Antes da Gisele

Há pouco tempo compartilhei em nossa página no Facebook um vídeo em que Betty Lago desfile para Thierry Mugler (de quem ela já foi musa). Para minha surpresa ela mesmo curtiu e comentou a publicação.

Em um tempo em que não haviam über models, Betty conquistou a simpatia de nomes como Gaultier, Saint Laurent e Valentino.

A ex-modelo e atriz lutava contra o câncer desde 2012, além da presença marcante os amigos e família afirmam que Betty tinha uma personalidade extraordinária. Foram 15 anos como modelo e 20 anos  como atriz, sua carreira começou em 1970 após ser descoberta pelo fotógrafo Evandro Teixeira. Sua primeira aparição na TV foi como a Natália da novela Anos Rebeldes, em 1992.

Apresentou por 5 anos o GNT Fashion, um dos seus projetos mais atuais era o canal Calma Betty!, no YouTube, com vídeos que contavam com a direção de seu filho Bernardo Lago.

Recentemente esteve no reality Desafio da Beleza ao lado de Mariana Weickert, também no GNT.

Eu sei que muitos dos nossos leitores não tem idade para conhecer o trabalho de Betty, então eu achei que seria bacana fazer uma galeria com imagens que comprovam a musa que Betty era!

O desfile completo de Thierry Mugler 95 – fall/winter (é longo, mas é MARAVILHOSO!):

 

*imagens e vídeo: reprodução

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

RIP Oscar de la Renta

Faleceu hoje, aos 82 anos, o estilista dominicano Oscar de la Renta, ele batalhava contra o câncer desde 2006. Vestindo as primeiras damas Jackie Kennedy e Michelle Obama, ou atrizes como Sarah Jessica Parker, o designer era cultuado entre os fashionistas, não pelo vanguardismo, mas pelo luxo que suas peças traziam.

Sarah Jessica ParkerSarah Jessica Parker, Met Gala, 2014

Trabalhou com os principais nomes da moda europeia no início de sua carreira, De la Renta faz parte da velha guarda fashion.

Nascido em Santa Domingo, no ano de 1932, de uma família rica, De la Renta foi um imigrante com o nome ligado a alta classe americana. O mais novo de sete irmãos ele chegou aos EUA vindo de Madri e Paris, onde ele havia trabalhado com Cristóbal Balenciaga, Lanvin e Balmain.

O dinheiro que seu pai havia mandado enquanto ele estava na Espanha ele gastou com roupas, com o intuito de se manter impecavelmente elegante usando costumes de três peças e colarinhos engomados para receber seus amigos em suas variadas casas de férias, hábitos ele que manteve até hoje.

Oscar de la Renta

junho/1985

O trabalho dele se tornou relevante para uma audiência maior graças à personagem Carrie Bradshaw em Sex and the City. O momento em que seu amante russo a presenteia com um vestido de coquetel Oscar de la Renta, cor de rosa com saia armada que ela acaba usando para comer no McDonald’s, se torna um momento sartorial e cult para a história da TV.

Carrie Bradshaw

Carrie Bradshaw

De la Renta também fez parte da cultura pop graças ao filme O Diabo veste Prada em que a personagem Miranda Priestly faz um discurso para a sua assistente sobre a cadeia da moda que ia do suéter azul da Gap que ela usava até os vestidos cerúleos que o estilista desfilou em 2002 (que na verdade está errado, já que a coleção do estilista para a primavera/2002 não tinha nenhuma peça azul cerúleo).

A marca do estilista seguirá com direção criativa de Peter Copping, anunciado no início deste mês, sua primeira coleção será desfilada em fevereiro.

*imagens: reprodução


Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

L’wren Scott

Ontem o mundo da moda ficou em choque com a notícia da morte da estilista e ex-modelo L’Wren Scott, que tinha apenas 49 anos e foi encontrada em seu apartamento, em Manhattan, por sua assistente. Aparentemente L’Wren foi encontrada enforcada, no que só pode ser descrevido como um suicídio.

Scott era uma renomada estilista de moda feminina e criou looks para muitas estrelas em Hollywood, ela também prestou consultoria para filmes de grande porte. O desfile mais recente para coleção que levava seu nome estava agendado para acontecer durante a última semana de moda de Londres, mas foi cancelado abruptamente dado a atrasos de produção. Além disso, também é sabido que a empresa de L’Wren, LS Fashion, teve um prejuízo de 3.5 milhões de libras em 2012, e mais de 2.5 milhões de libras no ano anterior. Os documentos que provam as dívidas também mostram que empresa devia outros vários milhões para credores e que ela havia colocado seu irmão, um bem sucedido executivo americano, como co-diretor de seus negócios desde o ano passado.

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Mas, mais do que especular sobre os motivos que tenham levado L’Wren a tirar sua própria vida, acredito que devamos relembrar sua trajetória e falar um pouco sobre seu trabalho:

L’Wren nasceu Luann Bambrough, em Utah, onde foi criada pelos pais adotivos, que eram mórmons. Ela cresceu para ser uma mulher bem alta e com 17 anos foi descoberta pelo fotógrafo Bruce Weber que a escolheu para um anúncio da Calvin Klein. Em seguida foi para Paris, mudou seu nome e desfilou para Chanel.

Em 1994, cansada de ser objetificada pela carreira de modelo, e por ser alta demais para a passarela, se mudou para Califórnia e começou a trabalhar como stylist, junto com o aclamado fotógrafo Herb Ritts realizou trabalhos para revistas como a Vanity Fair. Ela conheceu Mick Jagger, seu namorado de longa data – até os dias de hoje, durante um trabalho com Ritts.

Scott também trabalhou no figurino dos filmes De olhos de bem fechados (1999), de Stanley Kubrick, Treze Homens e um segredo (2007), de Steven Soderbergh e do documentário sobre a trajetória dos Rolling Stones, Shine a light (2008), dirigido por Martin Scorcese.

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Sarah Jessica Parker veste L’Wren Scott

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Nicole Kidman veste L’Wren Scott

Foi em 2006, L’Wren Scott, que costurava desde menina, lançou sua primeira coleção, desde então já vestiu personalidades de todos os tipos, desde a primeira dama Michelle Obama, até a apresentadora Oprah Winfrey, além de trizes como Penélope Cruz e Angelina Jolie.

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Primavera/2014

Foi aplaudida pela indústria por seu design prático, pensado para mulheres de diferentes tipos e diferentes formas. Em entrevista, Scott revelou que a maneira como foi criada, influenciou o seu design, assim como suas próprias necessidades, afinal as roupas criadas por L’Wren vestia incrivelmente bem mulheres muito altas.

Anna Wintour disse algumas palavras em tributo a estilista: “L’Wren era totalmente perfeccionista, alguém que incorporava absolutamente com suas roupas maravilhosas representavam: força de caráter combinado a confiança e um estilo poderoso”.

Antes de fechar esse post li a declaração que Mick Jagger postou em sua página no Facebook sobre a perda de sua namorada de 13 anos, que perda trágica, não?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Stay hungry, stay foolish

Steve Jobs

Steve Jobs faleceu na noite de ontem (05/10), vítima de câncer, aos 56 anos.

Pouco tempo atrás foi notícia nas redes por ter se afastado da Apple, por conta da doença.

Transmutável, como não poderia deixar de ser, aquele conhecido como o gênio do design, Steve estampa notícias e recebe homenagem em TODOS os tipos de veículos de comunicação.

A lista de mensagens ocupa todo o Trending Topics, os links, vídeos, ilustrações, citações, tudo o que se refere a Jobs está pairando num ar denso daqueles que se dividem: para homenagear Steve bastaria ser um Apple maníaco? Ou Steve foi muito mais do que apenas um CEO de sucesso?

Muito mais do que um empreendedor por natureza, Jobs era um exemplo de como a minucia, a atenção aos menores detalhes de tudo o que se passa na vida de um individuo, e a certeza de que serão esses os elementos do sucesso.

Steve Jobs não foi bem sucedido no mundo da tecnologia apenas por criar utilitários, seu trabalho, não importa o quanto isso seja questionável, é notoriamente famoso por ser DIFERENTE.

Dono de um legado considerado como um marco na história do mundo, talvez seja o caso de repensarmos qual é o verdadeiro significado do papel de Steve para o mundo.

Sua história não é baseada em sacrifícios, fé, fixação ou persistência. A história de Steve Jobs é todinha baseada em amor.

Amar o que se faz, todos os dias, em todos os detalhes.

Não pretendo de forma alguma anular sua genialidade, menos ainda romantizar um dos maiores responsáveis pela evolução do capitalismo desde o século passado.

Tirem de suas bolsas, ou tateiem sobre a mesa de seus escritórios cada curva de seus Ipods, Iphones, Ipads e seus computadores, use a ponta do seu dedo para curtir o movimento das páginas, perceba o espaço que cada um desses itens ocupa em sua vida, física e psicologicamente.

Multipliquem essas sensações por 10, 100 ou 1000 vezes. Essa era a relevância de suas criações para Steve.

Já assistiram a algum vídeo dele? Palestra, discurso ou um simples lançamento da Apple?

Steve foi um grande, senão o maior, dos evangelizadores da nossa era. Seu discurso funcionava, seus produtos se tornavam objetos de desejo ali mesmo, enquanto ele falava.

Não por ele ser um gênio da comunicação, mestre da semiótica, abençoado por uma eloquência contemplativa, o discurso funcionava porque Steve falava com amor, ninguém foi mais apaixonado pelos produtos da Apple do que seu próprio criador.

Não possuo nenhum produto marcado pela maçãzinha. Não sou Apple-maníaca.

Li sua biografia, acompanhei seus passos, chorei com seus discursos e com sua história, contada inúmeras vezes por estranhos, não autorizados.

Sou Steve-maníaca, para mim, nenhum de seus belíssimos produtos é capaz, sozinho, de descrever seu legado. Na minha humildíssima opinião é preciso antes de tudo, conhecer sua história.

*imagem:reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.