5 peças de roupa que eu quero ver do meu tamanho #EscutaModaPlus

Bom, vocês já estão cansados de saber que eu tenho me divertido MUITO pesquisando marcas plus size nacionais e internacionais, tô absolutamente adorando fazer as wishlists plus size aqui no blog e tem sido uma verdadeira jornada redescobrir o meu próprio estilo depois que me aceitei como gorda.

Mas isso não significa que eu não fique de olho no que rola com a moda como um todo, até porque eu gosto muito de moda e gosto muito de acumular referências de estilo.

Juntando toda esse pesquisa eu cheguei a várias conclusões, duas delas são básicas:

  1. A moda plus size precisa absorver melhor as tendências, acompanhar o mercado para todas as idades e para pessoas com necessidades e estilos diferentes. Não dá mais para investir apenas em vestidos de malha e camisas largas de estampa floral que cobrem o quadril, por exemplo. Nós queremos mais informação de moda, coleções bem pensadas e interessantes que ressaltem nossas curvas e nossas personalidades.
  2. A marcas que não são plus size precisam expandir suas grades. O plus size precisa estar presente em lojas com outra segmentação, outro apelo comercial. Não dá mais para só as marcas plus size venderem tamanhos grandes!

Foi a partir de desejos como esses que surgiu o #EscutaModaPlus, movimento criado pela maravilhosa Babu Carreira (atriz, stylist e blogueira), que tem como objetivo fazer com que as marcas do segmento prestem mais atenção no que seus consumidores realmente querem e como queremos ser representados. Use essa hashtag nas redes sociais para falar sobre mudanças que gostariam de ver na moda plus size, participe do movimento e ajude a dar voz para o que nossas vontades.

Vou usar O Cabide para falar ainda mais sobre marcas, fazer reviews de produtos e coleções, vou tentar falar com pessoas que criam moda plus size e acima de tudo vou falar sobre o que eu, como blogueira e designer de moda, acho que pode mudar nesse mercado.

Hoje vou falar sobre algo que atinge todas as gordas, peças de roupas que eu gostaria que as marcas fizessem do meu tamanho, mas não fazem. Fiz uma lista com 5 itens pelos quais me apaixonei, mas não posso ter pois as marcas não possuem uma grade de tamanho maior, dá uma olhada:

Eu sou apaixonada por bordados, realmente acredito que trabalhos de superfície podem transformar completamente uma peça, além de agregar valor inestimável. Eu já tinha declarado meu amor por essa jaqueta da Joulik lá no nosso Instagram, logo, ela foi a primeira peça de roupa que pensei em adicionar a essa lista. Não vou levar em consideração fato dela custar R$2.499,00 e ser inacessível para mim de qualquer forma, vou apenas ressaltar o fato de que marcas com design único e diferenciado nunca se lembram dos consumidores que usam tamanhos grandes:

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

Eu amo a marca Antix como um todo, tenho vários vestidos da marca que é conhecida por suas estampas delicadas e bem elaboradas. A questão é que o maior tamanho da marca é o G, o que faz com que usar esses vestidos só seja possível se eu fizer uma dieta. Alguns modelos até me servem se eu estiver usando tamanho GG, mesmo que eu tenha seios grandes e quadris largos. Mas no geral é uma marca que não atende mulheres que usam tamanhos grandes.

A coleção Lembranças Verão/2016 tem estampas incríveis com inspiração étnica e o vestido América Central – Mercúrio ganhou meu coração:

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Eu conheci a estilista Karin Feller quando ainda estávamos ambas na faculdade, acompanhei sua carreira desde o início e continuo acompanhando seu crescimento com orgulho, afinal de contas ela é incrível. Há alguns anos eu adquiri algumas peças de sua marca, mas desde que engordei não tive mais a chance de usar qualquer peça assinada pela estilista. Karin é uma verdadeira artista e tem criado estampas maravilhosas em aquarela, infelizmente o maior tamanho da sua marca é o G e de acordo com a tabela de medidas na Gallerist a modelagem é bem pequena. Quero esse vestido no tamanho EG, como faz?

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*A própria KarinFeller entrou em contato conosco para dizer que é possível adquirir suas peças em tamanho grande sob encomenda.

A +EDKa é uma marca ultra moderna e descolada com uma porção de estampas divertidas, perfeitas para quem curte um estilo mais urbano. Há algum tempo atrás eu comentei em uma postagem no Instagram, em que a +EDKa havia sido marcada, que eu tinha amado a jaqueta Junkfood Batatafrita e que estava triste por ver que não tinha o meu tamanho. Após alguns dias a marca entrou em contato dizendo que eles pretendiam que as peças da marca fossem até o tamanho GG (o que ainda é pouco), mas que tiveram problemas com os tamanhos após a sublimação (estampa), no entanto, eles continuam com o G sendo seu maior tamanho. Ou seja, fiquei sem a jaqueta!

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Eu amo o estilo da Carla Lemos, do blog Modices, e vira e mexe ela está usando peças lindas da marca Karamello. Comecei a acompanhar a marca e me apaixonei. Esse amor é proporcional a tristeza por encontrar tanta coisa que eu gosto em uma marca só e nada ser do meu tamanho. Se você usa tamanho GG vai encontrar peças do seu tamanho por lá, mas essa não é a realidade da maioria das mulheres plus size. Com certeza não é a minha realidade no momento. 🙁

Escolhi essa blusa como a peça que gostaria de ver no meu tamanho, mas ficou claro que muitas outras peças poderiam estar aqui, né?

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Já consigo imaginar uma sequência para esse post! O que vocês acham?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Casa Cravo&Canela

No final do mês passado falei aqui na sapateira sobre a parceria entre a estilista Fábia Bercsek e a marca Cravo&Canela, que busca agora uma nova direção criativa. Como parte dessa nova fase a Cravo&Canela lançou uma parceria com a Casa de Criadores, trata-se da Casa Cravo&Canela, uma coleção-cápsula com 15 modelos de tênis criados por 15 estilistas da CdC.

Os estilistas escolhidos foram Ale Brito, Anderson Tomaz (Tilda), Arnaldo Ventura, Danilo Costa, Fernando Cozendey, Gefferson Vila Nova, a dupla das Gralias, Gustavo Carvalho, Igor Dadona, Jadson Raniere, Karin Feller, Kauê Bueno, Nathan Souza (Nosotros), Rafael Caetano e Tarcísio Brandão, a coleção foi lançada durante o último final de semana (18/10) em uma festa na loja Choix.

As vendas começam online em um hotsite, a partir do dia 27/10, os preços variam entre R$ 215 e R$ 420.

Confira alguns modelos:
Gralias
Gralias
Karin Feller
Karin Feller
Tarcísio Brandão
Tarcísio Brandão
Danilo Costa
Danilo Costa
E o teaser:
[youtube https://www.youtube.com/watch?v=bajnjYqzzKw]
*imagens e vídeo: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Terceiro dia

O terceiro e última de desfiles da 34ª edição da Casa de Criadores começou animado, muito dessa animação se deve ao clima de estreia do BtoBe, o concurso que veio para substituir o Ponto Zero e que será, com certeza, tão ou mais valioso que seu predecessor para o futuro do mercado da moda.

Evilásio Miranda

Evilásio Miranda, gerente do núcleo de moda e design do Texbrasil, anunciando os vencedores do BtoBe

Além disso, ontem também foi o dia dos estilistas mais fervidos do line up, Fernando Cozendey e Walério Araújo não deixaram nem um pouco a desejar, cada um com seu ponto forte, merecendo o devido destaque por seus trabalhos.um usou e abusou da lycra para apresentar de forma debochada a Pantera Cor de Rosa na passarela, o outro oferecendo um viagem étnica.

Fernando Cozendey

Fernando Cozendey

Walério Araújo - Casa de Criadores

Walério Araújo

Ainda tivemos das minhas estilistas preferidas, a Karin Feller!

Acompanho a Karin desde antes dela ganhar o Ponto Zero e vejo sempre com admiração sua evolução como estilista, curtindo suas coleções e cobiçando suas peças, além da lindeza e riqueza de suas ilustrações.

Karin Feller

Karin Feller

Essa temporada foi muito bacana, além dos novos nomes e dos novos concursos, nós tivemos a Baárbara, e eu acho que isso tudo combinado representa muito bem esse início de nova fase que O Cabide vem vivendo.

Até a próxima! ?

 *imagens: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Brazilians to Be

Ponto Zero

Ao longo dos últimos anos vimos muitos nomes surgirem no cenário da moda através do concurso Ponto Zero, gente que eu admiro de verdade e que é cheia de talento, como a Karin Feller, por exemplo.

Agora a Casa de Criadores e o Texbrasil (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira, mantido pela Abit e pela Apex-Brasil) anunciam o lançamento do BtoBe (Brazilians to Be).

Trata-se do concurso que vai substituir o Ponto Zero, mas agora a chance foi ampliada para todo o Brasil. As inscrições estão abertas desde 02 de setembro, o projeto terá duas categorias — Estilistas Empreendedores e Estudantes de Moda — e prevê o acompanhamento dos vencedores em uma série de atividades de capacitação e promoção comercial. “Nosso objetivo é desenvolver, em parceria com a Apex-Brasil, uma mentalidade global de negócios, dando apoio para que os estilistas aprimorem suas atividades em diversas áreas”, comenta Evilásio Miranda, gerente do núcleo de moda e design do Texbrasil.

Brazilians to Be

André Hidalgo (diretor da Casa de Criadores) e  Evilásio Miranda (gerente do núcleo de moda e design do Texbrasil)

Para o diretor da Casa de Criadores, André Hidalgo, o BtoBe será uma evolução natural do Ponto Zero, criado em 2008 em conjunto com o Mercado Mundo Mix, o Sinditêxtil-SP e o Texbrasil. “Sempre tivemos como foco a descoberta de novos talentos com potencial empreendedor. A principal diferença do BtoBe, além da abrangência nacional, é que agora teremos um braço para abrigar estilistas que tenham vontade de desenvolver suas marcas no Brasil e no exterior, independentemente de terem um diploma universitário”, explica Hidalgo.

Brazilians to Be

Ficou com vontade de concorrer? Os candidatos deverão enviar, até o dia 16 de setembro, um projeto de coleção, material que será avaliado por uma comissão de professores e profissionais do setor. Enquanto na categoria “Estudantes de Moda” poderão concorrer alunos de qualquer faculdade ou curso universitário de moda reconhecido pelo MEC, ou ex-alunos com até um ano de formados; no segmento “Estilistas Empreendedores” poderão participar profissionais que tenham empresa aberta com no máximo três anos de existência.

PARA VER O REGULAMENTO, ACESSE: www.texbrasil.com.br/btobe

*imagens: divulgação

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Preview Casa de Criadores

Geralmente junto com o preview das coleções os estilistas enviam seus croquis, e esta é uma ótima oportunidade para analisarmos os processos de criação de cada um, e como estes podem nos influenciar quando chegar a nossa vez de colocar nossas ideias no papel.

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DANILO COSTA se inspirou na música “Dirty Paws”, da banda islandesa Of Monster and Men, para criar uma coleção cheia de estamparia e texturas molhadas e brilhantes, rígidas e esvoaçantes. A canção, que tem tema folclórico, dispensa um sentido lógico, assim como as peças que podem ser de sarja, alfaiataria, resinado, organza, malha prene, lycra entre outras misturas. As cores são o rosa flúor, uva, verde lago, amarelo, azul, ouro e preto. Danilo aposta na bolsa masculina, colares, brincos e pulseiras.

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FERNANDO COZENDEY com coleção intitulada OCEANO traz para o verão 2014 o universo do fundo do mar. Elementos como seres mitológicos, algas, conchas, moluscos, peixes, mamíferos e crustáceos são representados de forma lúdica em maiôs, vestidos e macacões.  Com uma cartela colorida com branco, preto, coral, amarelo, nude, jade, azul, roxo, vermelho, verde neon e rosa neon; as peças apresentam modelagens inéditas e híbridas, com recortes, volumes e armações.

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KARIN FELLER trouxe sua inspiração de Maceió, mais especificamente das garrafinhas de areia colorida. A silhueta é trapézio, com aplicações de penduricalhos, cordas e texturas de rede de pesca. Na estampa o Ararípe, pássaro típico da região, aparece em tecidos fluídos e transparentes. A cartela de cores é bem suave, com muito branco, off-white, creme e tons pastel, mesclados com pitadas de violeta, coral vibrante e azul piscina.  Os acessórios se inspiram no colorido do artesanato e nas atividades de pesca locais.

LAB

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BRUNA ABREU apresenta a coleção “Salada Marítima”, onde explora a linguagem barroca, brasileira e feminina da Exposição “entre Carnes e Mares” da artista plástica Adriana Varejão. O clima tropical na passarela vem através da mistura de estampas de faces femininas, fundo do mar e tressê colorido. Cortes retos em linha “ e franzidos em formas circulares compostos por fibras de algodão, viscose, tressê de cetim, organza e gorgurão. A cartela de cores tem predominância do azul claro e do verde água, com um pouco de preto, branco, rose, laranja e vermelho.

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GRALIAS – das estilistas Grazi Cavalcanti e Julia Guglielmetti – buscou sua inspiração numa pequena cidade, repleta de cores e cultura local, nos Andes peruanos chamada Katakuyna. A coleção foi concebida através dos armários das famílias da dupla, onde roupas repletas de história foram reconstruídas, ganhando releitura com o DNA da marca. Um mix de texturas e profusão de cores, onde as formas variam de arredondados casulos até modelagens retas. As peças em chiffon, renda e tule são combinadas com crochê, plissados e boraddos de pedrarias, pingentes de seda, flores e franjas.

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RAFAEL CAETANO usou o universo do terror como inspiração, com referências extraídas dos trabalhos de Wes Craven, Alfred Hitchcock e Stephen King. A silhueta é evasê, com peças fluídas, que começam ajustadas e se abrem ao cair. As cores são o preto, café forte, azul raio x, branco e cru, que se apresentam nos tecidos chiffon, voil, recouro, couro ecológico, pet, Piquet, filó e organza. Nos acessórios, o estilista aposta em braceletes feitos com tecidos e fitas de gorgurão que se desprendem de suas bases e se tornam aéreas.

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TEODORO E ANITA – dos estilistas Isadora Zendron e Lucas Devitte – pensou na possibilidade de novas espécies surgirem a partir do cruzamento de animais diferentes, uma hibridização de espécies. E assim criaram a coleção de verão 2014 onde peças de roupas se juntam e soltam a partir de botões e zíperes. As formas são ora bem amplas, ora justas sempre confeccionadas em denim. Diversos tons de azul, com pequenos detalhes em rosa, creme e preto. As peças que prometem são as jardineiras e as salopetes.

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YRIS – da estilista Yoon Hee Lee – utiliza o universo japonês na construção do verão 2014. As casas, os costumes e as vestimentas, tudo explorado ao máximo, para trazer uma concepção tão tradicional e simbólica para o ocidente. Sapatos gueta, cabelos de gueixa e até o próprio chão das casas japonesas ganharam novas interpretações e formam looks coloridos com tecidos estampados. As formas são um estudo das pinturas nipônicas com pavões e dragões. O kimono é reinventado e os obis são feitos de palha, com formato de animais. A silhueta é rígida e estruturada, em tecidos como o cetim, neoprene, redes de plástico e palha. Na cartela de cores a variação entre azul, laranja, madeira e branco. Enfeites de cabelo com pedras, fitas, presilhas e palitinhos são os acessórios.

*imagens: divulgação

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.