BEDA #16 – Galeria: Um amor chamado moletom

Quando as mulheres começaram a quebrar padrões relacionados aos seus corpos, acabaram vendo uma possibilidade que nunca tinham visto antes: elas não querem ser escravas de nenhum outro padrão.

Estamos questionando o uso do anticoncepcional, estamos descobrindo como lidar com nossa menstruação de formas diferentes e estamos brigando com o Senado pelo direito de escolha quanto à maternidade.

Também estamos exigindo equidade no ambiente de trabalho, cobrando a presença feminina nos palcos de eventos e na gestão das empresas.

A feminilidade compulsória está sendo derrubada, nossa sexualidade está mais fluída e estamos dispostas a sermos as principais responsáveis pelo nosso prazer.

Juntas estamos moldando um novo mundo onde nosso espaço seja garantido. E com tantas mudanças é claro que a nossa relação com a moda também ganharia um novo olhar. Já estamos calando a boca de quem critica comprimento de blusas e saias, e quanto mais reclamam, mais justas nossas roupas ficam. Mas a verdade é que essa é uma mudança mais profunda, que tem a ver com a nossa relação com as roupas e tudo o que esperamos que elas cumpram dentro dessa nova rotina. Não à toa a palavra conforto vem aparecendo no topo das pesquisas de consumo nos últimos anos.

Não dá mais para usar roupas desconfortáveis para atender as expectativas de uma sociedade que insiste em códigos de conduta ultrapassados. Nossa liberdade também vai nos trazer comodidade!

Criei uma galeria com fotos de mulheres que optaram pelo conforto do moletom e não sacrificaram de forma alguma suas identidades ou estilo pessoal. Dá uma olhada:

(Clique nas imagens para ver os créditos ou para navegar na galeria)

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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