BEDA | Wishlist Maquiagem Nacional

Eu tenho passado tanto tempo envolvida com o trabalho que não anda sobrando energia para o blog e isso me deixa muito chateada. A última vez em que publiquei algo por aqui foi no sábado (22/08), isso é inadimissível, não é?

Pois eu tinha programado publicar algumas wishlists para celebrar meu aniversário, e até consegui publicar uma delas a tempo (você leu a wishlist de sneakers?), mas vou ignorar o fim de mês batendo em minha porta e vou continuar escrevendo listas sobre coisas que eu simplesmente não consigo parar de desejar!

Na wishlist de hoje teremos maquiagens de marcas nacionais, tem muito produto incrível feito por brasileiros que merecem ser objetos de desejo.

Vamos lá?

A Phebo lançou sua linha de maquiagem há alguns anos e veio com tudo, uma gama bem diferenciada de produtos com embalagens lindas!

Eu amo sombras cremosas, então me apaixonei facilmente pelos estojo de sombras cremosas:

É claro que eu não iria conseguir escolher um produto só de cada marca, então no que se trata de Phebo eu também quero a Esponja Pele Perfeita e a Base de alta cobertura:

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Eu já tinha alguns batons da T.blogs, daí no mês passado comprei mais alguns e um produto para sobrancelha da linha da Bruna Tavares. Obviamente fiquei com vontade experimentar mais, já que o mix de produtos fica cada vez maior.

Como eu tenho textura na pele por causa das cicatrizes da acne, contornar e iluminar com produtos cremosos favorece mais, e eu estou louca para experimentar a paleta corretiva Pausa para feminices:

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É claro que eu também quero mais do que apenas um produto da marca! Estou louca pelo batom Beleza Comprada (que parece ser o vermelho matte mais perfeito!) e a palette de sombras Diva, da linha Pausa Para Feminices (que está esgotada, mas deve ter reposição em breve):

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A marca Catharine Hill, mais conhecida entre profissionais, está passando por uma nova fase e apresenta uma nova identidade para os seus produtos. De qualidade indiscutível, ficou difícil escolher os produtos que viriam para essa lista, então optei por paletas:

Paleta de blushes cremosos

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Paleta de sombras

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Paleta de batons matte

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O que mais me chama atenção na linha Marina Smith by 2beauty é que os produtos trazem soluções criativas para a automaquiagem. Não que os produtos sejam inovadores, mas alguns deles nunca foram vistos em marcas nacionais. Para essa lista escolhi justamente as opções mais diferentes da marca:

Pó matificante labial

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Bruma finalizadora vitaminada

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Creme demaquilante

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Adorei fazer essa lista, temos tantas opções tupiniquins bacanas!

 

Quais são as marcas de cosméticos nacionais que vocês mais gostam?

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA | Unhas bolha

Há alguns dias eu venho observando, com certa descrença, uma tendência de beleza ser questionada em portais internacionais, as unhas bolha.

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Daí você me pergunta: Como assim unhas bolha? É um tipo de nail art texturizado? É uma estampa?  Aquelas bolhas de ar que aparecem quando você pinta as unhas no verão viraram tendência?

A resposta para todas essas perguntas é: Não!  O nome é bem literal e trata-se de unhas com o formato de uma bolha!

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O acríllico é colocado no centro da unha e moldado até criar um formato de bolha. Mesmo que a tendência apreça atual um post da Nails Magazine indica que esse tipo de nail art existe pelo menos desde 2009.

Confira o processo:

Quanto mais camadas, maior é a curva que dá o formato da bolha, mas os especialistas avisam que quanto mais grosso o acrílico ficar, mais rápido a unha pode cair. Além disso, essa não é uma técnica que dê para ser executada em casa, se você quiser uma unha bolha, terá que procurar a ajuda de um profissional.

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Além das ‘bubbles nails’ a técnica de ‘hump nails’ também tem se tornado popular, a diferença entra as duas está no comprimento. As ‘hump nails’ são mais longas e as pontas podem ter formatos mais quadrados ou pontudos.

No instagram essas unhas com formatos inusitados estão se tornando populares:

 

Será que essa moda pega?

 

*imagens: reprodução

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Resenha: Henna Creme Surya Brasil

Pessoas carecas podem escrever resenhas sobre tinturas para cabelo? =P

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Pois bem, há alguns meses atrás prometi em nosso Instagram uma resenha completa sobre a henna creme da Surya, o tempo passou, um montão de posts foram publicados e cadê a resenha? Sorry, guys.

Eu estava com o cabelo curto, mas com comprimento o suficiente para cachear, e meu couro cabeludo (que é super sensível) estava no auge de sua rebeldia, machucado, descamando e os produtos indicados pela dermatologista estavam deixando o meu cabelo bastante danificado.

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Eu já tinha lido sobre a henna antes e decidi experimentar principalmente por ser um produto que além de colorir trata os fios.

Eu não achei em lugar nenhum as fotos que fiz para ilustrar esse post e não tenho mais cabelo para mostrar para vocês os efeitos da henna nos meus fios e couro cabeludo, mas posso listar para vocês tudo o que pude concluir usando este produto, pode ser?

Os fios ficaram muito macios e a textura mudou muito, as pontos ressecadas ganharam vida nova;

Meu couro cabeludo não coçou, não ardeu, não apareceram feridas, tudo o que é comum acontecer quando eu tento tingir o cabelo;

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É um produto vegan (sem ingredientes testados em animais), cruelty free (não é testado em animais), não contém água oxigenada, amônia, metais pesados, parabenos, PPD, Resorcinol ou componentes que afetem à saúde e o meio ambiente. Ou seja, é o oposto de todas as tintas disponíveis no mercado;

No meu caso, mudar a textura dos fios foi bom pois eles estavam muito danificados, mas isso também significou que meus cachos teriam mais dificuldade para se definir;

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A tinta não desbota dos fios, independente da cor que você escolha e isso é muito mágico, porém, infelizmente ela não dá conta de se manter nos fios brancos que voltaram a ficar evidentes em menos de 2 semanas;

É um produto muito fácil de aplicar, com fragrância suave e que você pode guardar o que sobrou para fazer retoques, coisa que não é possível com qualquer uma das outras tintas que já experimentei (incluindo a Natucor);

Os fios permaneceram tratados por vários dias, mas eventualmente as pontas estragadas voltam a dar as caras, então é tão paliativo quanto qualquer outro tratamento capilar;

Custa mais caro, eu usava a Natucor que em média custa R$5,00, já a Henna Creme da Surya custa em média R$29,90;

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Se você quiser uma opção 100% natural pode escolher a Henna em pó da mesma marca;

Você pode usar mesmo que já tenha tinta no cabelo. alisamento ou outros processos químicos;

É a queridinha das ruivas, provavelmente por não desbotar e tratar os fios, o que, para quem tem os cabelos coloridos, deve ser essencial.

 

Considerando todos esses pontos posso dizer que é um produto que eu usaria novamente, inclusive é dito que os efeitos da henna são cumulativos e quanto mais você usa, melhor os fios ficam.

 

E vocês, já experimentaram algum produto da Surya?

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Eu sou gorda

No ano passado eu fiz uma série de posts no Instagram, e aqui no blog, sobre a minha saga para perder peso com o método Dukan. Se você acompanha O Cabide deve se lembrar do que eu chamava de #projetonicmenos30, que consistia em postagens e updates sobre minha alimentação, com receitas, metas e conquistas dentro do desafio de perder 30 quilos.

Eu permaneci na dieta, com alguns vários delizes, entre janeiro de 2014 e março de 2015. Eu sempre desistia, já que é uma dieta extremamente restritiva, mas sempre me sentia tão culpada por não cooperar com a minha perda de peso que acabava voltando, até o meu corpo não reagir mais ao método. Depois disso tentei fazer dietas mais brandas, tentei também a Reeducação Alimentar e o método Atkins. Eu não tenho dificuldades para perder peso, no período em que permaneci com o método Dukan perdi quase 20 quilos (mesmo sem obedecer sempre os limites da dieta). Mas a minha mente estava saturada, eu estava estressada e não conseguia mais ver benefícios em emagrecer. Isso tornava qualquer tentativa para mudar minha alimentação e criar novo hábitos – e atingir o que eu realmente achava que era o meu objetivo – em tortura física e psicológica.

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Como muitas pessoas da minha idade, eu já fui bem magra. Perigosamente magra, inclusive. Lidei com problemas com o meu peso desde a infância até mais ou menos os 19 ou 20 anos. Fazia check ups constantemente, sempre estava anêmica e vivia tomando vitaminas. Assim como para me manter magra, a ansiedade e a compulsividade tiveram um grande papel no meu ganho de peso, mas foram os antidepressivos (que passei a tomar aos 16 anos), o fator definitivo para para que meu corpo mudasse.

Aos dezenove passei a fazer um tratamento mais sério com um psiquiatra altamente recomendado (é claro que ele era um pulha e o tratamento não me ajudou em nada), poucos meses depois do início do tratamento eu comecei a ganhar peso de verdade, e só parei agora. A quantidade de peso que ganhei era pequena, mas para alguém que nunca tinha pesado mais do que 49 quilos tudo parecia drástico, foi aí que passei a ter uma relação conturbada com o peso.

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Permaneci com essa neura até os 24 anos, durante esse período eu não usei uma peça de roupa maior do que o tamanho médio, minha barriga era reta e os braços eram finos. Mesmo assim eu vivia fazendo dietas malucas e nada do que me dissessem sobre a minha aparência era relevante. Eu só enxergava os números na balança e me achava imensa de gorda.

Até esse ponto eu nunca tinha me achado bonita, portanto me achar gorda era tudo o que faltava para viver constantemente insegura, me manter afastada de amigos e longe de ocasiões que me forçassem ao convívio social com qualquer pessoa, fosse conhecido ou estranho.

Aos 24 anos de idade fui diagnosticada com o Transtorno Bipolar e a reação do meu corpo aos estabilizadores de humor foi ainda pior do que quando eu comecei a tomar antidepressivos. Ganhei mais peso e vi minha vida virar de cabeça para baixo, principalmente alguns anos depois quando associou-se ao meu diagnóstico o Transtorno Borderline e o Carbolitium foi introduzido ao meu tratamento. Engordei 8 quilos nas primeiras duas semanas, ainda que minha médica relutasse em afirmar que o ganho de peso era relacionado ao uso de tal medicação (realmente o ganho de peso pode não ser relacionado com a medicação, no entanto conversei com muitos pacientes que, assim como eu, enfrentaram ganho de peso considerável após começarem a tomar o Lítio).

Na época do segundo diagnóstico tive uma crise e passei meses isolada em recuperação. Durante este período engordei mais quase 20 quilos, tive acne cística e perdi meu cabelo, que voltaria a crescer mas jamais seria o mesmo. Eu acho que era por isso que o #projetonicmenos30 era tão importante para mim, eu não conseguia me ver como uma sobrevivente e a imagem que eu via refletida no espelho ainda era de dor.

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Eu passei por tudo isso e mesmo assim até o começo desse ano eu ainda achava que tinha que emagrecer. Queria fazer redução mamária, procedimentos no rosto (ganhei algumas linhas de expressão e as pálpebras caíram um pouquinho durante o período de reclusão involuntária), etc. Eu não me aceitava de jeito nenhum!

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Eu não sei exatamente como eu cheguei até aqui. Me lembro de um dia olhar no espelho e pensar “Por que eu não posso ser como sou?”, e isso doeu. Mas esse pensamento permaneceu em minha mente e eu decidi me arriscar mais, experimentar mais, conhecer gente nova, sair com as amigas e conversar mais sobre a vida com as pessoas ao meu redor.

Saber o que as pessoas que conheço (a pouco ou muito tempo) pensam de mim foi uma experiência tão reveladora e tão cheia de amor que abriu a porta para que eu me aceitasse mais, para que eu percebesse mais o meu valor. Tendo isso tudo comigo ajudou para que eu de fato quisesse que as pessoas me notassem mais e pensassem mais coisas sobre mim. Aos poucos eu comecei a me achar bonita, e isso se refletiu no modo como me visto, na sequencia passei a valorizar o corpo, gorda mesmo, com todas as curvas e cicatrizes que a vida me deu, e acabei  me surpreendendo pois isso fez de mim uma pessoa mais sexual do que havia sido em toda minha vida.

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Eu ainda estou passando pelo processo de aceitação. Esse não é o tipo de coisa que acontece de forma rápida ou fácil. Todo dia eu aprendo algo novo sobre mim. Recentemente aprendi que eu tive que aceitar tudo o que eu achava feio para me sentir bonita como nunca havia me sentido.

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

*eu, hoje, prestes a colocar este post no ar

Dois anos se passaram desde a minha crise, desde que tudo ficou mais complicado e eu tive que recomeçar, e é impossível evitar o pensamento de que eu perdi esses dois anos me escondendo, me sentindo marcada e feia. Perdi todo esse tempo sentindo que não era merecedora de amizade, sucesso e amor. Foram quase 800 dias sendo responsável por tudo aquilo que fez eu me sentir sem valor. Que eu te sirva de exemplo: LIBERTE-SE!

Cada um de nós vai trilhar um caminho único para a aceitação. Para alguns vai demorar mais, para outros vai doer mais, e ainda tem aqueles que vão cair e levantar muitas vezes. Você não vai acordar um dia e pensar que não precisa ser magra (o) para ser bonita (o) ou feliz, antes disso provavelmente ainda vai rolar muita dieta, muita culpa, um pouco de sucesso, meia dúzia de elogios, mais um escorregão, fome de doce, sede de Coca Cola,  além da frustração que nos acompanha quase que diariamente.

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A sociedade vai me aceitar porque eu me aceitei? – Não

Eu não vou enfrentar preconceitos pois tomei a decisão de parar de fazer dietas? – Minha própria família ainda luta para aceitar que eu não quero mais emagrecer.

Eu vou prejudicar a minha saúde? – Faço check ups regularmente e todos tem resultados exemplares.

Eu não vou mais me preocupar com a gordofobia? – Agora essa militância também é minha e vou lutar contra a gordofobia com unhas e dentes.

Você precisa se aceitar porque eu me aceitei? – Ninguém vai te obrigar a nada, se você quer continuar com as dietas, continue. O mais importante em tudo o que eu aprendi é que a decisão tem que partir de nós. Não seja gorda, nem magra, por causa dos outros.

A culpa por eu não ter me aceitado quando engordei é minha mesmo, ou é da sociedade? – Eu cresci em uma família de gordos que querem ser magros, ao todo já tenho 4 parentes que se submeteram a cirurgias bariátricas. Logo, é inevitável fugir do estigma de que ser magro é melhor e mais bonito. Ao mesmo tempo eu sempre tive acesso a informação, eu já sabia que eu não precisava ser magra para ser bonita, eu só não sabia como aplicar os conceitos que o feminismo me trouxe em minha própria vida, e eu sou a responsável por isso.

Você não precisa se preocupar, afinal homem gosta de ter onde pegar! – VAI SE FODER! Desculpa, mas jamais diga isso para qualquer mulher. Eu me aceitar não é um favor para mim, e definitivamente não é um favor para homens, seja lá o que eles gostam de pegar.

E já que eu respondi essas perguntas com tanta honestidade, façam-me um favor e não me chamem de gordinha, fofinha, gordelícia, exuberante, etc. Eu sou gorda e isso não é xingamento.

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Batom Líquido

 Olá!
Sou a Juliana, sou maquiadora e vim aqui pendurar meu cabidinho sobre um assunto muito legal: maquiagem. Especificamente, sobre o produto mais querido do momento, o batom líquido.
Os batons líquidos, para quem não sabe ainda, são o que podemos denominar como a maior inovação desde o nascimento do batom. Primeiro porque eles não vêm em uma bala (aquela parte modelada que a gente passa nos lábios é denominado bala, ok?). Ele tem a textura líquida como uma tinta e em contato com o lábio, fica sequinho como o batom. A estrutura de envazamento e armazenagem é bem próxima de uma gloss.
Então, ele é um gloss? Não! Ele é um batom líquido.
O Gloss e os brilhos labiais até tem uma pigmentação, mas sempre dão o efeito “molhadinho”. Já os batons líquidos em sua maioria, criam uma textura matificada , quase aveludada nos lábios, criando assim, uma longa duração rica em pigmentação.

 

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Doe Deere, fundadora da marca Lime Crime, usando o Velvetine na cor Red Velvet

 

Basicamente esse auê todo começou (pelo menos aqui no Brasil), graças a duas marcas internacionais que você deve conhecer: Lime Crime e Kat Von D Beauty.
Ah! Vale lembrar que o conceito de batom de longa duração já existia há muito tempo. Marcas como a MAC, Maybelline e Make Up For Ever já tinham produtos assim no seu mix, até mesmo aqueles batons coloridos 24hrs, que eram verde e depois ficavam vermelhão (quem lembra?), fazem parte do conceito longa duração. Entretanto, nenhum desses produtos citados davam o efeito seco imediatamente. Sempre rolava a necessidade de aplicar algo antes ou depois do batom.
Então a grande sacada foi: formular um produto único, líquido como uma tinta e matte como o batom mais matte que você já usou na vida, hiper pigmentado e com durabilidade de horas. Esse efeito de boca tingida surge graças ao álcool ou as sílicas, presentes em quase todas as formulações que eu analisei e pesquisei.
Hoje temos uma gama de marcas nacionais e internacionais que produzem o batom liquído. Dailus, Vult, Quem disse, Berenice? ( diz a lenda que são os mais parecidos com a fórmula da Lime Crime), Eudora, Fenzza, enfim… Quase todo mundo da indústria cosmética. Até Jequiti tem o seu!

 

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Batom líquido Quem disse, Berenice? 

 

Confesso que sou super adepta dos batons líquidos, tenho pra uso pessoal e profissional de diversas marcas. E acho que é importante a indústria cosmética nacional se esforçar pra produzir produtos assim. No fim, todos ganham.  Nós por conhecermos produtos com novas tecnologias, cores e texturas; e o mercado cosmético por inovar.

 

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Nikkie, do canal Nikkie Tutorials, usando os batons líquidos da marca Anastasia Beverly Hills nas cores “Pure Hollywood” e “Milkshake”(assista ao tutorial complelo)

 

Para aqueles que estão se aventurando nos primeiros passos no mundo da maquiagem e para aqueles que são apaixonados desde sempre, deixo aqui algumas dicas básicas sobre a aplicação dos batons líquidos:
– Mantenha os lábios sempre hidratados. Isso é fundamental para a durabilidade de qualquer batom.
– Sempre que possível, aplique o batom e deixe secar. Nada de fazer aquele bendito movimento de vai-vem com os lábios. Caso contrário, ele pode craquelar (esfarelar) no lábios. Depois que o líquido secar, sem crise. Mas sem força.
– Por ter uma embalagem como de um gloss, vem com aquela esponjinha, então vale utilizar um lápis de contorno labial na cor mais próxima ao batom. Isso vai garantir o preenchimento labial de maneira mais assertiva.

 

That´s all Folks!
Até o próximo post por aqui.

 

*Imagens: reprodução.
É maquiadora por formação e por paixão, formou-se em Maquiagem Profissional. Editora do blog A Juliana Não Quer Sambar, acredita que toda boa conversa deve vir acompanhada de uma xícara de café. Gosta de boa música, ama seus gatos, – Amy, Aretha e Frank – e um bom e velho Rock and Roll.