Na intimidade de Brigitte Bardot

As fotos a seguir foram feitas em um único final de semana, quando o fotojornalista Ray Bellisario, conhecido como “O paparazzo original de Londres”, encontrou Brigitte Bardot em 1968 e a convenceu a passar uma noite com ele.

“Eu disse, ‘Venha comigo”, e ela veio!” contou o fotógrafo em entrevista com Johnny Kerry, em que discutiu a lendária noite. “E ela disse, ‘Oh, isso é divertido, eu fui sequestrada!'” Os dois fugiram da trupe de seguranças que cuidavam da estrela francesa do cinema, foram para um pub tomar um drink e passaram a noite no hotel em que Bellisario estava hospedado.

As fotos, que nunca tinha sido vistas até hoje, capturam o magnetismo inegável da sereia com suas franjas louras, delineado de gatinho e laço preto. A série de fotos é intíma e revela momento de flerte entre os dois. O fotógrafo afirma que apesar do beiio que recebeu da atriz na manhã seguinte eles jamais se viram novamente.

Além das foto de Bardot, Bellisario é conhecido por ter feito fotos clandestinas da Rainha da Inglaterra em suas roupas de banho. As fotos que ele fez da Rainha e da família real geraram muitas controvérisias, o que levou a indústria a questionar o seu status como fotojornalista.

Qualificado ou não, objetificando ou não o aquele que fotografa, ele é capaz de produzir boas imagens. E a série “Brigitte Bardot: 13 Unseen Photographs, London 1968” (em exposição no Dadiani Fine Art em Londres até 30 de junho) está aí para comprovar.

 

*imagens: reprodução

**fonte

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Sugestão de leitura: Jovem Guarda: moda, música e juventude

Há alguns dias atrás fiz alguns posts sobre a moda na década de 1960 (Polly Maggoo, Peggy Moffitte uma galeria de fotos da época). Como eu já disse, adoro falar sobre essa época, que é a base de uma grande mudança de comportamento da sociedade. Mas não cheguei a falar sobre o Brasil nesta época.

E há muito a ser dito, pois foi na década de 1960 que a jovem guarda surgiu, que a indústria cultural brasileira ganhou peso e a nossa cultura pop foi criada, e além de tudo isso foi um momento marcante para o prê-a-porter brasileiro.

Para encontrar referências sobre as transformações comportamentais, e para entender o estilo de vida do jovem brasileiro da época achei o livro “Jovem Guarda: moda, música e juventude”, escrito por Maíra Zimmermann.

Jovem Guarda: moda, música e juventude

Lá no site da Estação das Letras e Cores, que publicou o livro, encontrei uma entrevista da autora, mestre em Moda e doutora em História, falando um pouco mais sobre o livro, sobre como ela fez esta pesquisa, sobre a Jovem Guarda e a época como todo. Clique aqui para ler a entrevista.

Despertou ainda mais o meu interesse pela época!

Encontrei uma playlist ótima que acabou virando trilha sonora para esse post: Brasil Anos 60

*imagens reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.