Jossana Lauria, da marca Joss, fala sobre mercado plus size e empreendedorismo

Se você acompanha o o blog há algum tempo, deve ter percebido que estão rolando mudanças no que publicamos e até em nossa aparência. Como parte dessas mudanças quero trazer para vocês um conteúdo mais sólido sobre empreendedorismo, desenvolvimento de produtos, processos criativos, etapas de confecção e tudo mais que seja relevante para compreendermos melhor a indústria da moda e seus segmentos.

Para isso vou conversar com profissionais que administrem suas próprias marcas, confecções ou projetos relacionados ao consumo ou a cultura da moda.

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Para o post de hoje conversei com a Jossana Lauria, estilista e proprietária da marca plus size Joss. Em nosso bate papo falamos sobre como surgiu sua marca e quais são os desafios em manter um negócio dentro desse segmento, confira:

  • Como surgiu a Joss?

A Joss surgiu com o meu sonho de montar a minha marca plus size com preços acessíveis para todos. Desde criança via que as roupas para gordos (as) não eram bacanas e me sentia muito mal com aquilo, pois também era uma gorda que consumia moda. Como desde pequena sempre sonhei em ser estilista, me formei em moda, me especializei em moda plus size e cá estou com esse sonho realizado, de ser estilista da minha própria marca!

  •  Como designer, você acredita que suas experiências pessoais com o mercado plus size influenciam nas decisões que você toma para sua marca?
Sim, com certeza absoluta! Como designer consigo ter o discernimento de como uma modelagem pode influenciar uma peça e o design também. Como gorda e consumidora, consigo juntar o útil ao agradável para criar meus produtos.
  •  Como você vê a questão da representatividade na apresentação de produtos em catálogos e campanhas de moda plus size?
Vejo que a cada dia mais marcas tendem a diminuir o plus size, chegando a numerações um tanto quanto ridículas, além de colocarem modelos de tamanho mediano em catálogos, logo acabam não representando as mulheres gordas que buscam isso atualmente. Realmente há uma necessidade enorme de gordas representativas nesse meio (como a Tess Holliday, por exemplo), e ainda são poucas as marcas que trabalham com essa representatividade, mas acredito que isso irá mudar um dia!
  • Além dos desafios típicos desse segmento, quais são suas dificuldades como mulher empreendedora?
A dificuldade é essa crise que o Brasil está passando, para empresários está sendo a morte. Mas isso vai se acertar (assim espero)!
  •  Tem algum conselho para quem deseja se aventurar nesse mercado?
Sim, seja diferente, inovador, esse é o diferencial!
  • Quais são seus planos para o futuro da Joss?
Bom, pretendemos abrir uma loja física em breve e ampliar os nossos produtos, temos planos gigantescos, mas é segredo! 😝 hahahaha
Gostaria de agradecer a Jossana pelo bate-papo, ela tem uma energia incrível e é uma querida! Desejo boa sorte com os seus planos e muito sucesso para sua marca! ♥
Conheça a Joss e seus produtos: www.jossplus.com.br
Compartilhe suas experiências conosco, deixe nos comentários sua visão sobre o mercado de moda plus e nos digam quem mais vocês gostariam que entrevistássemos.
*imagens: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Fechando o zíper

O zíper é sem dúvidas uma das grandes invenções da sociedade moderna, tão genial que nos perguntamos se não deveria ter surgido antes. Quão difícil seria juntar duas tiras dentadas de metal e encaixa-las? Não parece haver algum tipo de ciência complicada por trás disso. Ainda assim o zíper só se tornou zíper em 1917 (quando sua patente foi requisitada por um imigrante sueco em Hoboken – Nova Jérsei).

Agora que o zíper já existe há quase um século, você imagina que ele tenha sido aperfeiçoado para se tornar um bem 100% fidedigno. Mas isso ainda não aconteceu! Ainda existem muitos defeitos nos zíperes por aí. Dentes quebram, puxadores que estouram, etc.

Um zíper quebrado pode deixar uma peça de roupa totalmente inutilizável, por isso consistência e qualidade são indispensáveis para a reputação das marcas. Há décadas confecções que não podem apostar em fechos baratos se voltaram para um único fabricante. A gigante japonesa YKK faz mais ou menos metade de todos os zíperes usados no mundo, são mais de 7 bilhões a cada ano. Como essas três letras maiúsculas, encontradas em todo lugar, dominaram esse nicho da indústria?

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Fundada por Tadao Yoshida em Tóquio, em 1934, YKK é uma sigla para Yoshida Kogyo Kabushikikaisha (que pode ser traduzido como Yoshida Companhia Limitada). O jovem Yoshida era um tradicionalista que desenhou e customizou as máquinas de zíperes quando ele não estava satisfeito com os métodos de produção existentes. Uma a uma, Yoshida levou para sua fábrica todas as etapas do processo de produção do zíper. Em 1998 o Los Angeles Times publicou uma matéria que dizia que a YKK “funde o próprio bronze, mistura seu próprio poliéster,  tece os próprios fios, urde e tinge o tecido para os zíperes assim como forja e molda seus dentes”. Eles fabricam até suas  própria embalagens, além de continuarem produzindo seu próprio maquinário, que é mantido em segredo dos concorrentes. Com cada detalhe da produção dentro da própria fábrica a YKK fica livre das variáveis externas garantindo que a empresa mantenha qualidade e rapidez na produção. (Mesmo com terromoto eo tsunami que abalou o Japão  em 2011, a fábrica se manteve funcionando)

Yoshida tinha um princípio de gerenciamento que ele batizou de “O ciclo da bondade”, que prega que ninguém pode prosperar sem que renda benefícios para os outros. Na prática esse princípio impediu que a empresa  produzisse zíperes de ainda maior qualidade a preços mais baixos. A decisão teria sido intuitiva para qualquer empresário, mas ele manteve seus princípios, o que não deve ter sido fácil. No final das contas o segredo do sucesso da YKK é tão descomplicado quanto é impressionante: zíperes confiáveis, envio dentro do prazo sem falhas, uma grande gama de cores, materiais e estilos e não se deixar abalar por preços mais baixos na concorrência. Fica a impressão de que não teria como a indústria da moda não escolher a YKK.

Um zíper de nylon invisível em tamanho padrão (aqueles que são tipicamente usados para fechar vestidos), custa em média 32 centavos de dólar. Para um designer que cria uma peça cujo custo final de produção gira em torno de $40 a $65, e será vendido por três vezes esse valor (ou mais), simplesmente não vale a pena economizar em um item tão importante. A diferença de custo entre o zíper mais barato e o da YKK não é relevante quando consideradas as margens de lucro.

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Existem centenas de indústrias rivais na China. Elas podem ter um preço ligeiramente mais acessível ou podem se disponibilizar para produzir pedidos de última hora, mas existem empresas de moda na Europa, por exemplo, que não aceitam peças produzidas com zíperes chineses, principalmente porque eles temem que haja chumbo nos zíperes. Ou seja, os zíperes da concorrência não valem a economia, a devolução de peças montadas com zíperes chineses por defeito também é bem comum.

A YKK não dirige seu marleting para os consumidores, ou busca qualquer tipo de publicadade. Você não compra seus jeans ou jaquetas procurando por essas letras no puxador do zíper, e você provavelmente não deixaria de comprar uma peça por saber de qual marca é o zíper. Mesmo assim é uma marca comum, que tem imagem e reputação. Seu público alvo são confecções e a indústria da moda, para quem a YKK tem mais significado.

 

*fonte

**imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Fashion Revolution

Acontece essa semana, com ações em doze cidades de diversos estados brasileiros, o Fashion Revolution Day, criado por um conselho global de líderes da indústria da moda sustentável, ativistas, imprensa e acadêmicos o movimento internacional que surgiu com o colapso do Rana Plaza, a confecção de roupas em Bangladesh que desabou no dia 24 de abril de 2013 deixando 1.133 mortos e 2.500 feridos, e que tem como objetivo a conscientização sobre os impactos ecológicos e sociais da indústria da moda.

Considerando a força da moda em determinar novos comportamentos é de importância extrema aprendermos a debater os valores dessa indústria conscientizando o mercado sobre o verdadeiro custo da moda para o mundo.

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Neste ano, serão promovidos eventos e ações em 68 países sob o tema “Quem fez minhas roupas?”, em São Paulo, o evento conta com palestra e mesa redonda.

Confira a programação:

Palestra
19h15 às 20h
Apresentação do movimento e suas ações globais, bem como as integrantes da equipe do Brasil e suas ações:
• Fernanda Simon, coordenadora ativista e consultora de moda e sustentabilidade
• Cibele Barros, socióloga, idealizadora do projeto Tecido Social.
• Mariana Pellicciari, publicitaria, criadora do Roupa Livre.
• Eloisa Artuso, educadora e estilista.

Mesa Redonda
20h às 21h30
Discutindo os impactos socioambientais da indústria da moda e as possíveis alternativas e soluções
Convidados:
• Ana Coelho- Professora universitária FGV- confirmada
• Chiara Gadaleta- Consultora criadora do EcoEra – confirmada
• Leka Oliveira – Tingimentos naturais – a confirmar
• Flávia Aranha- Estilista sustentável- confirmada

Revolutionary Lounge
21h30 às 23h
Espaço de interação com musica ambiente e um pequeno buffet vendendo alguns salgados e bebidas.

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Algo que definitivamente não é comum entre quem consome moda é questionar em que condições a roupa que usamos todos os dias é feita, por que ela custa o preço que custa e até os processos mais básicos sobre como a matéria prima se transforma em tecido e como o tecido se transforma em roupa.  Será que se nós soubessemos qual é origem do que vestimos e tivéssemos isso mais claro como parte do produto final, nós compraríamos as mesmas coisas?

Acompanhe o evento através das hashtags #fashrev e #quemfezminhasroupas, siga as novidades na página no Facebook, Twitter e Instagram.

Data: 24 de abril de 2015
Horário: 19h15 às 20h – Palestra
20h às 21h30 – Mesa Redonda
21h30 às 23h – Revolutionary Lounge


MATILHA CULTURAL

Rua Rego Freitas, 542 – São Paulo
Tel.: (11) 3256-2636
Horários de funcionamento: terça-feira a domingo, da 12h às 20h/ exceto sábados: 14h às 20h
Wi-fi grátis
Cartões: VISA (débito/ crédito)
Entrada livre e gratuita, inclusive para cães
www.matilhacultural.com.br

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resumo da Semana (passada)

Eu ando na correria e alguns posts vão ficando atrasados. Eu odeio isso! Mas não me esqueço das minhas pendências e não conseguiria deixar uma semana passar sem o nosso tão amado Resumo.

Nem vou me prolongar muito com uma descrição, vou direto para os babados!

Tão preparados?

Então, vem comigo!

A indústria do segmento de moda busca formas para impulsionar produtividade e recuperar competitividade. http://bit.ly/1GJgGB7

Resumo da Semana
Filmes sobre estilistas, para conhecermos melhor a origem da criatividade daqueles que são referência. http://bit.ly/1qB2hNh

A indústria têxtil demitiu quatro mil funcionários na região de Americana.  http://glo.bo/1pJXRsu

Concorrência com indústria têxtil chinesa tem impacto no Brasil. http://glo.bo/1GJiome

Conheça marcas nacionais envolvidas em casos de trabalho escravo. http://bit.ly/1u2RvEI

Historiadora lança livro falando a evolução do mercado da beleza e história do corpo.  http://glo.bo/1qB4Dvy

Resumo da Semana

Saiba mais sobre as definições de propriedade intelectual no mercado da moda.http://bit.ly/1qB5Nal

Comissão aprova área de livre comércio em polo têxtil pernambucano. http://bit.ly/1pK5AXG

Sacoleiros de luxo causam prejuízo à indústria nacional. http://bit.ly/1u2YaPc

Dicas para criar looks com bonés. http://bit.ly/1GJpWW1

Resumo da Semana
Marco Zanini deixa a direção criativa da marca Schiaparelli. http://bit.ly/1pKabsH

O estilista Ronaldo Fraga e a marca Amapô aderiram a campanha Mulher Consciente, que luta contra o câncer de mama. http://bit.ly/1qB8Yin

Pessoas contam a sua experiência de abuso sexual através de hashtag. http://bit.ly/1qB9yfY

Já está participando do nosso sorteio?

Boa semana, cabideiros!

*imagens: reprodução

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resumo da semana – #3

Algumas notícias boas, outras nem tanto. Tá no hora do resumo da semana, vem comigo!

Conheça os planos de reposicionamento da Louis Vuitton:  http://bit.ly/ZIAOSp

Saiba mais sobre a feira promovida pelo SENAI CETIQT para de estabelecer uma ponte entre alunos e mercado de trabalho: http://bit.ly/1vGS6NF

Resumo da Semana

Gisele Bündchen completa 20 anos de carreira como a brasileira mais influente do mundo:  http://abr.ai/ZIBlnm

SPFW apresenta programação da próxima edição e se prepara para comemorar 20 anos: http://bit.ly/ZIBA1Y

Algodão tem o preço mais baixo dos últimos cinco anos:  http://bit.ly/1zfRxNm

Magreza das modelos nas passarelas continua a preocupar indústria da moda:  http://bit.ly/1ofbKOw

Disney acaba de lançar mais uma edição de sua coleção de vestidos de noivas inspirados em sua princesas:  http://bit.ly/1FeGJzB

Resumo da Semana

Depois de 38 anos de carreira Jean Paul Gaultier se despede do prêt-à-porter: http://bit.ly/1vGV3Of

O ciclo de vida de um produto de moda:  http://bit.ly/1tAxqGW

As estratégias das lavanderias par combater a seca:  http://bit.ly/1sZBL5D

Exposição de Salvador Dalí chega à São Paulo:  http://bit.ly/1tAxMNY

Samuel Cirnansck, assina a primeira coleção colaborativa lançada pela marca TVZ:  http://bit.ly/1ofdffF

Resumo da Semana

Conheça 6 marcas que são ecológicas de verdade: http://bit.ly/1weIxCl

Bom final de semana, cabideiros! <3

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.