Blog Day atrasadíssimo

Esse post originalmente era para celebrar o final do BEDA, desafio no qual eu falhei miseravelmente na frequência (como foi por um bom motivo vocês me perdoam, né?), mas que me levou a escrever alguns dos meus posts preferidos dos últimos tempos.

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*ilustração da Inslee Haynes

Eu queria aproveitar o Blog Day (31/08), para falar sobre algo que imagino que vocês estejam questionando tanto quanto eu: Se O Cabide é um blog sobre moda para estudantes de moda, porque temos falando tanto sobre plus size? O Cabide agora é um blog sobre moda plus size?

É verdade, nós temos abordado muito essa pauta, assim como algumas outras relacionadas a cultura, como filmes, livros e até tecnologia. Quando eu pensei o layout d’O Cabide que passamos a usar este ano, pensei também sobre a nossa trajetória, sobre a identidade do blog e o meu papel como editora do conteúdo postado aqui e em todas as nossas redes sociais, e cheguei a conclusão que não dava mais para falar só sobre história da moda, croquis e livros. Eu não queria parar de criar conteúdo para estudantes de moda, mas vi que assim como um estudante, o blog precisava crescer, encontrar nova(s) voz(es) e que principalmente estava na hora de compartilhar mais sobre mim (eu falei um pouco sobre isso logo quando a nova versão entrou no ar), até porque já tinha passado da hora de criar um relacionamento mais sólido e pessoal com os meus leitores, algo que eu sempre quis.

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

*o dia em que o meu corpinho apareceu no Buzzfeed

Todos esses posts falando sobre aceitação, positividade e moda plus size tem tudo a ver com a fase que estou vivendo agora, não dá para compartilhar qualquer coisa sobre mim sem falar sobre isso. E tem sido uma experiência maravilhosa dividir tudo isso com vocês, o feedback é maravilhoso, tenho recebido muito apoio e O Cabide ganhou uma visibilidade diferente, o que acabou trazendo novos cabideiros para cá e para as nossas redes sociais.

Estando tão perto do mercado plus size comecei a ver as falhas em uma indústria que parece se recusar a fazer mudanças para atender um público com maior diversidade de tamanhos.

E sabe quem pode mudar isso? Os estudantes de moda!

O futuro da moda está nas mãos de vocês, quem pode mudar o rumo disso tudo são os futuros estilistas, editores, modelistas, etc.

Então vamos continuar publicando posts sobre design, criação e história, mas também vamos continuar falando sobre plus size, vamos aproveitar para tentar decifrar mais desse mercado, buscar saber como desenvolver para esse público e quem são as marcas que estão transformando o mundo da moda para os gordos.

 

Combinado?

 

Nós já temos alguns posts em nosso sketchbook sobre ilustrações plus size:

Bases para croquis plus size

Croquis plus size

Nathanael Lark e o amor próprio

Desenhando curvas

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA | Uma bolsa por dia

A designer Laura Hobson criou o projeto “A bag a day” por causa do seu amor por desenhar bolsas e acessórios. Entre junho e julhoela postou a ilustração de uma bolsa por dia no site que criou para o projeto. Infelizmente o projeto não durou por mais tempo, provavelmente porque a premiada designer, cuja formação inclui a FIT (Fashion Institute os Technology) em Nova Iorque, teve que se dedicar aos seus vários outros projetos.

Separei algumas das ilustrações que mais gostei:

 

Conheça outros trabalhos da designer: www.laurahobson.co.uk

Não se esqueçam de visitar a minha recém inaugurada loja virtual, especializada em bolsas e acessórios: olhamaria.com.br

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A Converse modificou o design do clássico Chuck Taylor All Star depois de 98 anos

É muito provável que você, durante sua infância/adolescência, usou e abusou dos clássicos tênis All Star. E, se você é como eu, continua usando mesmo depois de adulto (quase 31 anos nas costas e uso pra sair, pra jogar bola, pra trabalhar, até mesmo pra casar! Veja a imagem abaixo na qual estou no centro, de calças pretas, e meus padrinhos ao meu lado, todos devidamente trajados de Converse Chuck Taylor All Star no dia do casório).

Pequena aulinha de história aqui. A Converse, tradicional fabricante de tênis norte-americano, fundada em 1908, criou em 1917 a linha Chuck Taylor All Star tentando padronizar os calçados utilizados em jogos de basquete. Pra quem se pergunta que foi Chuck Taylor, segue: Charles “Chuck” Hollis Taylor foi um jogador de basquete. Tcha-nãããããn… Chuck Taylor era apaixonado pelos tênis da Converse e os promoveu até o final de sua carreira como jogador. Enfim, o fato é que a Converse lançou o modelo em 1917 e até hoje o manteve com o design geral intacto, modificando apenas cores e diversas padronagens com estampas e séries especiais ao longo do tempo.

Mas o que muita gente não sabe é que a Converse declarou falência em 2003 e foi comprada pela Nike. Então, sem essa compra, os tênis que você usou durante boa parte da sua adolescência sequer existiriam hoje em dia. Com isso na cabeça, continuemos.

Alguns de vocês talvez considerem a atitude de mexer no design de algo tão clássico e atemporal um sacrilégio, tal como uma mudança da fórmula clássica da Coca-Cola ou abaixar os braços da estátua do Cristo Redentor. Mas depois de 98 anos, a Converse está atualizando o já icônico e sempre moderno Chuck Taylor All Star – ou apenas All Star para nós, brasileiros. Por fora, ele é praticamente idêntico ao original; mas por dentro, o Chuck II (que não é a continuação do filme do brinquedo assassino) é muito mais confortável para os seus pés.

Por sorte, a Nike não mexeu muito no design do calçado desde a compra da Converse. E além disso, o Chuck II soa como o melhor dos dois mundos: o estilo clássico da Converse somado à tecnologia avançada da Nike mirando o conforto dos seus pés. E como ele ficou? Veja abaixo.

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A maior novidade do Chuck II (o nome oficial do modelo) é a inclusão de um material chamado Lunarlon. Desenvolvido pela Nike, esse produto de nome estranho é uma espuma bem leve e elástica que a Nike já usa em seus tênis de corrida e basquete, e que agora será incorporado na sola de borracha dos Chuck II.

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A Nike alterou também alguns pequenos detalhes no design do Chuck II, incluindo uma lingueta não escorregadia e um forro de camurça perfurado — visível na imagem acima — que ajuda na respiração do seu pé. Isso quer dizer que (teoricamente) os seus pés não vão transpirar tanto quanto antes e seu chulé deverá ser mais moderado também.

Mesmo assim vai ser difícil para a maioria das pessoas perceberem as diferenças entre o clássico Chuck Taylor All Star e o Chuck II — exceto pelo preço. As versões de cano baixo e de cano alto do Chuck II serão vendidas por US$ 15 a mais que as versões originais — US$ 70 e US$ 75, respectivamente. Os primeiros modelos chegam ao mercado americano na próxima terça-feira (28/07/15) nas cores preta, vermelha, azul e branca.

*imagens: reprodução

É publicitário, gestor estratégico e ambiental, empresário, marido, dono de 3 gatos e editor do O Que Não Mata, Engorda. Apaixonado por música, cinema, literatura, automobilismo e ótimos papos com os amigos.

2º Prêmio Estampa Brasil

2º Prêmio Estampa Brasil

Estão abertas as inscrições para a 2ª edição do Prêmio Estampa Brasil da rede de lojas Renner, que busca criar oportunidades para estudantes, artistas, profissionais do design e demais interessados a possibilidade de apresentarem seus trabalhos na arte de criar estampas.

Serão 12 selecionados em cada uma das três categorias, quem estiver entre eles fará parte do livro Alma Brasileira 2014 e poderão participar da Coleção de Verão Renner.

Nesta edição os trabalhos enviados serão divididos em duas categorias: profissional e estudante. Os três primeiros colocados de cada categoria, estudante e profissional, participarão de um evento em São Paulo e ganharão prêmio em título de capitalização.

As categorias são: Natureza de Verão, Cardápio de Verão e Verão e Movimento.

Para participar você precisa primeiro se inscrever corretamente, em seguida enviar trabalhos em jpg ou png em formato A5 (14,8 x 21 cm), com tamanho de até 3 Mb. Você pode incluir até dois trabalhos por categoria, os trabalhos devem ter título, do contrário não serão aceitos. Além disso devem ter uma descritivo que fala sobre o referencial usado para criar a estampa, lá no site eles falam um pouco sobre “Como descrever o Conceito”.

Use a hashtag #ESTAMPABRASIL no Instagram para aparecer no site do concurso!

Participe. As inscrições vão até 31 de maio.

*imaegm: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Isolamento, intimidade e ornamento

O projeto Veasyble usa itens feitos em papel laminado e polietileno para criar peças de cabeça, vestidos e bolsas com a função de trazer a experiência de intimidade.

De acordo com o site a ideia deriva de uma reflexão sobre a mudança do ambiente doméstico, uma vez que cada vez mais as pessoas se mudam, e como isso afeta nossa relação com a privacidade e com a intimidade.

Veasyble

Veasyble

Veasyble

Veasyble

O projeto traz quatro peças, para quatro partes diferentes do corpo; os olhos, orelhas, rosto e a parte superior do corpo, levando a intimidade de maneira móvel.

Veasyble foi exposto no showroom Mozaik durante a Istanbul Design Week em junho de 2009.

Conheça o projeto: http://www.veasyble.com

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.