Resumo da semana (passada)

Essa semana foi super corrida e quase não tive tempo para dedicar ao blog. Mas eu já tinha separado esses links incríveis para o Resumo dessa semana e não queria desperdiçá-los, principalmente porque o último Resumo ficou tão legal e vocês curtiram tanto!

Então aqui estão os melhores links dessa semana:

Nunca escondi que fui uma das pessoas que amou o livro #GirlBoss e que encontrou muito inspiração na jornada de Sophia Amoruso, ainda que ela fosse problemática. Mas depois que a série, baseada no livro, estreou na Netflix, vários questionamentos sobre o posicionamento de empreendedoras que se dizem feministas surgiram na internet, e com razão. Esse post do Buzzfeed resumiu um pouco do comportamento problemático de 3 CEOS que não colocam em prática o empoderamento feminino que pregam: http://bzfd.it/2rzsxjy

A Rede TVT postou em seu canal no Youtube uma entrevista com Suzane Jardim, organizadora da campanha “30 dias por Rafael Braga”. O tema é importantíssimo, mas escolhi esse link para falar da própria Rede TVT, e como mulheres negras tem destaque em sua programação, apresentando seus próprios programas e pautas. É uma canal que definitivamente vale a pena assistir.

tvt.org.br || Canal 8 – sinal digital HD aberto || Canal 12 NET-ABC || Canal 46 UHF || 13 NET-Mogi ||

Os fãs de Mallu Magalhães ficaram animadíssimos com o lançamento do clipe da música “Você não presta”, até analisá-lo cuidadosamente e perceber que ainda que sutil, havia racismo no vídeo, e a internet fez barulho! http://bit.ly/2qOc3m8

A fotógrafa Katarzyna Majak é a responsável por ” Wonder Woman”, uma série de fotos incríveis com as bruxas contemporâneas da Polônia. São retratos de feiticeiras, curandeiras, sacerdotisas e bruxas polonesas: http://bit.ly/2rzWz6K

“Essas mulheres praticam o empoderamento feminino de forma literal, o que faz seus poderes não se limitarem apenas a espiritualidade.”

*foto da denúncia feita em 2011

A Zara descumpriu cláusulas de um acordo de responsabilidade jurídica feito com o Ministério Público do Trabalho após constatação de trabalho análogo ao de escravo ou trabalho infantil em sua cadeia produtiva, e teve que pagar multa e firmar um Termo de Ajuste de Conduta. Ou seja, se você achava que o escândalo que essas denúncias causaram, fez com que a Zara parasse de usar trabalho escravo, estava muito enganada: http://bit.ly/2qG5Tsi

A Fatiado Discos interrompeu o show do cantor Wander Wildner após comentário machista feito pelo cantor. Que mais estabelecimentos tenham atitudes como essa! http://bit.ly/2qG5Tsi

A música Paradinha, hit em espanhol da cantora Anitta, estreou e o vídeo clipe chamou atenção por ter uma mulher gorda entre as bailarinas. Trata-se da porto-riquenha Letícia Camacho, do grupo nova-iorquino Pretty Big, e ela arrasou! https://glo.bo/2qK09sJ

O Cirque du Soleil criou um espetáculo inspirado por Shakespeare e feminismo, trazendo mais mulheres para o elenco, que no geral é predominantemente masculino. O espetáculo estreia em breve aqui no Brasil: http://bit.ly/2s7EhfK

Daniel Tarciso da Silva Cardoso foi acusado e é réu em um processo por ter cometido estupro e mesmo assim obteve registro como médico em Pernambuco: http://bit.ly/2stZwpw

Não esqueçam de visitar o Instagram d’O Cabide, mesmo quando a frequência de posts aqui no blog está mais baixa, lá temos conteúdo novo diariamente. assim como nos Resumos da Semana, lá faço uma curadoria de conteúdo especial e totalmente voltada para aceitação e autoestima que, modéstia à parte, vale muito a pena acompanhar:

Espero que a próxima semana seja incrível para todos nós! (E se não for, vamos nos apegar ao fato de que a temporada de festas juninas está oficialmente aberta ♥)

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resumo da semana

Há um tempo atrás eu fazia semanalmente aqui no blog os “Resumos da semana”, onde juntava uma série de links relevantes daquela semana sobre a indústria da moda e da cultura pop.

Eu adorava fazer esses posts e gostaria de voltar a fazê-los, mas gostaria que eles tivessem mais a ver com o novo momento do blog, bem como com o novo momento em que me encontro na minha jornada.

Então os Resumos voltarão, mas agora trarão links relevantes para o meu universo como mulher, gorda e feminista.

Esses foram os links que considerei importante compartilhar com vocês essa semana:

A Marcella do Maggníficas, uma das escritoras que me inspirou a me reinventar e rever o conteúdo que produzo aqui para vocês, fez um post incrível (e com um humor delicioso) em seu blog sobre formas para deixar a gordofobia de lado nesse Outono/Inverno: http://bit.ly/2qoiUCF

O Buzzfeed publicou em seu canal no YouTube um vídeo onde uma vítima de tráfico sexual conta sua história. Dados recentes da UNICEF apontam que mais de 250 mil crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual no Brasil. A Organização das Nações Unidas calcula que o tráfico de seres humanos para exploração sexual movimenta cerca de 9 bilhões de dólares no mundo, e só perde em rentabilidade para o mercado ilegal de drogas e armas. E se você acha que isso é algo que está distante de você, confira esse caso que rolou no mês passado em Santos.

Dani Mathers, a modelo da Playboy com mais de 500 mil seguidores no Instagram, que publicou sem consentimento a foto de um senhora nua na academia foi condenada. A invasão de privacidade gerou uma pena de 30 dias de trabalho de remoção de grafites: https://glo.bo/2rYvkS3

Body shamers não passarão!

E esse moço que saiu contando para todo mundo que esteve em um motel e teve relações sexuais com uma mulher e era tudo mentira? Foi condenado também e teve que se retratar publicamente: https://glo.bo/2r78wCG

Machistas também não passarão!

Não adianta problematizar e não oferecer solução. para o mundo mudar, nós temos que viabilizar a mudança. Link para o post da minha amiga querida, Carol Patrocinio: http://bit.ly/2s5quCC

Não deixe de ler o post passado que é uma playlist linda com músicas sobre autoestima: http://ocabide.com/?p=4731

Tem um link bacana que merece estar no Resumo da semana que vem? Me envie: ocabideblog@gmail.com

Bom final de semana, lindezas!

*Imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Cadê a representatividade?

Eu gostaria de ter ficado surpresa quando eu vi um artigo no Buzzfeed falando sobre uma loja virtual que enfiou uma modelo petite (magra e de estrutura óssea pequena) em uma perna de um shorts plus size para apresentar a peça nem seu site, mas não fiquei.

Já estamos acostumadas a ver que marcas plus size não tem interesse em mostrar mulheres de tamanhos grandes usando suas roupas, mesmo que essas sejam suas consumidoras finais. Na verdade o que vemos essas marcas apresentando são modelos fora do padrão, longe de serem gordas, com cintura afinada e celulite alisada pela edição.

E isso já é uma merda, imaginem o quão repugnante é entrar em um site e ver produtos apresentados desta forma:

wish-plus-size-gordofobia-Christina-Ashman-representatividade-ocabide

E um exemplo do Aliexpress:

wish-plus-size-gordofobia-Christina-Ashman-representatividade-ocabide-3

Mas o mesmo artigo do Buzzfeed nos traz um silver lining, a estilista plus size Christina Ashman, responsável pela marca Interrobang, deu o troco com a mesma moeda e provou o quão ridículo e sem sentido é apresentar uma peça desta forma. Ela posou usando uma saia de tamanho pequeno em sua perna:

wish-plus-size-gordofobia-Christina-Ashman-representatividade-ocabide-2

E aí? Esse é um jeito válido de vender uma saia?

Pois é…

A imagem criada por Christina foi muito compartilhada e ganhou destaque no site Hello Giggles, o que nos traz esperança de que a nossa indignação chegue a alguma das marcas que teimam em insultar o poder de consumo do mercado plus size.

Quem trabalha com moda pode questionar a origem das peças e argumentar que esse tipo de confecção faz tudo com baixo orçamento, inclusive marketing, para diminuir gastos e baratear as peças. E eu, como pessoa formada em moda, que trabalhou em confecções no Brás e no Bom Retiro, vou dizer que NÃO JUSTIFICA.

*imagens: reprodução

**A imagem de destaque (no topo do post) é da Jes do The Militant Baker.

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.