Corpos dançantes

A companhia de dança Force Majeure quebrou todas as regras quando criou uma apresentação teatral “plus size”. Kate Champion, diretora da companhia, se uniu a artista e ativista, Kelli Jean Drinkwater, para criar a produção do espetáculo “Nothing to Lose”, cujo casting é composto por sete bailarinos gordos, 5 mulheres e dois homens.

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O espetáculo aconteceu em janeiro do ano passado, durante o Sidney Festival na Austrália, e continua dando o que falar. O objetivo da apresentação era  mudar a percepção dominante de como deve ser o corpo de dançarinos.

Como um todo, esse foi mais do que um espetáculo de dança contemporânea, foi um símbolo da representatividade, algo que as vezes pode parecer inexistente no mundo da dança. Foi um show de alto impacto visual para exaltar o corpo gordo e tudo o que ele é capaz de superar e fazer.

 

 

Acho que dentro dessa pauta também dá para falar um pouquinho sobre Whitney Way Thore, uma dançarina que está dentro de um contexto mais pop e sempre vale a pena ser mencionada quando falamos sobre gordos que amam dançar e são bons nisso.

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Depois que um vídeo seu dançando viralizou, Whitney ganhou voz para falar sobre as problemáticas da vida de uma mulher gorda em um programa de TV.

Além do seu próprio reality show, hoje ela é ativista e responsável pela campanha No Body Shame.

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Ela não começou sua carreira falando sobre aceitação, pelo contrário. Mas com o tempo ela tem se mostrado cada vez mais dedicada à luta contra a gordofobia, tem falado abertamente sobre como ser vítima de distúrbios alimentares impactou o modo como vê seu corpo e agora mostra uma ligação mais forte com o feminismo.

E por último, já que estamos falando e dançarinos gordos, nós não poderíamos finalizar esse post sem mostrar um dos vídeos mais bonitos que vi na minha timeline recentemente:

 

Deu vontade de sair dançando?

*imagens e vídeo: reprodução

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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