Virada Feminista | 04 e 05 de julho

Entre as 17h do dia 4 até as 17h do dia 5 de julho, no Centro Cultural da Juventude (CCJ), vai acontecer a Virada Feminista, um evento bombástico, totalmente gratuito, reunindo shows, apresentações e oficinas de mulheres artistas incríveis de São Paulo!

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

A Virada Feminista é uma iniciativa da SOF Sempreviva Organização Feminista e da Fuzarca Feminista, núcleo da Marcha Mundial das Mulheres. Para saber mais, envie um email para sof@sof.org.br

O evento terá espaços mistos e espaços auto-organizados apenas para mulheres.

Serviço:
Virada feminista: a cultura das mulheres muda o mundo!
4 e 5 de julho
Centro Cultura da Juventude, Avenida Deputado Emílio Carlos, 3641, Vila Nova Cachoeirinha, São Paulo

 

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Mulher que inspira

Conheci a Carol Patrocinio quando nós tínhamos 18 anos, nós éramos parecidas no jeito de vestir e tínhamos muitos amigos em comum. Estivemos juntas em inúmeras situações, algumas muito felizes, outras nem tanto.

Nós não somos melhores amigas de infância, nos últimos anos, quando tudo deixou de ser festa e nós “viramos adultas”, a vida nos afastou, mas a internet traz de volta para nossa vida tudo o que é bom. Obrigada por isso internet!

Assim, acompanho o dia a dia da Carol no trabalho, ela trabalha com redes sociais e escreve oPreliminares, se você nunca leu, leia. Vai abrir sua mente, seu coração e seu corpo, para tudo o que há de melhor na vida!

Também acompanho o dia a dia da Carol como mãe, ela tem dois filhos, o Lucca, que é um príncipe de sorrisinho maroto, e o Chico, um anjinho de cabelos enrolados com o olhar doce como o da mãe.

Carol Patrocinio

vestida para a marcha do Parto em casa

Na internet eu também acompanhei os ideais da Carol, que ela não esconde! A Carol é feminista, e lá no fundo eu também sempre fui, mas foi lendo os links que ela postava, os textos que ela publicava e as brigas que ela comprava que eu me engajei. Eu sou feminista, e em parte a culpa dela!

Carol Patrocinio

posando para o The Nu Project

Por isso escolhi a Carol para inspirar vocês nesse Dia Internacional da Mulher, porque ela já me inspirou muito também!

Eu poderia ter escolhido alguém ultra-famoso, ou qualquer uma das mulheres que estão aí, na mídia, todos os dias. Mas quando eu penso em mulher que inspira, não penso em estrelas, penso em mulheres que no dia a dia travam e vencem batalhas, por elas mesmas e por todos aqueles que elas amam.

Eu queria que a Carol deixasse algo aqui para vocês sentirem um pouco de como é acompanhar uma mulher com ideais tão sólidos e bem construídos, então fiz algumas perguntas, confiram:

Para você, qual é a importância das manifestações feitas em redes sociais sobre os direitos da mulher? Vale a pena se manifestar no Facebook, Twitter, etc?

Carol: Vale a pena sim! Cada pessoa atingida e transformada pelo que a gente fala já vale o esforço. A verdade é que as pessoas seguem o que ouvem sem pensar muito e quando você dá argumentos, números e fala com certeza de um assunto elas passam a te ouvir e dão uma chance para esse novo ponto de vista.

Qual foi o momento da sua vida que fez com que você se assumisse feminista?
Carol: Foi um processo, mas foi muito mais a vontade de tirar a carga negativa que a palavra tinha pra mim – olha que coisa maluca. Eu sempre fui assim, briguenta, sem aceitar diferenças e muito menos injustiças, então era uma coisa normal. Fui criada acreditando que o feminismo era o contrário de machismo e a hora que descobri, na prática, que não tinha nada disso, que era uma luta por igualdade, me vi ali.
Muito disso tem a ver com meu marido, que é bastante interessado na militância negra, trabalhou no MST e me ajudou a ver o mundo com olhos ainda mais sensíveis.
 
Que conselho você daria para nossos leitores com relação ao futuro da mulher, e sobre como podemos melhorar essa perspectiva?
Carol: O conselho é escolher bem as lutas e nunca desistir. Cansa, a gente acha que não tá adiantando nada, que as coisas não vão mudar mas nem imagina o bem que está fazendo por cada pessoa que se inspira na nossa força. Fazer SEMPRE o melhor, o que a gente acredita e não aceitar menos do que merece é uma obrigação. 🙂
Um dia depois que convidei a Cá para ser a nossa inspiração feminina aqui no O Cabide, acabamos por coincidência, trabalhando juntas para criar o projeto do “Seria um lindo dia se“, que eu considero a cereja no bolo da visita dela ao site!
Obrigada Cá!
*imagens: reprodução
Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.