Factory Girl

Edith Minturn conhecida como “Edie” Sedgwick nasceu em Santa Barbara no dia 20 de abril de 1943  foi atriz, socialite, modelo e herdeira americana.

Edie Sedgwick

Ficou conhecida por ter sido uma das musas de Andy Warhol, tendo atuado em vários de seus filmes. Foi apelidada de “It Girl” mas a revista Vogue também a nomeou uma “Youthquaker”.

Foi em março de 1965 que Sedgwick conheceu, no apartamento de Lester Persky, o artista e cineasta underground Andy Warhol, em uma dessas visistas Andy Warhol estava filmando o filme Vinyl, a sua interpretação do livro A Laranja Mecânica. Apesar de todo o elenco de Vinyl ser formado exclusivamente por homens, Andy Warhol fez questão de colocar Edie Sedgwick no filme.

Embora o interesse de Edie Sedgwick em filmes seja breve, o seu charme, o seu visual e o seu estilo despertaram o interesse de Andy Warhol, que decidiu colocá-la no estrelato e assim lançou Poor Little Rich Girl, que foi originalmente concebido como uma parte da série de filmes de Sedgwick, chamado de “The Poor Little Rich Girl Saga”.

Edie Sedgwick

O primeiro rolo de filme mostra Edie Sedgwick – totalmente embassada e fora de foco – acordando, pedindo café e suco de laranja, fumando alguns cigarros e fazendo exercícios e maquiagem em seu quarto, ao som de um disco do Everly Brothers. O fato de Edie Segwick estar totalmente embassada e fora de foco se deu devido a um defeito na lente da câmera. O segundo rolo de filme, mostra Edie Sedgwick fumando mais cigarros (a título de curiosidade, ela era uma fumante inveterada), falando ao telefone, experimentando roupas e, acima de tudo, descrevendo como ela gastou toda a sua herança em apenas seis meses.

Embora os filmes de Andy Warhol fossem muito conceituais para obterem sucesso comercial (e raramente, eles eram assistidos fora da “The Factory”, o estúdio de Andy Warhol em Nova Iorque), a popularidade de Edie Sedgwick começou a aumentar, pois a sua aparência nos filmes se tornou interessa da mídia, ocasiões em que ela sempre aparecia com visual maravilhoso, porém fora do comum, sempre usando mini vestidos, maxi brincos (sua marca registrada) e collant.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e o  colori com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super-estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Edie Sedgwick

Sedgwick também fez questão de cortar o seu cabelo e colorindo-o com spray prata, criando um visual semelhante às perucas que Andy Warhol usava. Warhol a batizou de “Super estrela”, e ambos foram fotografados juntos em diversos passeios sociais.

Essa parceria contiunou até meados de 1966 quando acabou se retirando do louco círculo de amizades e se mudou para o Hotel Chelsea, onde conheceu o músico Bob Dylan.

Mais tarde, os amigos de Bob Dylan conseguiram convencer Edie Sedgwick a assinar um contrato com Albert Grossman, que, na época, era o empresário de Dylan. No entanto, o relacionamento de Edie Sedgwick e Bob Dylan terminou quando ela descobriu que Dylan havia se casado com Sara Lownds em uma cerimônia secreta.

De acordo com o cineasta Paul Morrissey, Sedgwick havia dito: “Eles [o pessoal de Dylan] farão um filme, onde eu serei uma verdadeira estrela, ao lado de Bobby [Dylan]”. De repente, o nome de Bob Dylan não saía mais da boca de Edie Sedgwick, e todo mundo descobriu que ela estava apaxionada por ele.

Durante a maior parte de 1966, Sedgwick ficou envolvida em uma relação tempestuosa e íntima e essa relação não era com Bob Dylan, e sim com o amigo íntimo dele, um homem chamado Bob Neuwirth.

Edie Sedgwick

Foi nesse período que ela se tornou cada vez mais dependente de barbitúricos. Em 1967, Bob Neuwirth, incapaz de lidar com o comportamento errático de Edie Sedgwick, que surgiu devido seu abuso de drogas, terminou o relacionamento.

Em 24 de julho de 1971, Edie Sedgwick se casou com Michael Post, ela havia parado de beber e usar drogas por um curto período de tempo. A sua sobriedade, no entanto, durou até o mês de outubro, quando médicos a receitaram remédios para dor, em decorrência do seu tratamento de uma doença física.

Voltou para o uso abusivo até que mais tarde, seu marido, ficou encarregado de administrar os seus remédios. Por conta própria, durante todas as noites, Edie Sedgwick tomava dois tabletes de Quaalude, de 300 miligramas cada, e mais duas cápsulas de Tuinal. Tudo isso em adição às outras drogas que ela consumia, somado ao uso de bebidas alcoólicas.

Edie Sedgwick

Na noite do dia 15 de novembro de 1971, Edie Sedgwick foi a um desfile de moda no “Santa Barbara Museum”. Após o desfile de moda, ela foi para uma festa onde, segundo os depoimentos de seu marido e cunhado, um convidado supostamente bêbado a atacou verbalmente, chamando-a de “usuária de heroína” e dizendo que seu casamento seria um fracasso.

Edie Sedgwick, bastante chateada, telefonou para Michael Post, no caminho para casa, e Sedgwick expressou pensamentos de incerteza sobre o casamento deles. Já no apartamento, e antes deles irem dormir, Michael Post deu a ela os medicamentos prescritos. De acordo com o próprio Michael Post, Edie Sedgwick começou a sentir sono muito rápido, e sua respiração estava “ruim – parecia haver um grande buraco em seus pulmões”, mas ele atribuiu isso ao hábito de fumar demais. Enfim, ele também foi dormir.

Quando Michael Post acordou na manhã seguinte, surpreendeu-se ao ver que Edie Sedgwick já estava morta. O legista definiu a causa da morte como “indeterminada/acidente/suicídio.

Ela tinha apenas 28 anos de idade.

Edie Sedgwick

Sienna Miller protagonizou a biografia de Edie no cinema num filme chamado Factory Girl quee mostra os autos e baixos da atriz, o filme ilustra dá uma amostra de por que Edie foi um ícone de moda e fala sobre o comportamento na década de 70. Foi lançando em 2006 e chegou ao Brasil com o título “Uma garota irresítivel”.

*imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.