Lena Dunham na Interview

Lena Dunham, diretora/redatora/atriz e adoravelmente sincera, na capa e no recheio da revista Interview.

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Confiram mais detalhes da entrevista, feita pela também admirável Miranda July, clique AQUI.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Assistiu?

Ontem tinha duas divas absolutas na TV.

Na TV brasileira Marília Gabriela sambava com salto 15 na cara de Silas Malafaia, e foi bonito de se ver!

Gabi x Silas Malafaia

Mas a briga contra o fundamentalismo desse homem infelizmente está longe de acabar.

Quem mais divou, linda, absoluta e de arrepiar foi a rainha Beyoncé no show do Haltime da NFL!

Beyoncé Halftime

A contagem regressiva acabou, ela entrou no palco e…. CATAPLOFT!

Tombou com a cara de todo mundo!

Que apresentação, que show, que cantora, que mulherão!

Beyoncé Halftime
Tô cas perna pra cima até agora, pena que eu tenho um metro e meio a menos de perna…

E quando você acha que a apresentação não tinha como se superar… CATAPLOFT de novo!

As Destiny’s Child entram no palco!

Beyoncé Halftime

Quase tive um treco!

Bom assistam vocês mesmos para tirarem suas próprias conclusões, ou, quem já assistiu, assistam de novo, vale a pena!

ARRASOU!

Beyoncé Halftime

*imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Minina di Minas

A Minina de Minas funciona sob o comando da designer Graciella Starling e todas as peças da loja são criadas por ela.

Os produtos tem como foco complementar seu look, chapéus, casquetes, arranjos e acessórios para cabeça são o carro chefe da loja, que também oferece bolsas, colares, brincos e outros mimos exclusivos.

Conheci o trabalho da Graciella no desfile que aconteceu em março lá na Voga e me apaixonei, sou fascinada por acessórios para cabelos e cabeça, inevitavelmente adicionei a marca no facebook e comecei a acompanhar mais de perto o sucesso da marca que todos os dias enfeita a cabeça das mais diversas celebridades.

Com atenção voltada agora para a coleção de inverno, acabei não resistindo e pedi uma entrevista! Estava super curiosa para conhecer o processo de desenvolvimento dos produtos e o talento que estava por trás de tanta lindeza.

Minina di Minas

Fofa e simpática, Graciella respondeu à perguntas exclusivas para nós cabideiros, confiram:

Nicole Durte: Como começou a Minina di Minas?
Graciella Starling: Começou a 6 anos. Sempre fui uma apaixonada por cultura, arte, tradições. A cultura mineira é muito forte. O lance do resgate das raízes sempre esteve muito presente na minha vida e hoje nas minhas peças. Quando montei a Minina di minas (tudo com i” justamente porque é como mineiro fala) já morava em Sampa a 5 anos, e sentia falta de resgatar essa cultura tão rica e que pouca gente conhecia aplicada na moda. Hoje a moda mineira tem ganhado mais visibilidade. A criação sempre esteve comigo, sempre fui uma minina inventiva. Mamãe é artista plástica. Eu sempre amei a arte, cresci com ela. E ao mesmo tempo “o vestir” sempre foi uma grande brincadeira pra mim. As misturas do novo e retrô sempre me encantaram. Com a moda pude unir minhas grandes paixões. Historia(cultura) + Arte + estilo.

ND: Qual é a vibe do seu design? (sensação, estilo, inspirações)
GS: Minhas peças tem muito influência mineira, claro, as vezes na técnica, no material ou até mesmo na forma. O barroco sempre me inspirou, mas o mundo é muito mais que as montanhas mineiras. Gosto mesmo é da diversidade cultural. Culturas, hábitos de vida me inspiram. Com a arte é possível misturar hábitos e tradições tão diferentes. Isso me encanta.Com o acessório e as cabeças posso extrapolar para um universo a parte do “Não tecido”. Isso faz com que a criação seja ainda mais rica. Materiais naturais e recicláveis estão sempre de alguma forma inseridos no meu contexto criativo. Fibras naturais, cascas, folhas e principalmente o manual (com o crochê , tricot, macramê) adoro as técnicas manuais.

Minina di Minas

ND: O que inspira sua criatividade?
GS: Amo a estrada.. amo viajar. O movimento, movimenta minha mente. Acho que por isso gosto tanto de formas. Também as formas arrendondadas estão sempre presentes na minha criação.Meu ateliê é em Minas Gerais, vou pra lá de 15 em 15 dias. Isso já me ajuda no processo criativo
ND: Enfrentou algum tipo de dificuldade para a marca ser reconhecida no mercado?
GS: Sou conhecida?? Nem sabia disso… rs Acho que não, a Minina di minas tá começando ainda, o mais legal são as pessoas que gostam das peças. Identificam-se com a criação e assim vai… O boca a boca que leva a marca. Respaldo de clientes é incrível, elas contam historias sobre as peças, como as pessoas reagem ao ver elas vestidas. Isso daria um livro futuramente. Tenho bons personagens pra ele. 😉
O mercado no Brasil é muito dificil, costumo dizer que é o lugar mais difícil de vender ESTILO e o mais fácil de vender MODA. As pessoas aqui no Brasil são muito preocupadas com o que vão pensar delas. Isso é muito ruim para se criar ou comercializar algo diferenciado, as pessoas preferem a segurança do que está na novela. Mudar hábitos culturais é muito difícil num mercado tão engessado. E vender cabeças onde as pessoas nem sabem o que é um arranjo não é uma tarefa fácil… Cultura só se vende onde se tem cultura. Mas tenho muita esperança no meu Brasil, amo minha terra e cá estou… Dizem que brasileiro não desiste nunca, Minina Di Minas taí pra confirmar!!!!

Minina di Minas

ND: Na sua carreira, até agora, qual foi o momento mais marcante?

GS: Minha loja foi uma grande realização, um momento de superação tanto profissional, pois 6 meses antes sofri uma perda financeira muito grande, quanto pessoal, que tive que abrir mão da minha vida de cigana (cada vez em um lugar). E também porque quando olho pra trás vejo que qualquer sonho é possível. Comecei a Minina di minas com 500 reais, uma poupancinha de infância. Isso é ou não é um SONHO??? É muito amor e dedicação.
ND: Tem algum conselho para estudantes ou designers aspirantes que pretendem mostrar seus trabalhos e novas marcas?

GS: AMAR, acreditar e ter FÉ… Acreditem no que estão fazendo, não deixem se levar pelo oportunismo, busquem a oportunidade. A moda é mercado e mercado se conquista com diferencial. Seja vendendo roupa ou pneu de caminhão.!!!

ND: Existe algum acessório de cabeça que você considere icônico, tanto no passado quanto no presente da história da moda?
GS: Chapéus, coroas e acessórios de cabeça sempre foram icônicos. Temos muitos personagens que se vestiam com acessórios na cabeça. Todos eles são facilmente lembrados, Carmem Miranda, Cleópatra, Chaplin, entre outros. Tudo que iconifica esses personagens está na cabeça. A cabeça tá no topo da fisiologia humana. Para sustentar qualquer coisa no topo tem que ter personalidade e atitude, não dá pra achar que vai colocar um chapéu e passar despercebido né????
ND:Quais são seus planos para o futuro da marca?

GS: Considero a Minina di minas um bebê ainda. Tenho muitos projetos em vista e muitos já sendo realizados. Parcerias com marcas como a Fruit de La passion que já está em andamento e o lançamento de mais uma loja em breve, além disso um projeto incrível de vendas on line.
Estou indo para Londres mês que vem, fazer um curso de chapelaria de alta costura e arranjos. Hoje no Brasil não temos nenhum designer da nova geração especialista em cabeças e nem uma marca original do Brasil nesse ramo. Esse será um grande diferencial para a marca Minina di minas e para mim, Graciella, me dedicar ao que eu mais amo,  fazer “cabeças”!!! Isso desde chapéus a arranjos pra noivas. Brinco que fazer cabeças é mudar cabeças (mentes)!!!

Acompanhem a novidades da marca no site: http://www.mininadiminas.com.br/

No Twitter: @mininadiminas

No Facebook:  www.facebook.com/mininadiminas

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Callicore

O Cabide teve o imenso prazer de entrevistar a queridíssima Andrêssa Faiad, uma das pioneiras da moda sustentável no país. Andrêssa  é brasiliense, vive há quatro anos em São Paulo e é estilista e figurinista, trabalha com moda há 14 ano em diversos segmentos.

Curiosa e insistente, a artista é autodidata, mas não abriu mão de uma formação concreta, é  formada pela Universidade Católica de Brasília em Comunicação Social, Publicidade e Propaganda, e acabou se desenvolvendo na fotografia e na direção de arte.
Charme e, criatividade são características de suas peças que por serem trabalhadas artesanalmente se tornam exclusivas e peculiares com muito estilo.

Andrêssa tem grande preocupação em difundir a cultura da moda sustentável e seu trabalho vem sendo reconhecido em vários lugares do Brasil. Os figurinos de Andrêssa já vestiram apresentadoras, cantoras e celebridades nacionais e internacionais.

A marca registrada de Andrêssa é a arte, suas peças oferecem a sensação de leveza e suavidade no corpo em sintonia com a natureza. Estar bem vestida é ter estilo com consciência.

Callicore

Saiba mais sobre essa designer mais do que multifuncional, com exclusividade, aqui no O cabide:

O Cabide: Fale um pouco sobre sua trajetória no mundo da moda.

Andrêssa Faiad: Eu trabalho com moda há 14 anos, desses, oito foram dedicados a sustentabilidade. Comecei muito cedo na moda e desde muito pequena já criava, costurava e inventava. Vivia em Brasília e trabalhar com moda na capital do Brasil era bem desafiador, pois lá não há indústrias como em São Paulo e produzir era caro.

Eu sempre gostei de moda, desde muito pequena já queria ser estilista e me dedicava a isso. Só que ao mesmo tempo sempre fui apegada a reciclar e renovar coisas, criar e inovar idéias, sempre pensando em dar utilidade às coisas que não eram mais usadas e há uma força maior em mim que sempre me conecta com a natureza e me faz pensar criativamente em coisas possíveis de se fazer com o que é natural ou com o que sobra, sejam retalhos ou matéria prima reciclável. Em mim há uma inquietação com a sociedade, um desejo contínuo de mudanças, que é bem característico da moda.

Além de tudo tive uma coleção de livros de artesanato que me trouxe muitos conhecimentos de moda e me mostravam passo a passo como fazer novas coisas, assim, eu sempre ocupava meu tempo aprendendo técnicas e fazeres manuais com pessoas de mais sabedoria, comunidades, e o mundo criativo que me fascinava de diversas formas, sou artesã e mundo das artes nos fomenta criatividade com a moda.

OC: Você é ligada a sustentabilidade há muitos anos, qual foi o primeiro passo que deu em relação à moda sustentável e por que acha que ele deu certo?

AF: Segui diversos caminhos com a moda, trabalhei em lojas de tecido até ateliês, sempre criei uma moda alta costura, exclusiva, com cara de arte, e tudo que me trouxesse informação, conteúdo ou experiências trabalhando com moda faziam parte da minha busca, mas, eu queria algo novo, algo do bem, diferenciado e que viesse de encontro com minha visão natural, antropológica e social. Essa era uma busca pelo belo, mas, tinha que algo que renovasse o que era velho e que fizesse das pessoas mais criativas. Fiz cursos técnicos e cursos livres de Moda e me formei em comunicação social, passei neste período quatro anos estudando continuamente o mercado de Moda, a Indústria, Moda e a sociedade, moda e cinema, moda e publicidade, moda em comunidades, e fui analisando quais eram as problemáticas, a partir disso comecei minha atividade de campo com oficinas, criei as Oficinas de Moda Sustentável. Isso começou a acontecer em 2002, registrei este projeto em 2004,.

Além de essa pesquisa ter sido a base do meu TCC em 2005, me impulsionou a ir às instituições, festivais, comunidades e cidades, através de ONGs e secretarias de cultura. Recebia pessoas no meu ateliê e ensinava e compartilhava nossos conhecimentos mútuos, valorizando cada ser e sua representação ali no grupo com o papel de reciclar roupas, era um momento onde nos reciclavamos intimamente e levantamos muitas questões que nos remetem e uma mudança social e com o planeta.

Buscamos uma consciência no uso desses recursos e aplicar ao máximo os conceitos de reaproveitamento e produção limpa, já que sabemos o custo dos materiais e recursos naturais. Quando vou a comunidades que só possuem recursos naturais e o mínimo de recursos têxteis e industriais, é um grande desafio, pois trazemos a elas algo novo e o lixo têxtil da indústria aqui em São Paulo é ouro para as mãos do artesão, mas a natureza é muito rica em recurso quando respeitada.

Ou seja, para criatividade não há limites, e o maior sucesso do meu trabalho acontece quando a explosão criativa do grupo unido com o desejo de mudança e criação se unem para comunicar através da moda, assim,  multiplicamos essa força.

Sou feliz em ser uma formiga trabalhando em busca da difusão da sustentabilidade, mesmo que pouco a pouco, vou caminhando. Mas ainda me chateio com a ganância das empresas e pessoas que menosprezam ou usam desse conceito verde para vender mais e muitas vezes desconsideram que a sustentabilidade é um Tripé: Ser integral, Vida e Sociedade, estes são vários pontos que caminham juntos para que a sustentabilidade seja verídica e funcional denominando os muitos cuidados com pequenos detalhes que devemos ter na produção para que o ecologicamente correto seja um conceito que vai além da etiqueta.

OC: Quais são seus projetos atuais?

AF: Sou estilista e figurinista, dou aula em ONGs e instituições, no momento curso pós graduação em Direção de Criação e tenho objetivo de dar aulas em universidades e empresas. Tenho minha marca de Moda sustentável, a Callicore, e estou formando um Grupo de Moda Sustentável, onde poderei capacitar pessoas à trabalharem, atendendo demandas maiores que não dou conta sozinha. Estou em parcerias para criar e desenvolver em maiores quantidades de forma consciente e sustentável para atender o mercado, pois meu trabalho artístico e de moda é muito artesanal e cuidadoso.

Callicore

OC: Qual é a maior dificuldade para implementar a moda sustentável num mercado mais amplo e acessível, considerando que mesmo com toda a repercussão sobre o assunto ainda não é fácil encontrar peças produzidas ecologicamente em grandes lojas ou com preços mais acessíveis?

AF: A indústria de moda é uma cadeia, que se comunica e entrelaça. Para ampliar a produção do algodão orgânico, e tecidos refibrilados ou tecelagens naturais é necessário grandes investimentos em nanotecnologia e é preciso conseguir diminuir o custo dessa produção, que é mais cara e necessita cuidados maiores.  Na produção os cuidados com sobras dos cortes, papéis, caixas e sacos, rolos e tudo que vemos espalhados nas ruas em frente as confecções inconscientes. O lixo é o maior problema,  mas, os grandes magazines pensam em quantidades e quantidade gera lixo e impacto. O ideal seria a gestão desses recursos em uma linha industrial sustentável, mas um algodão que passa por um processo fortemente químico para ficar branco ou jeans por lavagens extremamente prejudiciais a saúde, gera lucro, e o pensamento das pessoas é o lucro e o que vale é o preço. Eu levo 10 minutos para criar algo sem pensar na sustentabilidade, e levo um dia ou mais para criar algo sustentável, pois tenho que pensar no todo, e muitas vezes algo inviabiliza aquela produção por alguma barreira que seria impactante. O custo de produção no Brasil é muito alto, a quantidade de fornecedores de materiais ecológicos ou sustentável e a capacidade de atender demandas em grandes lojas acabam se tornando um pouco mais difícil. O crescimento desse mercado foi tão rápido que acredito que em menos de três anos chegaremos num mercado mais preparado para atender grandes lojas, e em cinco anos sermos mais sustentáveis industrialmente, mas isso requer grandes mudanças.

OC: Se para ser eco-fashion é preciso consumir menos, como você acha que as consumidoras de moda podem se manter ligadas as tendências sem prejudicar o planeta?

AF: Eu faço um trabalho de personal stylist sustentável e nele eu busco trabalhar a consciência do consumo e realizar um trabalho no armário das pessoas, onde você trabalha o que você tem e o que pode transformar. O comportamento consumista é prejudicial, mas consumir é necessário na humanidade, então ser fashionista é algo que realiza o ego, a vaidade e a efemeridade. Ser eco é uma atitude maior que a moda, e ser eco-fashion requer consumir produtos e fazeres manuais, que nem sempre são produzidos por grandes grifes e  marcas que ecologicamente corretas. Além disso, ser eco-fashion depende do desejo e a necessidade de consumir algo que seja bom para você e para seu planeta.  A tendência maior do eco-fashion é ser autêntico, valorizar mais fazeres manuais e a economia da energia e recursos.

OC: O que você sugere como prática sustentável simples e que qualquer pessoa pode implementar no seu cotidiano fashion?

AF: Reciclar seu armário, ser consciente ao comprar, doar à instituições assistenciais o que não usa ou vender ou trocar em brechós, comprar em lojas ecologicamente corretas, e mudar intimamente seu comportamento de consumo.

Para entrar em contato com Andrêssa:

Site:
http://callicorestyle.wordpress.com/

11 8368 – 6583

11 2839 – 6311

61 8625 – 1680

oficinacallicore@gmail.com

andressafaiad@gmail.com

andressafaiad@hotmail.com

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Do Ponto Zero para o mundo!

No backstage da Casa de Criadores tive o prazer de conhecer Pedro Steinmann e ver todos os detalhes que o estilista participante do concurso Ponto Zero ia colocar na passarela.

Pedro é carismático, e mesmo com a loucura pré-desfile conseguiu dar atenção para todos, inclusive para mim. Temos um carinho especial por seu trabalho, pois o Pedro se formou na mesma faculdade que eu, e é sempre bom ver colegas trilhando bons passos e adentrado com sucesso no mundo da moda.

Pedro Steinmann

O papo por lá foi bom, mas foi curto, uma porção de gente, repórteres e fotógrafos cercavam Pedro, curiosos com seu trabalho e com as expectativas do desfile.

Pude conversar com ele por lá, mas sou muito curiosa e queria conhecer mais o Pedro, que é um querido, mega simpático e que acabou terminando essa entrevista de maneira bem mais completa para vocês via email!

Nicole Duarte: Me conte mais sobre você?

Pedro Steinmann: Sou formado em Design de Moda pela Belas Artes e sempre tive um interesse especial pela moda masculina. Estou sempre pesquisando novas tendências, modelagens, padrões e novidades. Quando entrei para a faculdade, meu interesse foi aumentando e hoje minhas criações estão cheias de novas ideais, fruto dessa pesquisa intensa que tenho realizado sobre o universo da moda masculina, ainda relativamente pouco explorado no Brasil.

ND: E como foi que você escolheu a moda como profissão?

PS: Na minha infância sempre gostei de pintar, desenhar, criar desenhos e, por isso, até fiz aula de pintura por algum tempo. Sou apaixonado pelo trabalho de artistas plásticos, pintores, especialistas em pintura, já que todo esse universo de cores e formas serve como grande inspiração para minhas criações.
Quando era jovem sempre rabiscava muito nos cadernos. Desenhava tudo e nessa época comecei a fazer alguns desenhos de moda, escondido, o que me levou a começar buscar e pesquisar em revistas e internet diversas coisas relacionadas à moda (referências, estilistas, tendências, etc.)
As primeiras peças que eu fiz foram para as minhas tias, que me pediam ajuda para comprarem roupas e orientação sobre as peças que ficavam melhores. Até que comecei a ajudar na compra de tecidos e criar modelos para elas. Eu sempre pensava muito nessas roupas e isso faz parte da minha memória! Daí foi um pulo para eu descobrir que gostava muito de arte e finalmente entender minha paixão por moda. Hoje em dia não consigo me ver fazendo outra coisa.

ND: Como foi sua formação?

PS: Me formei em dezembro de 2009. Durante o período da faculdade fiz cursos livres de desenho, criatividade, visual merchandising & vitrine e marketing para conhecer cada vez mais a moda e os negócios da moda. Sei que ainda tenho um longo caminho pela frente, e por isso estou sempre em busca de novos conhecimentos, novidades do mercado, etc. Quase não paro em casa!

ND: E a sua coleção, me fala sobre o que você mostrou na passarela da Casa de Criadores.

PS: A coleção é inspirada no artista plástico Rubem Valentim, caracterizados por uma essência masculina. Além de vestir, tem um caráter de imaginação. Produtos que remetem as formas, cores e movimentos. Para a coleção outono-inverno 2010 os produtos desenvolvidos contam com os tecidos veludo alemão importado, veludo cotelê, tricoline e lã super 120 fios importado, entre outros, que valorizam os produtos, além de se adequarem melhor ao nosso clima.

Pedro Steinmann

Nas estampas, a cartela de cor se restringe ao preto, cinza, azul marinho, vermelho e branco. As peças, além de valorizadas pela modelagem clássica, também são valorizadas pelos detalhes com poucos aviamentos.

Pedro Steinmann

As cartelas de aviamentos são constituídas por botões de metais, fivelas entre outros. A utilização desses acabamentos valoriza as peças sofisticadas. As obras de Rubem Valentim, associadas às características sociais e culturais da década de 60, especialmente as mudanças estruturais da moda, serviram como referência para a criação da coleção outono / inverno 2011. Foram usadas as formas geométricas simples, as cores e os movimentos das obras do artista plástico Rubem Valentim, carregadas de luminosidade e significados não verbais, que inspiraram a criar o design de uma estampa discreta, e ao mesmo tempo marcante, utilizada nos forros e acessórios dos trajes masculinos.

Também a autenticidade do artista foi levada em conta, procurando imprimir nos trajes alguma de característica do homem brasileiro: a liberdade, a elegância e o bom gosto, características evidenciadas na década de 60. Da mesma forma que a Obra de Valentim, os anos 60 foram ricos em autenticidade. As pessoas, especialmente os jovens, mostravam-se autênticos na forma de se expressar, cantar, viver e se vestir. Usamos essa autenticidade para construir nossa coleção que é, sem dúvida, autêntica, refletindo uma moda casual, liberada e democrática, características próprias dos homens brasileiros. A coleção foi projetada para o homem refinado, que gosta de roupas, calçados e acessórios confortáveis e diferentes. Nesta coleção podem-se encontrar desde os modelos mais básicos até os mais sofisticados.

Pedro Steinmann

ND: E agora que o Ponto Zero já passou, quais são os seus planos?

PS: Participei do concurso Ponto Zero para ter novas experiências, fazer novos contatos, enfim, me aproximar mais do mercado e conhecer as dinâmicas de um desfile, dos negócios, etc. Ainda estou querendo abrir o meu negocio, mas agora pretendo trabalhar um tempo em uma marca de moda masculina para aumentar minha experiência e desenvolver novas idéias.

E assim, com novas ideias, inovando e quebrando barreiras novos estilistas abrem portas e janelas para o mundo através de suas criações. Parabéns ao Pedro pela coleção e pelo seu trabalho.

Eu e a equipe O Cabide desejamos sorte e muito sucesso!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.