O passado da marca Hugo Boss

Quando a empresa Hugo Boss foi fundada em 1924 por Hugo Ferdinand Boss, ele mantinha a postura de que a sua ligação com o partido nazista só ocorria para que seus negócios estivessem protegidos.

No livro, Hugo Boss, 1924-1945: The History of a Clothing Factory During the Weimar Republic and Third Reich (A história da fábrica de roupas durante a República Weimar e o Terceiro Reich) de Roman Köster, fica claro que a empresa em si gostaria de saber se os rumores eram verdadeiros, e se eles eram mais complacentes com as ordens de Hitler do que Boss admitiu até a sua morte em 1948.

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Hugo Ferdinand Boss

Quando perguntado sobre o porque de não querer revirar o passado obscuro, Philipp Wolff, o Vice Presidente sênior de comunicação da Hugo Boss, respondeu: “Nós nunca quisemos esconder nada, queremos sim esclarecer o passado. É nossa responsabilidade com a companhia, com nossos funcionários, com nossos clientes e com todos os interessados na Hugo Boss e em sua história.”

Enquanto acusações de que Boss foi o alfaiate pessoal de Hitler eram refutadas, o autor esbarrou com um outro fato tão grave quanto o envolvimento com o nazismo, o trabalho escravo. Em um pedido oficial de desculpas a marca reconheceu o fato, dizendo que “gostaria de expressar sua profunda tristeza por aqueles que sofreram algum mal ou dificuldade na fábrica dirigida por Hugo Ferdinand Boss sob as regras do Partido Nacional Socialista.”

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No relato de Köster: “Um total de 140 trabalhadores escravos poloneses (em sua maioria mulheres), tanto quanto 40 prisioneiros de guerra franceses, que foram cedidos para trabalhar para Hugo Boss durante o Holocausto. Eles moravam em um acampamento em uma área da fábrica e viviam em condições extremas de pobreza com um nível incerto de alimentação e higiene.

Esse pedido de desculpas, emitido no site da marca, surgiu junto com o lançamento do livro de Köster, cuja profunda pesquisa comprova não só o trabalho escravo como a ligação de Hugo Ferdinand Boss com o partido nazista.

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O livro conta a história de um homem que fundou uma fábrica de roupas em Metzingen, Baden-Wuerttemberg,  no ano de 1924, cujo primeiro contrato era para fornecer camisas marrons para o partido nazista em seus primórdios.

Com o fim da guerra Boss foi julgado e multado por seu envolvimento com o nazismo.

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Joseph Ford

O fotógrafo Joseph Ford combinou imagens feitas em Marrocos, Sardenha e na Mauritânia, com texturas e cores de roupas de grifes como Missoni, Hugo Boss, Kenzo, APC, Herno, Woolrich, Swatch e Marc Jacobs, que foram selecionadas em uma colaboração com o stylist Almut Vogel.

O belíssimo resultado final foi publicado na Süddeutsche Zeitung Magazin:

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

Joseph Ford

As roupas complementam as imagens, e as imagens complementam as roupas.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.