Eu traí o papel

KindleEu sou sem dúvida uma viciada em livros. Gosto de ter livros, ler livros, comprar livros, trocar livros, cheirar livros…

Isso tudo faz de mim uma pessoa bibliobúlica, pois vivo enfiada em histórias, esquecendo com frequência da realidade em que vivo. =p

Gosto do real e da fantasia, de contar a história e de ser história contada. Não consigo evitar! Aprendi a ler praticamente na mesma velocidade em que aprendi a existir como pessoa.

E eu afirmo tudo isso, não só por ter orgulho da minha bibliomania, mas também para que não haja dúvidas de sua veracidade.

A minha casa é infestada por livros, tudo o que li, e o que meus pais leram, ocupam inúmeras prateleiras, armários, criados, mesas, etc. No meu quarto, meus sapatos, roupas e cosméticos, que são muitos, disputam ferrenhamente o espaço que antes era até amplo, e que agora é limitado.

E foi por conta disso que fiz o que até então, para mim, era abominável.

Comprei um Kindle.

Kindle

Eu tive contato com um e-reader uma única vez, há uns três anos atrás, quando meu irmão, que também lê muito, me mostrou o dele. Ele me falou sobre as vantagens, falou sobre como era mais prático para ler no trem/metrô enquanto ia para o trabalho. E eu achei muito legal, de verdade. Mas acontece que um e-reader me distanciaria muito do meu ritual de leitura, então nem considerei comprar um.

Até umas duas semanas atrás, quando vi na televisão uma matéria que comparava os e-readers com tablets, e achei alguns aspectos dos leitores muito interessantes. Com o tempo os e-readers também evoluíram e se tornaram, para mim pelo menos, o único gadget realmente interessante no mercado.

Kindle

Vejamos alguns aspectos legais do modelo Paperwhite (que eu adquiri):

  • Possui iluminação própria e ajustável, o que permite, por exemplo, que você leia no escuro sem precisar de um abajur;
  • Você também pode ajustar o tamanho da fonte, o que vem a calhar para pessoas que como eu, possuem problemas de visão;
  • Você pode carregar mais de 1.100 livros digitais;
  • A bateria dura, em média, 8 semanas antes de necessitar uma nova recarga;
  • Depois de carregar para cima e para baixo as 880 páginas de A tormenta de Espadas, os 213 gramas que o Kindle pesa vem a calhar;
  • A variedade de produtos da Amazon é gigantesca, os preços são ótimos e eles oferecem promoções com frequência;
  • O Kindle aceita os formatos MOBI, AZW, AZW3, TXT e alguns formatos de imagem, portanto você não precisa ficar preso só aos downloads de livros pela Amazon;
  • Por acaso, se o livro que você quer ler não for compatível com o Kindle, você pode baixar o Calibre, um programa gratuito que converte os arquivos;
  • Você também pode xeretar o acervo gratuito de outras livrarias brasileiras para ver se tem algo que te interessa e depois transferir para o seu Kindle via USB ou Cloud Drive;
  • Você pode destacar trechos da sua leitura e enviar para redes sociais como Facebook e Twitter diretamente do Kindle;
  • Você pode consultar os significados de termos sem sair do texto, apenas selecionando a palavra.

Eu não pretendo deixar de adquirir livros, mas agora sei que minha biblioteca será mais enxuta. E isso me permite investir mais em colecionáveis, clássicos e edições especiais. E por enquanto é isso que eu pretendo fazer. Acho que o Kindle vai ser um grande facilitador para o meu hábito de leitura, que só aumentou por causa da praticidade do leitor.

Eu não me importava em carregar livros na bolsa, mas é muito melhor tê-los sempre perto de mim de forma tão leve e confortável.

Essa praticidade deve ser ainda mais importante para estudantes, que poderão carregar suas referências para todo lugar e dividi-las facilmente com orientadores e colegas.

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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