A minha beleza

Quando eu vi os vídeo da campanha #CamoConfessions da DermablendPro eu automaticamente me lembrei de um post que eu fiz no ano passado sobre beleza, sobre se sentir bonita e sobre o papel que a maquiagem tem nas nossas vidas. Eu reli esse post para falar sobre ele aqui, eu não me lembrava o qual aberta e sincera eu havia sido nele, não é típico de mim falar tanto sobre como eu me eu me sinto ou sobre como as coisas fazem eu me sentir, mas naquele post eu falei. É um post bonito, vale a leitura: http://bit.ly/12fngIO

O lance é que lá eu vivia um dilema com a beleza e hoje vivo outro, no meio da perda de peso e tomando um remédio que deixou a minha pele ultra oleosa e com acne, minha rotina de beleza e minha relação com a vaidade mudaram muito, hoje sou um mulher diferente da que escreveu aquele post, mas é incrível como tudo aquilo ainda é tão absolutamente verdade em minha vida.

Para mim maquiagem é como um vestido novo, eu coloco e me sinto uma pessoa diferente, mais interessante, mais bonita, tem tudo a ver com esperança. Cada vez que eu experimento algo novo, cada vez que eu tento algo para me sentir melhor com o que vejo no espelho, essa ação tem a ver com a esperança em ser mais do que já sou. E isso é ótimo, que bom que temos essas ferramentas que nos ajudam a contornar dificuldades, inseguranças, manchas que nascem com a gente ou que nascem todos os dias. Eu disse naquele post e repito aqui, você não sabe do dia de amanhã, se você acha que essa relação com a maquiagem tem a ver com futilidade, calma, seu dia vai chegar, um dia você vai precisar muito do seu batom preferido para se sentir melhor com você mesmo.

Dito tudo isso, vamos ver os vídeos da DemablendPro?

O objetivo desses vídeos é mostrar pessoas que usaram a maquiagem para combater as dificuldades de suas vidas, nestes que postei aqui vemos as vlogueiras Cheri Lindsay (que tem vitiligo) e Cassandra Bankson (que luta desde a adolescência contra a acne). Lá no canal da DermablendPro você pode enviar a sua confissão, vídeo, foto ou mensagem, sobre o que você usa para se camuflar no dia a dia e superar a batalha que é a auto-confiança.

*imagem e vídeos: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

A esperança da beleza

Eu não tenho vivido meus melhores dias, minha vida anda bagunçada por muitos motivos, a gente segue como pode, se adaptando a qualquer dificuldade e esperando a poeira baixar. Acho que é assim que todo mundo enfrenta dificuldades, fazendo o melhor que pode, mesmo que isso signifique se perder. Não vou me prolongar no mi mi mi, acho que deu pra sacar que não tá fácil, e isso já é o suficiente. O motivo de eu escrever esse post é que eu percebi há alguns dias que eu não tenho me olhado no espelho, eu tenho me vestido com alguma preocupação em parecer no mínimo decente, mesmo que não seja nos meus antigos padrões de como eu deveria me vestir. O cabelo que eu deixei crescer por mais de um ano eu cortei quase todo, me sentia sufocada e engolida pelo cabelão. Ou seja, eu até tenho cuidado da minha aparência, eu só não sei qual é o resultado desse cuidado.

Outro dia fui com a minha mãe ao shopping e mostrei para ela a Quem disse, Berenice?. Minha mãe não é fã de maquiagem, raramente usa mais do que batom. Mas ela se sentiu à vontade lá, ou melhor, ela sentiu vontade lá. Comprou base, batom, cobiçou pincéis, pós e esmaltes, foi surpreendente. Saindo de lá ela me disse que não se reconhecia comprando esses produtos que nunca nem tinha se preocupado em saber para que servem.

Ela me disse que não sabia o que porquê dela ter comprado tudo aquilo, e eu respondi: “Você comprou por causa da esperança.”

Eu já me explico!

Antes eu gostaria de mostrar para vocês, se é que vocês não conhecem, a Cassandra Bankson. Ela é uma modelo que ganhou fama internacional com seus surpreendentes vídeos no YouTube, e esses vídeos são surpreendentes porquê em seu canal Cassandra revelou o que o havia escondido sob sua maquiagem.

Cassandra é linda, tem cabelos e olhos incríveis, um sorriso expressivo e muito convidativo, mas sem a maquiagem vimos que ela é vítima de um caso grave de acne. Nunca tinha visto nada igual, a pele dela é avermelhada e tomada por manchas e feridas da testa até o pescoço, além das costas e do peito.
Cassandra Bankson
A acne é uma coisa que pode deixar até a mais bem resolvida das mulheres insegura. E não tem nada a ver com ditadura da beleza, tem a ver com essa reação que até eu mesma tive quando a vi.

Mesmo que você não entenda inglês, vale a pena assistir o vídeo e ver a transformação que não requer conhecimentos profundos em maquiagem, nem produtos impossíveis de achar, até pra nós brasileiras.

E se vocês quiserem podemos falar mais sobre as técnicas dela em um outro post, já falei sobre bases e tipos de pele, mas esse seria um outro nível, né?

O motivo de eu mencionar os vídeos e a acne da Cassandra, é que nós temos muitas vlogueiras nacionais incríveis, que nos dão dicas muito boas, e isso é ótimo. Mas o que eu vejo nesses vídeos é estilo, é moda, diferente da Cassandra que mostra esperança.

Tá conseguindo acompanhar o raciocínio?

Quando eu falei para minha mãe que ela comprou aqueles produtos por causa da esperança, foi pensando nisso, em superar qualquer dilema que você tenha com a sua beleza e encontrar na maquiagem a esperança em ser alguém diferente, alguém melhor. É ter a esperança real de que você pode se sentir mais bonita.

Talvez seja porque a insegurança te cegou, ou por você nunca ter se importado, pode até ser porque sua vida foi ficando tão difícil que você deixou de se olhar no espelho, mas se por qualquer motivo você não conhecia a esperança, ela tá aí, nesse batom largado no seu nécessaire.

E se você acha que isso é futilidade, que ter algo que possa nos dar esperança em ser mais bonita é absurdo, calma, uma hora ou outra você vai saber como nos sentimos.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.