BEDA | Coisas que aprendi com Amy Schumer

Amy Schumer é humorista e roteirista e tem estado cada vez mais em pauta na mídia por conta de seu novo filme, Trainwreck.

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Eu tenho visto espalhadas pela internet entrevistas e citações, todas com o mesmo toque do humor que ela leva para o palco em seus shows de stand up, ou seja, muita acidez, muito questionamento sobre padrões de beleza, sobre o estrelismo hollywoodiano e sobre o lugar da mulher na sociedade.

Com base no que tinha visto até aqui, estava gostando bastante da Amy e estava ansiosa para assistir ao filme. Mas eu precisava saber se ela era realmente tão engraçada quanto parece e se o seu discurso feminista também tinha espaço no palco, então assisti ao show Mostly Sex Stuff, feito para o Comedy Central em 2012, e percebi que o humor dela é do tipo mais agressivo e que nessa época as questões de igualdade ainda estavam começando a surgir em seus shows. Mas mesmo achando que algumas piadas poderiam ser facilmente dispensadas, não consigo deixar de me enxergar no que ela diz, afinal faço o mesmo tipo de piadas, a diferença é que as dela de fato tem graça.

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O que me fez relevar algumas dessas piadas que achei desnecessárias foi ver uma mulher falando TÃO abertamente sobre a sua vida sexual, com humor e aceitação, sem se importar com o que vão pensar dela. Eu não sei se vocês já tentaram falar da vida sexual de vocês, seja lá com quem for, dessa forma. Não é fácil! Nós temos medo dos julgamentos até dos nossos amigos mais intímos.

Por conta de tudo isso, decidi juntar algumas das melhores frases ditas por Amy (na minha opinião), quem sabe não ajude a nos libertar mais um pouquinho?

“Eu direi se sou eu bonita. Eu direi se eu sou forte. Você não vai determinar a minha história – Eu vou.”

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“Eu vou falar e compartilhar e foder e amar e não vou me desculpar com as milhares de pessoas assustadas  e cheias de ressentimento por nunca terem coragem de fazer o mesmo. Eu não sou a minha lista de amantes. Eu não sou o meu peso. Eu não sou a minha mãe. Eu sou eu mesma.”amy-schumer-humor-citacao-feminismo-ocabide-3

“Eu sou uma lutadora de sangue quente e destemida.”

“Não, eu não vou me desculpar por ser quem eu sou, e eu realmente vou amar a pele em que estou. Eu não vou batalhar para ser uma versão diferente de mim.”

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“Não se sinta mal por mim, eu me acho tão bonita.” 

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Livro do dia: Drácula veste Dior

Nesses anos em que estudei moda e em todos esses livros de moda que li e postei aqui, sabe do que eu sempre sinto falta? Humor!

Daí esse livro do dia pode ajudar nesse quesito, afinal, se o diabo veste Prada, porque os vampiros não vestiriam Dior? E vamos combinar que ainda tem muito vampiro se vestindo como aquela versão infantil e caricata dos bebedores de sangue, estava mais do que na hora de alguém criar um guia de estilo para eles. Ou não?

Nós temos que admitir a genialidade, um livro que fala de moda e de vampiros? Tem tópicos mais populares do que esses na atualidade?

Scarlett Stoker (o nome é fictício, propositalmente imitando Bram Stoker), a autora do livro, além de falar sobre vampiros, fala sobre o Brasil, que a autora deixou claro que adora, têm até quatro momentos na leitura em que nos deparamos com referências tupiniquins, capítulos em que ela fala de biquínis, cirurgias plásticas, modelos e carnaval, é claro! É tudo meio que a aquele clichê do Brasil festivo e sensual, mas não deixa de ser uma prova de admiração.

Drácula veste Dior

Para autora, se a versão antiga esta caricata de demais a versão atual está ultrapassada, o fato de eles brilharem não supera o jeans e o moletom. (Sim, ela usa os personagens vampirescos atuais mais amados, como referências de Twilight a True Blood).

O raciocínio básico para um estilo vampiresco aprimorado questiona:

Eles precisam mesmo usar capas e corpetes? E se eles realmente precisam, não dá para ser de um designer famoso?

As joias servem também para guardar aquele sanguinho para matar a fome mais tarde, mas porque não escolher modelos mais estilosos?

HAHAHA!

É irresistível, vocês não vão se arrepender, gargalhadas garantidas!

A autora desse livro também escreve o blog de estilo Dracula in Dior, uma chance de dar para os imortais o que os stylists de famosos de Hollywood fazem pelas pessoas comuns, um certo ou errado que usa humanos como referência. Vale o clique com certeza!

DRÁCULA VESTE DIOR

Autor: Scarlett Stoker

Editora: Larousse do Brasil

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.