Magra demais

Um anúncio da marca Yves Saint Laurent foi banido por apresentar uma modelo abaixo do peso de forma não saudável.

A peça apareceu na revista Elle do Reino Unido e mostrava uma modelo deitada no chão com as mãos acima da cabeça.

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A agência de regulação de publicidade britânica recebeu uma queixa de que a modela tinha uma aparência doentiamente magra.

Em decisão apresentada  pela ASA (Advertising Standards Authority) sustentou a queixa e concluiu que o anúncio era irresponsável.

A ASA disse que a Yves Saint Laurent não concordou com a queixa mas não apresentou uma resposta.

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

O que os anúncios dizem de verdade

Hank Willis Thomas está estreando a exibição Unbranded: A Century of White Women, 1915 – 2015 e tem como objetivo questionar os ideais de gênero vistos através da publicidade. Essa seria uma sequência da exibição Unbranded: Reflections in Black by Corporate America 1968 – 2008, que consiste em 82 anúncios de revista voltados para um público-alvo negro ou nos quais modelos negros podem ser vistos, com todos os textos e logos removidos da imagem, afim de questionar 100 anos de generalizações raciais na mídia.

Tirando os textos que sobrepõe as imagens vemos tais mulheres completamente expostas; como estar usando somente lingerie enquanto está sendo puxada em cinco direções diferentes por homens completamente vestidos, como escravas ou sendo arrastada pelos cabelos.

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Alguns anúncios são ruins mesmo quando mantemos seus textos, mas aqui vemos alguns exemplos de como nos últimos 100 anos a mulher tem sido apresentada como inocente, pura e privilegiada ao mesmo tempo que completamente marginalizada.

 

Você já imaginou o que um anúncio de cerveja diria sem os textos e os logos, por exemplo?

 

*imagens: reprodução

**fonte

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.