Guia definitivo para prevenir e tratar assaduras nas coxas

Em um dia que parecia ser fresco, saí para resolver algumas coisas, como não ia andar muito decidi usar vestido, sem modelador por baixo para proteger as coxas. É claro que poucas horas depois o sol estava a pino e por causa de um imprevisto tive que fazer uma longa caminhada. No meio do caminho eu já havia percebido que a assadura que aquela caminhada iria causar na parte interna das minhas coxas, seria uma das piores que já enfrentei. E eu tinha razão.

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Não é preciso ser mulher ou ser gorda para lidar com esse tipo de inconveniente, mas sendo mulher e sendo gorda isso está mais presente no nosso dia a dia. Ainda mais para mulheres como eu, que detestam se sentir escravizadas por bojos, cintas, elásticos e afins.

Mas eu deveria ter sido mais cautelosa, pelo menos nos últimos dias em que estive aplicando um creme a base de ácido retinoico, receitado pela minha dermatologista, para tratar estrias que tinham aparecido recentemente. Minha pele já estava sensível e já havia uma leve descamação, o que agravou a assadura num grau que eu jamais havia sofrido.

Nenhum dos recursos que costumo usar nesse tipo de situação funcionou. Pomadas cicatrizantes ou as específicas para assaduras não adiantaram, e a cada dia que passava a pele ia piorando, ganhando uma tonalidade arroxeada, uma textura grossa, além de estar áspera, cheia de bolinhas e descamando muito. Sem falar na coceira insuportável que me incomodava durante o dia e a noite toda. Minha dermatologista não estava disponível por causa das festas de fim de ano, então decidi experimentar algumas coisas sozinha (não recomendo que vocês façam o mesmo!). Experimentei um creme a base de corticoide na esperança que acelerasse a cicatrização e aliviasse a coceira, não deu certo e acabou deixando a pele na área da assadura mais ressecada, o que acabou aumentando a coceira.

Rub a dub dub, let's talk about chub rub!:

Com medo que a situação tivesse se agravado por causa de algum fungo ou bactéria, decidi experimentar pomadas antimicóticas a base de Cetoconazol ou Nitrato de isoconazol e não tive melhora.

Alguns dias depois, mexendo nas gavetas, encontrei um tubo novinho de Cicaplast, o balm reparador da La Roche-Posay, indicado para peles sensíveis, irritações cutâneas e dermatites. Foi a primeira vez que tive algum alívio. Usei por alguns dias mas ainda achava que a pele estava respondendo muito devagar e que a melhora era mínima, então decidi pesquisar mais sobre esse tipo de assadura para ver se encontrava algo que proporcionasse um alívio ainda maior e acelerasse a cicatrização.

Encontrei uma porção de artigos e decidi compilar o que aprendi em uma listinha sobre como prevenir e como tratar lesões na pele causadas por atrito:

– Para prevenir

  • Existem produtos específicos para preparar a pele para o atrito, como o Keep Movin, que cria uma película protetora na pele e pode ser usado nos pés e nas coxas. Não tem cheiro, não tem cor, é à prova d’água e também pode ser usado para tratar assaduras e lesões já existentes.

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Tratam-se de faixas feitas especificamente para proteger a área da coxa que é afetada pelo atrito. São feitas em tecidos apropriados para roupas íntimas e possuem bandas de silicone para garantir que não caiam ou enrolem (problema comum em peças usadas para esse fim). Como ninguém tinha pensado nisso antes?

As Bandelettes® são vendidas no site da própria marca, existem opções diversas de tamanhos, custam $15,99 e eles trabalham com frete internacional!

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  • O Redless Coat, da Pink Cheeks, parece ser o produto queridinho de quem pratica esportes, principalmente para quem pratica corrida. Ele também cria uma película protetora e facilita o deslizamento da pele para evitar as assaduras.

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Como funciona (de acordo com o site da própria Pink Cheeks):

Spray que evita assaduras, principalmente na parte interna da coxa. Fórmula que evita também bolhas nos pés.

Silicone lubrificante que melhora o deslizamento, minimizando o atrito e a formação de bolhas
Longa duração, resistente à água e ao suor.

Aplicação:
Borrifar Redless Coat na parte interna da coxa ou nos pés, para formar uma película protetora contra atrito ou bolhas.

Custa R$49,90 e você pode encontrar no site da marca.

  • Os talcos cremosos parecem ser os favoritos entre as blogueiras plus size, em todos os posts que li sobre o assunto encontrei indicações de pelo menos um deles. Eles mantém a pele sequinha e são antissépticos, mas até onde eu sei não duram tanto quanto os outros métodos que apresentei, já que é preciso levá-los na bolsa para “retocar” durante o dia.

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– Para tratar:

  • O amido de milho (Maizena) vai se tornar o seu melhor amigo no combate contra a coceira, ele absorve toda a umidade da região afetada e não acumula na pele (ao contrário do talco), além disso ele reduz o atrito, assim a área não é mais afetada, o que pode ajudar na cicatrização.

Eu optei por aplicar durante o dia, no meu horário de trabalho, principalmente por diminuir o incômodo e manter a pele sequinha e protegida de fungos.

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  • Todo mundo recomenda a geleia de Vaselina da Vasenol como algo para evitar as assaduras, mas eu acho inviável. Pensa bem, é super oleoso, a pele não absorve completamente, pode manchar sua roupa, não vai permitir que a pele transpire e toda sujeira ficará acumulada onde o produto for aplicado (o que pode facilitar o aparecimento de fungos).

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No entanto pode ser essencial para hidratar a pele, tratar as descamações e evitar que você se coce excessivamente enquanto estiver dormindo, por exemplo. E esse foi o momento que eu escolhi para aplicá-la, usei uma camada não muito fina todos os dias antes de dormir e a textura da minha pele mudou bastante e a descamação parou.

  • Cutisanol gel também é famoso entre as blogueiras, é um creme (mas pode ser achado em pó)  que costuma estar entre os indicados para prevenir as assaduras, mas como ele é cicatrizante acho mais útil usá-lo para tratar a condição. Você pode aplicar em vez da Maizena por exemplo, assim você tem um produto de efeito similar só que mais fácil de carregar na bolsa, que pode ser aplicado sem fazer sujeira.

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  • Se a sua assadura for superficial você terá sucesso em tratá-las com pomadas cicatrizantes, é só manter a área limpa e seca, e aplicar a pomada pelo menos 2x por dia. Eu recomendo Bepantol ou Massê, que são as pomadas que também uso no processo de cicatrização das minhas tatuagens.

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  • O Cicaplast, que mencionei no início do post, também é um creme cicatrizante, eu gosto mais dele porque a pele absorve bem mais rápido e ele também ajuda a diminuir a coceira. Optei por usá-lo após o banho e tive bons resultados. No começo, quando sentia que precisava de mais do que uma aplicação, eu lavava a área novamente, secava bem e reaplicava. Esse é um bom momento para dizer que para secar a pele da área afetada após o banho ou outras lavagens eu usava um secador na temperatura fria, essa foi uma recomendação que recebi da minha dermatologista em uma outra ocasião. Jamais use o secador na temperatura quente, mesmo que não seja muito quente pode ajudar na proliferação de fungos e bactérias.

 

 

  • Mas o que foi definitivo para me livrar de vez desse tormento foi a argila. Estava me preparando para viajar e decidi fazer uma máscara de argila no rosto para cicatrizar alguns pontos vermelhos. Já que a ideia era cicatrização decidi experimentar na área da assadura também. Apliquei e enxaguei como de costume e logo em seguida vi minha pele completamente diferente, lisinha, sem coceira, sem bolinhas e mais clara. Eu usei argila preta, como esse tratamento pode ressecar a pele apliquei uma camada fina de vaselina na sequência. Desde então não usei mais nenhum produto, minha pele cicatrizou por completo! (Eu já falei sobre tipos de argila neste post e sobre a argila que eu uso neste post)

 

Vale ressaltar que, por mais que essas dicas sejam bacanas e que eu tenha feito uma boa pesquisa para escrever esse post, o ideal sempre é consultar um dermatologista, principalmente para lidar com uma assadura mais grave ou mais persistente.

Não esqueça de verificar a composição desses produtos para garantir que eles não te causem alergias.

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*imagens: reprodução

 

Fundadora e editora do O Cabide, formada em moda, fotógrafa iniciante, apaixonada por figurinos e história da moda. Futura jetsetter, feminista, gayzista, abortista, gorda, patrona do amor próprio e entusiasta da maquiagem para beleza e para a arte.

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