGBTQI+ não é de biscoito, com o questionamento sobre a heteronormatividade sendo algo cada vez mais constante e tem uma galera cada vez mais disposta a assumir desejos que latentes.

Ainda que seja algo constantemente invalidado, a bissexualidade é cada vez mais comum e quanto mais evidente isso fica mais vemos o preconceito e a invisibilidade. Por isso decidi fazer uma lista das coisas estereotipadas que bissexuais não aguentam mais ouvir?

“É só uma fase”

“Você gosta mais de homem ou de mulher?”

“Você curte ménage?”

“Não namoro bissexuais porque eles são promíscuos”

“Não dá para confiar”

“Você tem que se assumir, não dá para ficar em cima do muro”

“Então agora você é lésbica?”

“Eu jamais ficaria com uma mulher que já saiu com homens”

”Eu jamais ficaria com um homem que já saiu com outros homens”

“Homens não podem ser bissexuais”

“Você só quer chamar atenção”

“Ninguém apanha por ser bi”

“Bifobia não existe”

‘Bis tem privilégios hétero”

Se a sexualidade da mulher lésbica já é invisibilizada, a da mulher bi é ainda mais! Quando em um relacionamento com um homem, todo seus relacionamentos anteriores com mulheres serão questionados e suas vivências relativizadas. *Você sabia que mulheres bissexuais são maioria entre vítimas de assédio sexual e estupro, também são maioria entre vítimas de transtornos alimentares e entre depressivasansiosas suicidas?

Parem de cagar regra na orientação sexual alheia. Parem de oprimir pessoas que lutaram tanto para se encontrar. E parem de anular os amiguinhos, empatia e respeito é bom e TODOS nós merecemos.

*fonte: Comum

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

O Labirinto do Minotauro

Ocupação Laerte

A partir de 20 de setembro, o Itaú Cultural realiza uma grande homenagem a Laerte Coutinho através da “Ocupação Laerte“, uma exposição que reúne mais de dois mil trabalhos feitos pela artista desde a década de 1970.

A linguagem própria, as manifestações e a militância LGBT da cartunista podem ser vista em uma curadoria (feita pelo quadrinista Rafael Coutinho, filho da artista, e cenografia de Fred Teixeira) que mostra os múltiplos caminhos da artista em sua carreira e sua vida como mulher trans.

Ocupação Laerte

A figura do Minotauro – o monstro da mitologia grega que guarda um labirinto inescapável – é recorrente na produção e é parte da inspiração para a cenografia. Quem visitar a exposição percorrerá um espaço onde vários momentos da carreira se interligam: sua participação no movimento sindical e na luta pelas Diretas e pela anistia; a publicação de décadas nos maiores jornais do país; a parceria com Angeli, Glauco e Toninho Mendes na Circo Editorial, fundamental na história da HQ brasileira; a mudança de estilo a partir de 2004 e o ativismo nas questões de gênero.

Ocupação Laerte

Laerte trabalha profissionalmente como cartunista desde a década de 1970, o que totaliza 40 anos de história na cultura brasileira. Você pode conhecer as tirinhas de personagens e das revistas de banca no site da artista e a “segunda fase” no blog Manual do Minotauro.

Ocupação Laerte

O Itaú Cultural manda avisar que :

“No dia da abertura, o site da Ocupação lança uma seção dedicada à artista. Além de centenas de HQs, estarão disponíveis entrevistas com Rafael Coutinho, com as irmãs de Laerte Marília e Helena Coutinho, com os quadrinistas Angeli, Zélio, Ciça, André Dahmer, o editor Toninho Mendes, o diretor teatral Naum Alves de Souza, o diretor da Oboré Sérgio Gomes e, é claro, Laerte – em um bate-papo com a psicóloga Maria Rita Kehl, a escritora Ivana Arruda Leite e o cartunista Eloar Guazzelli.

Ainda mais, no período da mostra será distribuída uma publicação sobre Laerte. Nela, a pesquisadora Maria Clara Carneiro e o jornalista André Conti analisam a obra, e a psicanalista Letícia Lanz fala sobre identidade, sexo e gênero. O material também estará publicado na nossa estante no Issuu.”

Ocupação Laerte

sábado 20 de setembro a domingo 2 de novembro
terça a sexta 9h às 20h [permanência até as 20h30] sábado, domingo e feriado 11h às 20h
piso térreo

Coquetel de abertura
sábado 20 de setembro
às 12h

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.