BEDA | Os mais curtidos – Julho/2015

Faz algum tempo que eu ando procurando uma forma de trazer os croquis de vez qui para o blog. Eu adoro ver vocês interagindo e trocando likes nas nossas redes sociais, mas timeline são efêmeras, a vida útil dos croquis é muito curta e eu gostaria de fazer um registro mais atemporal dessa parceria que tenho com vocês que já dura anos!

Nós mudamos algumas coisas na organização do agendamento das postagens, nós vamos continuar postando todo e qualquer croqui que vocês nos enviarem, não há processo de seleção, as portas estão abertas para todas ilustrações, sejam de profissionais da moda ou não. Mas agora nós só recebemos croquis através do uso da hashtag #meucroquinoocabide no Instagram e através de mensagens inbox na nossa página no Facebook. Nós não aceitamos mais croquis enviados através de mensagem direta no Instagram ou através de email.

E agora todo mês teremos um post com os croquis mais curtidos em nossas redes sociais, assim o traballho de vocês passa a ganhar lugar fixo aqui no blog também!

Nós publicamos os croquis que recebemos no Instagram, no Tumblr e na nossa página no Facebook, a cada post escolheremos os mais curtidos de uma só dessas três redes, hoje mostrarei os mais curtidos dos mês de julho lá FB, ok?

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Envie seus croquis!

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Bases para croquis plus size

Há algumas semanas fiz um post super bacana sobre uma ilustradora de moda que era focada na apresentação real do corpo de mulheres gordas. O post ainda tem sido bem acessado e foi bem recebido nas redes sociais, o que é muito legal. Eu fico muito feliz cada vez que apresento esse tipo de conteúdo para vocês e a resposta é tão positiva. Sabe o que seria mais legal? Se vocês realmente começassem a levar para vida e trabalho de vocês o que vocês tem visto por aqui.

Nós recebemos e postamos croquis de vocês há anos, não consigo nem contabilizar quantas ilustrações enviadas por vocês já passaram por nossas redes sociais e até onde eu me lembro apenas 2 ou 3 eram ilustrações plus size.

Eu não sei que impede vocês de de ilustrar padrões de beleza diferentes do que temos visto até hoje, mas pensei que talvez possa ser a falta de informação, afinal não se ensina a desenhar moda plus size nos cursos e faculdades de moda. Por isso dei uma pesquisada e procurei bases para croquis plus sizes com a esperança de que isso inspirasse vocês!

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Eu poderia ter colocado essas imagens em uma galeria mas achei que dessa forma facilitaria a navegação em qualquer computador ou celular, assim como em qualquer navegador.

Ou seja, não tem desculpas, né?

Se fizer um croqui plus size nos envie para publicarmos em nossas redes!

Sempre postamos referências de ilustrações plus size em nosso Pinterest, nos siga por lá!

 

*imagens: reprodução

 

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Expo+Palestra | 30/06/2015: Arquivo Urbano – 100 anos de fotografia e moda no Brasil

O Senac Lapa Faustolo apresenta um bate-papo e uma exposição, dentro do projeto Expo+Palestra, sobre o livro Arquivo Urbano – 100 anos de Fotografia e Moda no Brasil, de Jussara Romão, lançado pela editora Luste Editores.

Na palestra, realizada em 30 de junho, Jussara falará sobre sua experiência na área e fará uma análise entre a relação dos acontecimentos históricos, econômicos e artísticos e a criação de moda, como objeto de desejo aos consumidores e também estudo sobre o boom e as influências do streetstyle como ponto de partida para o projeto arquivo urbano. A palestra contará também com os convidados Guilherme Rex (da agência REX) e Mario Mendes (jornalista da Veja.com).

A exposição, que ficará aberta à visitação de 30 de junho a 24 de julho, será comporta por 120 fotografias que representam um panorama dos hábitos e costumes dos brasileiros nos últimos 100 anos, com ênfase na moda feminina cotidiana.

Esse material – que integra o livro de Jussara – é fruto de um amplo período de pesquisa iconográfica e resgate de fotografias, oriundas de álbuns de família, instituições, museus e acervos particulares, que traçam uma análise social e histórica da sociedade brasileira. Além de fotógrafos anônimos, que registraram o dia a dia de suas famílias, a pesquisa inclui imagens de nomes como Augusto Malta, Jean Manzon e Marcio Scavone.

Serviço:

30/06/2015
Senac Lapa Faustolo
Rua Fáustolo, 1347 – Lapa, São Paulo – SP, 05041-001
(11) 2185-9800

*imagem: reprodução
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Lycra Future Designers

Falta pouco para o último dia de inscrição para o concurso Lycra Future Designers promovido pela INVISTA em parceria com WGSN Global Fashion Awards com foco em estudantes de moda e recém formados da área.

O concurso tem como objetivo encontrar a mais nova estrela da indústria da moda, o vencedor receberá como prêmio a oportunidade de trabalhar com mentores e especialistas da Invista, dona da marca Lycra®. Além disso, receberá um prêmio de $20.000 dólares.

Lycra Future Designers

Tanto a INVISTA quanto a Lycra® buscam não só por um designer que traga novas ideias e criatividade para o mercado, como também alguém que tenha um forte senso de marca e um conhecimento claro sobre o seu público, além de ser alguém com planos estabelecidos para o seu futuro.

Lembrando que:

  • Você precisa ser um estudante de moda (ou ter se formado em no máximo 12 meses a partir de junho de 2013);
  • Você vai ter que incluir croquis (ou qualquer tipo de imagem que sirva como material de apoio do seu trabalho) – no mínimo 4, no máximo 6 – que representem looks que possam ser produzidos com materiais da Lycra®. Pelo menos 3 desses looks devem ser das categorias: roupas íntimas, roupas de banho, roupas de esporte ou meia calça;
  • Junto com a sua inscrição deve ter uma descrição de 500 palavras explicando sua coleção, falando sobre o design, tecido, público-alvo, inspiração, varejo, preço final, etc.). Além de falar sobre a sua visão como designer e sobre os seus planos para o futuro, e qualquer informação que você considere relevante para o que o júri compreenda como você se encaixa no mundo da moda.

Essas informações são lá do site do WGSN, eu sei que isso tudo parece muita coisa, mas esse é um dos principais concursos de moda para estudantes no mundo todo.

E sim, as inscrições estão em inglês, afinal o concurso é global. Procura um amigo, usa o Google Translate, dá um jeitinho! O importante é participar.

As inscrições acabam dia 20/06, eu sei que já tá chegando, mas vocês mandam tantos croquis incríveis para O Cabide todos os dias, que tenho certeza que vocês vão ter material para inscrição! ?

Ressalto que a vencedora da edição 2013 pode até ter sido uma britânica (Lucy Gardner, formada pela Falmouth University) mas ela disputou lugar entre as quatro finalistas do concurso com uma brasileira (Hanna Lucatelli, graduada pelo Instituto Europeo di Design)!

INSCREVA-SE!!!

*imagem: reprodução

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Como eu escolhi a moda

Há um tempo atrás eu fiz um post sobre o fato de precisarmos ou não saber desenhar para fazer uma faculdade de moda, por causa desse post percebi que são muitas as dúvidas que cercam as mentes dos nossos cabideiros na hora de decidir definitivamente que a moda será sua escolha pelos próximos 2 ou 4 anos.

Então vou contar minha história, achei que talvez falando um pouco sobre como eu escolhi a moda os paradigmas que assombram vocês se desfizessem e vocês percebessem que essa escolha é mais fácil de tomar do que vocês imaginam.

Quando eu saí do colégio disse para os meus pais que não ia fazer faculdade, eu não sentia que tinha estrutura ou grana para estudar qualquer coisa. Minha mãe podia ter surtado, mas ela é esperta e deixou que eu seguisse meu caminho e foi o que eu fiz.

Escola Panamericana de Arte e Design

No semestre seguinte a minha formatura do colégio fiz um curso de web design e consegui um estágio, eu tinha 17 anos. Eu gostava do que eu fazia, mas eu achava que era pouco para mim, minha sede por coisas novas e minha ambição financeira me empurravam em outra direção. Entrei naEscola Panamericana de Arte e Design, comecei o Básico de Arte e Design sem saber qual seria meu rumo no ano seguinte, até eu visitar a agência do meu primo, que terceirava jobs para o segmento publicitário. Eu não sei dizer se eu me identifiquei, mas eu tive certeza naquele momento de que se eu fosse ter uma carreira, seria uma como a do meu primo. No semestre seguinte estava na Universidade Metodista de São Paulo estudando Publicidade e Propaganda.

Metodista

Eu amei estudar lá, eu tinha sido muito fechada minha vida toda, eu continuo sendo muito fechada para falar a verdade, mas não na Metô. Lá eu tive as amizades e as paixões mais intensas, todo dia era dia de festa, eu era magra, jovem e popular, uma combinação bombástica. Não me leve a mal, eu gostava do curso, eu até era boa aluna, mas eu sempre soube que eu podia ser muito melhor, principalmente se tivesse menos cerveja e bagunça envolvidos na história. No final do segundo semestre comecei a procurar estágios, eu precisava de grana e precisava saber se estava no caminho profissional certo. Mas nada acontecia, eu comecei a me sentir acuada e comecei a analisar a minha relação com o curso, com a profissão e até com o estilo de vida que eu levava por causa da faculdade e com o coração apertado, na metade do quarto semestre, eu decidi trancar.

Naquele momento eu sentia que a minha escolha era puramente baseada no sucesso de outras pessoas e que eu precisava encontrar algo que eu amasse para estudar e construir uma carreira na qual minha dedicação viesse espontaneamente.

Fiquei 3 meses em casa, com todo o apoio da minha mãe para escolher com calma meu próximo passo. Eu tinha muito tempo livre e decidi reformar meu quarto, sozinha. Comprei peças de MDF, tinta e tudo mais que eu precisasse para fazer meus próprios móveis e reformar alguns que eu já tinha. Foi uma loucura, algumas coisas deram certo, outras nem tanto, mas eu amei pôr a mão na massa e foi por causa disso que decidi estudar design de interiores.

Dava tempo de eu prestar vestibular e entrar em uma faculdade no próximo semestre, mas antes disso fomos conversar com a gerente do banco, já que eu ainda tinha dívidas com a faculdade anterior. Lá ela me disse que eu deveria tentar o FIES, e que seria mais fácil eu conseguir o financiamento em uma faculdade pequena, como a Belas Artes (ela mencionou outras faculdades na época, mas eu não lembro quais, fiquei super feliz quando ela mencionou a B.A. já que eu sonhava em estudar lá desde que tinha estudado na Escola Panamericana). Para mim estudar lá era providencial, já que o carinha que eu namorava na época também estudava lá, com a facilidade do financiamento e com o fato de ser um lugar que eu sempre quis estudar nada mais me restava a não ser fazer a inscrição para o vestibular.

Belas Artes

E foi na hora de fazer a inscrição que tudo mudou. Quando você preenche a inscrição para qualquer vestibular você tem que dar uma segunda opção de curso, certo? Quando eu olhei para o formulário eu fiquei pensando: “Eu vou estudar em um lugar que eu nunca achei que poderia estudar, com facilidade para pagar, será que eu deveria fazer algo tão inusitado como Design de interiores ou, eu deveria atender a algo que já existe dentro de mim e estudar alguma coisa que eu sempre achei que também não daria para estudar, como Moda, por exemplo?”.

Veja, assim como estudar na Belas Artes sempre foi algo que eu achei que seria fora do meu alcance, por ser longe e por ser tão caro, eu achava que estudar moda seria inviável, pelos mesmo motivos.

Mas se eu ia ultrapassar essas barreiras, por que não aproveitar essa oportunidade para fazer algo que eu provavelmente quis fazer por mais tempo na minha vida do que qualquer outra coisa?

Fiz o vestibular, passei e comecei em agosto de 2005. Foi fácil? Não, a faculdade te desafia constantemente, durante todos os semestres até vocês se formar.

Meu FIES só saiu no final do segundo semestre, eu estava cheia de dívidas, o material das aulas no primeiro semestre não foram baratos e sempre tinha trabalho para entregar. Eu não vivia em festa, cerveja só aos finais de semana, meu relacionamento enfraqueceu com o convívio e eu não fiz muitas amizades.

No terceiro semestre já estava estagiando, mesmo com toda a correria, com as longas madrugadas, com os salários ruins, eu sempre amei o curso e sempre amei os meus trabalhos (mesmo os piores deles). Estudar moda foi uma experiência incrível na minha vida, se eu tivesse que fazer, com certeza faria tudo de novo! Se tivesse tempo e dinheiro faria mais uma faculdade relacionada ao segmento, isso faz parte dos meus planos e é um desejo que assim que puder vou realizar.

Fiz uma pós, também na Belas Artes, que não terminei pois não estava satisfeita com a grade, mas agora que ela foi reformulada está incrível e sempre me vejo querendo terminá-la, pois mesmo quando estava insatisfeita tive uma experiência super bacana com professores muito legais que agregaram, e continuam agregando, na profissional que sou hoje.

Se você ama moda e é isso que você pretende estudar, o conselho que tenho para te dar é ir em frente, o mercado sempre precisa de profissionais qualificados em todo o país e você com certeza encontrará seu espaço para brilhar.

Saiba quais são as principais faculdades de moda do estado de São Paulo.

Bem no comecinho do O Cabide nós entrevistamos a Gladys, estilista que participou do Fashion Mob, e nos falou sobre o começo de sua carreira na moda.

Se você é um jovem estilista e gostaria de divulgar os seus croquis, saiba que O Cabide tem um espaço reservado para vocês!

Nós temos um grupo dedicado os leitores do O Cabide especialmente para que vocês divulguem seus trabalhos, projetos e links.

*imagens: reprodução
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