Back to school

Eu tinha outros planos para o próximo ano, mas a minha vida mudou muito de repente e eu tive que decidir o que fazer daqui para a frente. Então decidi antecipar planos que tinha feito para um futuro mais distante e me dedicar em aprender coisas relacionadas ao aspecto mais industrial da moda.

Tive aulas na faculdade e até fiz cursos de costura e modelagem, mas nunca me dediquei de verdade e não acho que tenha desenvolvido essas habilidades tanto quanto gostaria, então decidi que estava na hora de trabalhar nisso e me dedicar com mais afinco a produção das coisas que crio.

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Vi um curso super bacanas na Etec, mas a data para as inscrições já passou e eu não estava afim de esperar parada até poder fazer minha inscrição para a próxima turma. (falarei mais sobre ele no futuro). Procurei cursos livres
(de curta duração ou por módulos) que pudessem antecipar algumas das coisas que eu estava mais ansiosa para aprender. Dei uma olhada na programação de duas escolas bacanas que eu já frequentei e confio, o Senac e a Sigbol, dá uma olhada no que eu encontrei:

Senac

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Modelagem e confecção feminina

Programa
– O processo de construção de bases com referência na tabela de medidas e linhas do corpo feminino.
– A interpretação de volumes partindo das bases como instrumento de tomada de decisão na elaboração de moldes.
– Aplicação de técnicas de montagem no processo de análise de molde e de acabamentos.
– A importância da autonomia na análise de moldes para a tomada de decisões.

Investimento
Em até 7 parcelas de R$ 543,71 através do boleto bancário ou em até 12 parcelas de R$ 317,17 através dos cartões Diners, Hipercard, Mastercard, Visa. Valor Total: R$ 3.806,00

Costureiro

Programa
– Planejar e realizar procedimentos de cortes de tecidos planos
– Organizar e realizar montagem de peças do vestuário masculino, feminino e infantil
– Realizar procedimentos de costura e acabamento de peças do vestuário masculino, feminino e infantil

Investimento
Em até 4 parcelas de R$ 662,50 através do boleto bancário ou em até 8 parcelas de R$ 331,25 através dos cartões Diners, Hipercard, Mastercard, Visa. Valor Total: R$ 2.650,00

Sigbol

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Corte e costura industrial

Programa
Estão disponíveis os módulos feminino, masculino e infantil. Você escolhe se quer aprender um, dois ou os três módulos. Fazendo esse curso, você estará apto para trabalhar na indústria de confecção nas etapas de modelagem, risco ou encaixe como freelancer, assistente ou assessor em modelagens, encarregado de produção, no controle de qualidade, modelista em ateliês de costura junto com o setor de criação ou ter sua própria confecção.

Investimento
Consulte a unidade SigbolFashion mais próxima de você.

Modelagem industrial

Programa
Disponível nos módulos, feminino, masculino e infantil, você escolhe qual quer fazer, um, dois ou os três, em tecido plano ou malha. No mercado de trabalho, o profissional pode atuar na indústria de confecção nas etapas de modelagem, risco e encaixe ou como encarregado de produção e no controle de qualidade. Em ateliês de costura ou alfaiataria, junto ao setor de criação, fazendo as modelagens ou ter sua própria confecção.

Investimento
Consulte a unidade SigbolFashion mais próxima de você.

Moulage avançada

Programa
você fará um curso de modelagem industrial inteiro no manequim. Depois de fazer a moulage, aprenderá transformá-la em modelagem plana para ampliar e reduzir.

Concluindo esse curso, você estará apto para trabalhar, na indústria de confecção nas etapas de modelagem, risco e encaixe como modelista ou encarregado de produção, no controle de qualidade, em ateliês de costura ou alfaiataria em modelagem junto ao setor de criação ou ter seu próprio negócio.

Investimento
Consulte a unidade SigbolFashion mais próxima de você.

É claro que independente de qual curso eu escolher, vou compartilhar tudinho aqui com vocês, até porque acho que essa é uma ótima oportunidade para trazer assuntos mais técnicos aqui para o blog!

E vocês, recomendam algum outro curso nessa área?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Fechando o zíper

O zíper é sem dúvidas uma das grandes invenções da sociedade moderna, tão genial que nos perguntamos se não deveria ter surgido antes. Quão difícil seria juntar duas tiras dentadas de metal e encaixa-las? Não parece haver algum tipo de ciência complicada por trás disso. Ainda assim o zíper só se tornou zíper em 1917 (quando sua patente foi requisitada por um imigrante sueco em Hoboken – Nova Jérsei).

Agora que o zíper já existe há quase um século, você imagina que ele tenha sido aperfeiçoado para se tornar um bem 100% fidedigno. Mas isso ainda não aconteceu! Ainda existem muitos defeitos nos zíperes por aí. Dentes quebram, puxadores que estouram, etc.

Um zíper quebrado pode deixar uma peça de roupa totalmente inutilizável, por isso consistência e qualidade são indispensáveis para a reputação das marcas. Há décadas confecções que não podem apostar em fechos baratos se voltaram para um único fabricante. A gigante japonesa YKK faz mais ou menos metade de todos os zíperes usados no mundo, são mais de 7 bilhões a cada ano. Como essas três letras maiúsculas, encontradas em todo lugar, dominaram esse nicho da indústria?

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Fundada por Tadao Yoshida em Tóquio, em 1934, YKK é uma sigla para Yoshida Kogyo Kabushikikaisha (que pode ser traduzido como Yoshida Companhia Limitada). O jovem Yoshida era um tradicionalista que desenhou e customizou as máquinas de zíperes quando ele não estava satisfeito com os métodos de produção existentes. Uma a uma, Yoshida levou para sua fábrica todas as etapas do processo de produção do zíper. Em 1998 o Los Angeles Times publicou uma matéria que dizia que a YKK “funde o próprio bronze, mistura seu próprio poliéster,  tece os próprios fios, urde e tinge o tecido para os zíperes assim como forja e molda seus dentes”. Eles fabricam até suas  própria embalagens, além de continuarem produzindo seu próprio maquinário, que é mantido em segredo dos concorrentes. Com cada detalhe da produção dentro da própria fábrica a YKK fica livre das variáveis externas garantindo que a empresa mantenha qualidade e rapidez na produção. (Mesmo com terromoto eo tsunami que abalou o Japão  em 2011, a fábrica se manteve funcionando)

Yoshida tinha um princípio de gerenciamento que ele batizou de “O ciclo da bondade”, que prega que ninguém pode prosperar sem que renda benefícios para os outros. Na prática esse princípio impediu que a empresa  produzisse zíperes de ainda maior qualidade a preços mais baixos. A decisão teria sido intuitiva para qualquer empresário, mas ele manteve seus princípios, o que não deve ter sido fácil. No final das contas o segredo do sucesso da YKK é tão descomplicado quanto é impressionante: zíperes confiáveis, envio dentro do prazo sem falhas, uma grande gama de cores, materiais e estilos e não se deixar abalar por preços mais baixos na concorrência. Fica a impressão de que não teria como a indústria da moda não escolher a YKK.

Um zíper de nylon invisível em tamanho padrão (aqueles que são tipicamente usados para fechar vestidos), custa em média 32 centavos de dólar. Para um designer que cria uma peça cujo custo final de produção gira em torno de $40 a $65, e será vendido por três vezes esse valor (ou mais), simplesmente não vale a pena economizar em um item tão importante. A diferença de custo entre o zíper mais barato e o da YKK não é relevante quando consideradas as margens de lucro.

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Existem centenas de indústrias rivais na China. Elas podem ter um preço ligeiramente mais acessível ou podem se disponibilizar para produzir pedidos de última hora, mas existem empresas de moda na Europa, por exemplo, que não aceitam peças produzidas com zíperes chineses, principalmente porque eles temem que haja chumbo nos zíperes. Ou seja, os zíperes da concorrência não valem a economia, a devolução de peças montadas com zíperes chineses por defeito também é bem comum.

A YKK não dirige seu marleting para os consumidores, ou busca qualquer tipo de publicadade. Você não compra seus jeans ou jaquetas procurando por essas letras no puxador do zíper, e você provavelmente não deixaria de comprar uma peça por saber de qual marca é o zíper. Mesmo assim é uma marca comum, que tem imagem e reputação. Seu público alvo são confecções e a indústria da moda, para quem a YKK tem mais significado.

 

*fonte

**imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Impressora para têxteis

A Epson revelou sua nova impressora para tecidos, a SureColor SC-F9200, além da tinta HDK Black, para possibilitar que fabricantes produzam têxteis em massa com alta qualidade e baixo custo.

Papéis para sublimação também estarão disponíveis para garantir que os elementos da estampa funcionem, seja para têxteis voltados para moda, para o esporte ou para decoração. Tecidos com cor e claridade surpreendentes podem ser criados graças a tecnologia Precision Core e as duas cabeças de impressão TFP, que funcionam em harmonia com a tinta criada especialmente para o equipamento.

A impressora vem com secador opcional e sistema de take-up, que reduzem o tempo de espera para as impressões secarem.

A tecnologia trabalhando em favor da moda!

 

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Os símbolos das etiquetas de cuidados têxteis

Símbolos das etiquetas

Você sabe traduzir os símbolos desenhados nas etiquetas com instrução de lavagem? Eles são extremamente importantes para entendermos como conservar os tecidos e, consequentemente, como dar maior durabilidade as roupas, pois cada tipo de fibra ou acabamento requer cuidados especiais.

Estes símbolos devem obrigatoriamente aparecer em todas as etiquetas de todas as peças de roupas, eles são universais e foram criados em 1975 pela Associação Internacional para Etiquetagem de Cuidados Têxteis, sediada em Paris. Os sinais são protegidos internacionalmente, seu uso é obrigatório e são registrados na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Servem para orientar o consumidor na lavagem roupas, toalhas, lençóis, etc. A simbologia, apesar de universal, não é simples e o consumidor pode facilmente ignorá-los ou confundi-los. No entanto eles devem estar lá, estes símbolos são a garantia de que a manutenção e preservação das peças serão adequadas e que quem consome a moda poderá usufruir do produto adquirido por muito tempo.

O profissional de moda deve conhecer todos eles, afinal, quando se cria uma peça de roupa é preciso considerar a durabilidade e qualidade de sua criação.

Símbolos das etiquetas

*Para ver a imagem ampliada clique aqui.

Os símbolos são muitos, mas uma vez estudados, fica mais fácil memorizá-los, compreendê-los e por fim colocar as instruções em prática, tanto na hora de preencher a ficha técnica, quanto na hora de lavar suas peças.

*imagem: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Preenchendo a ficha técnica

Dentre as várias etapas que envolvem a confecção e comercialização de uma coleção de vestuário está a construção da ficha técnica de cada peça.

A ficha técnica é um documento onde consta todos os dados do produto que irá ser confeccionado. Além deste dados, a ficha técnica também conta com o desenho técnico da peça e as informações sobre o modo de produção e a matéria prima que será utilizada. Assim, este é um instrumento indispensável nas confecções, principalmente nas que produzem em maior escala, pois é na ficha técnica que aponta como a peça deve ser montada.

No processo de confecção de uma roupa a ficha técnica é feita após a aprovação da peça piloto, ou seja, somente quando todos os detalhes que envolvem a execução da peça forem acertados.

A ficha deve ser montada da seguinte forma:

Cabeçalho – nome da empresa, coleção, nome da peça, referência da peça, data e uma breve descrição de tudo o que é relacionado ao desenvolvimento da peça.

Desenho técnico do modelo – frente, costas e se necessário, lateral.

Dados dos materiais utilizados – os materiais podem ser divididos em principais e secundários, dentre eles estão os aviamentos e materiais de adorno. Eles devem ser descritos da seguinte forma: nome do material e/ou código de composição, especificação de tamanho, quantidade a ser utilizada, fabricante, fornecedor e preço unitário.

Etiquetas – devem trazer obrigatoriamente as seguintes informações:

Nome fantasia e marca registrada ou razão social da marca;

Tratamento e cuidados de conservação, por texto e símbolos;

Indicação do tamanho da peça, por número ou letra;

Dados de composição do tecido, com nome das fibras e o percentual de incidência, em ordem decrescente;

Cadastro de pessoa jurídica (CNPJ) da empresa e país de origem.

Beneficiamento – os processo de transformação que não façam parte da construção em si, como tingimento, estamparia, bordado ou lavagem.

Confira um modelo de ficha técnica preenchida:

Ficha Técnica

Para essa pesquisa utilizei o livro  Desenho técnico de roupa feminina, das professoras Adriana Sampaio Leite e Marta Delgado, publicado pela Editora Senac. Este livro me ajudou muito durante as aulas e cursos que fiz sobre desenho técnico e planejamento de coleção.

Ficha Técnica

É muito importante para um designer compreender esta etapa ao planejar uma coleção, pois são esses dados que garantem a reprodução exata das peças durante a confecção, é na ficha técnica que a produção poderá conferir tudo o que é relevante a criação do modelo.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.