Tem mulher na comédia? Tem e muita!

Se você me segue no Instagram sabe que meu rolê preferido é fazer vários nadas em casa, com meus bichos e a Netflix. Mas eu estou sempre de olho na agitada programação da capital paulista, até porque tem muita gorda maravilhosa brilhando no cenário cultural da região.

Foi assim que esbarrei na programação do Festival Mamacitas de Stand up, xeretando o feed da musa Babu Carreira descobri esse evento onde pela primeira vez, comediantes mulheres de várias culturas, tipos e sotaques  vão se apresentar em dois palcos entre os dias 2 e 4 de novembro.

Desde o seu surgimento o stand up é mais aberto para homens, mas a mulheres estão conquistam cada vez mais espaço neste universo, entre improvisos, personagens, palcos de teatro e programas de televisão, a nova geração de mulheres no humor veio para ficar.

O festival foi idealizado pela comediante Carol Zoccoli e contará com nomes como Marlei Cevada, Bruna Louise, Micheli Machado, Mhel Marrer, Marcela Leal, Adriana Nunes, Arianna Nutt, Ane Freitas, Paloma Santos, Sill Esteves, Larissa Câmara e a própria Babu.

A gente fez um show com dez mulheres chamado Mamacitas quando eu estive no Brasil em junho. O show teve uma qualidade muito boa, e eu percebi que a cena de mulheres no stand-up estava crescendo. Quando comecei a fazer stand-up em São Paulo em 2007, não tinha muita mulher: era eu, a Marcela Leal e a Dani Calabresa. Aí quando eu falei que estaria no Brasil em novembro e que queria produzir uns shows com todas as mulheres do stand-up (achei que ia dar pra preencher somente dois shows) apareceram 60 mulheres! Acabamos produzindo sete shows!Se ainda tem gente que diz que mulher não sabe fazer humor eu não sei, eu só sei que sessenta de nós não está nem aí pra isso.” – diz Carol Zoccoli, que hoje vive na América do Norte fazendo stand-up nos EUA e Canadá.

A programação está distribuída em 4 shows no Clube do Minhoca e mais 3 shows no Espaço da Comédia, que terão o intuito de apresentar novos talentos femininos na cena da comédia.

A Babu se apresenta no dia 02/11 e eu acho que é o tipo de show que meus leitores curtiriam muito:

Serviço:

Clube do Minhoca
Rua Cunha Horta, 26
2 e 3 de Novembro às 20h e 22h

Ingressos:
https://www.sympla.com.br/festival-mamacitas-de-humor-0211__380968

Espaço da Comédia
Rua Pedro Taques, 145
2 e 3 de Novembro às 23:59h
4 de Novembro às 20h

Ingressos:
https://www.sympla.com.br/festival-mamacitas—novos-talentos__380625

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

5 peças de roupa que eu quero ver do meu tamanho #EscutaModaPlus

Bom, vocês já estão cansados de saber que eu tenho me divertido MUITO pesquisando marcas plus size nacionais e internacionais, tô absolutamente adorando fazer as wishlists plus size aqui no blog e tem sido uma verdadeira jornada redescobrir o meu próprio estilo depois que me aceitei como gorda.

Mas isso não significa que eu não fique de olho no que rola com a moda como um todo, até porque eu gosto muito de moda e gosto muito de acumular referências de estilo.

Juntando toda esse pesquisa eu cheguei a várias conclusões, duas delas são básicas:

  1. A moda plus size precisa absorver melhor as tendências, acompanhar o mercado para todas as idades e para pessoas com necessidades e estilos diferentes. Não dá mais para investir apenas em vestidos de malha e camisas largas de estampa floral que cobrem o quadril, por exemplo. Nós queremos mais informação de moda, coleções bem pensadas e interessantes que ressaltem nossas curvas e nossas personalidades.
  2. A marcas que não são plus size precisam expandir suas grades. O plus size precisa estar presente em lojas com outra segmentação, outro apelo comercial. Não dá mais para só as marcas plus size venderem tamanhos grandes!

Foi a partir de desejos como esses que surgiu o #EscutaModaPlus, movimento criado pela maravilhosa Babu Carreira (atriz, stylist e blogueira), que tem como objetivo fazer com que as marcas do segmento prestem mais atenção no que seus consumidores realmente querem e como queremos ser representados. Use essa hashtag nas redes sociais para falar sobre mudanças que gostariam de ver na moda plus size, participe do movimento e ajude a dar voz para o que nossas vontades.

Vou usar O Cabide para falar ainda mais sobre marcas, fazer reviews de produtos e coleções, vou tentar falar com pessoas que criam moda plus size e acima de tudo vou falar sobre o que eu, como blogueira e designer de moda, acho que pode mudar nesse mercado.

Hoje vou falar sobre algo que atinge todas as gordas, peças de roupas que eu gostaria que as marcas fizessem do meu tamanho, mas não fazem. Fiz uma lista com 5 itens pelos quais me apaixonei, mas não posso ter pois as marcas não possuem uma grade de tamanho maior, dá uma olhada:

Eu sou apaixonada por bordados, realmente acredito que trabalhos de superfície podem transformar completamente uma peça, além de agregar valor inestimável. Eu já tinha declarado meu amor por essa jaqueta da Joulik lá no nosso Instagram, logo, ela foi a primeira peça de roupa que pensei em adicionar a essa lista. Não vou levar em consideração fato dela custar R$2.499,00 e ser inacessível para mim de qualquer forma, vou apenas ressaltar o fato de que marcas com design único e diferenciado nunca se lembram dos consumidores que usam tamanhos grandes:

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

Eu amo a marca Antix como um todo, tenho vários vestidos da marca que é conhecida por suas estampas delicadas e bem elaboradas. A questão é que o maior tamanho da marca é o G, o que faz com que usar esses vestidos só seja possível se eu fizer uma dieta. Alguns modelos até me servem se eu estiver usando tamanho GG, mesmo que eu tenha seios grandes e quadris largos. Mas no geral é uma marca que não atende mulheres que usam tamanhos grandes.

A coleção Lembranças Verão/2016 tem estampas incríveis com inspiração étnica e o vestido América Central – Mercúrio ganhou meu coração:

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Eu conheci a estilista Karin Feller quando ainda estávamos ambas na faculdade, acompanhei sua carreira desde o início e continuo acompanhando seu crescimento com orgulho, afinal de contas ela é incrível. Há alguns anos eu adquiri algumas peças de sua marca, mas desde que engordei não tive mais a chance de usar qualquer peça assinada pela estilista. Karin é uma verdadeira artista e tem criado estampas maravilhosas em aquarela, infelizmente o maior tamanho da sua marca é o G e de acordo com a tabela de medidas na Gallerist a modelagem é bem pequena. Quero esse vestido no tamanho EG, como faz?

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*A própria KarinFeller entrou em contato conosco para dizer que é possível adquirir suas peças em tamanho grande sob encomenda.

A +EDKa é uma marca ultra moderna e descolada com uma porção de estampas divertidas, perfeitas para quem curte um estilo mais urbano. Há algum tempo atrás eu comentei em uma postagem no Instagram, em que a +EDKa havia sido marcada, que eu tinha amado a jaqueta Junkfood Batatafrita e que estava triste por ver que não tinha o meu tamanho. Após alguns dias a marca entrou em contato dizendo que eles pretendiam que as peças da marca fossem até o tamanho GG (o que ainda é pouco), mas que tiveram problemas com os tamanhos após a sublimação (estampa), no entanto, eles continuam com o G sendo seu maior tamanho. Ou seja, fiquei sem a jaqueta!

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Eu amo o estilo da Carla Lemos, do blog Modices, e vira e mexe ela está usando peças lindas da marca Karamello. Comecei a acompanhar a marca e me apaixonei. Esse amor é proporcional a tristeza por encontrar tanta coisa que eu gosto em uma marca só e nada ser do meu tamanho. Se você usa tamanho GG vai encontrar peças do seu tamanho por lá, mas essa não é a realidade da maioria das mulheres plus size. Com certeza não é a minha realidade no momento. 🙁

Escolhi essa blusa como a peça que gostaria de ver no meu tamanho, mas ficou claro que muitas outras peças poderiam estar aqui, né?

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Já consigo imaginar uma sequência para esse post! O que vocês acham?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.