Nino Cais – um toque surreal

Quarta feira estive no Sesc Santo André para uma aula externa do curso de fotografia que estou fazendo e enquanto estive lá pude conferir a exposição dos trabalhos do artista Nino Cais.

O trabalho de Nino não pode ser descrito de outra forma senão surrealista, o artista mistura sonho e realidade de forma multifacetada. E se a forma como ele manipula imagens te causar algum estranhamento não se preocupe, ao que me parece a ideia é essa mesmo.

Se você olhar atentamente para as imagens e ver a forma como elas foram alteradas, seja por pintura ou por colagem, você verá que não passam de situações comuns, e a partir desse ponto você passa a se identificar com as imagens que ele produz. Além disso existem duas possibilidades com algumas imagens, você vai se sentir realmente impactado pelo que vê, tendo uma sensação mais palpável do surrealismo que ele faz ou você vai sentir que aquelas figuras são figuras comuns que podem pertencer ao cotidiano comum.

Eu percebi esses dois últimos pontos em algumas imagens em que ele usou materiais de catálogos ou editoriais de moda para fazer interferências e foi por isso que quis fazer esse post.

Infelizmente eu não encontrei essas imagens, elas não estão disponíveis nem mesmo no site do Nino, mas eu peguei o catálogo da exposição e vou toscamente (sorry) mostrar algumas das que estão dentro deles para vocês:

Nino Cais

Nino Cais

Veja algumas outras imagens que você encontrará na exposição:

Nino Cais

Nino Cais

As imagens são tão cheias de desconstrução que levam nosso olhar criativo para um vasto mar de possibilidades e maneiras para como uma imagem pode ser moldada e como um conceito pode ser ao mesmo tempo tão frágil e tão impactante.

A exposição tem curadoria de Paulo Gallina e ficará até o dia 13 de julho no Sesc Santo André e a entrada é gratuita.

Conheça mais trabalhos de Nino Cais!

*imagens: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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