Tudo o que você precisa saber sobre Balenciaga

A Balenciaga pode ser uma marca muito diferente agora se comparada ao seu primeiro desfile que aconteceu em 1937, mas isso não faz com que o trabalho do seu fundador, Crist?bal Balenciaga, seja menos importante.

Balenciaga era um verdadeiro inovador que perseguiu incansavelmente e o caminho da perfeição. Dior propôs o New Look em 1947 e Balenciaga o desafiou com túnicas e vestidos saco que evoluíram para os minis da década de 1960. Ele viu e eventualmente conduziu grandes mudanças na forma como as mulheres se vestiam. Mesmo assim ele resistiu a algumas mudanças, ele nunca cedeu ao prêt-à-porter, ele permaneceu sempre na alta costura.

O designer era notoriamente conhecido por manter sua privacidade e só deu duas entrevistas em sua carreira. Por um tempo acreditou-se que ele só havia falado com a imprensa uma única vez já que era famoso por rejeitar todo tipo de publicidade.

Linha do tempo:

  •  1895: Em 21 de janeiro nascia Cristóbal Balenciaga Eizaguirre em Getaria, Espanha.
  • 1908: Aos 13 anos Cristóbal teve a chance de trabalhar como costureiro da Marquesa da Casa Torres.
  • 1919: A primeira casa de alta costura de Balenciaga foi inaugurada em Sab Sebastian, Espanha.
  • FATO CURIOSO: A aristocracia espanhola estava entre os clientes regulares de Balenciaga.
  • 1920: Balenciaga abriu sua segunda casa em Madri.
  • 1937-1938: Balenciaga expande seus negócios para Paris e abre sua primeira casa na França, no final deste mesmo ano ele desfilou com sucesso a sua primeira coleção.
  • FATO CURIOSO: Balenciaga se mudou para Paris por causa da guerra civil espanhola.
  • 1947: Cristóbal Balenciaga criou o seu primeiro perfume, Le Dix.
  • 1951: A ‘Balenciaga Revolution’ toma lugar na moda com a criação de silhuetas mais amplas, pescoços mais abertos e ombros mais largos.
  • FATO CURIOSO: Cristóbal Balenciaga sempre assistia seus desfiles dos bastidores, por trás das cortinas e raramente ia receber aplausos na passarela.
  • 1955: Cristóbal cria o vestido túnica.
  • 1957: Balenciaga revela sua coleção para a imprensa antes da data de revelação para o varejo, o que acabou criando um climão com entre os outros estilistas. A intenção por trás disso era tentar evitar a pirataria e a cópia dos seus designs.
  • FATO CURIOSO: Dizia-se que Christian Dior era um dos que se aproveitavam das cópias dos designs de Balenciaga, usando os mesmos cortes e silhuetas. A mídia não conheceria esse boato até muito depois, já que Cristóbal fazia de tudo para evitar a imprensa.
  • 1960: Balenciaga desenhou um vestido para a Rainha Fabiola da Bélgica.
  • FATO CURIOSO: Não só a realeza vestia Balenciaga como existia um boato de que Jackie O. discutia sempre com o marido, o presidente John F. Kennedy, por comprar as peças caras da casa espanhola. JFK  se preocupava que o povo americano se incomodasse com a aparência das finanças do presidente e sua esposa.
  • 1968: Cristóbal Balenciaga se aposenta com 74 anos, fechando as casas de Paris, Madri e Barcelona.
  • FATO CURIOSO: A última aparição pública de Balenciaga foi no funeral de Coco Chanel. A estilista já havia afirmado que Cristoal era um dos poucos designer da época que sabia criar, cortar e montar um vestido sozinho.
  • 1972: Cristóbal Balenciaga faleceu e foi enterrado em sua região de origem na Espanha.

*fontes 1,2

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Minina di Minas

A Minina de Minas funciona sob o comando da designer Graciella Starling e todas as peças da loja são criadas por ela.

Os produtos tem como foco complementar seu look, chapéus, casquetes, arranjos e acessórios para cabeça são o carro chefe da loja, que também oferece bolsas, colares, brincos e outros mimos exclusivos.

Conheci o trabalho da Graciella no desfile que aconteceu em março lá na Voga e me apaixonei, sou fascinada por acessórios para cabelos e cabeça, inevitavelmente adicionei a marca no facebook e comecei a acompanhar mais de perto o sucesso da marca que todos os dias enfeita a cabeça das mais diversas celebridades.

Com atenção voltada agora para a coleção de inverno, acabei não resistindo e pedi uma entrevista! Estava super curiosa para conhecer o processo de desenvolvimento dos produtos e o talento que estava por trás de tanta lindeza.

Minina di Minas

Fofa e simpática, Graciella respondeu à perguntas exclusivas para nós cabideiros, confiram:

Nicole Durte: Como começou a Minina di Minas?
Graciella Starling: Começou a 6 anos. Sempre fui uma apaixonada por cultura, arte, tradições. A cultura mineira é muito forte. O lance do resgate das raízes sempre esteve muito presente na minha vida e hoje nas minhas peças. Quando montei a Minina di minas (tudo com i” justamente porque é como mineiro fala) já morava em Sampa a 5 anos, e sentia falta de resgatar essa cultura tão rica e que pouca gente conhecia aplicada na moda. Hoje a moda mineira tem ganhado mais visibilidade. A criação sempre esteve comigo, sempre fui uma minina inventiva. Mamãe é artista plástica. Eu sempre amei a arte, cresci com ela. E ao mesmo tempo “o vestir” sempre foi uma grande brincadeira pra mim. As misturas do novo e retrô sempre me encantaram. Com a moda pude unir minhas grandes paixões. Historia(cultura) + Arte + estilo.

ND: Qual é a vibe do seu design? (sensação, estilo, inspirações)
GS: Minhas peças tem muito influência mineira, claro, as vezes na técnica, no material ou até mesmo na forma. O barroco sempre me inspirou, mas o mundo é muito mais que as montanhas mineiras. Gosto mesmo é da diversidade cultural. Culturas, hábitos de vida me inspiram. Com a arte é possível misturar hábitos e tradições tão diferentes. Isso me encanta.Com o acessório e as cabeças posso extrapolar para um universo a parte do “Não tecido”. Isso faz com que a criação seja ainda mais rica. Materiais naturais e recicláveis estão sempre de alguma forma inseridos no meu contexto criativo. Fibras naturais, cascas, folhas e principalmente o manual (com o crochê , tricot, macramê) adoro as técnicas manuais.

Minina di Minas

ND: O que inspira sua criatividade?
GS: Amo a estrada.. amo viajar. O movimento, movimenta minha mente. Acho que por isso gosto tanto de formas. Também as formas arrendondadas estão sempre presentes na minha criação.Meu ateliê é em Minas Gerais, vou pra lá de 15 em 15 dias. Isso já me ajuda no processo criativo
ND: Enfrentou algum tipo de dificuldade para a marca ser reconhecida no mercado?
GS: Sou conhecida?? Nem sabia disso… rs Acho que não, a Minina di minas tá começando ainda, o mais legal são as pessoas que gostam das peças. Identificam-se com a criação e assim vai… O boca a boca que leva a marca. Respaldo de clientes é incrível, elas contam historias sobre as peças, como as pessoas reagem ao ver elas vestidas. Isso daria um livro futuramente. Tenho bons personagens pra ele. 😉
O mercado no Brasil é muito dificil, costumo dizer que é o lugar mais difícil de vender ESTILO e o mais fácil de vender MODA. As pessoas aqui no Brasil são muito preocupadas com o que vão pensar delas. Isso é muito ruim para se criar ou comercializar algo diferenciado, as pessoas preferem a segurança do que está na novela. Mudar hábitos culturais é muito difícil num mercado tão engessado. E vender cabeças onde as pessoas nem sabem o que é um arranjo não é uma tarefa fácil… Cultura só se vende onde se tem cultura. Mas tenho muita esperança no meu Brasil, amo minha terra e cá estou… Dizem que brasileiro não desiste nunca, Minina Di Minas taí pra confirmar!!!!

Minina di Minas

ND: Na sua carreira, até agora, qual foi o momento mais marcante?

GS: Minha loja foi uma grande realização, um momento de superação tanto profissional, pois 6 meses antes sofri uma perda financeira muito grande, quanto pessoal, que tive que abrir mão da minha vida de cigana (cada vez em um lugar). E também porque quando olho pra trás vejo que qualquer sonho é possível. Comecei a Minina di minas com 500 reais, uma poupancinha de infância. Isso é ou não é um SONHO??? É muito amor e dedicação.
ND: Tem algum conselho para estudantes ou designers aspirantes que pretendem mostrar seus trabalhos e novas marcas?

GS: AMAR, acreditar e ter FÉ… Acreditem no que estão fazendo, não deixem se levar pelo oportunismo, busquem a oportunidade. A moda é mercado e mercado se conquista com diferencial. Seja vendendo roupa ou pneu de caminhão.!!!

ND: Existe algum acessório de cabeça que você considere icônico, tanto no passado quanto no presente da história da moda?
GS: Chapéus, coroas e acessórios de cabeça sempre foram icônicos. Temos muitos personagens que se vestiam com acessórios na cabeça. Todos eles são facilmente lembrados, Carmem Miranda, Cleópatra, Chaplin, entre outros. Tudo que iconifica esses personagens está na cabeça. A cabeça tá no topo da fisiologia humana. Para sustentar qualquer coisa no topo tem que ter personalidade e atitude, não dá pra achar que vai colocar um chapéu e passar despercebido né????
ND:Quais são seus planos para o futuro da marca?

GS: Considero a Minina di minas um bebê ainda. Tenho muitos projetos em vista e muitos já sendo realizados. Parcerias com marcas como a Fruit de La passion que já está em andamento e o lançamento de mais uma loja em breve, além disso um projeto incrível de vendas on line.
Estou indo para Londres mês que vem, fazer um curso de chapelaria de alta costura e arranjos. Hoje no Brasil não temos nenhum designer da nova geração especialista em cabeças e nem uma marca original do Brasil nesse ramo. Esse será um grande diferencial para a marca Minina di minas e para mim, Graciella, me dedicar ao que eu mais amo,  fazer “cabeças”!!! Isso desde chapéus a arranjos pra noivas. Brinco que fazer cabeças é mudar cabeças (mentes)!!!

Acompanhem a novidades da marca no site: http://www.mininadiminas.com.br/

No Twitter: @mininadiminas

No Facebook:  www.facebook.com/mininadiminas

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Lola e Santo

Viva! Chegou o Fashion Mob!

Todos preparados?

Espero que sim!

E a gente já tem prévia de cabideiros que vão estar lá!

A Marca Lola e Santo de Danilo Centemero.

lola-santo-fashion-mob-ocabide

E o designer nos conta:

“Nesta coleção de Inverno 2011 não me inspirei em um tema definido como venho fazendo na minha trajetória. Utilizei três vertentes distintas como inspiração: assimetria, pontos de luz e um toque de futurismo.

Nos 4 looks que desenvolvi para o Fashion Mob estes elementos podem ser vistos da seguinte forma. Assimetria nas formas, recortes e cores. Em cada looks coloquei uma peça com cores fortes, caracterizando os pontos de luz. O restante das peças do look em tons neutros. A modelagem das calças é seca, reta e um pouco mais curta na barra. Duas delas são cintura alta, dando um toque contemporâneo ao guarda roupa masculino. A cartela de cor é formada por duas cores básicas, preto e cinza e três cores promocionais, o laranja, o roxo claro e o mostarda. Utilizei bastante o uso de cores contrastantes no mesmo look, uma marca registrada da minha marca.

Utilizei telas de algodão acetinadas, tricolines, nylon fosco e o nylon resinado entre outros.”

Boa sorte Danilo!

Até amanhã!

*imagem: divulgação

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.