#projetonicmenos30

#projetomenos30

No ano passado, mais ou menos entre março e julho, por causa de um tratamento médico, eu engordei 20 quilos. Nunca na minha vida eu fui tão pesada.

Assim que tive condições procurei uma nutricionista, que após me examinar e tirar minhas medidas me disse algo que eu jamais imaginei ouvir: “Você está obesa”.

Saí de lá chorando, mas topei a dieta que ela me passou e não via a hora de começar a me exercitar. Duas semanas depois tive uma recaída e a dieta ficou para trás, de quebra engordei mais alguns quilinhos.

Eu estava no meio da maior crise de identidade que já tive em minha vida, e estar tão gordinha não ajudou em nada. Minha mãe comprou algumas roupas para mim, nem minhas calcinhas me serviam mais! Quando tive condições novamente comecei a frequentar um grupo de apoio para pessoas acima do peso regido por uma nutricionista que nos guiava através de uma reeducação alimentar. Eu me sentia bem fisicamente, mas não perdia peso. Acredito que isso tenha se dado por conta de algo que a primeira nutricionista que consultei chamava de síndrome metabólica.

De qualquer forma, nada iria adiantar, eu não conseguia me focar em nada naquele momento, tinha coisa demais acontecendo na minha vida.

Apesar das muitas coisas muito ruins que aconteceram comigo no ano passado, algumas muito boas aconteceram também, como a viagem que fiz para a Argentina e para o Chile, por exemplo. Mas quando eu vejo as fotos da viagem, percebo que quase não apareço nelas, eu não me permitia ser fotografada.

Minha vida funcionava assim, eu passava o tempo todo me relembrando de que eu estava gorda, mas também passava o tempo todo tentando esquecer.

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Eu já estava planejando me focar em cuidar de mim mesma, não só da questão do peso. Até que um dia, perto das festas, eu estava em casa, usando um shorts de moletom que estava bem apertado, além de tudo eu também ficava muito inchada com muita frequência, e eu precisei fazer xixi e não consegui tirar o shorts de jeito nenhum. Eu chorei muito, chorei porque estava com raiva, mas chorei mais ainda porque estava decepcionada comigo mesma. Eu não me cuidei, toda vez que me sentia mal, ou triste ou estressada eu comia, e quando o final do ano chegou eu já tinha engordado 30 quilos.

Não comecei nenhuma dieta imediatamente pois sabia que começar uma dieta durante as festas era um convite para auto sabotagem, mas eu estava cansada. Cansada de roupa nenhuma servir (até alguns dos meus sapatos não me serviam), cansada de sentir dores pelo corpo todo, cansada de ficar ofegante, cansada porque meus joelhos estavam doendo, eu estava muito, muito cansada, e tirei aquele momento para pensar no que eu podia fazer a respeito disso.

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Na época eu achava que a Dieta Dukan era muito radical, mas foi bom que eu tenha pensado isso, pois naquele momento eu achava que só algo muito radical iria me salvar de mim mesma. Comecei a ler sobre o assunto e quando me senti à vontade comecei. Não foi aquela coisa de “começo a dieta na segunda feira”, quando senti que já tinha lido tudo o que tinha pra ler e senti que poderia fazer a dieta com segurança, comecei, logo no dia seguinte, era uma quarta feira.

Realmente, a Dukan não é para qualquer um, é uma dieta exigente e cheia de regras, mas vale a pena. Faz duas semanas que comecei, até agora perdi 4 quilos, e estou me adaptando a segunda fase da dieta que é chamada de Cruzeiro.

Quando a primeira fase acabou, a que é chamada de ataque, eu senti um desânimo enorme, porque fiz as contas e vi que ficaria mais ou menos 5 meses na fase cruzeiro. Meu desânimo passou quando dei mais atenção para os livros e comecei a ver como vivem as pessoas que fazem essa dieta através de hashtags no Instagram (#dietadukan #dukanianas #dukanbrasil #projetoviverdukan). Me empolguei com a quantidade de receitas e sabores que eu poderia experimentar, e em quantas alternativas eu tenho para cozinhar coisas que possam saciar os meus desejos.

Você viu as regras da Dukan, quer fazer, mas tá preocupado com as restrições?

Essas são algumas das dúvidas que eu tive no começo:

Dá pra comer fora? Sim, mesmo que você esteja no ataque. Almoço fora com a minha mãe, inclusive em praças de alimentação nos shoppings, pelo menos uma vez por semana. Quando eu estava no ataque eu comia muito sashimi, por exemplo.

Seu amigos vão estranhar seus novos hábitos?  Não se  forem bons amigos, como os meus que cozinham ovos para mim e pedem refrigerante zero junto com as esfihas, que eu não me importo nem um pouco que eles comam na minha frente, principalmente quando abrem espaço na mesa para a comida que eu preciso comer.

Você vai passar fome? De jeito nenhum, até porque muito do que se come na Dukan é a vontade. Mas você percebe, após uns 3 dias, que seu apetite diminui um bocado.

E se eu não emagrecer? Só se você não seguir as regras, evite confiar totalmente em blogs, compre os livros, eles serão seus companheiros durante todo o processo. O pessoal da Dukan também responde algumas dúvidas no Twitter e no Facebook, se você tiver grana assine o conteúdo exclusivo do site, lá você terá assistência 24/7.

#projetomenos30

Eu queria deixar claro que eu não vejo problema nenhum em ser gordinha, cada pessoa tem um tipo físico e deve se aceitar como é sim. Eu acho chato ter que ressaltar isso, mas na internet é assim, a gente faz um post falando sobre emagrecer e vão te acusar de estar apoiando a ditadura da magreza. Meu caso, como vocês puderam ver, foi bem específico, além de a minha saúde estar comprometida, e eu acho que a saúde é o limite entre poder se importar ou não com estar gordinha.

Vou postar novidades sempre que puder, por enquanto você pode ir acompanhando minhas novidades no Instagram usando a hashtag #projetonicmenos30. Se você tiver alguma dúvida, sugestão ou receitinha entre em contato, pode ser por inbox, por email (ocabide@ocabide.com), ou até através de comentários lá no Instagram mesmo.

Eu apoio vocês, e vocês me apoiam, combinado? ?

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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