A moda nos anos 1990

Parece que passamos por um revival da década de 1990 recentemente, e muito do que foi moda há mais de 20 anos atrás. Eu adorei e mesmo sabendo que as tendências para o verão trazem elemento da moda de outra década, a de 1970, pretendo continuar investindo em um visual inspirado nas séries que cresci assistindo!

Pensando nisso achei que seria bacana trazer para o blog algumas fotos editoriais dessa década, um pouco de nostalgia para quem viveu nessa época e um pouco de referência para os mais jovens.

As imagens abaixo são todas da revista Harper’s Bazaar:

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

René Gruau

Todos os dias vocês veem em nossa página fotos do início do século passado, feitas pelos mestres precursores da fotografia de moda, reinventando-a e servindo como ferramenta para elevar a moda publicada em revistas ao status de arte.

Em nossa sessão sketchbook você podem ver ilustrações e seus criadores da atualidade, artistas modernos que utilizam de recursos tecnológicos para criar digitalmente cores, formas e movimentos.

Uma hora ou outra teríamos de mesclar esses temas e abordar as ilustrações de moda do início do século XX também, né?

Pois esse dia chegou! Hoje vamos falar sobre René Gruau, o ilustrador italiano que retratava a moda de maneira exagerada, sua habilidade e criatividade contribuíram para mudar a indústria da moda, quando ajudou a popularizar ainda mais as tendências da época.

Renée Gruau

“Rouge Baiser”, 1949

Gruau trabalhou para inúmetas publicações, tais como Marie-Claire, Femina, Elle, Vogue, Harper’s Bazaar, Flair, L’Officiel, Madame Figaro, e L’Officiel de la Couture. Além disso o artista foi contratado por designers renomados como Pierre Balmain, Christian Dior, Jacques Fath, Balenciaga, Elsa Schiaparelli, Rochas, Lanvin, Elizabeth Arden e Hubert de Givenchy.

Renée Gruau

“Dior”, 1978

As ilustrações de René dava vida as peças de alta costura dos estilistas, expandido a popularidade de suas marcas, e ainda acabava por reinventar seus designs, dando a elas um novo brilho e luz que faltava na moda.

Suas linhas simples não são a marca registrada de seu trabalho, e sim algo integral em seu design por ser uma característica reproduzível em larga escala. René trabalhava exaustivamente em seus desenhos e rascunhos  para manter aquilo que considerava essencial, que era o fato de que o resultado final deveria surgir de uma vez e espontaneamente.

Confira trabalhos variados de René:

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

Renée Gruau

http://www.renegruau.com/

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Editorial de Natal

Fiquei pensando em formas de trazer o espírito natalino para o blog e cheguei a conclusão de que nada melhor do que editoriais produzidos por fotógrafos lendários para as revistas mais renomadas do ramo que tivessem tudo haver com essa época de fitas, brilho e presentes!

Encontrei trabalhos assinados por nomes como Mario Testino, Annie Leibovitvz e Ellen von Unwerth que são cara do Natal, dá uma olhada:

KT Auleta

Vogue Rússia
Setembro/2008
Editorial: Color of the Nation
Modelo: Diana Farkhullina
Fotógrafa: KT Auleta

Mario Testino

Vogue UK
Dezembr/2007
Editorial: Sasha
Modelo: Sasha Pivovarova
Fotógrafo: Mario Testino

Mel Bles

Dazed & Confused
Abril/2009
Editorial: The Secrets Of Stonehenge
Modelo: Kate Somers
Fotógrafa: Mel Bles

Annie Leibovitz

Vogue
Outubro/2001
Editorial: Horning In
Fotógrafa: Annie Leibovitz

Louise Dahl-Wolfe

Harper’s Bazaar
Dezembro/1949
Fotógrafa: Louise Dahl-Wolfe
Anthony Ward
Harper’s Bazaar
Julho/2008
Editorial: News From Paris
Modelo: Anja Rubik
Fotógrafo: Anthony Ward

Koto Bofolo

Tatler
Novembro/2009
Editorial: 1709
Fotógrafo: Koto Bofolo
Tim Walker
Vogue Itália
Março/2010
Editorial: Lady Grey
Fotógrafo: Tim Walker

Corinne Day

Vogue UK
Outubro/2007
Editorial: Golden Years
Modelo: Jessica Stam
Fotógrafa: Corinne Day
via: Styleite
*imagens: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

George Hoyningen-Huene

Quem acompanha a página do O Cabide no Facebook deve ter percebido (e se encantado) com fotos vintage de catálogos e anúncios de moda, e ainda estrelas e divas do cinema. As fotos são incríveis, esse é mais um conteúdo que eu estou tendo o maior prazer em pesquisar. Como tudo que se trata de imagens, algumas chamam mais atenção do que as outras, seja pela luz, pelas cores, pelas sombras ou até pela composição do cenário, é raro ver fotos feitas com maestria e cheia de efeitos sem os recursos que temos hoje em dia.

Nessa semana postei uma imagem tão maravilhosa que seria impossível não ter curiosidade sobre quem a fez.

Descobri entre os grandes nomes da fotografia no início do século passado, como Man Ray e Richard Avedon, o trabalho de George Hoyningen-Huene.

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George Hoyningen-Huene

Nascido em São Petersburgo, quando criança passava as férias na propriedade da família na Estônia, jantava com a corte russa e observava como sua mãe e irmãs se vestiam de forma elaborada entre um baile e outro. Não ia bem na escola, então buscava refúgio em livros de arte e em visitas ao Hermitage, onde o curador o tomou como pupilo e o ensinou sobre a história da Grécia e de Roma.

Depois da Revolução de Outubro, George deixou de viver uma vida privilegiada, como muitos dos refugiados que foram parar em Paris ele começou a trabalhar em empregos peculiares, foi tradutor, garçom em uma loja de chás e inspetor de gravatas. Como ele possuía um smoking, uma das poucas coisas que conseguiu levar da Rússia, acabou conseguindo emprego em um cinema.

A experiência o ensinou a iluminar a plateia e os cenários, e o deixou fascinado por filmes e por fotografia, tanto que no futuro viria a ter uma segunda carreira como consultor de cores em Hollywood.

1935

Atraído pelos salários do trabalho de ilustradores de moda como Georges Lepape e Eduardo Benito, Hoyningen-Huene começou a desenhar roupas para a costureira de sua irmã. Em pouco tempo já fazia cópias de looks inteiros usados em clubes noturnos e corridas, para que fábricas pudessem reproduzir.

Junto a Man Ray, seu amigo, montou um portfólio de imagens das mulheres mais bonitas de Paris. O editor de moda da Vogue francesa na época, percebeu o trabalho de Hoyningen-Huene e o instalou em um estúdio para preparar e criar cenários para sessões fotográficas. A oportunidade não foi desperdiçada, como iniciante George fez de tudo para aprender e logo foi promovido a fotógrafo principal.

Seguindo a linha de Edward Steichen, fotógrafo da Vogue e da Vanity Fair, começou a usar uma luz mais realista para fotografar as modelos. Na época os fotógrafos ficavam limitados a tecnologia das câmeras que exigiam muitas manobras e longas exposições.

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Fotografia de George Hoyningen-Huene para Vogue, 1933

Toda vez que uma modelo posava, parecia que ela estava posando para um retrato, essa não era a melhor forma de retratar uma mulher estilosa na época, mas Hoyningen-Huene havia estudado acrobacia, ele entendia a dinâmica do movimento, conseguia posicionar as modelos justamente naquele momento de transição em que um gesto se transforma em outro.

Seu trabalho para Vogue é caracterizado por essa sensação de movimentos restritos, modelos que posaram para ele, como Lisa Fonssagrives, descreviam esse movimento como dançar parada.

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A modelo Lisa Fonssagrives fotografada por George Hoyningen-Huene para Harper’s Bazaar

Uma outra figura lendária da fotografia que passou pela trajetória de Hoyningen-Huene foi Horst P. Horst. Eles se conheceram em um café de Paris em 1930, quando Horst ainda era um aprendiz do arquiteto Le Corbusier, do movimento Bauhaus. Os dois passaram tanto tempo juntos que Horst largou seu emprego e começa a trabalhar como modelo e assistente de Hoyningen-Huene, além de morarem juntos.

Quatro anos após se conhecerem, Hoyningen-Huene abandona a Vogue francesa e se muda para Nova Iorque como empregado da Harper’s Bazaar, Horst assume seu lugar.

George Hoyningen-Huene foi um fotógrafo com olhar incomparável, instinto unicamente chique e elegância verdadeira. Liderou um período de criatividade sem igual para a moda e para a arte em Paris.

Confira algumas imagens criadas por George Hoyningen-Huene, e vejam o porquê de seu trabalho ser tão especialmente distinto e tão inovador:

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.