A mania da crinolina

A crinolina, um dos itens mais estranhos da moda, apareceu no meio dos anos 1800 e é ocasionalmente usada até os dias de hoje. O post de hoje é ilustrado por fotografias e alguns do desenhos de uma série chamada Os mistérios da Crinolina, que critica essa elaborada moda vitoriana.

A palavra é uma combinação do termo “crin” — um material rígido feito  usando crina de cavalo – e do termo “linho”. Mas não era o tecido firme que dava para a crinolina sua extraordinária estrutura, eram os arcos que ficavam por baixo, feitos de ossos ou até metal, que davam forma a peça. A primeira patente para a crinolina de metal surgiu em 1856.

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A popularidade era tão grande – descrita pela revista Punch como “Crinolinomania” – que algumas fábricas de metal passaram a atender exclusivamente ao mercado responsável pela produção da peça, chegando a fazer até 3.000 peças por dia. Existiam lojas exclusivas para venda de crinolinas, mesmo que fosse um objeto muito difícil de usar.

Além de ser um alto risco de fogo, do final dos anos 1850 até o final dos anos 1860, cerca de 3.000 mulheres morreram na Inglaterra vítimas de incêndios causados por conta da crinolina.

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E a moda permanceu forte até essa época, sendo eventualmente substituída por ancas. Tem ressurgido periodicamente, mais notavelmente durante a Segunda Guerra Mundial, como parte do New Look de Christian Dior. Atualmente, a crinolina ainda é usada em ocasiões muito formais – particularmente como parte de vestidos de casamento.

Muitas dessas imagens podem ser encontradas n a exposição Photography: A Victorian Sensation Exhibition, o Museu Nacional da Escócia (12/Junho até 22/Nov, 2015), em Edimburgo.

 

via Mashable

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.