Um jardim de amizades

“Se você olhar bem, verá que o mundo todo é um jardim” – Mary Lennox

Oi oi! Semana retrasada eu trouxe um filme dos anos 1980, Clube dos Cinco. Hoje, venho com um dos anos 1990, um dos meus filmes preferidos, com cenários maravilhosos e uma história linda: O Jardim Secreto.

O filme foi baseado no romance de Frances Hodgson Burnett publicado originalmente em 1911 e adaptado para o cinema pela polonesa Agnieszka Holland (dirigiu também a terceira temporada de House of Cards). Li só parte do livro, mas recomendo de qualquer forma para quem tenha a oportunidade de ler, nunca peguei em mãos a versão original em português.

O Jardim Secreto
Livraria Saraiva por R$19,48

“No início do século XX, Mary Lennox (Kate Maberly) vivia na Índia com seus pais, que não lhe davam muita atenção. Porém um estouro de elefantes os mata e, seis meses depois, Mary desembarca em Liverpool, na Inglaterra, para viver com Lorde Archibald Craven (John Lynch), seu tio, na mansão Misselthwaite, uma construção feita de pedra, madeira e metal na qual existem segredos e antigas feridas. Mary estava assustada naquele solar com várias dezenas de quartos e era incrivelmente mimada, pois lhe desagradava a idéia de vestir suas roupas, já que na Índia isto era tarefa de suas aias. A mansão é administrada pela Sra. Medlock (Maggie Smith), uma rigorosa e fria governanta. Lorde Craven perdeu a mulher há dez anos e nunca mais conseguiu superar a tragédia. Para piorar Colin Craven (Heydon Prowse), seu filho, também sobre de extrema apatia, sempre recolhido no seu quarto. Mais uma vez negligenciada, Mary passa a explorar a propriedade e descobre um jardim abandonado. Entusiasmada com a descoberta, Mary decide restaurar o lugar com a ajuda do filho de um dos serviçais da casa, conquistando assim a atenção do primo doente. Juntos eles desafiam as regras da casa e o velho jardim se transforma em um lugar mágico, cheio de flores, surpresas e alegria. O jardim secreto é um lugar fantástico onde não existe tristeza e arrependimento, um lugar onde a força da amizade pode trazer de volta a beleza da vida.”  

*fonte

Kate Maberly

O filme retrata o quanto boas amizades podem nos fazer bem, o quanto apoiar um ao outro pode ser importante, o quanto alguém pode fazer diferença na nossa vida só por estar lá e te dar força, seja para pensar de outra forma, abrir os horizontes ou passar por cima de obstáculos e pensamentos negativos que entram nos nossos caminhos. Mostra como mudanças podem ser coisas que inicialmente não gostamos, mas, no fim das contas, podem ser males que vem para o bem.

“Quando volta para o jardim secreto, ela [Mary] nutre sua alma vazia e experiencia a felicidade plena. Se seu mundo era antes atrofiado, ele é agora tão pleno de potencial que ela salta da cama de entusiasmo a cada nova manhã.
 
Como Mary, o crescimento de Colin está alinhado às estações do ano e o surgimento da vida no jardim: é o início da primavera.  O menino que antes era histérico, quase louco e hipocondríaco, torna-se um profeta do otimismo e zelo pela vida.
A transformação final, porém, que coincide magicamente com o momento de triunfo de Colin, é de Mr. Craven. Após anos de uma miséria auto-imposta, ele renasce e volta para casa para ser recompensado com a aparição de seu filho em perfeita saúde.
(…)
O jardim não é somente secreto, mas, principalmente, encantado, transmitindo, com sua beleza e mutação, as mais valiosas lições com o mais leve dos toques.” Yanna; Literatura para a sobremesa
Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

Mary, Colin e Dickon transformaram juntos um lugar cinza e sem vida em um jardim maravilhoso com todas as cores e flores imagináveis. Mudanças familiares acontecem, amizades novas fazem com que cada um passe pelas suas barreiras, eles aprendem uns com os outros, e, não tarde, os cenários vão mudando e as coisas se tornam mais leves, os sorrisos se tornam mais frequentes.

Não vi em nenhum outro filme o valor da amizade ser tão bem retratado. Como as diferenças podem fazer com que aprendamos uns com os outros, podem fazer com que pensemos diferente a respeito dos acontecimentos da vida e como nos ajudam a crescer como pessoas e a ultrapassar barreiras.

Andrew Knott, Heydon Prowse e Kate Maberly

As vezes, temos amigos que são tão importantes para nós e nos ajudam tanto quanto alguém que faz parte da nossa família. Pessoalmente, tenho mais de um alguém assim, a maioria das pessoas que estão sempre envolta são meus amigos, e reconheço a importância de cada um deles na minha vida e não trocaria por nada.

Algumas curiosidades:

– Elijah Wood (O Senhor dos Anéis) não aceitou o papel de Colin.

– Maggie Smith (Harry Potter; O Exótico Hotel Marigold; Downton Abbey)  foi indicada ao BAFTA de melhor atriz coadjuvante.

– Burnett também é autor da obra que originou A Princesinha, 1995.

Maggie Smith

– As externas foram filmadas em Allerton Park, em North Yorkshire e algumas partes de Luton Hoo em Hertfordshire, bem como em Pinewood Studios, em Buckinghamshire.

– O filme teve uma continuação, De volta ao jardim secreto, que não fez tanto sucesso.

– O filme já havia tido uma adaptação para o cinema em 1949.

Então, cultivemos nossas flores, nada cresce e permanece do nada sem um pouco de esforço de ambos os lados. Não, não precisam ser muitas, mas ninguém vive sozinho. Ser humano é um ser social, precisamos uns dos outros. Cada amizade é uma parte de nós. Cada um que passa na nossa vida nos faz crescer e aprender de alguma forma, seja em algo pequeno ou grandioso.

Heydon Prowse e Kate Maberly

As pessoas passam. Algumas ficam, outras vão… As vezes a vida nos força a fazer escolhas e, quando percebemos, cada um foi para um lado. Mas nem sempre é a distância que afasta, as vezes, quem está pertinho fisicamente pode estar muito longe; e quem está bem longe  fisicamente pode estar mais perto do que qualquer outro que vemos no dia a dia. Tenho amigos em outros países, cidades e estados, e nada muda o que sinto por cada um deles.

Um dos melhores “conselhos/discursos” de amizade que tive foi de um amigo que conheci durante o intercâmbio e foi uma das vezes que me senti mais do que bem comigo mesma. Ele é da Líbia, uma pessoa incrível e que eu tenho uma admiração absurda. Meu melhor amigo mora, agora, na Inglaterra. Minha melhor amiga está na cidade vizinha mas nem sempre nos vemos. Amiga/o no sul, no Rio, no interior… Estão aí exemplos que tenho de que amizade não tem distância. E levo sempre cada um comigo e os mantenho perto da melhor forma que dá. Assim como o valor gigantesco que dou para aqueles que estão ao meu lado frequentemente. Cabe a nós, enfim, tirar o melhor de cada situação e o melhor que cada um tem a nos oferecer. De primeira, pode não ser algo que pareça positivo, mas no futuro, olhamos para trás e vemos a diferença que fez.

O Jardim Secreto mostra todo esse valor que devemos dar aos nossos amigos e estarmos abertos a novas pessoas em nossas vidas, pois nunca sabemos o que elas podem fazer por nós.

Andrew Knott e Kate Maberly

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

That’s so fetch!

Oi oi, gente!

Na verdade eu nem sei bem como começar dessa vez, afinal, tem tanta coisa para falar sobre esse filme que não sei onde é o ideal ponto de início. Bem, lançado em 2004 com roteiro da maravilhosa Tina Fey e direção de Mark Waters, Meninas Malvadas é um filme baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”  de Rosalind Wiseman. O livro não é um romance, nem uma ficção, é um livro de auto ajuda que foi para as livrarias em 2002.

disponível por R$54,50 na Saraiva. (Nunca li, infelizmente!)

Sei que muitos já conhecem a sinopse, mas vai uma rapidinha:
Cady Heron (Lindsay Lohan) é uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

Eu sou o tipo de pessoa que sabe o filme de trás pra frente e que até uns anos atrás sabia toda a coreografia da cena de Jingle Bell Rock do show de talentos.

Passei a minha infância assistindo a esse filme repleto de dramas adolescentes, que vão desde a cor da sua roupa e quem você namora até a exclusão dentro do ambiente escolar e a formação daqueles conhecidos grupinhos que qualquer escola tem. Por isso, vejo esse filme como um reflexo um pouco exagerado (ou não) do ambiente escolar real.

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Que escola não tem aqueles grupos formados que não se misturam de forma alguma? Que escola não tem aquela pessoa “super popular” odiada por uns e amada por outros? Que escola não tem aqueles que fingem ser o que não são só pra ter uma atenção extra? Que escola não tem aquele professor chato (se alguém não lembra, no filme tem a cena em que a Cady não pode ir ao banheiro e nem comer na sala de aula. PEDIR PRA IR AO BANHEIRO?! Hoje eu, como universitária, acho isso o cúmulo)? Ou aquela professora legal que você sabe que pode pedir ajuda? Enfim, a escola é um lugar altamente dramático onde poucos se colocam no lugar do outro ou tem a cabeça aberta para o que vier ou para as pessoas que são diferentes daquilo que elas estão acostumadas a conviver. Muitos estão simplesmente preocupados com o seu status lá dentro (que vai servir pra que mesmo?) e se importando demais com o que os outros vão pensar deles (que importa porque?)  “Entrar para os matletas é suicídio social!” – Onde que, gostar de uma matéria, gostar de estudá-la e participar de competições é um problema?

Uma das melhores cenas do filme, e, que por incrível que pareça, já consegui colocar em uma prova de redação. “Chamar alguém de gorda não te faz mais magra Chamar alguém de burro não te faz mais inteligente. Tudo o que você pode fazer na vida é tentar resolver o problema que está na sua frente”

Vou levar mais em conta o ensino médio aqui, até porque é o período que o filme retrata. Tive a oportunidade de conhecer todo o tipo de gente no meu tempo no colégio, afinal, era uma escola com muita gente (só no meu terceiro ano eram 6 turmas e cada uma com 50 alunos em média). Conheci desde aquelas pessoas super democráticas até pessoas extremamente inteligentes e pessoas que eram incrivelmente boas companhias. Mas, por outro lado, também tive a oportunidade de conviver com pessoas que emanavam ódio pela escola e não se importavam nem um pouco em serem esnobes. Algumas Reginas. Algumas Janis. Alguns Aarons e Damians. Cadys, Gretchens e Karens.

Elenco reunido para a comemoração de 10 anos do filme

Não vou também apenas jogar pedras no meu ensino médio. Tive ótimos momentos e conheci algumas pessoas incríveis. Conto nos dedos só das mãos quem são meus amigos hoje que não fizeram ensino médio comigo. A maioria das melhores pessoas que conheci foram nesses 3 anos de céu e inferno, e quando digo que elas são incríveis eu não estou exagerando. São amizades estilo Janis e Damian. Amigos que hoje provam que a distância não é nada, que isso é apenas um fator a mais, mas que não tira, em hipótese alguma, a importância do que é.


Dentro da minha escola existia uma coisa realmente chata, que era: você vai ser olhado muito torto se não for igual a todo mundo e seguir o padrão existente lá dentro, seja por parte dos alunos ou de alguns professores (sim, professores). Na época da Páscoa, por exemplo, duas pessoas de cada turma se vestiam de coelhinhos para passar nas turmas e recolher doações dos alunos para comprarem ovos para crianças carentes (até aí ok, o projeto é legal), a questão é: chegou a mim um dia a seguinte informação: “os professores escolhem as pessoas mais populares pra conseguirem dinheiro”. Me desculpem se a informação que me passaram foi errada, mas fiquei simplesmente chocada por ver a escola dar suporte para a segregação de alunos. Qual era o problema em chamar outras pessoas?! Sim, sempre vai aparecer aquela pessoa que vai entender minha opinião como: “ah, você fala isso porque queria estar lá!”. Meu bem, eu podia querer, podia não querer, pra mim tanto faz, a questão sendo tratada aqui não é essa; a questão é a escola dar força para esse tipo de super padronização e super valorização pra algumas coisas e não para outras. Digo isso porque lá, se você não era de exatas, você sofria, ninguém valorizava muito a parte de humanas. Então que tal desviar um pouco a atenção de todo esse reforço de padrão e hiper valorização para algo que realmente seja útil para todos?

“I used to think that was just fat and skinny. But apparently there’s lots of things that can be wrong on your body.”

E, bom, aquele outra coisa retratada de forma bem explícita no filme: o conhecido drama do “me apaixonei por quem não deveria!”. Quem nunca? Pois é. E no ensino médio isso parece uma coisa muito maior do que realmente é.Aliás, quase tudo o que acontece dos seus 14 aos 17 anos, podem acabar se tornando tempestades em copo d’água. No filme, Cady se apaixona por Aaron que é ex namorado da Regina, e suas “amigas” simplesmente falam que ela não pode se apaixonar por ele.

GROOL!

Porque diabos você não pode se apaixonar por quem você quiser? Isso é uma questão pessoal, eu e minha melhor amiga por exemplo, levamos isso desde sempre com a gente automaticamente, mas há quem pense diferente. Mas enfim, alguém ficar te falando de quem você deve ou não gostar é simplesmente ERRADO! Seus amigos, namorados, namoradas ou o que for, devem ser quem você gosta por você e não pela sua imagem ou dos seus amigos.

E, ao fim do filme, quem não ama o discurso da Cady e da reviravolta, que mostra que as pessoas podem sim mudar?

Acho que nem preciso mais dizer o quanto, e o porque, acho que Meninas Malvadas pode ser real. E que sim, as pessoas podem mudar. A minha conclusão, é que o colégio é uma junção de todos esses dramas adolescentes: Meninas Malvadas, Pretty Little Liars, O Clube dos Cinco, American Pie, enfim… Cady não está errada quando tem as visões do mundo adolescente como uma selva, em que se você for se deixar levar por tudo o que falam de você, sua mente vai querer explodir. Onde algumas pessoas são capazes de facadas inimagináveis pra atingir um objetivo.

Algumas – várias – curiosidades:

  • Amy Pohler, que interpreta a mãe de Regina George, é apenas 7 anos mais velha que Rachel McAdams
  • A personagem Janis Ian (Lizzy Caplan), amiga outsider da protagonista, recebeu esse nome graças à cantora de mesmo nome – que foi a primeira convidada do Saturday Night Live, programa onde Tina Fey foi redatora por muitos anos. A verdadeira Janis tem até uma música bem fofa na trilha do filme, At Seventeen.
“Você acha que todo mundo te ama quando na verdade todos te odeiam.”
  • Umas cenas mais famosas na verdade não foi gravado com todas as atrizes juntas. A Lindsay era menor de idade na época e eles só tinham 9 horas para gravar com ela. A solução foi filmar tudo separado e em 48 frames por segundo (camêra lenta) e depois fizeram o ajuste do som e imagem na sala de edição. Na cena pode-se reparar sempre na pessoa que está falando, mas se você olhar para as outras personagens a cena estará em câmera lenta.

  • A frase You go, Glen Coco!, saída do filme, virou meme. Mas poucos sabem que o nome do personagem, que não tem nenhuma fala no filme inteiro, foi dado em homenagem a um amigo real de Tina Fey.

  • Em uma cena do filme, Cady (Lindsay Lohan) reconhece a música tocando no baile de formatura: Built this way, de Samantha Ronson – DJ que anos depois seria namorada de Lindsay na vida real. (ouçam a música, vale a pena!)
  • Sim, existe Meninas Malvadas 2, que é simplesmente uma droga e não tem nada a ver com o primeiro. Passou batido e não foram muitos os que assistiram.
  • Amanda Seyfried também fez o teste para o papel de Regina George, foi muito bem, mas acabou se saindo melhor como a Karen. Também li uma vez que a química da Lindsay Lohan com a Rachel como Regina era melhor do que com a Amanda. Segundo o diretor “Ela [Amanda] era muito mais assustadora, mas estranhamente menos intimidadora”


    Lindsay Lohan fez teste para interpretar Regina George e Rachel McAdams para ser Cady Heron. Existem várias histórias sobre essa troca de papéis, a mais interessante é que Lindsay se sentia ameaçada por Rachel quando elas contracenavam juntas, porque Rachel era mais velha e mais experiente. Vendo essa faísca, o diretor achou que seria legal explorar essa “insegurança” em cena e transformou Lilo na boa moça da história.

  • O diretor já havia trabalhado com Lindsay em “Sexta-Feira muito Louca”
  • Amy Poehler (mãe da Regina) escreveu o rap do Kevin G.  Além de escrever o rap, a atriz e roterista fez a coreografia e fez um intesivão de rap com Kevin G.

*minhas fontes: Borboletas na carteira, Hugo Gloss, Outra página.

Disponível na Netflix, para felicidade geral!!
Não deixem de procurar no youtube as cenas, infelizmente, deletadas, uma é melhor que a outra!

Um beijo e lembrem que quarta feira é dia de usar rosa! (:

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Coisas que você não sabe sobre o filme As Patricinhas de Beverly Hills

O filme As Patricinhas de Beverly Hills completa 20 anos este mês e por mais que tenha sido icônico desde a década de 1990 ainda existem fatos não muito conhecidos sobre a produção.

Para a alegria dos fãs do filme neste mês o livro As If! The Oral History of Clueless as told by Amy Heckerling and the Cast and Crew chegou as prateleiras americanas. Recheado com imagens incríveis dos bastidores, polaroides antigas e cada factóide que você precisa conhecer sobre a comédia adolescente.

Nós ainda não temos o livro disponível nas livrarias brasileiras, mas tenho aqui cinco fatos curiosos sobre o filme:

1. Por que eles fizeram com que o Josh fosse meio-irmão da Cher? 

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para que você não fique perdido caso não se lembre do roteiro: A mãe de Josh se casou com o api de Cher e depois eles divorciaram. Eles eram meio-irmãos e depois não eram mais e esse divórcio aconteceu cinco anos antes do momento em que ekes estão no filme. Assim fica claro que a Cher e o Josh já foram parentes mas não eram irmãos biológicos.

Ainda assim há quem ache  o relacionamento estranho. De acordo com Heckerling, escritora e diretora do filme, não deveria ser. Os personagens Josh e Cher foram baseados em uma das uniões mais sólidas que a autora já conheceu: seus avós. “O lance é que os meus avós eram meio-irmãos, também não eram parentes de sangue e se conheciam desde a adolescência. Meu avô tinha quase 100 anos quando morreu, minha avó tinha quase 90. Eles mantiveram essa dinâmica agitada e cheia de discussões por quase 80 anos. E eles discutiam. Mas quando um deles ficava doente, eles ficavam totalmente perdidos. Eles eram dependentes um do outro e mesmo assim viviam discutindo”, conta a autora.

 2. De onde veio a ideia para o closet da Cher? Sabe aquele que organizado por cor, temporada e é ligado a um banco de dados no computador?

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O closet dos sonhoes de Cher teve duas inspirações principais. Uma delas foi o closet da casa de um produtor musical que “não queria que suas roupas ficassem escondidas no fundo do armário onde ele não as veria”. O produtor e designer Steven Jordan também encontrou uma ideia parecida com um colecionador de itens esportivos que era um dos donos dos Yankees. Escondido atrás de um quadro o coletor tinhas camisas e uniformes da virada do século passado, todos alinhados e com um mecanismo rotativo.

Para fazer o closet a produção alugou um sistema de suporte do tipo usado em lavanderias, depois todas as roupas de Cher foram fotografadas. Eles econtraram um designer gráfico para criar a animação das roupas sendo combinadas no computador. “Eu imagino que hoje em dia alguém consegueria fazer e terminar até a hora do almoço”, disse o designer. “Sabe como é, os computadores eram recentes; isso foi há 20 anos. Foi bem difícil de fazer.”

3. A história por trás de: “Isso é um Alaïa!”

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Esse assalto aconteceu na vida real. “Eu estava jantando com alguns agentes… e eles estavam me contando sobre um outro agente que eles conheciam que era um total desleixado e que casou com uma mulher que fez uma transformação em seu estilo e comprou vários ternos bacanas para ele. Ele tinha um terno Armani, ele foi abordado por um assaltante que pediu que ele se deitasse no chão. Obviamente ele recusou inicialmente – “Eu não posso deitar no chão, isso é Armani”, contou Heckerling.

A diretora gostou da ideia de que você poderia ser ameaçado em uma situação drástica  e algo tão estúpido significar tanto.

4. O que aconteceu com o cara que interpretou o Christian?

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Trata-se de Justin Walker, que retornou a vida como um cidadão normal. Ele é o presidente de uma organização sem fins lucrativos e vice presidente de uma associação histórica de um bairro. Após o filme, Walker fez um monte de pilotos, como ele contou no livro. “Eu fiz uma porção de filmes ruins… Eu topava qualquer coisa. QUALQUER COISA. Basicamente eu fiz qualquer filme adolescente que surgiu dois ou três anos após As Patricinhas de Beverly Hills”.

Ele ainda é reconhecido na rua – nem sempre de uma forma boa. Uma vez, em um evento em Ohio, ele lembra que “Um cara na estrada gritou ‘Hey você é a bicha de As Patricinhas de Beverly Hills, certo?'”

5. O beijo do Paul Rudd é bom ou não?

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Paul Rudd tinha 26 anos quando o filme foi lançado, e ele lembra dessa como uma das suas primeiras cenas de beijo. “Foi bem sem graça”, ele disse.

O ator tem três cenas de beijo: uma com a Heather, sua namorada da faculdade (interpretada por Susan Mohun) e duas com a Cher. “Ele não poderia ter sido mais legal… Eu me senti muito tranquila com ele”, disse Mohun. Ele também ganhou a aprovação de Alicia Silverstone. “Foi tudo muito fácil com o Paul – especialmente com a cena do beijo no casamento”, ela disse.

Da parte de Paul ele se lembra de sua preparação para o beijo com Alicia e pensar, “‘Eu vou beijar a garota dos clipes do Aerosmith’. E ficar muito animado por mim mesmo, eu lembro de pensar que isso era demais… Eu devo parecer como um total pervertido”.

Aproveitem essa onde maravilhosa que estamos vivendo em que a década de 1990 está moda e se jogue no xadrez e nas meias 7/8!

 

*imagens e vídeo: reprodução

**fonte

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

O mundo tem a peculiaridade de continuar girando

“Pode parecer bobagem, mas voltando da escola eu amava tomar Coca-Cola com amendoim torrado jogado dentro da garrafa. E, quando terminava, virava a garrafa para ver de onde ela vinha. Uma vez ganhei uma garrafa de Massachusetts, que guardei como prova de que uma coisa pode chegar bem longe na vida”; Sue Monk Kidd, p. 144

Esse é um dos trechos de um dos livros que eu mais amo: A Vida Secreta das Abelhas! Alguns já devem ter ouvido falar do filme, ou mesmo do livro, e posso dizer que foi um dos melhores que eu já li. Foi o livro que mais marquei trechos e até pequenas frases enquanto lia, e o filme não deixou muito a desejar, também é maravilhoso.

https://www.youtube.com/watch?v=1hwVfBMc2lQ

Uma sinopse breve que serve tanto para o livro quanto para o filme:

“Carolina do Sul, 1964. Lily Owens (Dakota Fanning) é uma garota de 14 anos atormentada pelas poucas lembranças que tem da mãe falecida em um trágico acidente causado por ela. Decidida a fugir da solidão e do relacionamento complicado com o pai, T. Ray (Paul Bettany), Lily foge de casa com sua empregada Rosaleen (Jennifer Hudson) e segue a única pista que pode levar ao passado de sua mãe numa pequena cidade do interior. Lá ela conhece August (Queen Latifah), a mais velha das irmãs Boatwright, dona de um tradicional apiário da cidade e que também conhece alguns segredos do passado de sua mãe.”

The Secret Life of Bees The_Secret_Life_of_Bees-7-Queen_Latifah-Dakota_Fanning-Jennifer_Hudson-Alicia_Keys-Sophie_Okondeo – The Cinema Source

Sue Monk Kidd, escritora americana, lançou o livro em 2002 e sete ano depois ele foi lançado como filme. Dirigido por Gina Prince – Bythewood, o filme conta com grandes atrizes como Dakota Fanning, Queen Latifah, Alicia Keys, Jennifer Hudson e Sophie Okonedo.

Sue foi criada na Georgia, na pequena cidade de Sylvester, EUA; o que a influenciou bastante ao escrever “A Vida Secreta das Abelhas”, que foi seu primeiro romance.

Sue Monk Kidd

Indicado ao prêmio inglês Orange Prize e com direito a dois anos e meio na lista de best sellers do New York times, o livro “A  Vida Secreta das Abelhas” foi traduzido para para 36 línguas diferentes. O filme ganhou o prêmio de melhor filme pelo People’s Choice Awards.

 A Vida secreta das Abelhas

Esse é aquele tipo de romance que te faz perceber que algumas coisas no mundo um dia já foram piores do que são hoje. O tipo de romance que, se você prestar atenção nas entrelinhas, consegue tirar bons “conselhos”, como: Temos que sonhar, mas ainda precisamos lembrar que a realidade existe. O amor pode estar presente de diversas formas, em diferentes pessoas, e até naquelas que você nem imaginava, ou que não estão mais presentes ao seu lado. O amor nos leva a lugares que a gente não imagina.

Resultados da Pesquisa de imagens do Google para http://ci.i.uol.com.br/noticias/2009/08/a_vida_secreta_das_abelhas_nota.jpg

“-Eu não entendi uma coisa.
– O que? – perguntou August.
-Porque sua cor favorita é azul se pintou a casa de rosa?
Ela riu.
– Foi ideia da May. Ela estava comigo no dia em que fui à loja de tintas escolher a cor. Eu tinha na cabeça um tom castanho bonito, mas May gostou da amostra chamada Rosa Caribe. Disse que essa cor lhe dava vontade de dançar o flamenco espanhol. E eu pensei: ‘Esse é o tom mais esquisito que já vi e toda a cidade vai falar de nós, mas se levanta o espírito de May, acho que ela deve morar em uma casa assim.’
– Todo esse tempo eu pensei que a senhora gostava de rosa – falei.
Ela riu de novo.
– Há coisas que não importam muito, Lily. Como a cor da casa, por exemplo. Que diferença faz num esquema total de vida? Mas levantar o espírito de uma pessoa, isso importa. O problema das pessoas é que (…) elas sabem o que é importante, mas não sabem escolher. Isso é bem difícil, sabe, Lily? Eu adoro a May, mas foi difícil escolher o Rosa Caribe. A coisa mais difícil da vida é escolher  o que importa.”  p. 150/151

As vezes, simplesmente ver quem a gente ama sorrir, mesmo que por algo bobo, como a cor que vai pintar a casa, é algo bom pra nós mesmos e para aquela pessoa da qual estamos abrindo mão de algo que queremos ou gostamos. Existe algo mais legal do que ver quem gostamos sorrindo? Pode ser que no início não seja fácil, mas vai chegar aquele momento em que você vai olhar pra trás e pensar “valeu a pena”. E essa sensação de prazer, misturada com alívio e felicidade é simplesmente insubstituível.

The Secret Life of Bees The_Secret_Life_of_Bees-8-Dakota_Fanning-Tristan_Wilds – The Cinema Source

O livro, bem no início, retrata também a diferença de realidade daquela época em relação a hoje, principalmente a relação entre brancos e negros; o direito a voto e o preconceito. Uma época onde os negros ainda lutavam para ter seus direitos civis, e o simples fato de ir se registrar para poder votar resultou em algo muito maior e mais sério.

A Vida Secreta Das Abelhas
versão digital e física do livro (onde achei mais barato)

Não tenho muitas curiosidades para trazer, foi um filme de pequeno orçamento mas que garantiu muita bilheteria. Recomendo tanto o livro quanto o filme. As vezes, quando preciso de um “up” ou até mesmo um “coloque os pés no chão”, pego esse livro e releio tudo aquilo que marquei, com calma, refletindo e relacionando com  a minha vida.

Outras obras de Sue:
– A Invenção das Asas
– O Monge e a Sereia
– Traveling with Pomegranates
– The Dance of the Dissident Daughter
– Firstlight
– When the Heart Waits

Infelizmente, esse não está disponível no Netflix..

Beijos para todos! (:

 

*imagens e vídeo: reprodução

 

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

Sobre filmes clássicos

Olá pessoas! Mais um post meu aqui no O Cabide. Espero que vocês estejam gostando das nerdices que tenho trazido pra vocês. Já falei de série de TV e de um app muito bacana pra você ouvir música offline de graça onde estiver. Mas agora é hora de falar de cinema!

Cinema é um ótimo tema. Todos gostam de assistir filmes, independentemente do gênero que faça a sua cabeça. E há filmes clássicos que são quase unanimidade na opinião das pessoas, de tão bons que são. Como este é um tema que pode dar sequência a uma infinidade de posts, vou começar por um não tão tradicional assim, mas que eu gostei muito de preparar pra vocês.

Existe nos Estados Unidos um negócio chamado AFI (American Film Institute – Instituto Americano de Cinema) que é um órgão regulamentador da indústria cinematográfica norte-americana. Nada estranho essa instituição ser americana, uma vez que, de longe, o maior produtor mundial de filmes é a terra do Tio Sam. Mas o que a AFI fez de bacana é que, agora que a 7ª arte já completou 100 anos de história e milhares de filmes produzidos, eles fizeram uma lista das 100 frases mais icônicas e impactantes da história do cinema (sejam filmes norte-americanos ou não, ok?). E eu separei, dentro dessa lista que a AFI fez, aquelas 15 que mais me marcaram, e acho que vocês se identificarão com muitas das que eu destaquei. De quebra, coloquei uma extra que não está na lista original da AFI, mas que deveria estar (na minha modesta opinião). Vamos lá?

1 – Don Vito Corleone (Marlon Brando), de The Godfather (O Poderoso Chefão) – 1972

“I’m going to make him an offer he can’t refuse.” – “Eu vou fazer uma proposta à ele que ele não poderá recusar.”

Número 2 na lista da AFI. Por essa frase, colocada logo no início do filme, você já percebe que o cabra é macho e que não está pra brincadeira. Ela sintetiza o poder e respeito que Don Corleone tem sobre aqueles que o cercam, sejam empregados, sua família ou inimigos.

Ainda não assistiu este filme? Está esperando o que? É citado por muitos (inclusive por este que vos escreve) como um dos melhores filmes de todos os tempos.

2 – Dorothy Gale (Judy Garland), de The Wizzard of Oz (O Mágico de Oz) – 1939

“Toto, I’ve got a feeling we’re not in Kansas anymore.” – “Toto, tenho a impressão de que não estamos mais no Kansas.”

Número 4 na lista da AFI. Com esta frase, a ingênua e doce Dorothy nos mostra que o mundo à sua volta é totalmente diferente. É exatamente depois do filme ganhar cor (no sentido literal, ok? O filme começa preto e branco e ganha cor quando Dorothy entra em Oz) que ela lança a frase, e com isso nos mostra esse incrível mundo onde ela entrou.

O filme é clássico, de 1939, e até hoje é muito bacana de se assistir. Existe um mashup do álbum The Dark Side of the Moon com o filme chamado The Dark Side of the Rainbow em que ambos podem ser sicranizados e que tanto a banda quanto a produção do filme afirmam ser uma coincidência.

3 – Han Solo (Harrison Ford), de Star Wars – Episode IV – A new hope (Guerra nas Estrelas – Episódio 4 – Uma nova esperança) – 1977

“May the Force be with you.” – “Que a Força esteja com você.”

Número 8 na lista da AFI. Han Solo, como ótimo Jedi que é, deseja que a Força esteja com Luke Skywalker quando o bicho vai pegar de vez no filme. E é Força com F maiúsculo mesmo. Não vou explicar aqui o motivo, já que imagino que todos já assistiram Star Wars uma vez na vida ao menos, não? Se ainda não o fez, deveria.

4 – Travis Bickle (Robert De Niro), de Taxi Driver – 1976

“You talkin’ to me?” – “Você tá falando comigo?”

Número 10 na lista da AFI. Robert De Niro nos entregou uma atuação no mínimo excelente neste filme. É um clássico. Não é dos meus filmes favoritos, mas a atuação mostra a qualidade deste cara. A profundidade do sentimento de Travis nessa sequência (que você não vê completa no vídeo acima, pra não rolar nenhum spoiler) mostra o quão obcecado e a ponto de perder alguns muitos parafusos ele estava. Limiar da loucura total.

5 – E.T. (Pat Welsh), de E.T. – The Extra-Terrestrial (E.T. – O Extra-Terrestre) – 1982

“E.T. phone home” – “E.T. telefone minha casa”

Número 15 na lista da AFI. A tradução correta seria: E.T. telefone casa. Maaaas, a versão dublada que nos eternizou o etezinho simpático predomina por aqui. Muito provavelmente você assistiu esse filme dublado, assim como eu. E.T., um dos personagens mais adorados do cinema, passa o filme inteiro em busca de uma única coisa: Phone home…

6 – Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) de The Silence of the Lambs – O silêncio dos inocentes – 1991

https://www.youtube.com/watch?v=iVlkZVAw8Gc

“A census taker once tried to test me. I ate his liver with some fava beans and a nice Chianti.” – “Um agente do Censo tentou me testar uma vez. Eu comi seu fígado com favas de feijão e um ótimo Chianti (vinho).”

Número 21 na lista da AFI. Anthony Hopkins nos dá o tom do tamanho da loucura em que vive o gênio Dr. Hannibal Lecter. Filme clássico recomendadíssimo.

7 – Rod Tidwell (Cuba Gooding Jr.) de Jerry Maguire – 1996

“Show me the money!” – “Me mostre o dinheiro!”

Número 25 na lista da AFI. Uma das melhores cenas deste filme, que retrata a vida do empresário esportivo norte-americano Jerry Maguire, é esta, em que Rod Tidwell arranca tudo de Jerry. Quem nunca gritou pra alguém um sonoro Show me the money ainda não assistiu este grande filme.

8 – The Terminator (Arnold Schwarzenegger) de The Terminator – O Exterminador do Futuro II – 1984

“I’ll be back!” – “Eu voltarei!”

Número 37 na lista da AFI. Uma das muitas vezes que a frase é falada em todos os filmes é esta, já clássica e dita muuuitas vezes por muitas pessoas, seja pra ir no banheiro, ir até o bar buscar uma bebida ou qualquer coisa deste tipo. Só não esperavam que seria pra mostrar quantas vezes Terminator já retornou. Inclusive, há o novo filme da série (o 5º) em cartaz nos cinemas.

Há outra frase da franquia na lista da AFI, a famosa “Hasta la vista, baby.” que é do segundo filme, porém, foi com essa que tudo começou.

9 – Forrest Gump (Tom Hanks) de Forrest Gump – Forrest Gump: o contador de histórias – 1994

“Mama always said life was like a box of chocolates. You never know what you’re gonna get.” – “Mamãe sempre disse que a vida é como uma caixa de chocolates. Você nunca sabe o que você vai pegar.”

Número 40 na lista da AFI. E com essa frase, Tom Hanks nos apresenta aquele que é talvez seu melhor personagem de todos os tempos. Forrest foi interpretado com maestria por Tom Hanks, o que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator. Revejo esse filme sempre que está passando na TV, e você também deveria.

10 – Rick Blaine (Humphrey Bogart) de Casablanca – 1942

“We’ll always have Paris.” – “Nós sempre teremos Paris.”

Número 43 na lista da AFI. Este filme é um clássico. E muita gente acha os clássicos chatos. Até entendo. Mas este vale a pena, ele moldou as relações românticas de uma forma que foi seguida por muitos anos no cinema, incluindo a forma como os roteiros dos filmes românticos se desenrolam. Compare o que rola com os personagens com as situações vividas em filmes românticos favoritos. A chance de acontecer algo muito parecido é enorme. Vale a pena conferir.

11 – Jim Lovell (Tom Hanks) de Apollo 13 – 1995

“Houston, we have a problem.” – “Houston, nós temos um problema.”

Número 50 na lista da AFI. Mais uma vez ele, Tom Hanks, em outra ótima interpretação. Dessa vez é a história real da missão fracassada Apollo 13, da Nasa. Um filme com tom de documentário, já que retrata com exatidão toda a missão Apollo 13, desde planejamento e treinamento até os problemas (todos reais) por que passaram os astronautas e toda a equipe em terra da Nasa.

12 – Norman Bates (Anthony Perkins) de Psycho – Psicose – 1960

“A boy’s best friend is his mother.” – “O melhor amigo de um garoto é a sua mãe.”

Número 56 na lista da AFI. Norman Bates já nos mostrava o que estava por vir neste clássico do suspense de Alfred Hitchcock. Se ainda não assistiu, assista primeiro o filme original (acima), depois veja o remake de 1998 com Vince Vaughn no papel de Norman Bates (sim, é o cara do Penetras bons de bico). Depois, comece a assistir a série Bates Hotel, disponível na Netflix, que destrincha a infância de Norman. Todos valem a pena, ok?

13 – Michael Corleone (Al Pacino) de The Godfather Part II – O Poderoso Chefão Parte II – 1974

“Keep your friends close, but your enemies closer.” – “Mantenha seus amigos por perto, mas seus inimigos mais perto.”

Número 58 na lista da AFI. Eu colocaria essa frase como melhor ranqueada na minha lista, mas se vocês não perceberam eu estou seguindo a ordem estabelecida pela AFI. Michael Corleone, irretocavelmente interpretado por Al Pacino, não é mais o garoto do primeiro filme. Já assume o comando da tradicional família mafiosa em Nova Iorque. Já falei que você tem que assistir essa trilogia e tê-la na sua estante?

14 – Jack Torrance (Jack Nicholson) de The Shining – O Iluminado – 1980

“Here’s Johnny!” – “Aqui é o Johnny!”

Número 68 na lista da AFI. Jack Nicholson nos brindou com essa bela interpretação de Jack Torrance. Nenhum outro filme assusta tanto ou te deixa tão em pânico quanto O Iluminado, sem usar os artifícios dos filmes de terror batidos de hoje. É um terror psicológico muito bem escrito e amarrado. Mérito de Stanley Kubrick, que dirigiu, produziu e adaptou o roteiro baseado no livro de Stephen King, igualmente sensacional.

15 – John Keating (Robin Williams) de Dead Poets Society – Sociedade dos Poetas Mortos – 1989

“Carpe Diem. Seize the day, boys. make your lives extraordinary.” – “Carpe Diem. Aproveitem o dia, rapazes. Tornem suas vidas extraordinárias.”

Apenas o número 95 da lista da AFI, mas é um filme bom demais. Essa aqui foi escolha por gosto pessoal mesmo. Mas fica a recomendação, se você não assistiu esse filme, faça-o. Na pior das hipóteses, você assistiu a um clássico.

Menção honrosa – The Joker (Heath Ledger) de The Dark Knight – O Coringa, de O Cavaleiro das Trevas – 2008

“It’s simple. We kill the Batman.” – “É simples. Nós matamos o Batman.”

Heath Ledger nos brindou com o melhor coringa que já existiu. E com sua morte prematura, o personagem foi alçado a um nível que dificilmente será alcançado. Algo como o que acontece com um mártir.. Essa frase do Coringa, na qual ele fala que simplesmente matarão o homem-morcego, nos mostra o quão louco e, na sua loucura, o quão são ele era. Ele tinha um objetivo, um foco, uma meta. Isso tornava a coisa toda simples. Como ele faria isso? Assista o filme pra ver.

 

*imagem e vídeos: reprodução

É publicitário, gestor estratégico e ambiental, empresário, marido, dono de 3 gatos e editor do O Que Não Mata, Engorda. Apaixonado por música, cinema, literatura, automobilismo e ótimos papos com os amigos.