A moda e a internet

A moda e a internet andam lado a lado desde que a rede surgiu.
Em 1994 os jornalistas transmitiam dados sobre eventos de moda através de FTP. O sistema era lento e deixava o povo da moda ensandecido em eventos internacionais. A transmissão dos dados precisava ser imediata, mas os servidores simplesmente não suportavam tantos dados de uma vez.
Em 1995 a internet foi aberta de vez ao público, o domínio era geral. A era da inclusão digital começa.
Em 1996 grandes portais como a UOL ou o BOL começaram a disponibilizar conteúdos para consulta e pesquisa na rede.
O site First View (http://www.firstview.com/) começou o burburinho da moda na Internet.

A moda e a internet

O resto da história da internet você com certeza acompanhou ao longo das últimas décadas.

O primeiro desfile a ser transmitido ao vivo foi ao ar pela Paris Premiere, que era até aquele momento a maior fonte de informações sobre desfiles internacionais. Mas a coisa foi evoluindo e em 2000 pela primeira vez um desfile foi transmitido ao vivo na rede.

A revolução da moda na internet é responsável também pela democratização da informação de moda e de estilo.

Um bom exemplo disso é o site Show Studio (http://showstudio.com/), que é um site que documenta o processo criativo do começo ao fim,  e procura mostrar como conhecer a concepção de um projeto é benéfico para o artista, para quem vê a obra e para a própria arte.

A moda e a internet

A internet não trouxe só o mundo até você, trouxe também a inclusão fashion, acesso total a informações de todo tipo e nos levou a produzir e consumir o fast fashion.

Para a mídia impressa e para a internet os processos de produção de editoriais de moda são similares. Assim como para revistas é preciso produção, redação e edição de imagens e conteúdos.

Mas a internet elimina os aspectos industriais como o custo de gráficas e distribuição.

A moda e a internet

A praticidade muda a relação com o leitor, trazendo-o  para dentro do texto e das imagens, dando a ele a opção de comentar ali mesmo o que está vendo.

Aí surge, em 2003, a blogosfera, que trás a opinião e a critica em massa. O poder do papel, da posse do produto  impresso, deverá prevalecer. O público ainda se mostra receptivo a virar páginas, colecionar, etc.

Agora, em tempos de democratização total da informação, com as redes de relacionamento e novas mídias como o Twitter é preciso aprender a abrir mão do conteúdo da rede e buscar diferenciais.

Para viver a moda na internet é preciso ter curiosidade, atenção e interesse sobre todas as coisas. Arte, TV, música, urbanismo, cultura popular, arquitetura, tudo isso monta um repertório fashion de infinitas possibilidades.

A internet pode trazer isso para você, você pode ler e entender sobre TODOS esses assuntos.

É preciso utilizar a rede para buscar outros olhares e ter domínio sobre a estrutura da sua pesquisa.

Siga sua intuição, cheque sempre seus dados de pesquisa e procure perceber as mudanças de conteúdo, a passagem de tempo, o moderno e o clássico.

Leia críticas e críticos de moda, para saber falar de moda é preciso estudar também as pessoas que falam sobre moda.

A moda e a internet

http://www.fashionwiredaily.com/

A moda e a internet

http://runway.blogs.nytimes.com/

A moda e a internet

http://www.ashadedviewonfashion.com/

A moda e a internet

http://coacdinc.com/

A moda e a internet

http://models.com/

Entenda a linguagem e se inspira, mas seja imparcial quanto ao trabalho alheio, mais importante do que a sua opinião é a visãol geral das coisas, da história do designer, da trajetória da marca e do release da coleção.

Crie um repertório sobre moda aprendendo sobre as modelos que abrem os desfiles, qual  música toca durante os desfiles, procure referencias de outros designers, repare sempre nos detalhes de styling e qual é o ponto de destaque.

Conhecendo fatores assim você sempre terá em mente qual foi seu momento fashion preferido na temporada ou até mesmo durante sua trajetória como profissional de moda.

E lembrem-se sempre quando analisar o trabalho de um colega, uma coleção, desfiles internacionais ou até mesmo as vitrines das lojas da sua região, você não pode estar contra a moda, seja objetivo em suas criticas e pesquisas, mais importante do que achar um trabalho ruim é entender porque ele é ruim.

Releiam suas pesquisas, destaquem os itens que são mais importantes, junte todas as suas referências, confirme a credibilidade de suas fontes e pronto: Você já pode fazer moda, seja para ler, seja para usar!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.