As 10 maquiagens que marcaram época   

Você já precisou de dicas de maquiagem? De buscar inspiração para se destacar naquela super festa? Então, este post é para você. Não diremos como fazer a maquiagem, mas mostraremos as maquiagens que marcaram época, assim, quando precisar, é só voltar aqui e encontrar o que precisa.

 

Anos 20 – A mágica do batom!

Na década de 20, as mulheres começaram a participar economicamente da sociedade, em maior escala. Dessa forma, a maquiagem foi um artifício para marcarem presença nessa reformulação social, representando sua liberdade. Surge, então, a maquiagem mais utilizada até hoje: o batom bastão.

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Atriz Gloria Swanson, década de 20

 A maquiagem era focada nos lábios e nos olhos, desenhando um coração na boca e uma sombra esfumaçada acima dos olhos, dando um ar atraente, misterioso e provocativo. Uma das grandes representantes dessa época foi a atriz Gloria Swanson.

Anos 30 – Cinema e glamour

Período entre guerras e de crise econômica nos Estados Unidos, a vida real estava abalada e desacreditada. Começaram a surgir efervescer ainda mais grupos cinematográficos, trazendo looks deslumbrantes e dando mais atitude para a mulher.

O visual era de sobrancelhas finas e arqueadas. O batom já não era tão forte como nos anos 20, pois o consideravam “vulgar”. A ideia era ter elegância. Os cílios eram curvados e com várias camadas de máscaras. A artista Greta Garbo foi uma das mulheres mais inspiradoras da década.

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Greta Garbo, anos 30

Anos 40 – Femme Fatale

As características de beleza mais valorizadas nos anos 40 eram a feminilidade e as curvas. Roupas com cores pastéis, cintura marcada, decotes e maquiagem carregada foram o visual da época. Hoje, esse look é conhecido como “lady like”, que se refere àquele ar vintage feminino.

O batom usado era, geralmente, bem vermelho, os olhos bem destacados, e as sobrancelhas fortes.

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Rita Hayworth, anos 40

Anos 50 – Viva a naturalidade!

Os anos 50 foram marcados pelo rock de Elvis Presley, revoluções tecnológicas, como as transmissões de televisão, e a Guerra Fria. Esses e outros acontecimentos causaram uma transformação comportamental.

As mulheres estavam adquirindo mais segurança e naturalidade, começando a se expor mais. O batom vermelho continua sendo importante no look, onde o delineador e o rímel ganham lugar fixo. Surge então o estilo pin-up, que até hoje muito utilizado. Quem fez muito sucesso e ganhou espaço na história, foi a atriz Marilyn Monroe.

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Marilyn Monroe, anos 40

Anos 60 – Olhos e olhares!

A maquiagem dos anos 60 focava nos olhos. Os estilos e produções nessa época eram diversos, mas o traçado no estilo “gatinho” era um dos mais utilizados. As sobrancelhas já podiam ser mais grossas, e de desenhos diferentes, não só finas e arqueadas. Os cílios postiços também ganham espaço. O batom já não é mais aquele vermelho carregado, mas uma cor mais clara, para não tirar a atenção dos olhos. Uma das grandes expressões da época foi a modelo e atriz belga Audrey Hepburn, considerada uma das artistas mais bonitas da história do cinema hollywoodiano.

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Audrey Hepburn, anos 60

 Anos 70 – Cores e mais cores

Na década de 70, surge o movimento hippie, contrariando a ideia do que era convencional. Na hora de se arrumar, valia de tudo que lembrasse conforto, liberdade e natureza na hora de se arrumar. As cores ganham força, e o delineador e o rímel já não eram mais tão usados. Sombras no verde, azul e rosa passaram a ser muito frequentes nas ruas e nas telas de cinema. Sem contar com o brilho, muito brilho.

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Maquiagem anos 70

Anos 80 – Hora de usar tudo!

Se nos anos 70 as cores tomaram conta, deixando de lado a maquiagem pesada, nos anos 80 foram valorizadas as cores, batons em tons fortes e uma grande tendência: sombras em degradê. A mulherada abusava das cores, inclusive, do cinza e do marrom, que eram pouco utilizados na década anterior. Outra coisa que surgiu foram os cílios alongados e coloridos.

Essa tendência surgiu depois que as mulheres começaram a conquistar sua autonomia, pois elas começaram a entrar maciçamente no mercado de trabalho. O jeans adquiriu seu lugar no vestuário feminino, dando um ar básico e mais sério para o trabalho, e deixando então, a versatilidade de cores para os cabelos e rosto. Assim, pegue todas as maquiagens e estilos já ditos aqui, e misture. O resultado é uma mulher dos anos 80.

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Anos 80

Anos 90 – Básico e rebelde!

Os anos 90 quebraram todo aquele exagero da década de 80, fazendo com que o público feminino percebesse que não era preciso “tudo aquilo”. A beleza natural começou a ser mais valorizada. As cores utilizadas na maquiagem passaram a ser mais neutras e sem tanto brilho.

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Julia Roberts nos anos 90

 Anos 2000 – Depende do dia!

A virada do século trouxe mais autonomia ainda para “o que eu quero vestir e como eu quero me maquiar”. Produtos novos não faltaram, e todos sempre buscavam referência nas décadas anteriores. Era uma mistura de tudo o que passou, mas com a autonomia de “hoje quero isso, amanhã quero aquilo”.

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De 2010 para cá: tecnologia!

Atualmente, as referências continuam sendo todas as que passaram, mas cada vez mais a tecnologia está presente. Inventando um batom mais resistente, uma cor mais intensa, um rímel mais incrível que o anterior, e assim vai. A qualidade é o fator mais levado em consideração, pois a liberdade é toda da mulher. Todos os tipos de beleza têm espaço. Claro que sempre tem uma tendência surgindo no mercado e, para quem ama maquiagem, isso é um prato cheio para ficar sempre atualizada e por dentro do que está na moda.

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Espero que tenham gostado! Mas lembrem-se, o mais importante mesmo é se maquiar de uma forma que faz com que você se sinta bem, independente se está na moda ou não.

 

 

Este post é uma contribuição da Época Cosméticos para o Blog O Cabide.

*imagens: reprodução

Mini

A gente já sabe que a minissaia foi importante para a libertação da mulher, principalmente por ser um signo da liberdade sexual desde sua criação.

Surgiu na década de 1950 e sua criação é atribuída a designer Mary Quant, que criou o modelo inspirada no carro Mini Cooper. Mas sua criação também é atribuída ao francês André Courrèges, portanto não se sabe ao certo que de fato inventou o modelo.

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Modelos vestem peças prêt-á-porter de Andrés Courrèges

Há ainda quem dê os créditos a Helen Rose, que fez algumas minissaias para a atriz Anne Francis em 1965 no filme sci fi Planeta proibido, mas também devemos levar em consideração a aparição de vestidos curtos na personagem Dale Arden do filme do anos 1940 Flash Gordon.

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a atriz Anne Francis

E também há quem defenda que John Bates quando fez o figurino para Diana Rigg que interpretava Emma Peel na série da ABC The Avengers, em 1965. A série ajudou o estilo “mod” londrino a se definir.

E se você acha que acaba por aí, ainda tem Cathy McGowan, que apresentava o programa semanal Rock Steady Go! (1964-66).

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De qualquer forma a minissaia surgiu em tempos de mudança, ela não era somente uma peça de roupa que mostrava mais o corpo feminino, ela representava também a democratização da moda, nos anos 1960, quando os traços da cultura de moda parisiense, que ainda eram quem ordenavam o consumo de moda, caíram por terra, o movimento pela liberação social e sexual feminina se firmaram.

E quando a juventude londrina já usava looks flertivos que se rebelavam contra a moda de velha guarda, designers como Yves Saint Laurent e Rudi Gernreich criavam suas próprias versões da minissaia, as introduziram a mídia de moda em seus desfiles e o público geral começou a criar suas novas versões.

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A história da minissaia tem muito mais do que apenas os centímetros a menos em sua barra. Essa talvez seja o estilo mais revolucionário da época, pois ultrapassou a ideia de tendência e se provou como algo atemporal.

Se você gosta da moda dos anos 1960 também vai curtir esse post, também vale a pena saber mais sobre Peggy MoffitVeruschka e Edie Sedgewick.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Veruschka

Sou grande admiradora da modelo Veruschka, cujo visual arrebatou o mundo da moda na década de 1960, contando até com aparições no aclamado filme Blow Up.

Nada mais justo então, do que fazer um post sobre a trajetória da top model aqui no nosso baú, certo?

Veruschka nasceu em 14 de maio de 1939, em Königsberg, no leste da Prússia, batizada como Vera Gottliebe Anna Gräfin von Lehndorff-Steinort, sua mãe era condessa e seu pai era germânico, conde e reservista da Resistência Alemã.

Quando Veruschuka tinha 5 anos, seu pai foi assassinado sob a acusação de ter tentado matar Adolf Hitler.

Depois dos anos nos campos da Segunda Guerra Mundial, que seguiram a morte de seu pai, Veruschka foi estudar arte em Hamburgo e depois se mudou para Florença, onde com 20 anos foi descoberta pelo fotógrafo Ugo Mulas e se tornou modelo em tempo integral.

Em Paris conheceu Eileen Ford, presidente da já prestigiada Ford Modeling Agency e em 1961 se mudou para Nova Iorque por um breve período. Em 1966 ela fez uma participação de cinco minutos no filme Cult e aclamado pela crítica, Blow Up, de Michelangelo Antonioni. Sua aparição em Blow up foi a alavanca para seu sucesso mundial.

Ela também já posou para Salvador Dalí e para Peter Beard. No seu auge chegou a ganhar $10.000 por dia. Porém em 1975 acabou se despedindo do mundo da moda após desentendimentos com Grace Mirabella, editora chefe da Vogue.

Em uma entrevista em 1999 Veruschuka esclareceu o desentendimento, dizendo que Mirabella queria que ela tivesse um visual burguês, e que ela não queria ser vista dessa forma.

Veruschka

Veruschka

Veruschka

Veruschka

Depois da aposentadoria, Veruschka se entregou a sua verdadeira paixão, a arte. E só voltou as passarelas como convidada para o Melbourne Fashion Festival em 2000 e em outubro de 2010, aos 71 anos de idade, desfilou para Giles Deacon na London Fashion Week.

Veruschka

Veruschka foi a sensualidade dos anos 1960 encarnada, seu visual se transformou em ícone e referência para toda uma década, e foi ela quem cunhou a magreza como requisito para ser top, apesar de muitos acrditarem er sido a Twiggy.

Esse impacto visual não existiu à toa, tudo foi calculado pela mente de Veruschka, que sabia que a simplicidade não lhe renderia trabalhos, então criou essa persona, indo aos go sees vestida severamente, toda de preto. Antes disso tudo ela era apenas Vera, foi para se tornar uma top exótica e requisitada que ela se trabsformou em Veruschka.

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Sessentinha!

Essa semana teve Peggy Moffitt e Polly Maggoo aqui no O Cabide. Mais swinging sixties impossível!

E não é coincidência que esse tema apareça por aqui com essa frequência. Acontece que eu gosto de falar sobre a moda nos Anos 1960, gosto de ler sobre e acho as roupas incríveis!

Anos 1960

Eu penso que, nos anos 1960 a moda ainda tinha espaço para a invenção, tinha potencial para revolucionar o comportamento da sociedade.

Além do mais a estética é muito atraente, cheia de curvas sinuosas que redesenham a mulher, por dentro e por fora.

Então pensei que seria legal emendar os posts da semana com imagens da moda na época:

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Peggy Moffitt

Hoje Peggy Moffitt, a musa do monoquíni, completa 73 anos. Seu talento associado a seu visual único mudou a cena da moda na década de 1960.

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Era musa absoluta do estilista Rudi Gernreich, cujas roupas usadas por Peggy e fotografadas por Bill Claxton se transforam no ícone do Swinging Sixties.

O cabelo geométrico, conhecido como “Cinco pontas”, criação de Vidal Sassoon, apresentava uma novo conceito estético, e junto com a maquiagem, se transformou na marca registrada de Peggy.

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A make era inspirada no teatro japonês kabuki, que incluía cílios postiços exagerados.

Peggy chegou a aparecer no filme A elegante Polly Magoo fazendo sua maquiagem:

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No dia 4 de junho de 1964 ela causou barulho na mídia quando foi fotografada semi-nua no monoquíni criado por Rudi Gernreich. A imagem de Moffitt foi feita por William Claxton, que era marido de Peggy e colaborador assíduo da dupla.

Não se tratava de nada além de um maiô de malha cortado abaixo do busto, que acabou sendo um marco na Revolução Sexual dos Anos 60, causando muitas polêmicas, entre elas, pedidos de casamento e ameaças de morte. O monoquíni envolveu a Justiça americana, que foi obrigada a rever suas leis sobre o nudismo.

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No mês de maio do ano passado aconteceu a mostra “The Total Look: The Creative Collaboration Between Rudi Gernreich, Peggy Moffitt and William Claxton” no Museum of Contemporary Art of Los Angeles (MOCA), para homenagear a obra do estilista.

No vídeo The Total Look produzido pelo Nowness, a própria Peggy resume sua carreira e desabafa: “Essa foto tomou um sexto de segundo para ser feita e eu tive que passar a minha vida inteira falando sobre isso!”

Ela aparece no vídeo como uma musa que não se desfez, a modelo manteve o cabelo assimétrico e as roupas psicodélicas, e de certa forma, sua imagem permanece como foi desde o início.

*imagens e vídeos: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.