A primeira foto que eu postei no Facebook

Há um tempo atrás assisti um vídeo no YouTube onde as pessoas avaliavam as primeiras fotos que postaram no Facebook. Fui dar uma olhada e tenho quase certeza que a minha primeira foto por lá foi essa:

Olhando para ela lembro de como era insegura, tinha acabado de sair da faculdade, estava deixando para trás um relacionamento ruim e amizades super tóxicas. Eu vivia em estado constante de ansiedade e medo. Eu não sabia quem eu era e isso era assustador. Além disso ainda não tinha sido diagnosticada e passava por médicos que me empurravam uma porção de remédios que eu nunca deveria ter tomado, então estava sempre em crise.

Eu queria muito abraçar essa menina da foto, mas ela me afastaria. Ela tinha medo de gente e acabou afastando todos ao seu redor.

Mal ela sabia que estava saindo de uma fase ruim para entrar em uma outra muito pior, mas como todos nós sabemos, ela é uma sobrevivente.

Eu ignorei muito essa fase da minha vida porque a considerava um fracasso, porque não me via como a protagonista da minha própria história.

Mas sem tudo isso não estaria onde estou agora. Não temos como superar algo que não tenhamos vivido. Talvez não precisasse ser assim, talvez houvessem coisas que poderiam ter sido feitas de forma diferente para diminuir meu sofrimento. Mas de alguma forma, eu precisava viver essas coisas para poder superá-las. 

Então cá estou, oito anos depois, vivendo a vida que me disseram que eu jamais conseguiria viver. Encontrei um ritmo para minha dança, busquei ajuda, não desisti.

Essa foi uma semana difícil, dolorida e cheia dos sintomas que uma mulher com transtorno mental enfrenta, mas tudo o que aprendi continua comigo,  e a vida, mesmo que confusa, segue cheia de surpresas, algumas são maravilhosas, outras são como uma fatura de cartão de crédito. 😂

Onde jazz meu coração

Nessa semana, em que recebemos a notícia do suicídio da estilista Kate Spade e do aclamado chef Anthony Bourdain, faço esse post para te lembrar da importância de pedir ajuda.

Eu sei que não é tão simples assim, que existem vários impedimentos. Que cuidar da cabeça custa caro e que nem sempre vemos possibilidades em tratamentos gratuitos. Mas você tem que tentar.

Não importa o motivo, depressão não é normal, não é algo que deveria fazer parte do nosso cotidiano.

Se você tem pensado em suicídio ou conhece alguém passando por isso, esses links podem te ajudar:

Quero Conversar

Como funciona o CAPS? http://portalms.saude.gov.br/saude-para-voce/saude-mental/acoes-e-programas-saude-mental/centro-de-atencao-psicossocial-caps

Nem todo transtorno mental tem cura, mas todos podem ser tratados. Eu sobrevivi ao pior de mim. Eu ainda estou aqui. Eu sou a prova viva.

Se você ainda não tem certeza sobre como e quando procurar ajuda de um psicólogo, experimente a terapia online. As vezes só por não ter que sair de casa, já evitamos um gatilho para a ansiedade e teremos mais força para seguir com um tratamento de forma mais diligente:

www.vittude.com

www.falafreud.com

zenklub.com.br

 

Se quiser bater um papo sobre isso me manda uma mensagem:

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Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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