Mais glitter, por favor!

Quem me segue no Instagram sabe que eu trabalho duro para criar um feed que seja altamente inspirador, tanto para mim quanto para vocês. E para isso passo horas pesquisando perfis, sites, livros, vídeos e até músicas (já viu os posts com playlists?), é um trabalho constante, mas que eu amo fazer.

Há alguns dias comecei a seguir o perfil Positively Glittered, um projeto criado por três australianas para falar sobre autoestima e body positivity com muito brilho. As sessões fotográficas podem ser públicas (que são abertas e todos podem participar) ou privadas e o trio faz questão de ressaltar que são bem vindas pessoas de qualquer etnia, sexualidade, identidade de gênero e tamanhos.

Para garantir o brilho elas usam uma mistura de glitter e aloe, que foi a única que funcionou bem até agora, mas elas garantem que todo o glitter usado é descartado de forma ética e responsável, e que elas estão fazendo testes para usar apenas glitter biodegradável nas próximas sessões.

O Positively Glittered acontece na Austrália, mas por enquanto em uma só região. A ideia é fazer uma turnê por todo o país. Quem sabe um dia elas consigam viajar o mundo e pousar com todo esse brilho em terras tupiniquins?

Dá uma olhada na beleza desse trabalho:

Saiba mais sobre as criadoras do projeto: www.positivelyglittered.com

Encha o seu feed de brilho: www.instagram.com/positivelyglittered

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Carta para Karlinha

“Querida Karlinha,

eu gostaria de ter estado ao seu lado quando sua beleza era questionada, quando você se sentia fora dos padrões, quando se sentir bonita parecia uma utopia.

Queria ter dito para você que você é linda, sempre foi, que o seu tamanho (e o meu tamanho) não servem como medida para beleza e que mesmo parecendo impossível, um dia você iria se aceitar e ser feliz sendo quem você é, e que iluminaria a vida de outras mulheres que como nós, precisam encontrar o amor próprio.

Mas agora que você vê a auto estima com outros olhos e se ama, como deveria ter se amado sempre, eu gostaria de te agradecer. Obrigada por contribuir para uma nova definição de sensualidade, obrigada por mostrar que a beleza de mulheres gordas deve ser livre – como a beleza de todas as outras mulheres e obrigada por enfrentar as regras de um mundo que tenta engessar o significado de ser mulher.

Continue sendo um exemplo de que só nos mesmas podemos determinar o que nos empodera e que isso pode vir com a força da palavra assim como poder vir com a força da nudez.

E que essa carta seja um exemplo de que nós devemos reconhecer a beleza de outras mulheres sem desvalorizar a nossa própria beleza.

Não há nada nesse mundo mais bonito do que uma mulher sendo ela mesma, sem se desculpar, confortável com quem ela é e com sua imperfeição perfeita. Essa é a verdadeira essência da beleza e eu sei que você a carrega com você!

Com carinho, Nic.”

 

A Karlinha é uma pessoa real, é uma das nossas leitores e já teve uma de suas fotos postadas em nosso Instagram. Essa semana ela nos enviou uma mensagem falando sobre o quanto ela considera importante para outras mulheres a forma como abordamos aceitação e amor próprio. Devo confessar que fiquei emocionada, quando eu comecei a falar sobre questões relacionadas ao peso e a autoestima eu o fiz por mim mesma. É claro que seria maravilhoso servir de exemplo para alguém, mas oque eu estava precisando era desabafar mesmo. Agora eu vejo que as minhas palavras estão ganhando força e que muitas de nós estamos precisando desabafar. Mas a coisa mais importante para mim agora é falar sobre sororidade, sobre derrubar a rivalidade feminina e unir nossos desejos e aflições em um só.

Essa é a Karlinha:

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Nós somos todas lindas e é muito mais fácil lutar contra o que nos é imposto unidas.

 

*imagens: reprodução

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Amor próprio

Não importa o quão bem resolvida você seja sempre vai ter aqueles dias em que não acha nenhuma roupa boa, nenhuma maquiagem é suficiente, nenhum elogio soa verdadeiro e tudo que você mais queria era não ter saído de casa.

Pois é, infelizmente ninguém está imune a dias como esse. Quando eu estou assim procuro me apegar nas coias que geralmente mantêm a minha autoestima no lugar, também ajuda bastante compartilhar esses sentimentos com vocês, tanto as aflições quanto o que me alivia.

Um dia após o feriado, cheia de preguiça e precisando de inspiração, resolvi fazer um post com as frases que mais me inspiram, espero que seja útil para vocês!

Vira e mexe posto coisas desse tipo lá no nosso Instagram também, você já nos segue por lá?

 

Uma foto publicada por O Cabide (@ocabide) em

É porque eu acho bom reforçar sempre que posso o quanto vocês são lindas!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

BEDA | Trintei

Era difícil me imaginar com trinta anos, mesmo quando ter essa idade estava ficando cada vez mais perto. Fazer planos para o futuro é irresistível, mas quanto mais velha ficava, mais relutava em ser o tipo de pessoa que pensa “Quando eu tiver 30 anos vou ser assim ou vou ser assado”,  com o tempo a gente vai aprendendo quanta pressão isso gera.

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Minha mãe e minha tia me disseram hoje que eu acabei de começar a melhor fase da minha vida e eu acho que vai ser mesmo.

Eu fiquei pensando hoje nas coisas que eu colocaria na minha Murtaugh list, sabe aquele lance da série How I Met Your Mother em que o Ted faz uma lista de todas as coisas que ele está velho demais para fazer, inspirado no personagem interpretado pelo Danny Glover nos filmes da franquia Máquina Mortífera?

Pois bem, eu não encontrei nada que eu realmente quisesse colocar nessa lista. Eu ainda quero todas as ressacas, todas as dores, todos os corações partidos, os sustos e as broncas. Eu não tive uma adolescência comum e passei a maior parte dos meus 20 e poucos anos lutando contra os meus demônios.

Eu ainda enfrento os meus demônios todos os dias, mas agora que eu tenho habilidade para lidar com eles, quero começar de novo, experimentar as coisas que deixei pela metade, me encontrar e me perder, tudo com a intensidade alucinante que carrego na alma e no coração e que até  agora estava perdida pelos caminhos que minha vida tomou.

Eu nunca me amei tanto, nunca investi tanto em mim mesma e nunca me senti tão feliz por ser quem eu sou.

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Comemorei hoje e vou comemorar mais no final de semana!

30 and hot, buy me shot!

 

*imagens: reprodução

**Saiba mais sobre o BEDA

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

Croquis plus size

Há alguns dias atrás fiz um post com bases para croquis plus size na esperança de que assim pudessemos ver mais diversidade nos desenhos que vocês nos enviam.

E funcionou!

Fiquei tão feliz com a resposta que tive e com a maneira commo vocês reagiram a proposta de representar mulheres gordas em suas ilustrações.

Prometi que faria um post com as ilustrações enviadas e aqui estão elas:

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croqui-plus-size-ocabide-2Croquis da Patricia Shirleni

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Croquis da Tainara Jeronimo que usou vestidos de festa plus size como tema para o seu TCC.

 

Estamos adorando ver vocês engajados e distribuindo positividade e amor próprio!

Que façamos muitos posts como este!

 

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.