L’wren Scott

Ontem o mundo da moda ficou em choque com a notícia da morte da estilista e ex-modelo L’Wren Scott, que tinha apenas 49 anos e foi encontrada em seu apartamento, em Manhattan, por sua assistente. Aparentemente L’Wren foi encontrada enforcada, no que só pode ser descrevido como um suicídio.

Scott era uma renomada estilista de moda feminina e criou looks para muitas estrelas em Hollywood, ela também prestou consultoria para filmes de grande porte. O desfile mais recente para coleção que levava seu nome estava agendado para acontecer durante a última semana de moda de Londres, mas foi cancelado abruptamente dado a atrasos de produção. Além disso, também é sabido que a empresa de L’Wren, LS Fashion, teve um prejuízo de 3.5 milhões de libras em 2012, e mais de 2.5 milhões de libras no ano anterior. Os documentos que provam as dívidas também mostram que empresa devia outros vários milhões para credores e que ela havia colocado seu irmão, um bem sucedido executivo americano, como co-diretor de seus negócios desde o ano passado.

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Mas, mais do que especular sobre os motivos que tenham levado L’Wren a tirar sua própria vida, acredito que devamos relembrar sua trajetória e falar um pouco sobre seu trabalho:

L’Wren nasceu Luann Bambrough, em Utah, onde foi criada pelos pais adotivos, que eram mórmons. Ela cresceu para ser uma mulher bem alta e com 17 anos foi descoberta pelo fotógrafo Bruce Weber que a escolheu para um anúncio da Calvin Klein. Em seguida foi para Paris, mudou seu nome e desfilou para Chanel.

Em 1994, cansada de ser objetificada pela carreira de modelo, e por ser alta demais para a passarela, se mudou para Califórnia e começou a trabalhar como stylist, junto com o aclamado fotógrafo Herb Ritts realizou trabalhos para revistas como a Vanity Fair. Ela conheceu Mick Jagger, seu namorado de longa data – até os dias de hoje, durante um trabalho com Ritts.

Scott também trabalhou no figurino dos filmes De olhos de bem fechados (1999), de Stanley Kubrick, Treze Homens e um segredo (2007), de Steven Soderbergh e do documentário sobre a trajetória dos Rolling Stones, Shine a light (2008), dirigido por Martin Scorcese.

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Sarah Jessica Parker veste L’Wren Scott

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Nicole Kidman veste L’Wren Scott

Foi em 2006, L’Wren Scott, que costurava desde menina, lançou sua primeira coleção, desde então já vestiu personalidades de todos os tipos, desde a primeira dama Michelle Obama, até a apresentadora Oprah Winfrey, além de trizes como Penélope Cruz e Angelina Jolie.

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Primavera/2014

Foi aplaudida pela indústria por seu design prático, pensado para mulheres de diferentes tipos e diferentes formas. Em entrevista, Scott revelou que a maneira como foi criada, influenciou o seu design, assim como suas próprias necessidades, afinal as roupas criadas por L’Wren vestia incrivelmente bem mulheres muito altas.

Anna Wintour disse algumas palavras em tributo a estilista: “L’Wren era totalmente perfeccionista, alguém que incorporava absolutamente com suas roupas maravilhosas representavam: força de caráter combinado a confiança e um estilo poderoso”.

Antes de fechar esse post li a declaração que Mick Jagger postou em sua página no Facebook sobre a perda de sua namorada de 13 anos, que perda trágica, não?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Factory Girl

Edith Minturn conhecida como “Edie” Sedgwick nasceu em Santa Barbara no dia 20 de abril de 1943  foi atriz, socialite, modelo e herdeira americana.

Edie Sedgwick

Ficou conhecida por ter sido uma das musas de Andy Warhol, tendo atuado em vários de seus filmes. Foi apelidada de “It Girl” mas a revista Vogue também a nomeou uma “Youthquaker”.

Foi em março de 1965 que Sedgwick conheceu, no apartamento de Lester Persky, o artista e cineasta underground Andy Warhol, em uma dessas visistas Andy Warhol estava filmando o filme Vinyl, a sua interpretação do livro A Laranja Mecânica. Apesar de todo o elenco de Vinyl ser formado exclusivamente por homens, Andy Warhol fez questão de colocar Edie Sedgwick no filme.

Embora o interesse de Edie Sedgwick em filmes seja breve, o seu charme, o seu visual e o seu estilo despertaram o interesse de Andy Warhol, que decidiu colocá-la no estrelato e assim lançou Poor Little Rich Girl, que foi originalmente concebido como uma parte da série de filmes de Sedgwick, chamado de “The Poor Little Rich Girl Saga”.

Edie Sedgwick

O primeiro rolo de filme mostra Edie Sedgwick – totalmente embassada e fora de foco – acordando, pedindo café e suco de laranja, fumando alguns cigarros e fazendo exercícios e maquiagem em seu quarto, ao som de um disco do Everly Brothers. O fato de Edie Segwick estar totalmente embassada e fora de foco se deu devido a um defeito na lente da câmera. O segundo rolo de filme, mostra Edie Sedgwick fumando mais cigarros (a título de curiosidade, ela era uma fumante inveterada), falando ao telefone, experimentando roupas e, acima de tudo, descrevendo como ela gastou toda a sua herança em apenas seis meses.

Embora os filmes de Andy Warhol fossem muito conceituais para obterem sucesso comercial (e raramente, eles eram assistidos fora da “The Factory”, o estúdio de Andy Warhol em Nova Iorque), a popularidade de Edie Sedgwick começou a aumentar, pois a sua aparência nos filmes se tornou interessa da mídia, ocasiões em que ela sempre aparecia com visual maravilhoso, porém fora do comum, sempre usando mini vestidos, maxi brincos (sua marca registrada) e collant.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e o  colori com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super-estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e colorindo-o com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Essa parceria contiunou até meados de 1966 quando acabou se retirando do louco círculo de amizades e se mudou para o Hotel Chelsea, onde conheceu o músico Bob Dylan.

Mais tarde, os amigos de Bob Dylan conseguiram convencer Edie Sedgwick a assinar um contrato com Albert Grossman, que, na época, era o empresário de Dylan. No entanto, o relacionamento de Edie Sedgwick e Bob Dylan terminou quando ela descobriu que Dylan havia se casado com Sara Lownds em uma cerimônia secreta.

De acordo com o cineasta Paul Morrissey, Sedgwick havia dito: “Eles [o pessoal de Dylan] farão um filme, onde eu serei uma verdadeira estrela, ao lado de Bobby [Dylan]”. De repente, o nome de Bob Dylan não saía mais da boca de Edie Sedgwick, e todo mundo descobriu que ela estava apaxionada por ele.

Durante a maior parte de 1966, Sedgwick ficou envolvida em uma relação tempestuosa e íntima e essa relação não era com Bob Dylan, e sim com o amigo íntimo dele, um homem chamado Bob Neuwirth.

Edie Sedgwick

Foi nesse período que ela se tornou cada vez mais dependente de barbitúricos. Em 1967, Bob Neuwirth, incapaz de lidar com o comportamento errático de Edie Sedgwick, que surgiu devido seu abuso de drogas, terminou o relacionamento.

Em 24 de julho de 1971, Edie Sedgwick se casou com Michael Post, ela havia parado de beber e usar drogas por um curto período de tempo. A sua sobriedade, no entanto, durou até o mês de outubro, quando médicos a receitaram remédios para dor, em decorrência do seu tratamento de uma doença física.

Voltou para o uso abusivo até que mais tarde, seu marido, ficou encarregado de administrar os seus remédios. Por conta própria, durante todas as noites, Edie Sedgwick tomava dois tabletes de Quaalude, de 300 miligramas cada, e mais duas cápsulas de Tuinal. Tudo isso em adição às outras drogas que ela consumia, somado ao uso de bebidas alcoólicas.

Edie Sedgwick

Na noite do dia 15 de novembro de 1971, Edie Sedgwick foi a um desfile de moda no “Santa Barbara Museum”. Após o desfile de moda, ela foi para uma festa onde, segundo os depoimentos de seu marido e cunhado, um convidado supostamente bêbado a atacou verbalmente, chamando-a de “usuária de heroína” e dizendo que seu casamento seria um fracasso.

Edie Sedgwick, bastante chateada, telefonou para Michael Post, no caminho para casa, e Sedgwick expressou pensamentos de incerteza sobre o casamento deles. Já no apartamento, e antes deles irem dormir, Michael Post deu a ela os medicamentos prescritos. De acordo com o próprio Michael Post, Edie Sedgwick começou a sentir sono muito rápido, e sua respiração estava “ruim – parecia haver um grande buraco em seus pulmões”, mas ele atribuiu isso ao hábito de fumar demais. Enfim, ele também foi dormir.

Quando Michael Post acordou na manhã seguinte, surpreendeu-se ao ver que Edie Sedgwick já estava morta. O legista definiu a causa da morte como “indeterminada/acidente/suicídio.

Ela tinha apenas 28 anos de idade.

Edie Sedgwick

Sienna Miller protagonizou a biografia de Edie no cinema num filme chamado Factory Girl quee mostra os autos e baixos da atriz, o filme ilustra dá uma amostra de por que Edie foi um ícone de moda e fala sobre o comportamento na década de 70. Foi lançando em 2006 e chegou ao Brasil com o título “Uma garota irresítivel”.

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Catwalk

Nós sempre falamos em livros sobre moda mas, raramente falamos sobre filmes de moda. E não, eu não me refiro a Bonequinha de luxo ou Sex and the city, existem muitos outros baseados na moda, que viraram moda ou sobre a moda, como ela é feita, usada ou fotografada.

Percebi que há poucas publicações falando sobre o filme Catwalk, então ele será o tema do meu post sobre moda para assistir.

Catwalk

O filme dirigido por Robert Leacock tem um elenco fashionista de peso, são muitos os nomes da moda que estrelam longa, entre eles Christy Turlington, Azzedine Alaïa, Giorgio Armani, Naomi Campbell, Helena Christensen, Grace Coddington, Cindy Crawford, Linda Evangelista, Gianfranco Ferré, John Galliano, Valentino Garavani, André Leon Talley, Jean-Paul Gaultier, Karl Lagerfeld, Isaac Mizrahi, Gianni Versace e Anna Wintour.

Ufa! Deu para perceber que todo mundo que é relevante na cena fashion deu pinta no filme, e esses nem são todos os nomes inclusos no casting!

O documentário da década de 1990, 1995 para ser mais exata, explora o mundo da alta moda, o roteiro é centrado na vida profissional da supermodelo americana Christy Turlington, durante suas viagens para cumprir Jobs da moda como desfiles e photoshoots.

Como não deixaria de ser, o figurino é destaque, sendo parte proeminente e essencial do documentário.

Catwalk

O filme lança, mesmo que de relance, um olhar sob o aspecto deslumbrado do mundo da moda e como o glamour envolve essa indústria.

Impossível seria não reparar na alienação das modelos e dos relacionamentos superficiais entre as pessoas, você acaba ficando sufocado pela sensação de que aquele mundo, o mundo da moda, é o único que existe. Durante todo o filme o diretor ignora esse aspecto, dando a impressão de que essa falta de um repertório que não seja o fashion não seja algo questionável, como se não houvesse problema algum em ser somente aquilo, o que eu acho que seria uma crítica importante, senão essencial, para a época em que o documentário foi feito.

Com tudo isso, eu ainda considero este filme como conteúdo relevante, muito do nosso comportamento em relação a moda nasceu naqueles bastidores, naqueles beijinhos falsos trocados entre designer e modelo. E com quase 18 anos desde sua filmagem, o documentário continua mostrando uma visão real da indústria da moda.

Assistir Catwalk exige paciência, não pelo filme, que é maravilhoso, mas porque é quase impossível encontra-lo em formato digital, ou qualquer outro formato. Eu sempre tenho dificuldades em encontrar bons arquivos para download, mas é fácil encontrá-lo no YouTube:

Infelizmente não encontrei legendado, na verdade não encontrei em nenhum outro player, tentei no Dailymotion também, e ainda procurei no Netflix e no Netmovies, também sem sucesso.

Vou procurar entre colegas de faculdade e professores, para ver se consigo um link legal, com o filme completo, e um link para download também, já que eu também não o encontrei para vender!

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Cinquenta vestidos

Dando a sequência aos posts da Coleção 50, dessa vez vou falar do livro que apresenta os elementos que tornaram icônicos vários vestidos de diversas épocas.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo é um prato cheio para os fascinados por vestidos, nós sabemos que dificilmente as pessoas vão levar a moda a sério quando se trata da história, mesmo quando é evidente que sem ela, seria praticamente impossível contar a história de todo tipo de sociedade.

Muitos jamais admitiriam que certos vestidos foram essenciais no registro dos eventos mais marcantes, o livro fala justamente sobre isso, cinquenta livros que tiveram impacto considerável na história da moda.

Confiram alguns modelos:

Cinquenta vestidos

Vestido branco plissado de Marilyn Monroe em “O pecado mora ao lado”, William Travilla, 1955

Cinquenta vestidos

New Look, Christian Dior, 1947

Cinquenta vestidos

Delphos Plissado, Mariano Fortuny, 1915

Cinquenta vestidos

Pretinho básico usado por Audrey Hepburn no filme “Bonequinha da Luxo”, Givenchy, 1961

Cinquenta vestidos

Vestido feito com 15 mil luzes de LED, Hussein Chalayan, 2007

E aí, vocês acham que um vestido pode mudar o mundo? Tenho certeza que podem fazer refletir e influenciar uma mudança cultural e social, principalmente porque será o responsável por comunicar essas mudanças ao longo do tempo.

Cinquenta vestidos que mudaram o mundo
Design Museum
Tradução: Cristina Bazan
Editora Autêntica

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Victoria Grayson Inspired

O figurino luxoso de Revenge vai se transformar em uma linha de roupas, resultado de uma parceria da Matchbook Co. com Jill Ohannesson, a figurinista vencedora de um Emmy, do programa.

Não só Revenge é um programa rico em termos de estilo, como também alguns dos seus atores são reconhecidos pelo senso fashion que exibem na vida real.

É isso aí, todo mundo lindo e rico, dentro e fora das telinhas, nada mais justo que exista uma coleção para que meros mortais se sintam assim também.

Imagina eu, digníssima de Victoria Grayson?

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Só não é melhor do que eu, digníssima em branco ou nude, vestida de Carminha Tufão! (Alô, Marie Salles)

Voltando a Revenge, nos resta saber se a coleção será original, ou completamente inspirada no figurino da série, que conta com peças Lanvin, Alexander Wang, Missoni, Prada, Fendi, etc. Os detalhes ainda não foram divulgados, no entanto sabemos que há possibilidades de ter moda plus size, lingerie, acessórios, sapato e moda masculina, com um lançamento especial próximo as festas de fim de ano.

Brincadeiras a parte, eu sempre achei o figurino da Ashley incrível, e é algo nessa linha que gostaria de ver na coleção.

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.