That’s so fetch!

Oi oi, gente!

Na verdade eu nem sei bem como começar dessa vez, afinal, tem tanta coisa para falar sobre esse filme que não sei onde é o ideal ponto de início. Bem, lançado em 2004 com roteiro da maravilhosa Tina Fey e direção de Mark Waters, Meninas Malvadas é um filme baseado no livro “Queen Bees and Wannabes”  de Rosalind Wiseman. O livro não é um romance, nem uma ficção, é um livro de auto ajuda que foi para as livrarias em 2002.

disponível por R$54,50 na Saraiva. (Nunca li, infelizmente!)

Sei que muitos já conhecem a sinopse, mas vai uma rapidinha:
Cady Heron (Lindsay Lohan) é uma garota que cresceu na África e sempre estudou em casa, nunca tendo ido a uma escola. Após retornar aos Estados Unidos com seus pais, ela se prepara para iniciar sua vida de estudante, se matriculando em uma escola pública. Logo Cady percebe como a língua venenosa de suas novas colegas pode prejudicar sua vida e, para piorar ainda mais sua situação, Cady se apaixona pelo garoto errado.

Eu sou o tipo de pessoa que sabe o filme de trás pra frente e que até uns anos atrás sabia toda a coreografia da cena de Jingle Bell Rock do show de talentos.

Passei a minha infância assistindo a esse filme repleto de dramas adolescentes, que vão desde a cor da sua roupa e quem você namora até a exclusão dentro do ambiente escolar e a formação daqueles conhecidos grupinhos que qualquer escola tem. Por isso, vejo esse filme como um reflexo um pouco exagerado (ou não) do ambiente escolar real.

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Que escola não tem aqueles grupos formados que não se misturam de forma alguma? Que escola não tem aquela pessoa “super popular” odiada por uns e amada por outros? Que escola não tem aqueles que fingem ser o que não são só pra ter uma atenção extra? Que escola não tem aquele professor chato (se alguém não lembra, no filme tem a cena em que a Cady não pode ir ao banheiro e nem comer na sala de aula. PEDIR PRA IR AO BANHEIRO?! Hoje eu, como universitária, acho isso o cúmulo)? Ou aquela professora legal que você sabe que pode pedir ajuda? Enfim, a escola é um lugar altamente dramático onde poucos se colocam no lugar do outro ou tem a cabeça aberta para o que vier ou para as pessoas que são diferentes daquilo que elas estão acostumadas a conviver. Muitos estão simplesmente preocupados com o seu status lá dentro (que vai servir pra que mesmo?) e se importando demais com o que os outros vão pensar deles (que importa porque?)  “Entrar para os matletas é suicídio social!” – Onde que, gostar de uma matéria, gostar de estudá-la e participar de competições é um problema?

Uma das melhores cenas do filme, e, que por incrível que pareça, já consegui colocar em uma prova de redação. “Chamar alguém de gorda não te faz mais magra Chamar alguém de burro não te faz mais inteligente. Tudo o que você pode fazer na vida é tentar resolver o problema que está na sua frente”

Vou levar mais em conta o ensino médio aqui, até porque é o período que o filme retrata. Tive a oportunidade de conhecer todo o tipo de gente no meu tempo no colégio, afinal, era uma escola com muita gente (só no meu terceiro ano eram 6 turmas e cada uma com 50 alunos em média). Conheci desde aquelas pessoas super democráticas até pessoas extremamente inteligentes e pessoas que eram incrivelmente boas companhias. Mas, por outro lado, também tive a oportunidade de conviver com pessoas que emanavam ódio pela escola e não se importavam nem um pouco em serem esnobes. Algumas Reginas. Algumas Janis. Alguns Aarons e Damians. Cadys, Gretchens e Karens.

Elenco reunido para a comemoração de 10 anos do filme

Não vou também apenas jogar pedras no meu ensino médio. Tive ótimos momentos e conheci algumas pessoas incríveis. Conto nos dedos só das mãos quem são meus amigos hoje que não fizeram ensino médio comigo. A maioria das melhores pessoas que conheci foram nesses 3 anos de céu e inferno, e quando digo que elas são incríveis eu não estou exagerando. São amizades estilo Janis e Damian. Amigos que hoje provam que a distância não é nada, que isso é apenas um fator a mais, mas que não tira, em hipótese alguma, a importância do que é.


Dentro da minha escola existia uma coisa realmente chata, que era: você vai ser olhado muito torto se não for igual a todo mundo e seguir o padrão existente lá dentro, seja por parte dos alunos ou de alguns professores (sim, professores). Na época da Páscoa, por exemplo, duas pessoas de cada turma se vestiam de coelhinhos para passar nas turmas e recolher doações dos alunos para comprarem ovos para crianças carentes (até aí ok, o projeto é legal), a questão é: chegou a mim um dia a seguinte informação: “os professores escolhem as pessoas mais populares pra conseguirem dinheiro”. Me desculpem se a informação que me passaram foi errada, mas fiquei simplesmente chocada por ver a escola dar suporte para a segregação de alunos. Qual era o problema em chamar outras pessoas?! Sim, sempre vai aparecer aquela pessoa que vai entender minha opinião como: “ah, você fala isso porque queria estar lá!”. Meu bem, eu podia querer, podia não querer, pra mim tanto faz, a questão sendo tratada aqui não é essa; a questão é a escola dar força para esse tipo de super padronização e super valorização pra algumas coisas e não para outras. Digo isso porque lá, se você não era de exatas, você sofria, ninguém valorizava muito a parte de humanas. Então que tal desviar um pouco a atenção de todo esse reforço de padrão e hiper valorização para algo que realmente seja útil para todos?

“I used to think that was just fat and skinny. But apparently there’s lots of things that can be wrong on your body.”

E, bom, aquele outra coisa retratada de forma bem explícita no filme: o conhecido drama do “me apaixonei por quem não deveria!”. Quem nunca? Pois é. E no ensino médio isso parece uma coisa muito maior do que realmente é.Aliás, quase tudo o que acontece dos seus 14 aos 17 anos, podem acabar se tornando tempestades em copo d’água. No filme, Cady se apaixona por Aaron que é ex namorado da Regina, e suas “amigas” simplesmente falam que ela não pode se apaixonar por ele.

GROOL!

Porque diabos você não pode se apaixonar por quem você quiser? Isso é uma questão pessoal, eu e minha melhor amiga por exemplo, levamos isso desde sempre com a gente automaticamente, mas há quem pense diferente. Mas enfim, alguém ficar te falando de quem você deve ou não gostar é simplesmente ERRADO! Seus amigos, namorados, namoradas ou o que for, devem ser quem você gosta por você e não pela sua imagem ou dos seus amigos.

E, ao fim do filme, quem não ama o discurso da Cady e da reviravolta, que mostra que as pessoas podem sim mudar?

Acho que nem preciso mais dizer o quanto, e o porque, acho que Meninas Malvadas pode ser real. E que sim, as pessoas podem mudar. A minha conclusão, é que o colégio é uma junção de todos esses dramas adolescentes: Meninas Malvadas, Pretty Little Liars, O Clube dos Cinco, American Pie, enfim… Cady não está errada quando tem as visões do mundo adolescente como uma selva, em que se você for se deixar levar por tudo o que falam de você, sua mente vai querer explodir. Onde algumas pessoas são capazes de facadas inimagináveis pra atingir um objetivo.

Algumas – várias – curiosidades:

  • Amy Pohler, que interpreta a mãe de Regina George, é apenas 7 anos mais velha que Rachel McAdams
  • A personagem Janis Ian (Lizzy Caplan), amiga outsider da protagonista, recebeu esse nome graças à cantora de mesmo nome – que foi a primeira convidada do Saturday Night Live, programa onde Tina Fey foi redatora por muitos anos. A verdadeira Janis tem até uma música bem fofa na trilha do filme, At Seventeen.
“Você acha que todo mundo te ama quando na verdade todos te odeiam.”
  • Umas cenas mais famosas na verdade não foi gravado com todas as atrizes juntas. A Lindsay era menor de idade na época e eles só tinham 9 horas para gravar com ela. A solução foi filmar tudo separado e em 48 frames por segundo (camêra lenta) e depois fizeram o ajuste do som e imagem na sala de edição. Na cena pode-se reparar sempre na pessoa que está falando, mas se você olhar para as outras personagens a cena estará em câmera lenta.

  • A frase You go, Glen Coco!, saída do filme, virou meme. Mas poucos sabem que o nome do personagem, que não tem nenhuma fala no filme inteiro, foi dado em homenagem a um amigo real de Tina Fey.

  • Em uma cena do filme, Cady (Lindsay Lohan) reconhece a música tocando no baile de formatura: Built this way, de Samantha Ronson – DJ que anos depois seria namorada de Lindsay na vida real. (ouçam a música, vale a pena!)
  • Sim, existe Meninas Malvadas 2, que é simplesmente uma droga e não tem nada a ver com o primeiro. Passou batido e não foram muitos os que assistiram.
  • Amanda Seyfried também fez o teste para o papel de Regina George, foi muito bem, mas acabou se saindo melhor como a Karen. Também li uma vez que a química da Lindsay Lohan com a Rachel como Regina era melhor do que com a Amanda. Segundo o diretor “Ela [Amanda] era muito mais assustadora, mas estranhamente menos intimidadora”


    Lindsay Lohan fez teste para interpretar Regina George e Rachel McAdams para ser Cady Heron. Existem várias histórias sobre essa troca de papéis, a mais interessante é que Lindsay se sentia ameaçada por Rachel quando elas contracenavam juntas, porque Rachel era mais velha e mais experiente. Vendo essa faísca, o diretor achou que seria legal explorar essa “insegurança” em cena e transformou Lilo na boa moça da história.

  • O diretor já havia trabalhado com Lindsay em “Sexta-Feira muito Louca”
  • Amy Poehler (mãe da Regina) escreveu o rap do Kevin G.  Além de escrever o rap, a atriz e roterista fez a coreografia e fez um intesivão de rap com Kevin G.

*minhas fontes: Borboletas na carteira, Hugo Gloss, Outra página.

Disponível na Netflix, para felicidade geral!!
Não deixem de procurar no youtube as cenas, infelizmente, deletadas, uma é melhor que a outra!

Um beijo e lembrem que quarta feira é dia de usar rosa! (:

*imagens: reprodução

Estudante de psicologia, fanática pelas mentes mais loucas imagináveis. Adoro um bom livro, um ótimo filme, fones de ouvido e uma música pra dançar.

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