BEDA #5 – Burlesco fora do padrão

Estamos acostumados a associar o burlesco com sensualidade por causa de figuras como Dita Von Teese. Mas a verdade que essa é uma arte surgiu com o intuito de causar riso ao caricaturar a maneira ou o espírito de artes mais sérias tratando as como algo cômico ou grotesco.

É claro que isso não desmerece qualquer forma de expressão dessa arte. Mas eu precisava falar da origem do burlesco para contextualizar o resto deste post.

Nas minhas andanças pela internet em busca de diferentes formas para a expressão da inclusão de mulheres que são excluídas ou marginalizadas por não se encaixarem em padrões raciais, sociais e estéticos, sempre acabo me deparando com a história de mulheres que se reapropriaram de categorias artísticas e ressignificaram sua mensagem.

No burlesco, justamente por ser uma arte que incentiva o deboche e enfrenta estigmas com humor, acabei encontrando um grupo inusitado de mulheres que vive de acordo com suas próprias regras.

Conheça as mulheres que estão quebrando padrões na arte burlesca:

Violet Chachki

A única mulher dessa lista que na verdade é um personagem criado e interpretado por um homem cis. Violet Chachki já garantiria sua dose de deboche no burlesco com o seu papel como drag queen, mas também adora desafiar as barreiras de gênero com figurinos e maquiagem bem elaborados. Seus shows também incluem acrobacias aéreas.

www.instagram.com/violetchachki

Jelly Maciel

Jelly é estilista especializada em moda retrô além de apresentar um show de dança burlesca com o grupo plus size Academia de Divas.

www.instagram.com/jellymaciel

Little Bear Schwarz

Little Bear é uma mulher extremamente feminina, que exibe um olhar gentil e um sorriso delicado. Little Bear também é uma mulher barbada. Os pelos faciais são resultado da Síndrome do ovário policístico que a acompanha desde a adolescência. Ela se recusou a passar o resto da vida como uma escrava da lâmina de barbear e hoje deixa que seus pelos cresçam livremente. Ela é cantora de ópera e se apresentou durante algumas temporadas com o grupo burlesco WrecklessFreeks.

www.instagram.com/thisislittlebear

Cherry Pop

Mulheres podem fazer drag? O show de Cherry Pop diz que não só podem como devem. Sendo uma mulher gorda que faz espetáculos burlescos, ser drag não é o único paradigma que ela quebra.

www.instagram.com/mecherrypop

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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